Everlasting Love
10 Ten
Notas iniciais

A viagem demorou cerca de uma hora e meia até ao aeroporto JFK despedi-me de Dean e Olívia antes de entrar no mesmo táxi que Mel, Nate e Adam, que informou o local para onde íamos, alguns minutos se passaram até reconhecer a rua onde vivia pagamos todos a corrida do táxi e cada um transportou a sua mala até ao passeio.
– Bem até amanhã pessoal. — disse Adam despedindo-se de todos com um abraço e caminhou para o prédio onde vivia ao fundo da rua.
– Eu vou subindo Mel. Até amanhã Nate. — disse pegando na mala e entrando no edifício.
Chamei o elevador e esperei que as portas de metal se abrissem dando-me passagem, carreguei no botão do meu andar e ouvi uma música ligeira, típica dos elevadores, assim que cheguei à entrada de casa procurei as chaves na carteira e destranquei a porta, fechando-a de seguida.
Eram quase dez da noite quando acabei de tomar banho, decidi ir até à cozinha comer uma sande, pois o jantar no avião não tinha servido grande coisa para matar a fome, Mel via tv sentada no banco alto do balcão da sala, que dava para a cozinha.
– Estou esgotada. — disse.
– Somos duas, acho que vou para a cama e adormecer instantaneamente. — sorri.
– Quem nos mandou ir para a praia o dia todo. — riu.
– Pois, amanhã tens aulas de manhã.
– Não! Fiquei com aulas só de tarde à segunda.
– Que sorte. Dava tudo para ficar a dormir até mais tarde amanhã.
– Pelo menos tens a companhia do Adam, ele ficou no horário da manhã.
– Também tenho o Dean ficamos juntos. — sorri.
– Melhor então, bem até amanhã amiga. — disse saindo da sala em direcção ao quarto.
*
Acordei com o despertador, que desliguei mal consegui bater nele, ainda estava tão sonolenta que calcei as pantufas ao contrário, ri comigo mesma quando reparei já no wc, despi-me e entrei debaixo do chuveiro e senti o relaxamento dos músculos ao toque da água quente, ensaboei o corpo e lavei o cabelo com o meu champô de cocô, depois retirei tudo ao passar com água. Peguei na minha toalha e sequei o corpo, enrolando de seguida o cabelo nela e vesti um robe em cetim preto, sai para o meu quarto e passei um hidratante na pele que já pedia por ele. Abri o armário e escolhi a roupa que ia levar, uma saia, um top, botins e alguma bijuteria assim como a carteira, e vesti tudo arranjando o cabelo de seguida com o ferro.
Dirigi-me até à cozinha, onde bebi um sumo de laranja natural e comi uma tosta com doce de morango, depois voltei ao wc onde escovei os dentes e, por fim, sai de casa encontrando alguns vizinhos no elevador.
O caminho até à faculdade era curto, apenas dez minutos, embrenhei-me no meio da confusão e atravessei a rua para o outro lado, onde passei pelo North General Hospital que já se encontrava num reboliço total, contornei a esquina e passei pelo Morningside Park onde, finalmente, entrei no campus da universidade, avistei alguns colegas da minha turma, mas antes sequer de andar em direcção a eles o meu caminho foi barrado por Adam que exibia o seu melhor sorriso.
– Bom dia. — disse.
– Olá. — cumprimentei com um beijinho na bochecha.
– Acho que hoje és a minha companhia, não te importas?
– Não, os meus colegas de turma são aborrecidos. — afirmei — Viste o Dean?
– Ainda não, deve estar atrasado.
– A noite deve ter sido longa. — sorri.
– Marota. — riu.
– É a verdade. – disse, inocentemente. — Agora tenho que ir para a aula de Comunicação. Vemo-nos no intervalo. — e segui os meus colegas até ao auditório.
– Até já. — disse indo para o pavilhão dele.
Era uma e meia da tarde quando as aulas, por fim, acabaram, sai até ao meu cacifo para guardar os livros, que não iria precisar até quinta-feira, e retirei outros para o dia seguinte após trancar o aloquete caminhei em direcção ao refeitório que já tinha a fila até às escadas para o pátio, procurei Adam, mas não o avistei decidi ligar-lhe mas vi que tinha uma mensagem "Vem ter comigo ao La Carbonnara. Beijo Adam" respondi que estava a caminho e assim o fiz.
Quando cheguei Adam esperava por mim na porta, assim que entramos fomos atendidos por um empregado que nos indicou a mesa, o ambiente era acolhedor e vi muitos rapazes e raparigas da universidade espalhados pelas várias mesas.
– Hoje não me apetecia ficar na fila. — informou-me assim que nos sentamos.
