Everlasting Love
16 Sixteen
Notas iniciais

Passaram três meses desde que Adam viajara para Seattle e hoje será o meu primeiro dia de São Valentim sem ele, nestes últimos tempos tive o máximo apoio dos meus amigos eles sabiam o quanto me custava estar longe do homem que mais amava e neste dia eles também o fizeram marcando um jantar para todos em minha casa e na de Mel.
Após um banho relaxante, dirigi-me para o meu quarto onde vesti a roupa que deixara escolhida previamente em cima da cama, uns skinny jeans, uma t-shirt branca e um casaco de malha comprido bege com um cinto castanho à volta, para finalizar calcei uns botins com um tom parecido ao do casaco.
– Iris o pessoal já está a vir para aqui. Vamos preparar as coisas? — disse a minha amiga sorrindo.
– Sim claro. Obrigada por fazerem isto. — agradeci.
– Não tens de agradecer, sabes que estamos sempre aqui para ti. — e abraçou-me — Ele já te ligou?
– Não... E quando ligo vai direto para o voice-mail. — disse mostrando o meu desanimo.
– Vá não fiques assim se calhar está ocupado e desligou ou então ficou sem bateria. Anda vamos encher essa cabecinha com outras coisas. — disse puxando-me pelo braço até à cozinha.
Desde cedo que o telemóvel de Adam estava ou ocupado ou desligado algo que não era muito habitual, assim com Melodie deduzi que estivesse ocupado no seu estágio ou sem bateria, mas por outro lado algo me dizia que não era bem assim. Tentei não dar importância e dei a minha atenção a decorar as várias travessas com petiscos que todos adorávamos, desde salgadinhos a tostinhas com paté.
– Podes ir abrir a porta? — pediu Mel que se encontrava debruçada à procura da tampa do azeite que lhe saltara para o chão.
– Sim claro. — sorri caminhando até à entrada.
– Happy Valentines Friends Day! — ouvi Nate e Dean dizerem enquanto que Olivia me entregava uma garrafa de vinho.
– Tontos, entrem. — ri — Obrigada pela garrafa Liv.
– De nada amiga, achei que íamos precisar. — disse piscando o olho.
Assim que nos sentamos à mesa começamos a falar de assuntos banais, como o tempo e a época de exames da faculdade para alguns de nós, enquanto comíamos aquilo que há minutos atrás tinha preparado. Enchi o meu copo com vinho e dei um gole saboreando o líquido, não era ácido pelo contrário era doce e sabia-me tão bem neste momento que nem dei por mim quando já estava no terceiro copo.
– Vamos fazer um brinde! — gritou Nate que já se encontrava alegre derivado à bebida.
– Ok, brindamos a quê? — perguntei.
– Ao amor entre duas pessoas e ao amor entre amigos! — exclamou.
– Ao amor! — dissemos todos sendo interrompidos pela campainha quando íamos a beber.
– Convidaste mais alguém? — questionei Mel.
– Não. — disse tentando encobrir algo.
Levantei-me da mesa ligeiramente entorpecida e caminhei até à porta, espreitei pelo buraquinho e apenas vi algo vermelho a tapa-lo estranhei e logo de seguida abri-a ficando de boca aberta com a pessoa que se encontrava à minha frente.
– Adam! — sorri.
– Happy Valentines Day love. — disse beijando-me intensamente à entrada.
– Como?... Pensei que estivesses em Seattle... — disse sem querer acreditar que estava rodeada pelos braços do meu namorado.
– Fugi por este fim-de-semana para puder te ver, achas que ia perder o nosso dia? — sorriu.
– Podias ter dito alguma coisa.
– E estragava este momento de te ver surpresa? Nhaa, não me parece. — disse entregando-me uma rosa vermelha, que supus ser o que tapara o buraco na porta.
– Obrigada. — e beijei os seus lábios mais uma vez. — Vamos entrar?
– Sim. — e cedi-lhe a passagem para dentro de minha casa.
– Estava a ver que ias chegar e já não havia comida para ti. — disse Mel a sorrir.
– Tu sabias que ele vinha? — perguntei.
– Óbvio, né? Eu sou o cupido em pessoa. — e todos nos rimos.
