Ever Since We Met
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Estou com um capitulo um pouco grande e na minha opinião ele também está bom :)
Claro, porque aparece o senhor Toro u.u (Eu amo ele!)
Eu fiquei sabendo que temos uma leitora nova! Obrigada por ler minha fic ^-^
E um leitOR novo... Isso mesmo, um amigo meu que é mesmo um bom detetive por ter conseguido encontrar a minha fic no meio de tantos sites, de tantas autoras e de tantas fics! Devo parabenizá-lo por isso e dizer: espero que goste!
Eu queria ter postado ontem, mas a M@%¨@* da internet deu pau NA MESMA HORA QUE EU CLIQUEI NO BOTÃO PARA POSTAR!
Eu sei que eu sou MUITO sortuda, é claro. Pff
Eu vou postar rapidinho de agora em diante, tenho bastante tempo livre.
Eu espero que vocês gostem do capitulo, por que eu gostei u.u
Vejo vocês lá embaixo, ok?
Meu pai estava ali esperando que eu respondesse algo, mas nada saiu da minha boca. Ele nos encarava com uma expressão severa. Sabe quando você está perto da morte e começa a passar o filme da sua vida na sua cabeça? Então isso estava acontecendo.
Eu nascendo, eu brincando com o meu irmão na rua, eu indo para a escola, eu conhecendo o Frank e finalmente a cena desastrosa da minha morte.
Ta bom, Gerard, pare de ser tão dramático. Ok, ok, parei! Continuando... Meu pai se se sentou à mesa em frente para nós sem falar uma única palavra. Depois de um tempo de tensão, que estava realmente me matando, eu já estava vendo a hora do meu pai pegar uma faca e me matar, mas isso não aconteceu.
- D-deixa eu ver se eu entendi bem... Vocês estão namorando? – Donald apoiou a cabeça entre as mãos e os cotovelos na mesa. Eu acenei com a cabeça e vi um sorriso se formar no rosto do meu pai, não entendi no começo, mas logo ele voltou a falar. – Caramba, filho. Nunca imaginei que você fosse gay, mas tudo bem. – Riu um pouco nervoso. – Vou começar a me acostumar. Felicidades para vocês.
Levantou-se da mesa batendo os pés com força no chão. Acho que ele ficou chateado com o que havia acabado de ver. Eu e Frank nos entreolhamos e suspiramos aliviados.
- Eu achei que já fosse a minha hora. – Sorri meio bobo e tombei a cabeça na mesa. Frank concordou com a cabeça e eu ri.
A porta da cozinha abriu-se bruscamente, voltamos a olhá-la, meu pai parecia um pouco alterado. Aproximou-se de nós em passos largos e nos olhou com desprezo.
- Você é a pior decepção da minha vida! – exclamou fazendo meu coração parar por alguns instantes. Ele levantou a mão provavelmente para me bater, mas nessa hora ele bagunçou meu cabelo. – Assustei os dois, bobões. – Riu divertido com a situação.
- Pai... Você me assustou. – Falei passando a mão no rosto. Acho que o meu pai estava querendo tirar uma com a minha cara, na boa. Ele adora me assustar, mas nunca fez isso. Eu nem sabia que ele podia ser um bom ator assim.
- Eu sabia que iria te assustar, filho. – Sentou do meu lado me olhando pelo canto dos olhos. – Estou feliz por você. – Sorriu. – Mas você sabe que a sua mãe não pode saber disso em hipótese alguma, certo? – virou-se para me olhar nos olhos sério dessa vez.
- Eu sei, acho que ela iria pirar. – Falei imaginando a cena da minha mãe chamando a policia e dizendo que tem duas aberrações dentro de casa.
- Que bom que você sabe disso, então tome muito cuidado. – Olhou para a porta desconfiado por causa de um barulho vindo da sala. – E... Mudando completamente de assunto... É verdade o que a Wedy fez para o Mikey? – Perguntou em um sussurro.
- Foi, mas aquele idiota não acredita em mim. – Respondi batendo a mão com força na mesa.
- Eu acredito, nunca gostei dela mesmo. – Revirou os olhos entediado. – Ela tem uma carinha de quem pula a cerca. – Se levantou da cadeira e foi até a porta. – Bem, eu espero que ele perceba logo, agora eu tenho que trabalhar. Tchau, meninos! – Saiu rapidamente da cozinha e dessa vez ele não voltou.
Assim que Frank terminou de comer a panqueca, fui lavar a louça e ele foi tomar um banho e vestir uma roupa. Provavelmente ele vestiria outra roupa minha e ficaria muito engraçado, muito fofo. Acho que eu to achando muita coisa fofa.
