Notas iniciais
Hello! Aqui vai mais um capítulo, espero que gostem! *_*

Só faltam três dias para voltar a New York e para piorar a situação começou a chover na noite passada sem parar, até ao momento, após tomar o meu banho fui até ao quarto vestir-me, tentando não acordar a Olívia que dormia, profundamente, na sua cama. Optei por vestir uns jeans, uma t-shirt cinza com a palavra Love e um casaco preto de carapuço, porque tinha frio, e finalizei o look com as minhas vans cinzas. Sai do quarto e dirigi-me até à cozinha e preparei o pequeno-almoço, apenas uns cereais com um pouco de leite, ouvi alguém abrir a porta de correr, que dava para o jardim das traseiras, mas quando ia ver quem era senti umas mãos taparem-me os olhos.

– Muito fácil. Adam. — disse sorrindo.

– Como sabias? — disse espantado dando-me um beijo na bochecha.

– O teu perfume. — sorri.

– Hum, hoje o dia está horrível, parece-me que vamos ficar por casa.

– Pois é. O Dean e o Nate já acordaram?

– Ya, foram comprar algo para o almoço o stock já estava no fim. — disse sentando-se no sofá.

– Hum ok. — sorri ficando sentada no balcão da cozinha.

Assim que conclui a minha refeição, dirigi-me até ao sofá onde me sentei abraçando uma almofada, senti o olhar de Adam sobre mim devolvi o olhar e sorri como sempre fazia, este puxou-me para perto dele encostando-me no seu peito, aconcheguei-me melhor e fiquei atenta à série que passava na televisão.

– Bom dia. — disseram as minhas amigas entrando na cozinha.

– Olá. — dissemos em conjunto sem desviar o olhar.

– O Nate? — perguntou Mel.

– Aqui estou amor. — disse este aquando a sua chegada. — Fomos às compras. — informou.

– Senti saudades. — e ambos se beijaram.

– Tanto mel. — disse Liv a sorrir.

– Trouxemos pizza para o almoço e uns filmes para vermos. — ouvi Dean dizer ao chegar à sala.

– Yeah. — gritamos todos.

Após o almoço a chuva voltou em força, o que só nos deu mais razões para ficarmos por casa a ver os filmes alugados; assim que acabamos de arrumar a cozinha instalamo-nos todos no sofá — eu e o Adam no canto, seguidos de Nate e Mel, Olivia e Dean no restante espaço -, este último colocou o dvd a dar e apagou as luzes que devido ao negro do céu tinham que estar acesas para se ver alguma coisa ainda que fosse de dia. Não me admirava se trovejasse no decorrer da tarde.

– Essa era minha. — reclamou Adam baixinho quando lhe retirei uma pipoca da mão.

– Ela tentou-me, não resisti. — ri.

– Desculpas, desculpas. — provocou.

– Toma lá esta. — disse dando-lhe uma à boca.

– Hmmm… chantagista. — sorriu.

– Olha quem fala. — e ambos sorrimos e ficamos o resto do filme calados, mas sempre a roubar pipocas um ao outro ou a lançar sorrisos cúmplices.

*

A noite caiu e após uma tarde inteira a ver filmes nenhum de nós queria ver mais, por isso, decidimos ir até ao bar do Damon enquanto não chovia. Encontrava-me no quarto a escolher a roupa e acabei por vestir uns skinny jeans, calçar as vans castanhas, vestir um top branco com as mangas largas pelo cotovelo e, por fim, o casaco de couro castanho, assim que sai do quarto fui ter com Adam que já estava pronto. Acabamos por sair os dois depois de avisar os nossos amigos e seguimos caminho perto da praia até ao bar, o céu estava nublado e as nuvens estavam prontas para descarregar mais umas gotas pela noite adentro, acelerei o passo mal senti pingas a cair. Quando entrei no bar fui contra Damon que estava a passar em direcção ao balcão onde, normalmente, ficava a servir.

– Desculpa. — disse observando se não tinha estragado nada.

– Não tem mal. — sorriu, e que sorriso sexy, bem dizia Mel que ele era um pão. — Os outros não vêm?

– Devem estar a chegar. — disse ainda hipnotizada pelos seus olhos verdes e sorriso.

– Então eu já lá vou ter. Divirtam-se. — disse fazendo-me lembrar que tinha Adam a meu lado.

– Até já. Vamos para ali? — perguntei.

– Pode ser. – respondeu Adam dirigindo-se até à mesa do canto.

Os meus amigos acabaram por chegar passado uns dez minutos, tempo esse em que apenas se ouvia a música que o dj passava e as conversas das outras pessoas, pois não havia nenhuma conversa por parte de Adam para comigo. O grupo cumprimentou o Damon e sentarou-se nas restantes cadeiras, senti Mel tocar-me no braço para me chamar a atenção e quando olhei para ela esta fez um olhar interrogativo sobre o que se passava com o melhor amigo do seu mais que tudo ao qual eu respondi com um encolher de ombros.

