Everlasting Love
12 Twelve
Notas iniciais

Os meses passaram-se e chegou o mês de Setembro junto com ele veio o frio e a chegada das aulas deixando para trás recordações das férias com o meu pai em Boston onde reencontrei amigos de infância e do secundário acabando por reatar amizades já esquecidas, as férias com Melodie e seus pais em Cabo onde ambas aproveitamos ao máximo a praia, a noite e as vistas conhecendo jovens da nossa idade criando amizades de Verão e por fim o meu estágio na Mode uma revista mais simples que a Vogue mas que também adorei. Foram sem dúvida umas férias inesquecíveis e para sempre ficaram guardadas em várias fotos que agora via expostas na moldura no meu quarto.
– Íris! Cheguei e trouxe companhia! – ouvi Mel gritar do hall de entrada.
– Já vou. – disse desviando o olhar dos pequenos momentos e levantando-me da cama indo em direcção à sala onde se encontrava Adam sozinho com uma caixinha nas mãos e um sorriso perfeito na cara.
– Adam... – murmurei.
– Hey, babygirl. – ouvi a sua voz, após meses sem o fazer. – Será que posso receber um abraço? – sorriu de novo.
– Claro, desculpa... – sorri abraçando-o com força. – Tive tantas saudades tuas. – admiti.
– Eu também. – senti um beijo leve no meu cabelo. – Odiei ter que te abandonar.
– Deixaste a barba crescer. – observei tocando ligeiramente com a mão. – E o que é isso? – perguntei apontando para a caixinha.
– Fica bem não fica? – sorriu orgulhoso. – Isto é a tua prenda de aniversário, um pouco atrasada mas espero que gostes. – disse com um olhar a pedir perdão por ter estado longe no meu aniversário no final de Agosto.
– Oh obrigada. – disse pegando no cubo em veludo preto. – O que é? – e abri vendo um anel com duas borboletas com pedras nas asas de cor diferente. – É lindo! – exclamei. – Podes colocar-me?
– Claro. – e pegou delicadamente na minha mão passando o anel no meu dedo – Perfeito. – sorriu.
– Senti mesmo a tua falta. – disse mais uma vez olhando-o nos olhos.
– Anda cá. – e puxou-me para um abraço de urso levantando-me ligeiramente do chão. – Adoro-te. – e juntou os nossos lábios num beijo calmo.
– Também te adoro. – sorri encostando as nossas testas.
– Será que posso ter a tua companhia esta noite?
– Certamente que sim. – beijei-o mais uma vez . – Onde vamos?
– A Mel ofereceu-nos a casa esta noite. – sorriu – E como cheguei nem há três horas pensei ficar aqui contigo.
– Óptima ideia. – sorri sendo de novo acariciada pelos seus lábios macios dos quais sentia falta, rodeei o seu pescoço com os meus braços aproximando-nos mais até separar-me o suficiente para respirar um pouco. – Anda conta-me tudo. – disse encaminhando-me para o sofá de mão dada com ele.
– Depois conto...Agora deixa-me matar saudades. – disse com uma voz sexy beijando-me o pescoço levemente.
– Chantagem... –disse rindo ao mesmo tempo que inclinava ligeiramente a cabeça para o lado dando-lhe mais espaço.
– Resulta sempre... – disse entre beijos enquanto me deitava suavemente no sofá cobrindo-me com o seu peito sem me magoar. Ficamos assim até à hora do jantar que acabou por ser pizza devido à preguicite aguda que nos tinha atingido não nos possibilitando de fazer a refeição.
*
Acordei com uma leve carícia no ombro que me fez aconchegar melhor nos lençóis, abri ligeiramente os olhos e vi o relógio com os seus número vermelhos e senti um sorriso entre o ombro e o pescoço.
– Bom dia. — disse agarrando a sua mão que me abraçava em volta da barriga.
– Hey, sleepy head. — ouvi perto do meu ouvido a sua voz rouca ainda do sono.
– Dormiste bem? — perguntei enquanto me virava na cama para ver os seus olhos.
– Sim, a companhia ajudou. — sorriu beijando-me os lábios com ternura. — Tem aqui o seu pequeno-almoço senhorita. — e mostrou a taça com os meus cereais preferidos.
– Obrigada. — ri e sentei-me na cama ajeitando a sua t-shirt com a qual dormira. — Queres um pouco?
– Sim. — sorriu. — O que vais fazer hoje?
– Hmmm não sei, tenho que comprar alguns livros para o próximo semestre e acho que tenho um encontro combinado com a Olívia.
– Vais-me trocar? — disse fingindo choque.
– Não tonto. — ri — Quer dizer só por umas horas, acho que a Liv tem novidades.
– Hmm, acho bem que seja só isso. — afirmou amuado.
– Isso são ciúmes menino Adam? — ri
– Talvez... — e olhou para o tecto a sorrir. — Posso perguntar uma coisa?
– Sim claro.
– O que achas de nos tornarmos exclusivos?
– Apenas eu e tu?
– Sim, oficialmente. — sorriu.
– Adorava. — sorri.
– Eu é que te adoro. — disse preenchendo os meus lábios com os seus levantando o lençol que nos separava e retirando a taça das minhas mãos pousando-a na mesinha de cabeceira.
– Ton..to — disse entre beijos. — Mas é por seres assim que te amo. — sorri.
– Também te amo. — disse sorridente.
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