- Michael! Por favor, me ajuda! — Disse Eve me olhando com cara de preocupada.

- O que foi?

- Aquele professor de matemática pegou meu celular! Preciso pegar ele de volta se não minha mãe me mata! E tenho aula de tarde, não posso pegar depois da aula, me ajuda, por favor! Ele gosta de você!

Ela tinha olhos lindos, aquele tom meio avermelhado me deixava com uma cara de bobo impagável, e o professor de matemática Dimas realmente gostava de mim, eu era o único aluno que entendia o que o maluco de bigode e cara de rato falava, não pude evitar, a tentação de bancar o herói para Eve era enorme, desci correndo e entrei na secretaria.

- E então? Você é o tal de Arthur Menezes responsável por aquela cena ridícula no segundo D? — Disse o coordenador do ensino médio conhecido como "M.M.",a quem Dimas havia entregado o celular, o cara era feio, parecia muito o Jack Nicholson, só que mais alto e mais magro (porem com uma barriga de chop que o fazia parecer uma gravida).

- Ham... Não.

- Então o que veio fazer aqui?

- Eu... ham, vim pegar o celular.

- Então você é o responsável pela palhaçada com o celular?

- Na verdade ele não é meu, só vim pega-lo de volta para uma amiga.

- Você é idiota? O celular não é seu! Pra fora da minha sala agora e chame a menina do celular. — Eu poderia jurar que os olhos dele ficaram vermelhos naquela hora, e a pele mais avermelhada.

Depois de avisar para Eve que ela que deveria ir lá recuperar o celular entramos juntos na sala. Segurei no braço dela e juntos ouvimos o M.M. gritando com o tal Arthur Menezes, ele era um mostro com as pessoas, pisava nelas, e estava prestes a fazer isso com Eve.

- SAI DA MINHA SALA SEU VERME ESTUPIDO! — Gritou ele para o garoto Arthur. — E agora a sua vez garota e é claro, o seu adorável advogado também vai ouvir. Aliás, já vi você por aqui outras vezes não é garoto? Talvez esteja na hora de levar uma suspensãozinha.

Sim, já havia estado lá antes, um dos meus professores, Damião, também conhecido como nosso professor de história havia me mandado lá algumas vezes, nos tínhamos alguns problemas para nos entendermos, uma rivalidade mais exatamente. Tinha decido mais umas duas vezes por terem me entregado um boletim cheio de notas vermelhas das quais eu acreditava não serem minhas, e eu estava certo.

- E então Dimas, o que aconteceu com a garotinha aqui?

-Bom senhor, eu estava dando aula quando essa aluna sem livro e com os pés sobre a mesa começou a se divertir com o celular. — Me chame de pervertido se quiser, mas nesse momento varias ideias passaram na minha cabeça.

- Se divertir?

- Sim senhor, com um joguinho.

- Á! Isso.

Ela me olhou com cara de preocupada e me puxou mais para perto.

- Então antes de começar as minhas considerações mocinha, que tal conversar com seu advogado. — Ele ia pisar em nos dois, estávamos muito ferrados, e se ele ligasse para a mãe da Eve? Não sei o que era mas algo de ruim ia acontecer pra ela, muito ruim pela cara que ela estava fazendo. — Queria primeiro perguntar se você tem uma carta da OAB, tem garoto?

- Não.

- Ah, ótimo, agora responde, POR QUE TEVE A IDEIA ESTUPIDA DE BANCAR A PORRA DO ADVOGADO DA MENINA?

- Eu...

- Cala a boca idiota, ainda não terminei de falar! Você menina, enquanto eu falo com seu amigo assine isso, quero que seus pais saibam o que anda fazendo na escola. Você assina depois herói.

-Está bem. — Disse Eve com uma cara incrivelmente preocupada.

- Voltando a você garoto metido a heroi, antes de fuder com sua vida nessa escoola, me diga por que outras razões você foi trazido para a secretaria mesmo? — Pensa rapido.

-Bom, eu vim concertar meu boletim... Ele tava errado, eu tava com uns 5 notas vermelhas.

- Que lindo! E quantas você tirou na verdade?

- 3... Muito Bons, e nenhum Insuficiente, na verdade só tirei uma nota vermelha em toda minha vida. — Mentira.

- É verdade! Ele é um ótimo aluno, até ajuda os colegas com as atividades! — Disse o Dimas, é, ser nerd tem suas vantagens.

- Ham — Disse um envergonhado M.M.

- Ham, senhor M, não cabe meu nome aqui, pode me dar outra folha? — Disse assinando na folha Eve havia assinado minutos antes.

- Não, pode deixar, pode ir embora alias. Os dois.

Me virei com um sorriso no rosto, peguei a folha com o meu nome e com o de Eve além do celular dela, depois sai da sala sorrindo. Ela veio do meu lado.

Do lado de fora ela em abraçou.

- Obrigada.

- Não foi nada.

- Eu tenho que ir para a outra escola agora, não sei o que faria sem o meu celular, meu pai é bem... terrível. Valeu Michael.

- Tudo por uma amiga né?

- É... Obrigado.

Ela deu as costas e saiu andando.

Um dia depois M.M. não foi pra escola, um mês depois descobrimos que ele tinha quebrado a perna. Ninguém entendeu exatamente o que aconteceu. Quando comentei com Eve ela riu bastante e disse que ele merecia. Foi algo muito sádico, mas não liguei, ela devia ainda estar brava com ele, além disso agora eu era o seu herói, e era isso o que me importava. Doce inocência.

Notas finais
Oi? Iai? Gostaram? Ainda estou apresentando os personagens, logo a estória começa pra valer, alias, estão gostando desse numero de capitulos por semana? Sim? Não? Comentem!