Ainda não passavam das onze horas e decidi ir embora despedindo-me com um até já para os meus amigos e com um até amanhã a Damon, sai do bar e vesti o casaco após sentir uma brisa mais fresca e arrepiar-me até à espinha, atravessei a rua até ao passeio da marginal observando a praia dando-me, subitamente, uma vontade enorme de ir até à beira-mar e sentir a areia nos pés, descalcei-me e enterrei os meus dedos na areia fofa caminhando até à zona de rebentação.

Observei ao longe as embarcações que navegavam em busca de peixe ou, simplesmente, transportavam contentores, o farol mais a sul do sítio onde me encontrava emitia sinais de luzes, o vento fazia esvoaçar os meus cabelos loiros e o único som que se ouvia era o marulhar das ondas, fiquei em pé durante alguns minutos até ser interrompida dos meus pensamentos pelo telemóvel que tocava no bolso do casaco.

– Estou. — disse sem ver quem era.

Onde é que tu andas?– Adam perguntou.

– Praia, porquê?

Sai atrás de ti e não te vi em lado nenhum, pensei que te tivesses perdido ou coisa do género.

– Acho que ainda sei o caminho para casa. — ri. — Estás de carro?

Não, como eles ainda ficaram para trás decidi vir a pé e deixar o carro com eles. Porquê?

– Está a começar a chover. — disse enquanto voltava para a marginal.

Já te vi.– disse antes de desligar, aproveitei e calcei-me.

Adam veio ao meu encontro vestia um casaco também ele de couro, mas de cor preta, uma t-shirt cinzenta com um decote em v e uns jeans, sorriu-me pela primeira vez na noite, assim que eu acabei de arranjar os cordões caminhamos juntos até casa assustando-nos várias vezes com os trovões que se faziam ouvir nas ruas desertas.

Tivemos de correr até à entrada quando de repente começou um aguaceiro mais forte molhando-nos facilmente os cabelos e as calças, procurei a chave nos bolsos e abri a porta entrando em casa.

– Tenho que mudar de roupa. — afirmou Adam despindo o casaco e pousando-o no cabide do hall.

– Eu também. — sorri fazendo o mesmo.

Caminhei até ao meu quarto onde retirei debaixo da almofada da minha cama o pijama, despi as calças e a t-shirt e mudei a roupa interior que também estava ensopada e vesti o top e as calças, seguindo caminho até ao wc onde ia secar o cabelo, assim que abri a porta vi Adam despir a t-shirt e ficar apenas de boxers.

– Desculpa, pensei que estivesses no quarto. — disse super embaraçada e virando as costas no mesmo instante.

– Não tem mal. Também não é nada que não tenhas visto. — riu. — Já podes olhar. — disse alguns minutos depois.

– Já estás decente? — sorri encarando-o outra vez já vestido. — Chegas-me aquela toalha marron por favor?

– Aqui está. — disse atirando-me.

– Obrigada. — e sequei o cabelo com a toalha.

– De nada. — e fez o mesmo com o seu cabelo.

Assim que acabei estendi a toalha no varão da cortina da banheira e escovei o cabelo em frente ao espelho ficando a ver Adam a ajeitar o seu cabelo naturalmente desajeitado, este sorriu-me mais uma vez e despenteou-me mal teve hipótese corri atrás dele pela casa em busca de vingança e acabei mesmo por o apanhar na curva para a cozinha. Encostei-o no frigorífico e em bicos de pés desfiz o seu penteado entre risos.

– Foste rápida. — disse ofegante ainda.

– Tu é que és lento. — mostrei a língua enquanto apanhava o cabelo num puxo.

– Ai que engraçada que estamos. — disse encostando-me a mim no balcão.

– Só disse a verdade. — provoquei.

– Não me desafies. — disse num tom de voz sexy.

– Porquê? — desafiei.

Ambos estávamos a uma questão de centímetros, os seus braços pousados na beira do balcão tornavam impossível a minha fuga, baixei-me tentando escapar por baixo deles, mas Adam fora mais rápido e agarrou-me na cintura colando o meu corpo no dele, perdi-me no seu olhar e o riso que iniciara cessou junto com o dele. As nossas testas tocaram-se, levemente, dando tempo para que as nossas bocas se unissem num beijo calmo e suave, que aos poucos se tornava sôfrego e urgente, sem dar por mim estava com os meus braços a rodear o seu pescoço e sentada no mesmo balcão onde há instantes estava encostada, suas mãos passavam da minha cintura para a coxa. Sabia que tinha de parar o beijo, mas na minha cabeça só existia o sinal de querer estar mais próxima dele, já não raciocinava direito e deixei de lado as forças para acabar com o que quer que fosse, mas sem aviso prévio Adam cessou aquilo que havia começado, sorrindo enquanto tentava regular a respiração.

– Eles chegaram. — disse por fim.

– Que timing. — disse para mim.

– Eu vou... — disse apontando para o nada e saindo da cozinha no mesmo instante, saí do balcão e dirigi-me para o quarto onde me deitei e fiquei a rever aquilo que há minutos se havia passado até Olívia entrar e levar consigo o pijama para o quarto de Dean mais uma vez, despedi-me dela com um até amanhã e apaguei a luz, ouvindo apenas alguns risos e os trovões de lá de fora até conseguir adormecer.

Notas finais
Então este casalinho anda a sair da casca ehehe O que acharam?