Notas iniciais
Hello gente! Desculpem o atraso, mas andei muito atarefada nestes últimos dias. Espero que este capítulo compense! Enjoy!

A viagem demorou cerca de uma hora e meia até ao aeroporto JFK despedi-me de Dean e Olívia antes de entrar no mesmo táxi que Mel, Nate e Adam, que informou o local para onde íamos, alguns minutos se passaram até reconhecer a rua onde vivia pagamos todos a corrida do táxi e cada um transportou a sua mala até ao passeio.

– Bem até amanhã pessoal. — disse Adam despedindo-se de todos com um abraço e caminhou para o prédio onde vivia ao fundo da rua.

– Eu vou subindo Mel. Até amanhã Nate. — disse pegando na mala e entrando no edifício.

Chamei o elevador e esperei que as portas de metal se abrissem dando-me passagem, carreguei no botão do meu andar e ouvi uma música ligeira, típica dos elevadores, assim que cheguei à entrada de casa procurei as chaves na carteira e destranquei a porta, fechando-a de seguida.

Eram quase dez da noite quando acabei de tomar banho, decidi ir até à cozinha comer uma sande, pois o jantar no avião não tinha servido grande coisa para matar a fome, Mel via tv sentada no banco alto do balcão da sala, que dava para a cozinha.

– Estou esgotada. — disse.

– Somos duas, acho que vou para a cama e adormecer instantaneamente. — sorri.

– Quem nos mandou ir para a praia o dia todo. — riu.

– Pois, amanhã tens aulas de manhã.

– Não! Fiquei com aulas só de tarde à segunda.

– Que sorte. Dava tudo para ficar a dormir até mais tarde amanhã.

– Pelo menos tens a companhia do Adam, ele ficou no horário da manhã.

– Também tenho o Dean ficamos juntos. — sorri.

– Melhor então, bem até amanhã amiga. — disse saindo da sala em direcção ao quarto.

*

Acordei com o despertador, que desliguei mal consegui bater nele, ainda estava tão sonolenta que calcei as pantufas ao contrário, ri comigo mesma quando reparei já no wc, despi-me e entrei debaixo do chuveiro e senti o relaxamento dos músculos ao toque da água quente, ensaboei o corpo e lavei o cabelo com o meu champô de cocô, depois retirei tudo ao passar com água. Peguei na minha toalha e sequei o corpo, enrolando de seguida o cabelo nela e vesti um robe em cetim preto, sai para o meu quarto e passei um hidratante na pele que já pedia por ele. Abri o armário e escolhi a roupa que ia levar, uma saia, um top, botins e alguma bijuteria assim como a carteira, e vesti tudo arranjando o cabelo de seguida com o ferro.

Dirigi-me até à cozinha, onde bebi um sumo de laranja natural e comi uma tosta com doce de morango, depois voltei ao wc onde escovei os dentes e, por fim, sai de casa encontrando alguns vizinhos no elevador.

O caminho até à faculdade era curto, apenas dez minutos, embrenhei-me no meio da confusão e atravessei a rua para o outro lado, onde passei pelo North General Hospital que já se encontrava num reboliço total, contornei a esquina e passei pelo Morningside Park onde, finalmente, entrei no campus da universidade, avistei alguns colegas da minha turma, mas antes sequer de andar em direcção a eles o meu caminho foi barrado por Adam que exibia o seu melhor sorriso.

– Bom dia. — disse.

– Olá. — cumprimentei com um beijinho na bochecha.

– Acho que hoje és a minha companhia, não te importas?

– Não, os meus colegas de turma são aborrecidos. — afirmei — Viste o Dean?

– Ainda não, deve estar atrasado.

– A noite deve ter sido longa. — sorri.

– Marota. — riu.

– É a verdade. – disse, inocentemente. — Agora tenho que ir para a aula de Comunicação. Vemo-nos no intervalo. — e segui os meus colegas até ao auditório.

– Até já. — disse indo para o pavilhão dele.

Era uma e meia da tarde quando as aulas, por fim, acabaram, sai até ao meu cacifo para guardar os livros, que não iria precisar até quinta-feira, e retirei outros para o dia seguinte após trancar o aloquete caminhei em direcção ao refeitório que já tinha a fila até às escadas para o pátio, procurei Adam, mas não o avistei decidi ligar-lhe mas vi que tinha uma mensagem "Vem ter comigo ao La Carbonnara. Beijo Adam" respondi que estava a caminho e assim o fiz.

Quando cheguei Adam esperava por mim na porta, assim que entramos fomos atendidos por um empregado que nos indicou a mesa, o ambiente era acolhedor e vi muitos rapazes e raparigas da universidade espalhados pelas várias mesas.

– Hoje não me apetecia ficar na fila. — informou-me assim que nos sentamos.

