Everlasting Love
7 Seven
Notas iniciais

Acordei rodeada pelo braço de Adam na minha cintura e deitada sobre o seu peito que se movimentava calmamente à medida que este respirava, olhei para cima e vi que este ainda dormia, profundamente, a sua postura era tão relaxada, movimentei-me muito devagar e sai da cama sem o acordar indo ao wc. Após fazer a minha higiene pessoal, fui até à cozinha, onde vi duas tigelas sujas na banca, o que me levou a concluir que a minha melhor amiga já saíra com Nate, resolvi, então, preparar uma taça de cereais para mim. Voltei ao quarto onde me sentei no parapeito da janela, que era almofadado, tornando-se, assim, uma espécie de sofá e liguei a tv que, como sempre, estava sem som.
Tinham passado alguns minutos, desde que acabara o meu pequeno-almoço, quando ouvi Adam a bocejar e a mexer-se. Decidi ir até à sua beira e sentei-me a seu lado na cama.
– Bom dia dorminhoco. – sorri.
– Hmmm, olá bela adormecida. – disse ainda de olhos fechados.
– Aviso-te que o teu amigo já se foi embora junto com a minha amiga.
– Essa miúda anda a rouba-lo demasiadas vezes. – riu.
– Ele faz o mesmo com ela. – afirmei. – Vá, levanta-te seu preguiçoso.
– Só mais cinco minutos. – disse voltando a tapar-se com o cobertor.
– Agora parecias um miúdo. – ri destapando-o.
– Mas não sou. – disse piscando o olho.
– Parvo. – e bati-lhe sem força com a minha almofada.
– Não comeces outra guerra, já perdeste uma vez. – disse provocador.
– Tu fizeste batota.
– Ahaha. – riu. — Boa piada.
– Eu sei, queres comer alguma coisa?
– Hmmm pode ser, estou esfomeado. – e levantou-se da cama.
Ambos fomos a conversar até à cozinha, onde fiquei a observa-lo preparar a sua refeição com a maior das facilidades, parecia que já era da casa. O que na realidade era, visto que, antes de eu morar cá, já ele passava aqui serões com a Mel e Nate.
– Bem agora tenho mesmo de ir. – disse vestindo o casaco à entrada.
– Vais abandonar-me?
– Desculpa...- disse fazendo um olhar pedindo perdão.
– Não tem mal. Obrigada pela companhia. – disse abrindo-lhe a porta.
– De nada, foi um prazer servir de almofada. – sorriu.
– Até logo. – e coloquei-me em bicos de pé e beijei-lhe a bochecha.
– Se precisares de alguma coisa liga. – e abraçou-me, levemente, antes de entrar no elevador e desaparecer do meu campo de visão.
*
Os meses voaram, assim como, os exames, encontramo-nos na última semana de Abril e todos nos encontramos de férias, como planeado passei quatro dias em Boston antes de ir viajar com os meus amigos até Virginia Beach, VA, onde iriamos passar uma semana na casa de férias de Olívia. Pela descrição que esta dera, a casa só tinha um andar, três quartos, duas casas de banho, sala e cozinha, praticamente, na mesma divisão, tendo ainda uma piscina no quintal das traseiras.
– Filha, não te esqueças de me telefonar quando chegares. – disse o meu pai enquanto me abraçava no aeroporto de Boston. – Vou sentir saudades tuas.
– Eu prometo que te ligo. Também vou sentir saudades. – disse.
– Os passageiros do voo com destino para Norfolk, VA dirijam-se ao portão de embarque 7. – ouvi.
– Bem esta na hora querida. Diverte-te. – disse o meu pai dando-me um beijo na testa de despedida.
Assim que cheguei ao portão sete entreguei o meu bilhete à operadora e entrei no túnel em direcção ao avião, procurei o meu lugar reparando que iria ficar junto da janela o meu lugar preferido, guardei a mala no porta bagagens e sentei-me. A viagem demoraria cerca de uma hora, por isso, comecei a ler uma revista que havia comprado antes de embarcar. Mel marcou de me ir buscar ao aeroporto, visto já estar em Virginia, junto dos outros que foram dois dias antes, assim não tinha de ter receio de me perder numa cidade desconhecida.
Eram três da tarde quando o meu avião aterrou na pista, assim que saí vi uma Mel aos saltos junto de Olivia, que sorria na minha direcção, andei até elas e abracei-as, assim que tive possibilidade.
– Olá meninas. – disse.
– Iris! Já tinha saudades. – disse a minha melhor amiga.
– Só foram quatro dias, exagerada. – ri.
Saímos do aeroporto e fomos de carro até casa da Liv onde os rapazes se encontravam na piscina, depois de os cumprimentar fui pousar as malas no meu quarto durante esta semana iria ficar com Liv, visto que Mel implorara para ficar com Nate.
