Notas iniciais
Olá! Desculpem a demora, mas ando sem tempo para nada ultimamente. Obrigada a quem comentou e a quem lê a fic. Espero que gostem deste capítulo!

Acordei com o barulho do chuveiro e, lentamente, abri os olhos observando que não me encontrava em minha casa, mas na de Adam, sorri afinal tinha mesmo acontecido e não fora um sonho. Sentei-me encostada à cabeceira da cama a contemplar o tecto, que nada tinha de especial, apenas me sentia, extremamente feliz. Deixei-me ficar assim até ouvir a água cessar, o que me fez desviar o olhar para a porta do quarto.

–Acordei-te? – disse Adam aparecendo apenas de toalha enrolada na cintura.

– Não. Que horas são? – perguntei coçando o olho com a mão.

– Ahm, são nove da noite. – informou olhando para o relógio em cima da cómoda. – Dormiste bem?

– Sim. – sorri. – Será que posso tomar um banho?

– Claro, está à vontade. Eu vou fazer o nosso jantar. – disse beijando-me.

– Hmm... Óptimo, estou esfomeada. – e sai do quarto entrando no chuveiro, digno de um hotel de cinco estrelas.

Após concluir o meu duche enrolei-me numa toalha onde era possível sentir o ligeiro perfume de Adam, sai em direcção ao quarto e reparei num pijama em cima da cama deixado de propósito para eu vestir, vesti a t-shirt que me ficava pelo meio da coxa e os calções do conjunto.

– Estou de volta. – sorri quando cheguei à cozinha – Hmm, cheira bem. – disse sentando-me no balcão.

– Espero que gostes. – disse oferecendo-me um cogumelo do strogonoff.

– Adoro. Ahm, obrigada por me emprestares o pijama.

– De nada. – sorriu – Vou pôr a mesa.

– Eu ajudo, não vais fazer tudo. – afirmei.

– Ok. – e com a ajuda de Adam coloquei a mesa para ambos na sala.

Ao fim de alguns minutos iniciamos o nosso jantar com a televisão ligada e conversa ligeira aqui e ali, após a conclusão da refeição foi a minha vez de trabalhar e, por isso, lavei a louça, acabando por ficar com a t-shirt cheia de pingas de água e espuma no nariz e cabelo graças às brincadeiras de Adam.

– Podias dormir cá. – disse com a voz manhosa

– Hmm, não sei. A Mel deve estar preocupada. – afirmei, enquanto era abraçada por ele carinhosamente.

– Avisas. – sorriu como um rapazinho.

– Está bem. – disse derrotada a revirar os olhos.

– Yeieh! – exclamou beijando-me nos lábios. – Adoro-te.

– É difícil não gostar de mim. – provoquei.

– Eu sei disso muito bem. – piscou o olho.

– Eu vou ligar a Mel. – disse caminhando até ao seu quarto onde tinha o telemóvel.

Assim que deu o quinto toque, a minha melhor amiga atendeu a rir-se, possivelmente, por causa de Nate, que estaria lá em casa, avisei onde estava e ela logo deduziu o que havia acontecido ficando super alegre, acabando por ser o seu namorado a desligar o telemóvel tal era a correria que Melodie fazia, ri imaginando a situação que devia ser muito parecida com a que há um ano presenciara aquando a sua admissão na faculdade.

– Já avisaste? – ouvi perguntarem atrás de mim.

– Sim. Anda para aqui. – disse batendo no colchão fazendo Adam andar até à cama onde se sentou comigo no meio das suas pernas.

– Tens sono? – neguei com a cabeça – Queres ver um filme?

– Pode ser. – sorri chegando-lhe o comando da mesinha de cabeceira.

– Comédia, certo?

– Sim, como sabias?

– Das cinco vezes que fomos ao cinema em grupo tu escolhias sempre as comédias, acaba por ser fácil saber o que gostas. – afirmou.

– Nunca tinha reparado que fazia isso.

– Agora já sabes. – sorriu dando-me um beijo na testa e aconchegou-nos melhor debaixo dos lençóis.