*
– Senti a tanto a tua falta... — disse a Adam que se encontrava deitado a meu lado abraçando-me após termo-nos entregado um ao outro pela primeira vez em meses.
– Eu também. Os dias nunca mais passam, a horas são longas demais... Mesmo que fale contigo todos os dias ou pelo Skype ou pelo telefone as saudades são sempre imensas.
– Queria tanto que ficasses mais uns dias. — admiti. — Isto custa demasiado, estar longe de ti.
– Eu sei love, preferia não estar afastado por milhares de quilómetros de ti mas tenho que estar. Já só falta ano e meio. — disse encostando os seu lábios à minha testa depositando um leve beijo nela.
– Entretanto podemos sempre visitar-nos um ao outro assim em ocasiões especiais ou quando der jeito, certo? — sorri confiante.
– Claro babygirl. — e apertou mais o abraço. — Trouxe-te uma prenda é verdade. — e levantou-se da cama apenas de boxers indo até à sua mala que se encontrava no chão do meu quarto, de lá tirou uma caixinha vermelha com uns enfeites em dourado.
– Não era preciso amor. — disse pegando nela.
– Eu sei, e isto não é um presente do dia dos namorados é algo que queria que usasses sempre como símbolo da nossa relação. — sorriu e abriu para mim a pequena caixa mostrando um anel em ouro branco e com alguns brilhantes.
– É lindo. — sorri.
– Assim mesmo estando longe, saberei que tens algo que me pertence sempre contigo. Amo-te mais que tudo na vida. — sussurrou.
– Também te amo muito. — disse enquanto sentia o anel deslizar pelo meu dedo anelar da mão esquerda. — Vou estar sempre com ele, assim como quero que tu andes sempre com isto. — e retirei da gaveta da mesinha de cabeceira uma pulseira masculina em couro com uma inscrição na parte de baixo que dizia “Para sempre tua”.
– Fazes-me o homem mais feliz do mundo. — sorriu colocando a pulseira no seu pulso direito, beijando-me em seguida.
– É bom saber isso, porque é recíproco. — sorri entregando-me ao seu abraço.
Acabamos por adormecer num mundo só nosso, onde não havia distância e apenas existia o nosso amor, mesmo sendo poucas as horas que ia ter com ele queria aproveitar cada segundo e mesmo antes de me entregar ao mundo dos sonhos fiquei largos minutos a olhar para a sua serenidade enquanto dormia com o seu braço a rodear-me a cintura, de barriga para baixo repousando a cabeça no seu braço livre. Era uma imagem que iria para sempre reter na minha mente, enquanto não tivesse outra memória como esta.
*
Mais uma vez fui com Adam até ao aeroporto onde me despedi como da última vez com um beijo digno de filme e algumas lágrimas à mistura, apenas o iria ver em Maio no seu aniversário ou seja daqui a três meses e meio, até lá ficaria sozinha sem o meu namorado.
– Amo-te. — ouvi-o dizer minutos antes de entrar pelo portão de embarque.
Limpei a lágrima que teimava em escorrer pela cara e olhei para o anel que se encontrava na minha mão esquerda, a nossa relação tinha passado a um nível maior, não estamos noivos nem nada do género, mas apenas assumimos um compromisso mais sério do que tínhamos, e isto significava que o sentimento ainda era mais forte.
Voltei para casa passando primeiro por uma mercearia onde comprei algumas coisas que faltavam, assim que coloquei um pé dentro de casa vi Mel a tomar o seu pequeno-almoço distraidamente com o cabelo todo no ar.
– Bom dia. — disse-lhe.
– Olá, o Adam já foi?
– Sim.
– Estás bem? — perguntou a medo.
– Vou ficar. — sorri — Olha o que ele me deu. — e mostrei o anel.
– Uau, essa relação vai para melhor. — riu.
– É verdade. Apesar da distância, o nosso sentimento é demasiado forte para ser abalado. — disse vitoriosa.
– Gosto de te ouvir falar assim.
– O que é que são três meses? Nada certo? Já passei três meses sem ele, agora vão ser outros. Daqui a nada estamos juntos mais uma vez. — sorri.
– Exato. Nem vais dar pelo tempo passar. — disse-me reconfortando-me.
Fale com o autor