Notas iniciais
Olá, desculpem o capítulo veio com atraso. Espero que gostem de qualquer forma! Obrigad a quem comenta e lê!

As férias de Natal acabaram nos primeiros dias de Janeiro e todos recomeçamos as aulas com os pensamentos nos exames finais em Março, desde que a rotina de universitária recomeçou mal tenho tempo para sair com os meus amigos, saio das aulas perto da hora de jantar e, completamente, esgotada, assim que chego a casa janto e vou dormir. A Mel e o Nate tiveram a sua primeira discussão, por causa de andarem sem tempo um para o outro, apesar de estarem sempre juntos nas aulas e intervalos queriam estar sós sem ter os stresses da faculdade na cabeça. O Adam mal o via, encontrávamo-nos ao almoço, mas, raramente, falávamos. Dean e Olívia pareciam ser os únicos a que a faculdade não afectava as suas vidas estavam sempre sorridentes e bem-dispostos.

– Iris o teu pai ligou. — avisou-me Mel.

– Ok, eu já lhe ligo. Vou só pousar as coisas no quarto. — disse pegando de novo na maleta do portátil e dirigindo-me ao meu cantinho.

Peguei no meu iphone e liguei para a empresa do meu pai, ao terceiro toque a sua secretária atendeu desviando logo a chamada para o seu gabinete, falamos durante meia hora sobre os trabalhos, stress, amigos. Após desligar a chamada abri o portátil e iniciei sessão no Skype para falar com os meus colegas de grupo acerca do projecto que iriamos realizar para a cadeira do prof. Patrick, como ainda não estava lá ninguém, resolvi ir tomar um duche relaxante. Nem vinte minutos tinham passado e já estava a sair debaixo daquela água quentinha a enrolar-me numa toalha fofa, assim que me sequei, vesti a roupa interior que levara comigo para o wc e sai do mesmo entrando de novo no quarto onde vesti umas calças de flanela ao xadrez do pijama e uma camisola preta que mostrava ombro. Sai em direcção à sala onde podia ouvir a televisão e Mel a falar muito, provavelmente, ao telefone com Nate, assim que entrei vi três cabeças virarem-se na minha direcção, afinal Nate estava na nossa sala, juntamente, com o seu melhor amigo Adam. E eu de pijama à sua frente.

– Olá rapazes. — disse um pouco embaraçada.

– Olá! — ambos disseram.

– Já que quase não estamos juntos na faculdade, pensei em juntarmo-nos nesta noite de sexta-feira para um jantarzinho caseiro. — disse Mel olhando para mim toda sorridente.

– Fizeste muito bem. — disse sentando-me no canto do sofá.

– Pizza ou comida chinesa? — perguntou Nate levantando-se para ir buscar a comida.

– Comida chinesa! — dissemos todos a rir.

– Eu vou contigo amor. — disse Mel — E vocês preparem a mesa. — sorriu abraçando o Nate com um braço.

– Ok chefinha. — disse Adam a rir da situação.

Minutos depois ouvia a porta da entrada a fechar, fui até à cozinha buscar os pratos e talheres enquanto Adam colocava os individuais no lugar de cada um, e distribui-os sendo seguida por ele que colocava os talheres.

– Queres ajuda? — perguntou com um sorriso na cara encostado à porta da cozinha.

– Por acaso era bom. — disse depois de mais uma tentativa falhada de chegar às travessas na prateleira do armário de cima.

– Vá, deixa os adultos fazerem o serviço. — e empurrou-me, gentilmente, para o lado chegando, facilmente, ao lugar e entregando-me o objecto.

– Obrigada sr. sou alto. — ri e fui até ao balcão. — Já está tudo, ah faltam as bebidas. O que vais querer?

– Cerveja, mas deixa que eu tiro do frigorífico mais daqui a pouco.

– Ok. — disse caminhando até à entrada abrindo a porta ao casal que trazia sacos que lançavam para o ar um cheirinho delicioso e de meter água na boca. — Chegaram mesmo a tempo. — sorri deixando-os entrar.