– Fizeste bem. — sorri. — Humm lasanha. – afirmei quando passou um empregado com um tabuleiro cheio de lasanha para outra mesa.

– Acho que já escolheste. — disse gargalhando um pouco.

– Sim.

Fizemos os pedidos das bebidas e dos pratos principais excluindo a sobremesa, enquanto esperávamos, conversamos sobre as aulas da manhã e sobre o facto de querer dormir mais um pouco ao acordar, assim que fomos servidos comemos, calmamente, até ambos ficarmos satisfeitos.

– Vais para casa? — perguntou à saída.

– Sinceramente não sei. E tu?

– Eu ia, mas se quiseres faço-te companhia.

– Não, vai lá. — disse.

– Ou então se quiseres podes vir comigo. — sorriu de maneira infantil.

– Hmm está bem. — acedi.

Caminhamos por outro dos caminhos possíveis que tínhamos para a nossa rua e passamos pelo Central Park, onde estavam algumas famílias, empresários a almoçar, pessoas a fazer exercício ou simplesmente a passearem os cães.

O porteiro do prédio de Adam abriu a porta de entrada e nós encaminhamo-nos para o seu andar, conversamos no elevador até entrarmos em casa.

– Fica à vontade. — ouvi Adam dizer enquanto ia ao quarto pousar a pasta dos livros.

– Ok. — disse caminhando até à sala, que tinha uma disposição diferente da que vira no Ano Novo.

– De volta. — sorriu.

– És tu? — perguntei apontando para uma fotografia de um rapazinho magricela com um sorriso imenso.

– Vá, podes gozar. — disse.

– Oh eras fofinho. — respondi.

– Era?

– Ainda és, mas só quando queres. — afirmei.

– Só algumas pessoas é que merecem.

– Concordo. — disse voltando a minha atenção para ele que se encontrava atrás de mim a olhar para a foto.

– Por isso, é que só alguns é que sabem que sou fofo. — riu. — Tu és uma dessas pessoas.

– Aww que querido. — sorri.

– Mereces, por isso...

O meu coração batia, freneticamente, derivado à proximidade, a química entre nós era óbvia, mas nenhum de nós admitia à frente dos nossos amigos ainda assim quando nos encontrávamos a sós a faísca tornava-se uma chama intensa. Nos seus olhos via desejo tal e qual os meus deveriam demonstrar, nossas bocas pediam que as uníssemos e o nosso corpo arrepiava-se ao toque um do outro.

Senti o seu hálito a menta e o roçar leve dos seus lábios nos meus, o nosso olhar não se desviava apenas desvanecia-se com o fechar das pálpebras, por fim senti o seu sabor preencher a minha boca e dei permissão para que as nossas línguas dançassem em sintonia.

– Lançaste-me um feitiço. — disse um pouco ofegante após quebrar o beijo, ainda que continuasse muito próximo.

– Porquê dizes isso? -sorri.

– És como um íman para mim. — sussurrou no meu ouvido, depositando leves beijos no meu pescoço que queimavam a minha pele à medida do toque dos seus lábios.

Aos poucos começamos a andar até às costas do sofé, onde nos encostamos, coloquei a mão na sua barriga e levantei de leve a t-shirt, que Adam vestia, sentindo os seus músculos contraírem-se, este acabou por despi-la, deixando-a no chão da sala e beijando-me de novo, ambos queríamos estar o mais próximo um do outro possível.

– Vem comigo. — disse-me com a voz rouca. Deu-me a sua mão e encaminhou-me até ao seu quarto.

Senti o fecho da saia abrir-se devagar enquanto era beijada, assim como, a saia a cair, passei as mãos pelos abdominais até ao botão das calças que desapertei sem dificuldade alguma e ambos caímos na cama entre sorrisos.

– Tens a certeza? — perguntou.

– Absoluta. — afirmei ofegante entre beijos urgentes.

Assim que nos livramos das últimas peças de roupa envolvemo-nos num só, saboreando cada toque, cada beijo, cada carinho como se fosse o último, sentia-me preenchida, feliz e única. Os minutos passavam e ambos nos encontrávamos quase no limite acabando aquele momento com a ouvir o nome de cada um dito no ápice do prazer. Adam beijou-me, intensamente, saindo de cima de mim e aninhando-me em seguida no seu peito, ambos ficamos em silêncio enquanto normalizávamos a nossa respiração.

– És linda. – sussurrou fazendo um pequeno desenho com os dedos nas minhas costas despidas.

– Adoro-te. — disse depositando um beijo no peito desnudo. Ambos acabamos por nos deixar adormecer nos braços um do outro, imersos num mundo só nosso que mais ninguém compreendia.

Notas finais
Que tal?