Liguei o som na cozinha para ver se ficava um pouco mais divertido lavar a louça, mas sabe... Nas rádios nunca passam nada de interessante mesmo, parece até que as pessoas fazem pirraça para colocar músicas ruins nas rádios. Quando finalmente uma música descente, um pouco descente, começou a tocar ouvi alguma coisa atrás de mim.
- Ah, ele ta aqui. – A voz entediada do meu irmão pode ser ouvida. Virei-me para trás e vi meu irmão e aquela ruiva filha da puta, barata sanguinária, ratazana, vira-lata e todos os adjetivos ruins que você pode imaginar.
- Oh ela ta aqui. – Revirei os olhos forçando a voz mais fina e chata que eu consegui. Wedy apenas estreitou os olhos segurando meu irmão pelo braço, como se aquele fracote ridículo fosse fazer algo. – Que foi? – Arqueei uma das sobrancelhas. – Ninguém gosta de você lá na casa do Jhonny? -Lancei o sorriso mais falso-acolhedor possível.
- Você é... Ridículo. – Me encarou com os olhos faiscando de ódio e raiva. Adoro deixar as pessoas assim, com raiva, muita raiva de mim.
- Como sabe que é esse um dos apelidos que eu te dou? – Sorri sinicamente sentando em uma das cadeiras. – Sente-se, vamos conversar sobre como você é leal pelo meu irmão.
- Mikes... – Choramingou abraçando o meu irmão. – Olha como ele ta falando comigo. – Fingiu um choro, muito bem feito, mas era falso.
- Já chega Gerard. – Mikey me olhou em reprovação. – Por que você não vai cuidar da sua vida e deixa as nossas em paz? – Ele estava mesmo bravo, com uma das suas mãos fechadas em um punho ao lado do corpo.
- Oh... – Fingi que estava magoado me curvando para frente. – Isso doeu, irmãozinho, pare ou eu vou morrer de dor. – Fiz uma expressão de choro.
- Não sei como consegue ser tão idiota. – Foi a última coisa que Mikey disse antes de se retirar com sua namorada, que estava quase morrendo de ódio de mim.
- Ei! Isso me ofendeu, hein! Acho que vou precisar ir ao psicólogo depois dessa! – Gritei para que ele pudesse ouvir da sala, mas não obtive resposta. Se dependesse da minha ironia a conversa iria até o ano que vem, era melhor mesmo que eles estivessem ido embora.
- Nossa Gee... – Frank entrou na cozinha parecendo tentar segurar o riso. – Não precisava ser tão duro com o seu irmão.
- Ele mereceu. – Estreitei os olhos. Mesmo que eu tivesse mentido muito agora para ele, pois eu estava me importando com o que ele dizia sobre mim, eu sentia como se ofendendo aquela garota alguma coisa fosse retirada das minhas costas, uma parte do peso.
- Mas eu sei que tu ta muito mal por causa do seu queridinho irmão caçula. – Se sentou no meu colo e me encarou sério. – Acho que é melhor você esquecer o que aconteceu, com o tempo ele vai ver quem é ela.
- Eu espero que isso não demore. – Suspirei.
Eu e Frank conversamos um pouco, mas logo ele teve que ir. Acho que Linda já sentia falta do seu garotinho, eu estava passando bastante tempo com ele, então era melhor levá-lo para casa e deixá-lo descansar em paz. No começo ele não queria ir para casa, mas logo eu o convenci dizendo que ele deveria passar mais tempo com a mãe dele e também estudando.
Depois que levei Frank em casa, voltei para a minha e agradeci aos céus por Mikey e sua namorada Wedy não estarem em casa, se estivessem um barraco seria armado ali na sala mesmo e eu tenho dó da Wedy da próxima vez que ela passar na minha frente com aquele narizinho – gigante – empinado como se fosse a dona de tudo.
Sentei no sofá da sala e liguei a TV para ver se tinha algo de interessante passando, assisti alguns filmes durante a tarde até a campainha tocar quando já eram umas quatro da tarde.
- Já vai! – Gritei me irritando pelo som irritante da campainha. Novamente a pessoa insistiu tocando várias vezes seguidas. – To indo! – Levantei com certa dificuldade do sofá, tava tão quentinho lá...
E fui andando lentamente até a porta da sala, abri e sei de cara com o Ray com sua cara completamente emburrada, coisa boa realmente não aconteceu.
- Fala cara... Pode entrar. – Dei espaço para que o cabeludo entrasse na minha casa. Ele o fez batendo os pés várias vezes no chão. – Alguma coisa de errado? – Perguntei indicando o sofá com o braço para que ele se sentasse do meu lado.