*

Passam alguns minutos da meia-noite, Mel encontra-se a dormir aninhada no Nate que se entretém a fazer-lhe mimos no cabelo, tanto eu como Adam somos os únicos que estamos cada um no seu lugar separados por almofadas e atentos ao filme que passa na televisão.

– Se calhar é melhor levá-la para o quarto. — disse Nate.

– Sabes o caminho. — sorri.

– Já volto. — e com muito cuidado pegou na minha amiga ao colo e carregou-a até ao quarto voltando de seguida para vir buscar o telemóvel. – Meu, não te importas que eu fique aqui? — perguntou a Adam.

– Nhaa, está a vontade e aproveita. — sorriu.

– Até amanhã então pessoal. — despediu-se.

– Tchau. — dissemos. — Se quiseres podes ficar cá também. — afirmei.

– Não deixa estar, moro aqui ao lado. — sorriu.

– Não incomodas, além de que é super tarde para andares sozinho.

– Estás preocupada aqui com o sr sou alto? — provocou.

– Não nem por isso. — disse encolhendo os ombros na brincadeira.

– Ah! — disse com uma cara de choque. — Vais ter arrepender. — e segundos depois sentia uma almofada bater-me no braço direito.

– Declaraste guerra agora. Prepara-te para sofrer as consequências. — disse pegando em todas as almofadas que se encontravam à minha beira.

– Vá mostra-me do que és capaz. — desafiou protegendo-se atrás do sofá levando consigo as restantes almofadas.

Num instante a única coisa que se via eram pequenos quadros pretos e vermelhos a voar de um canto ao outro da sala que tinha virado o campo de guerra autêntico, corri até à mesa de jantar e escondi-me atrás da cadeira atirando de seguida uma das últimas almofadas que me restavam.

– Au! — ouvi Adam dizer ao longe.

– Bem-feita! – ri, mas logo me calei desviando-me de um tiro quase certeiro vindo da parte dele, que aproveitando a minha distração mudara de posição sem que visse, e comecei à procura da almofada que me atirara.

– À procura disto? — ouvi-o a dizer atrás de mim. — Cheque-mate.

– Ok, eu rendo-me. — disse virando-me para ele.

– Não partimos nada pois não?

– Espero bem que não. — ri baixinho encostando-me no seu ombro. — Acho melhor arrumarmos isto tudo.

– Sim é melhor. — e ambos levantamo-nos colocando tudo no sítio.

– Tens a certeza que não queres ficar aqui?

– Não a sério.

– Anda lá, ia ficar mais descansada. — sorri sentando-me no canto do sofá.

– Pronto, já vi que não consigo mudar a tua opinião... Eu fico. — disse sorrindo no final.

– Ieii! — gritei como uma criança, apesar de ser num tom baixo para não acordar os meus amigos, abraçando-o.

– Tonta. — riu, envolvendo-me com um braço e dando um pequeno beijo no cabelo.

Vimos o final do filme e antes de adormecer nos seus braços lembro-me de ver o início da série Mentes Criminosas, acordei com uma festinha na bochecha e alguém a falar ao meu ouvido muito suavemente.

– Ei, já estás a dormir?

– Hmmm não. — disse aconchegando-me mais.

– Anda eu levo-te ao quarto. — disse e pude sentir que se levantava.

– Estou bem aqui... — disse a bocejar.

– Eu fico contigo até adormeceres, prometo. — beijou-me mais uma vez a cabeça e conduziu-me até à minha cama cobrindo-me com o cobertor. — Aqui estás melhor, vês. — disse no tom calmo.

– Hmm hmm. — e deitei-me no seu peito acabando por o cobrir também. — Até amanhã. — disse antes mesmo de adormecer.

– Até amanhã babygirl. — disse juntando-se a mim no mundo dos sonhos.

Notas finais
E então gostaram?