Evariny
13 - Disputas entre Clãs -
Notas iniciais
Mas aqui vai o novo!
Eragon, Angela, Solembum e Saphira chegaram logo à Tronjhein, e foram recebidos pelo próprio Orik, que levou-os a uma sala isolada, com ares preocupados.
Contaram sobre a chegada de Evariny, Murtagh e o ovo, a fuga de Thorn e todo o resto. Orik ouviu, mas sua mente parecia distante, até que o Cavaleiro questionou-o sobre suas preocupações:
- O que está havendo, Orik? Algum problema com os anões?
-Eragon — disse o anão -, para ser sincero, estou com medo. Sabes bem que não tenho medo de enfrentar inimigos, por maiores que sejam, mas agora temo por meu povo. Galbatorix parece ter-se cansado de nós, e muitos soldados já atacaram, armando armadilhas e trapaças. Para completar, estamos às beiras de uma guerra entre clãs, liderados pelo clã banido, Az Sweldn rek Anhûin. Outros banidos se juntaram, tal como os clãs Quan e Edarbac. Venho tentando um acordo de paz, mas sem sucesso.
Uma reunião foi marcada para o dia seguinte, e o menino-gato sentia algo de ruim no ar. O Dûrgrmist Quan era muito influente, e outros poderiam se unir a eles. Saiu do alojamento que dividia com Angela e, sorrateiro, entrou no de Gannel. Sussurrou em seus ouvidos, invadiu seus sonhos, dizendo a ele para instruir os clãs a se unirem, sob o comando de Orik, até Galbatorix ser derrotado. Para isso, assumiu na mente do chefe de clã a forma do deus Gûntera.
Na manhã seguinte, após o café, se reuniram para conversar, e discutir as animosidades.
O Rei foi o primeiro falar, apresentando a situação, falando dos ataques a cidades na superfície. Então foi a vez de Eragon, que contou sobre Evariny e o ovo, explicou os ataques que seriam feitos, e pediu que ajudassem.
Gannel, então, pediu aos líderes que uma trégua fosse declarada. Disse que o próprio Gûntera havia falado com ele em seus sonhos, e instruíra a se unirem até o fim da guerra.
-Mas por que então nos uniríamos aos rebeldes, e não ao Rei? – disse Vermûnd, que havia sido levado à reunião por seus aliados.
-Porque quem nos ataca é Galbatorix! – exclamou Orik, atônito.
-Só por sermos seus inimigos. – Argumentou Vermûnd — Mas, se nos uníssemos a ele, teríamos proteção e prosperidade. Nada de tantos mortos, abrigo a humanos... com os Varden, o que lucramos?
-Ajudamos na libertação da Alagaësia, conseguimos ser independentes...
-O que Gûntera disse sobre a quem nos uniríamos? – perguntou uma velha anã, líder do Dûrgrmist Edarbac.
-De fato, não me lembro bem... – disse Gannel. – Vou consultar os deuses, e peço que o conselho seja adiado até amanhã.
Eragon odiava a política dos anões, com seus recessos, consultas e perguntas inúteis.
À noite, Solembum percebeu que teria novamente de se comunicar com o anão, então novamente foi até o quarto, e repetiu o que havia feito. Mas, logo que ia falar para unirem-se contra o Rei, Vermûnd passou pela porta, aberta e o viu.
Na manhã seguinte, se reuniram novamente. Após Orik iniciar a seção, Gannel se pronunciou, falando que o Deus fora claro ao dizer que deviam derrotar o Rei e se unir aos Varden.
-Portanto – disse ele -, proponho que nos unamos para vencer essa guerra. Os conflitos internos podem esperar.
-Caros irmãos! – exclamou Vermûnd, ao ver o outro se sentar – Ontem à noite, eu estava andando em direção à biblioteca, quando passei pela porta do quarto de Gannel, que estava entreaberta, e o que vi foi um ultraje a todos nós, e até mesmo ao próprio Gûntera! Aquele menino-gato, que anda com a bruxa, estava lá, olhando para nosso irmão e confundindo sua mente! Para mim está óbvio que quem falou não foi Gûntera, mas esse demônio!
-Como... como se atreve a insultar um hospede?! – exclamou Orik, exaltado.
Desse momento em diante, a reunião se transformou em briga, e os lideres deixaram a sala. Por meio de alguns informantes, o Rei dos anões descobriu que mais clãs haviam se unido à causa, e decidiu que precisariam de aliados.
Falaram com vários clãs, e seis desses concordaram em continuar ao lado dos Varden. Dos restantes,três ainda estavam indecisos, e o restante se uniria a Vermûnd.
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