*

Passaram-se três semanas desde o dia em que fora a casa de Adam. O mês de maio já se encontra no final e, por isso mesmo, começamos todos a preparar os nossos planos para as férias grandes depois dos exames finais. Como combinado eu iria para Boston passar um mês com o meu pai e depois, provavelmente, iria com Mel e seus pais para Cabo no México, visto que a minha melhor amiga odiava passar as férias sozinha com os pais e como sempre convidara-me para ir com ela. Apenas ficaria com Agosto livre onde ia tentar arranjar um estágio de Verão até Setembro numa revista de moda, ficando com um currículo mais recheado, para depois conseguir ser editora na Vogue ou no The Times.

– Ufa, achas que ainda vai ficar mais calor? – questionou Liv abanando um papel no auditório onde estávamos a ter aula.

– Talvez, mas também já é demais. – disse dando um gole na garrafa de água. – Só me dá vontade de ir para a praia.

– Nem me fales nisso, só de pensar nas ondas que estou a perder. – ouvi Dean dizer ao meu lado esquerdo com um ar de sofrimento puro.

– Podíamos ir a Long Beach à tarde. – disse Liv.

– Era uma boa ideia, mas temos aulas. – afirmei.

– São as últimas aulas, vá lá é só uma vez. – pediu Dean.

– Ok, vamos para lá depois desta aula, mas primeiro temos de ir a casa.

– Ieih, melhor sexta-feira à tarde de sempre. – exclamou.

– Tonto. – ambas dissemos a rir baixinho.

A aula acabou com o toque da campainha e todos os alunos saíram dos respectivos pavilhões para o almoço, Dean dirigiu-se ao parque de estacionamento onde tinha o seu carro, enquanto que eu e Olivia esperávamos na escadaria principal. No meio da confusão reparei em Mel e Adam a aproximarem-se de nós sem Nate.

– Olá meninas. – cumprimentou.

– Vínhamos convidar-te a para vir almoçar connosco ao La Carbonnara. – disse Mel sorridente.

– Desculpa amiga, mas já temos planos para a tarde.

– Que planos?

– Praia! – gritou Liv.

– Também quero! – disse num tom de desespero. – Odeio ter aulas de tarde. – amuou.

– Nós só temos uma por isso vamos faltar. – informei.

– Sua rebelde! – exclamou.

– Também podes vir.

– Não dá, eu tenho aulas até às oito da noite, bah. Pelo menos o Nate vai ter aulas comigo.

– Ei, não tenho culpa de ficar com o melhor horário. – disse Adam defendendo-se.

– Sortudo.

– Também vens? – perguntei a Adam.

– Se puder claro. – sorriu.

– Andem daí! – gritou Dean após buzinar algumas vezes, despertando a atenção de alguns alunos que por ali passavam naquele momento.

– Txau Mel. – dissemos todos a correr para o carro deixando uma Mel amuada enquanto esperava pelo Nate, que subia a escadaria e que ficou sem perceber o que tinha acabado de acontecer.

Seguimos caminho até minha casa onde pousamos os livros, acabei por emprestar um bikini a Olívia que lhe assentava na perfeição, depois esperamos na entrada do prédio de Adam pelos rapazes que tinha ido trocar de roupa também.

Assim que eles saíram, seguimos viagem até Long Beach, que demoraria cerca de uma hora de carro, isto se houvesse trânsito. Quando dei por mim tínhamos deixado os prédios altos e a confusão de New York para trás e começávamos a avistar prédios mais baixos e as dunas da praia ao longe. Encostei-me a Adam durante a viagem, observando a paisagem este rodeou-me com o seu braço e pude ver um sorriso ligeiro de Olívia ao ver-nos no espelho.

Quando saímos do carro, sentimos uma brisa fresca e vimos uma praia cheia, Adam acompanhou-me pelo passadiço até à areia onde ficamos à espera de Dean e Liv que estavam a brincar um com o outro.

Escolhemos um sítio mais reservado perto da água e estendemo-nos na toalha a apanhar sol enquanto comíamos umas sandes, que havíamos comprado antes de sair de New York, e ficamos a aproveitar a tarde de sexta-feira da melhor maneira possível.