- Você sabe... Eu vi a Wedy com aquele playboyzinho do Johnny! – Gritou enfurecido dando vários socos no sofá. Arqueei a sobrancelha e ele deu continuidade ao que falava. – Depois disso, eu contei para o imbecil do Mikey, que apenas disse: Você e o Gerard são dois mentirosos, Ray. – Conclui imitando a voz do Mikey na ultima frase.
- Ele também não quis acreditar em mim. – Encostei as costas no encosto do sofá. – Ah... Deixe-o quebrar a cara, nós fizemos nosso trabalho. Apenas avisamos.
Ray bufou nervoso massageando as têmporas e apoiando os cotovelos nos joelhos.
- Mas eu não quero que ele fique mal depois disso! – Exclamou voltando a sua posição inicial.
Encarei-o estranhando seu modo de agir. Ele geralmente não se importava muito com os sentimentos das pessoas, imagine os sentimentos do meu irmão, o qual ele andava apenas por interesse.
- E-espera um pouquinho ai... – Falei pensativo sem tirar os olhos do meu amigo que estava sentado do meu lado com o uma cara de “Acho que ele descobriu”.
Vamos associar as coisas... Ray começou a andar com o meu irmão porque meu irmão lhe apresentava as “gatinhas”, Ray começou a andar com o meu irmão, mas dessa vez sem as “gatinhas”... Ray está ligando para os sentimentos do MEU IRMÃO... Ray está corando feito uma garotinha ao ver a minha cara de “Aaaaah entendi”... Isso conclui apenas uma coisa que eu nem preciso falar, né?
- Ray, porque você está se importando com o meu irmão? – Arqueei uma das sobrancelhas, dando uma de desentendido. – Afinal, ele fez merda e não acreditou na gente e agora você ainda se importa com ele? – cruzei os braços na frente do peito e Ray arregalou os olhos.
- Ele é meu amigo, cara. – Jogou o corpo para trás de acomodando melhor no sofá. – Isso é meio óbvio, né? – Riu nervosamente.
- Aham... – Acenei com a cabeça, lembrando agora que Ray NUNCA ligou para os meus sentimentos e que somos melhores amigos desde a primeira série. – Você ta estranho, sabe...
- To normal, to de boa. – Suspirou forçando um sorriso.
Um dia eu o farei confessar tudinho. MWAHAHAHA Gerard mau, Gerard MUITO mau.
- Cara, eu tenho medo dessas suas expressões de maníaco. – Olhou-me um pouco assustado se arrastando para o outro lado do sofá.
- Ah, Hahaha você acha que eu sou maníaco? Espera ai que eu vou na cozinha pegar uma faca para te matar. – Levantei do sofá ameaçadoramente e logo comecei a rir vendo a cara de espanto de Ray. Ele realmente acreditou que eu fosse matá-lo, isso é que é confiança de amigo.
Será que eu fico tão assustador quando estou brisando?
A porta da sala se abriu e ali apareceu a minha mãe, Donna. Ela estava com uma cara de quem ganhou na loteria, o sorriso estava tão grande que dava para ver até de costas.
- Olá, meninos! – Olhou para mim e para Ray sem desmanchar o sorriso – o que geralmente acontecia quando ela olhava para mim –- Ray! Quanto tempo que você não aparece aqui! – Disse abraçando-o brevemente. – Cadê o Mikey? – Seu sorriso continuava ali.
- Provavelmente com a Wedy. – Ray fez uma careta ao falar o nome dela e o sorriso da minha mãe finalmente desapareceu.
- Sabe aquele ódio, aquela tensão entre nora e sogra? – Perguntou minha mãe sentando se ao lado de Ray e deixando sua bolsa no chão. Assentimos com a cabeça e ela continuou. – Então, é isso! Eu nunca vou gostar de nenhuma nora que vocês arranjarem para mim! – Sorriu cinicamente e depois se levantou e pegou sua bolsa do chão. – Vão querer o que para o jantar?
- Faz lasanha e batatas fritas. – Sorri, ela apenas assentiu com a cabeça e saiu andando direto para a cozinha. – O que deu nela? – Sussurrei certificando-me que ela não estava nos escutando.
- Sei lá, mas eu queria que a minha mãe fosse assim! – Riu.
- Sai pára lá! – Resmunguei empurrando-o no sofá. – Eu quero assistir. Ficamos assistindo a televisão, até minha mãe chamar para jantar.
- Então... E as gatinhas, meninos? – Perguntou minha mãe na mesa nos olhando pelo canto dos olhos. Eu e Ray engasgamos com a comida, quase morri quando ela perguntou isso, mas pelo visto Ray já tinha a resposta na ponta da língua.
- Nenhuma interessante. Chatas, faladeiras, irritantes. – Revirou os olhos e voltou a concentrar-se na comida.