– Fizeste bem. — sorri. — Humm lasanha. – afirmei quando passou um empregado com um tabuleiro cheio de lasanha para outra mesa.
– Acho que já escolheste. — disse gargalhando um pouco.
– Sim.
Fizemos os pedidos das bebidas e dos pratos principais excluindo a sobremesa, enquanto esperávamos, conversamos sobre as aulas da manhã e sobre o facto de querer dormir mais um pouco ao acordar, assim que fomos servidos comemos, calmamente, até ambos ficarmos satisfeitos.
– Vais para casa? — perguntou à saída.
– Sinceramente não sei. E tu?
– Eu ia, mas se quiseres faço-te companhia.
– Não, vai lá. — disse.
– Ou então se quiseres podes vir comigo. — sorriu de maneira infantil.
– Hmm está bem. — acedi.
Caminhamos por outro dos caminhos possíveis que tínhamos para a nossa rua e passamos pelo Central Park, onde estavam algumas famílias, empresários a almoçar, pessoas a fazer exercício ou simplesmente a passearem os cães.
O porteiro do prédio de Adam abriu a porta de entrada e nós encaminhamo-nos para o seu andar, conversamos no elevador até entrarmos em casa.
– Fica à vontade. — ouvi Adam dizer enquanto ia ao quarto pousar a pasta dos livros.
– Ok. — disse caminhando até à sala, que tinha uma disposição diferente da que vira no Ano Novo.
– De volta. — sorriu.
– És tu? — perguntei apontando para uma fotografia de um rapazinho magricela com um sorriso imenso.
– Vá, podes gozar. — disse.
– Oh eras fofinho. — respondi.
– Era?
– Ainda és, mas só quando queres. — afirmei.
– Só algumas pessoas é que merecem.
– Concordo. — disse voltando a minha atenção para ele que se encontrava atrás de mim a olhar para a foto.
– Por isso, é que só alguns é que sabem que sou fofo. — riu. — Tu és uma dessas pessoas.
– Aww que querido. — sorri.
– Mereces, por isso...
O meu coração batia, freneticamente, derivado à proximidade, a química entre nós era óbvia, mas nenhum de nós admitia à frente dos nossos amigos ainda assim quando nos encontrávamos a sós a faísca tornava-se uma chama intensa. Nos seus olhos via desejo tal e qual os meus deveriam demonstrar, nossas bocas pediam que as uníssemos e o nosso corpo arrepiava-se ao toque um do outro.
Senti o seu hálito a menta e o roçar leve dos seus lábios nos meus, o nosso olhar não se desviava apenas desvanecia-se com o fechar das pálpebras, por fim senti o seu sabor preencher a minha boca e dei permissão para que as nossas línguas dançassem em sintonia.
– Lançaste-me um feitiço. — disse um pouco ofegante após quebrar o beijo, ainda que continuasse muito próximo.
– Porquê dizes isso? -sorri.
– És como um íman para mim. — sussurrou no meu ouvido, depositando leves beijos no meu pescoço que queimavam a minha pele à medida do toque dos seus lábios.
Aos poucos começamos a andar até às costas do sofé, onde nos encostamos, coloquei a mão na sua barriga e levantei de leve a t-shirt, que Adam vestia, sentindo os seus músculos contraírem-se, este acabou por despi-la, deixando-a no chão da sala e beijando-me de novo, ambos queríamos estar o mais próximo um do outro possível.
– Vem comigo. — disse-me com a voz rouca. Deu-me a sua mão e encaminhou-me até ao seu quarto.
Senti o fecho da saia abrir-se devagar enquanto era beijada, assim como, a saia a cair, passei as mãos pelos abdominais até ao botão das calças que desapertei sem dificuldade alguma e ambos caímos na cama entre sorrisos.
– Tens a certeza? — perguntou.
– Absoluta. — afirmei ofegante entre beijos urgentes.
Assim que nos livramos das últimas peças de roupa envolvemo-nos num só, saboreando cada toque, cada beijo, cada carinho como se fosse o último, sentia-me preenchida, feliz e única. Os minutos passavam e ambos nos encontrávamos quase no limite acabando aquele momento com a ouvir o nome de cada um dito no ápice do prazer. Adam beijou-me, intensamente, saindo de cima de mim e aninhando-me em seguida no seu peito, ambos ficamos em silêncio enquanto normalizávamos a nossa respiração.
– És linda. – sussurrou fazendo um pequeno desenho com os dedos nas minhas costas despidas.
– Adoro-te. — disse depositando um beijo no peito desnudo. Ambos acabamos por nos deixar adormecer nos braços um do outro, imersos num mundo só nosso que mais ninguém compreendia.
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