– Meninos, vocês é que tratam do churrasco, nós vamos tratar do resto. – disse Liv.
– Nós sabemos! – disseram todos em conjunto.
Entramos para a cozinha e dividimos tarefas, a mim coube-me a parte de fazer as saladas tanto de vegetais como de frutas, por isso, meti logo mãos à obra. Entre tarefas, observava Dean e Adam a brincar com Nate enquanto grelhavam a carne e bebiam cerveja, aqueles três desde que se conheceram, oficialmente, tornaram-se grandes amigos o que era bom porque assim podia juntar os meus amigos aos de Mel.
– Iris, levas esta travessa aos rapazes por favor? – pediu Liv que ajudava Mel.
– Claro. – e sai para o jardim das traseiras. – Aqui está a travessa para colocarem os grelhados. – avisei.
– Obrigada Iris. – disse Nate que se encontrava sujo de carvão na cara.
Após jantarmos na mesa de exterior à luz de candeeiros pendurados na árvore, que se encontrava ao seu lado, decidimos ir até a um bar onde a maioria dos jovens se encontrava, segundo Olívia o dono era amigo dela desde infância e, por isso, estávamos à vontade. Vesti, portanto, uns calções brancos e um top às riscas azul e branco que descaía nos ombros mostrando apenas um, e calcei uns sapatos abertos à frente de cunha em lona também eles azuis, finalizei o look com uma trança de lado no cabelo, que me fez lembrar das tranças que a minha mãe me fazia.
Ficamos todas à espera dos rapazes que tinham ido tomar banho por causa do cheiro a churrasco, que impregnava neles, depois de cerca de meia hora apareceram todos bem vestidos e cheirosos. Assim que chegamos ao bar Olívia apresentou Damon, o barman barra dono, e escolhemos uma mesa com sofás de um lado e cadeiras de outro, pedindo de seguida as bebidas de oferta.
– Queres ir dançar? – ouvi Adam perguntar-me ao ouvido devido à música alta.
– Pode ser. – sorri e ambos nos levantamos indo até à pista, onde se encontrava muita gente e mal se via o chão. Coloquei as mãos no pescoço de Adam e este pôs as suas na minha cintura e dançamos ao ritmo da música que passava naquele instante.
Passado uma hora Adam foi até ao wc e eu encaminhei-me até ao bar e pedi uma bebida levando-a comigo até lá fora onde me sentei no degrau que dava acesso à praia.
– Estás aqui. – disse atrás de mim.
– Yep, já estava com calor lá dentro. – sorri.
– Aquilo está uma loucura. – riu sentando-se ao meu lado.
– És servido?
– Só um gole. – disse bebendo um pouco do conteúdo do meu copo. – Obrigada.
– De nada.
– Hey guys, nós vamos indo embora. Vêm também? – disse Dean abraçado a Liv.
– Nós já vamos. – dissemos.
– Ok, a Mel também já vem só está à espera que o Nate pague a conta. Até já. – e ambos puseram-se a caminho de casa.
Depois de concluir a bebida com a ajuda de Adam seguimos o pré-casal, se é que posso chamar assim, a Olívia e Dean. O Adam colocou um braço sobre os meus ombros e deu um beijo na minha cabeça. Mal chegamos a casa, descalcei-me e fui até à cozinha beber água enquanto os outros se dirigiram para os seus quartos.
– Ei Iris, hoje vou ficar com o Dean. – disse Liv corando um pouco.
– Ok, não te preocupes comigo. – sorri.
– Até amanhã. – disse indo aos saltinhos até ao quarto de Dean.
Abri a porta que dava acesso ao jardim das traseiras e sentei-me numa espreguiçadeira que lá se encontrava à beira da piscina que tinha as luzes acesas. Apenas se ouvia a brisa a passar nas árvores e os grilos que por ali se encontravam.
– Parece que ficamos sem companhia. – disse Adam a sorrir encostado à porta.
– Yep, como sempre . – ri. – Anda para aqui. – disse batendo na espreguiçadeira.
– Que fazes aqui? – perguntou assim que se sentou atrás de mim deixando-me encostada ao seu peito no meio das suas pernas.
– Aproveitava o silêncio da noite, já reparaste que dá para ouvir o mar daqui?
– Ya, por falar nisso, amanhã vou surfar. E tu, minha cara, vens comigo. – afirmou.
– Nem penses.
– Lembraste que eu te disse que ia ensinar? Pois, aqui é o local perfeito para isso.
– Hmm, posso pensar? – disse, sentindo-o negar com a cabeça. – Está bem eu vou contigo.
– Óptimo. – disse encostando a cabeça no meu ombro à qual me encostei ficando em silêncio até ambos irmos dormir.
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