- E você, querido? – Me olhou ansiosa.
- E-eu? – gaguejei olhando para Ray com os olhos arregalados. – Ne-nenhuma me interessa, mãe.
- Ah, sim. – Acenou com a cabeça e voltou a comer sem falar mais nada.
O meu celular tocou no bolso, era Frank. Pedi licença e sai da cozinha o mais rápido possível.
- Oi! – falei animado, tentei não anunciar que eu estava falando com meu namorado.
- Oi amor! – exclamou Frank do outro lado da linha. – Eu já estou com saudades de você. – Disse com a sua voz manhosa.
- Eu também. –Falei sorrindo um pouco bobo. – Eu queria muito ir ai te ver.
- Ninguém disse que você não pode... – Deu uma risadinha abafada. - Afinal, eu to em casa... Sozinho... E precisando de uma companhia.
- AAh! Eu bem que queria ir ai, é uma proposta tentadora, mas... – Olhei para a minha mãe e Ray sentados na mesa. – O Ray está aqui com a minha mãe e seria suspeito eu largá-los aqui sem uma explicação plausível.
- Diz que tem um homem-macaco correndo atrás de mim e você tem que me salvar. – Ele só podia estar brincando.
- Oh claro! – Ri. – Minha mãe só vai rir da minha cara e vai suspeitar ainda mais. Prometo para você, que amanhã que será domingo... Irei te levar para passear, certo?
- Tudo bem. – Disse animado.
– Beijinhos e até amanhã!
- Beijos, te amo. – Falei.
- Eu também te amo. – Desliguei o celular e voltei para a cozinha.
Minha mãe me encarou com um sorriso grande nos lábios e deu uma baixa risada.
- O que foi? – Arqueei uma das sobrancelhas e a encarei de volta.
- Quem era a menina? – Perguntou segurando o riso. – Vejo que você tem um encontro, quero ver quem é ela! – Falou séria.
- Manhê, não enche. – Terminei de comer rapidamente e sai da cozinha antes mesmo que a minha mãe fizesse mais uma de suas perguntinhas.
Eu e Ray ficamos no meu quarto por um tempo jogando alguns jogos que fazia tempo que eu não jogava – já que algum baixinho me tira a atenção-.
Eu tinha esquecido como era legal passar um tempo com um amigo, principalmente o Ray que ultimamente só estava andando com o Mikey. Vish, mas sobre isso... Eu ainda estou com uma sombra de dúvidas sobre a opção sexual do Ray. Vish! Ele ta ferrado na minha mão!
- Gee, ta tarde eu tenho que ir. – Ray disse checando o horário no celular.
- Eu vou te levar lá embaixo. – Eu tinha esse costume de levar meus amigos até a porta, eu não sou tão mal-educado assim como pareço, ok?
Assim que saímos do quarto Ray esbarrou no meu irmão sem querer. Lancei um olhar atravessado para Mikey, já Ray parecia completamente paralisado, com aquela cara de bobalhão dele piorou tudo.
- O-oi Mikes... – Ray gaguejou de um jeito estranho. Antes estava putinho e agora está todo esquisito, eu hein.
- Os dois palhaços estão em casa, acho que dei azar. – Mikey nos olhou com desprezo e foi para o seu quarto rapidamente.
Suspirei contendo a minha vontade de abrir a porta do quarto dele e espancá-lo até a sua morte. Desci as escadas com o Ray, que agora não parecia tão bem quanto alguns segundos atrás.
- O que foi? – Franzi o cenho.
- Nada. – respondeu seco, quando ia se virando eu o puxei pelo braço. — Não deixa meu irmão te chatear. – Sorri, Ray piscou os olhos lentamente como se estivesse entendendo. – Ele é assim mesmo, logo ele volta a ser o que era antes.
- Tudo bem. – falou um pouco rouco e foi embora.
Não sei como, nem sei quando, mas eu sei que eu vou desmascarar aquela vadia e fazer o meu querido irmãozinho enxergar que realmente dá valor a ele. Ou eu não me chamo Gerard Arthur Way.
Notas finais
Ficou maior do que eu esperava, é que eu tava inspirada hehehe
Bem, só não aparece muito nosso pequenininho Frankie ://
Mas ele vai voltar a aparecer sempre, se acalmem!
Vocês andaram percebendo alguma coisa de errado com o Ray? Eu acho que sim, e vocês? O que será que tá acontecendo, hein?
Putz... Duvida cruel. KKK
E o que esse maníaco do Gerard está tramando?
Vocês vão saber no próximo capitulo. (Isso ficou bem fim de episódio de novela ¬¬ )
Ok ok, eu to falando demais! Até o próximo capitulo, falow?
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