Eve: Minha Maligna Namorada.

4 Questão de oportunidade.


Notas iniciais
OI! Desculpa não ter postado Sabado mas, estamos ai! espero que gostem do capítulo.

Os dias foram se passando e fui me aproximando cada vez mais de Eve. Uma ou duas vezes por semana ia até a estação de metrô para busca-la e leva-la para casa. Íamos conversando e tirando sarro um da cara do outro.

Na escola passamos a nos falar mais, ficávamos nos olhando e fazendo caretas um para o outro. Às vezes eu ia perturba-la para ganhar a sua atenção, como retribuição ela me dava socos e as vezes mordia.

Uma vez estávamos voltando da estação quando ela resolveu parar em um prédio com um terraço bonito. Ela tinha combinado de esperar algumas amigas lá para irem ver uma apresentação no teatro ou algo assim.

Era um lugar lindo. Alguns bancos de madeira, vasos com plantas cheias de folhas verdes, chão decorado com madeira o prédio revestido por vidro atrás de nos, alguns postes de luz precedidos com aqueles de filmes antigos todos decorados. Tudo cercado por uma tarde fresca e clara.

- Acho que chegamos muito cedo. — Disse ela.

- Do jeito que você estava correndo! Não me surpreende.

- Ah! Para de ser chato!

- To cansado. Por que não sentamos em um daqueles bancos ali?

- Me leva até lá?

- Não! Você tem pernas! Se vira!

- Ah como você é chato!

Nos sentamos. Ela estava especialmente bonita hoje. Os cabelos castanhos estavam partidos mais para o lado, a pele morena tinha uma cor muito atraente, os olhos avermelhados brilhavam. Já iam dar 6:oo horas. Ela me olhava como se estivesse tentando ler minha mente. Ela se apoiava sobre os braços e deixava as pernas dobradas sobre o banco. Estava ficando com cara de bobo só pra olhar para ela.

- Ok já descansei, vamos fazer alguma coisa?

- Ah claro, nem se passaram dois minutos! O que você vai fazer? Dar estrelinhas?

- Não é má ideia.

Ela se levantou e começou a dar estrelinhas. Eram meio tortas, ela dava uma, e outra, e outra.

- Ok, já cansou?

- Eu? Nunca! Sou perita em dar estrelinhas! Faço varias vezes certinho sem me cansar.

- Certinho? Pois acho que está fazendo um pouco torto.

- Há! Então faz melhor.

E eu fiz. Passamos algumas dezenas de minutos ali dando estrelinhas e depois derrubando um ao outro no chão. Ela era muito baixinha, não conseguia me derrubar. Um dia descobriria que ela não estava nem usando metade da sua força naquele momento.

- Você é muito chato! Por que você nunca cai?

- Por que eu sou tipo... uns 25 centímetros mais alto e bem mais forte do que você?

- Ah você é um mané!

Ela saiu andando e sentou em um dos bancos, lá ela ficou olhando a noite cair.

- Hey mané por que não senta aqui do meu lado?

- Ta ok.

Fui indo em direção ao banco quando ela colocou o pé na frente e me fez perder o equilíbrio, não cai, mas tinha que devolver o favor.

- HA! Que mané! Quase caiu.

- Isso não vai ficar assim. — Disse rindo

- O que vai fazer? Cair em mim?

Então tentei fazer cocegas nela, os braços estavam abaixados por isso não consegui, não consegui pensar em nada melhor na hora, até lembrar das mordidas que ela dava quando ficava brava. Procurei um bom lugar e então a mordi. Na nuca.

- AAAAAAAAHHHHH! Você é doido?

- Ann...

- Ficou marca?

- Não.

Ela ficou me olhando.

- Vai ter volta!

- UUh! Que medo.

Nos olhamos por um tempo.

- Acho que as meninas não vêm. Quer me levar pra casa?

Não preciso dizer que aceitei né? Em alguns minutos estávamos na vila onde ficava a casa dela, era um lugar tranquilo, só tínhamos que passar por uma curta rua de acesso.

- É melhor você parar aqui, meu pai esta em casa e ele é um pouco... Mal.

- Ok. Então... te vejo segunda?

- Sim, ei, o que é aquilo?

Ela apontou para o lado. Eu olhei, mas já sabia, ela ia me morder, ela veio rápida, mas eu fui mais. Em menos de um segundo me virei e a mordi no pescoço. Ela ficou surpresa.

- Como? Como isso se voltou contra mim?

Eu responderia se não tivesse com minha boca presa ao pescoço dela. Em alguns segundos caímos no chão, ela sobre mim. Ela ficou alguns segundos em cima de mim me olhando nos olhos. Eu retribui. Mas não durou muito

- Seu doido! Isso vai ficar marca! Meu pai vai me matar! AHHHH!

- Desculpa!

- O caramba! Você vai me deixar revidar.

- Não exagera.

- Vem cá! Ou vou gritar meu pai!

- Tchau Eve!

Sai de lá correndo e rindo, sabia que por mais que estivesse brava ela tinha gostado, ela parecia gostar de mim, alguns minutos depois ela ligou pra mim me xingando, mas não estava brava, ela apenas ria, e juntos nos lembrávamos da mordida e da queda.

Na semana seguinte ela tinha uma marca roxa enorme no pescoço, deu a desculpa de que tinha tido alergia a um perfume para as amigas, e elas engoliram, passamos a ficar mais tempo juntos depois do dia do terraço. Parecíamos nos gostar e estávamos bem assim. Até que chegou a ultima semana de aula.