Notas iniciais
Quero que me desculpem pela demora, mas estive em colapso de rotina que eu não conseguia pensar para escrever. Admito que não foi muito difícil fazer o desfecho deste capítulo, mas precisei planejar muito para não fugir da história. Espero que gostem!

Já era meio dia. Como de costume, John Lee estava pronto para ir até a mesa de refeição diária, mas não podia. Sua tensão aumentou ainda mais ao receber aquela notícia. Seu coração palpitava tão forte que o dava a impressão que este estava para sair pela garganta. Suas mãos trêmulas, seus olhos cintilantes e sua boquiaberta face, davam a ele um ar sublime, nunca visto antes. Como poderia imaginar que aquilo poderia acontecer sem mais nenhuma razão? Rocky Gray e Ben Moody não haviam praticamente nada haver com o desaparecimento de Bonnie é claro, isso que o rei pensou.

– Onde e quando foi isso? — Perguntou a rainha caída por si. Estava pasma e soava frio. Seu colorido senso agora estava negro e a fazia enlouquecer em paz.

– Nas rochas ao leste — respondeu Terry.

Terry dava mais soberania a dar recados do que qualquer um. Sua face jovial não deixavam escapar curvas que, geralmente, só apareceriam na alta idade. Seu cabelo negro traçado em dreads o fazia excentricamente ser. Tatuagens mágicas ganhavam vida ao seu bombeamento de sangue dentro dele. As tatuagens se movimentavam e quase pareciam sair de sua pele e permanecer ao pairar por alguns milésimos. Vestia um robe de coro e uma capa — também de coro. Usava um óculos negro que o fazia sério.

– Mas diga-me, Terry, quem o informara? — Perguntou, pasma a rainha.

– Os guardas do leste me falaram, viram do cume da torre de guarda.

Como aquilo podia simplesmente ter acontecido sem que ninguém impedisse? John Lee correu até a salinha de retratos e rebitara a porta. Vendo Amy chorar, John arrasou-se e por um segundo ele poderia perdoar todos os erros delas ali e agora. Sem ação, Josh Hartzler estremecia os olhos incrédulos. Tirara a boina com uma pena verde da cabeça e a atirara com todo ódio em sua consciência. Terry mantinha-se ajoelhado, suas tatuagens quase pararam de movimentar. — Chame o comandante do lado leste! — Gritou Josh, saindo da salinha e correndo desengonçamente até alcançar Terry. Os pensamentos na cabeça de Sarah a mantia em guerra com a própria mente. Como aquilo poderia simplesmente ter acontecido em um dia tão normal, deveria ser como qualquer um outro. O que ganhariam? Quem ganharia? O que garantiam? Sara tremia sua mão tão intensamente que sua aliança de vidro inquebrável estalava nas batidas com o mármore do trono cada vez que ela tremia a mão intensamente junto com todo o corpo. Ela sentiu cada palavra do Terry na pele, ela pediu em seu pensamento para que ele parasse de falar, mas só vinha mais e mais palavras. Ela estava aterrorizada pelo que ouvira, mas de alguma forma sabia que havia mais para vir. Amy, imobilizada pelos seus medos, breve estaria cega por lágrimas. Ela achava que aquilo, com certeza, tinha ligação com o sacrifício para Non-Semât. Mas era inútil para ela protestar, ela bem sabia que falaria para a atmosfera, ninguém a escutaria então ela cairia em si mesma. Essa verdade a levava para dentro da loucura. Terry corria cambaleando tonto, infligiu-se com suas próprias palavras. Sua bota estalava ecoando a cada paço. Alcançou a porta lateral e quase derrubara os guardas, passara com tanta pressa e desespero que apenas se jogou contra a ultrapassagem das lanças douradas dos dois guardas. Ele quase não lembrou o caminho da torre grande do castelo. Indo pelo lado esquerdo, ele subiu alguns degraus até alcançar um térreo, que por sua vez era mais movimentado do castelo. Ele teve dificuldade para passar entre a multidão — guardas, moradores, soldados, ogros, elfos e vendedores -, fora pelo atalho entre algumas plantas carnívoras comedoras de homens, e quase sofrera mordidas, mas sua velocidade era impressionante. Descendo algumas escadas, Terry chegou a um lugar subterrâneo. Se fosse por cima, ainda teria que passar pela vasta fortaleza, e era gusti– dia da semana em que os moradores faziam compras e trocas nas barracas e tendas comerciais por ali -. Terry ergueu a mão e sussurrara "Nox Oculis" e todo aquele espaço completamente invisível pelo escuro se tornara claro como se houvesse um sol por perto. Ele correu até encontrar uma pessoa, encapuzada.

– O rei mandou convidar o sargento, agora! É uma emergência.

O homem encapuzado virou as costas e retirara o capuz. Seu cabelo desgrenhado e espetado o tirava todo o seu parecer de sério. Quando voltou, estava sem capa.

– Ele mandou-me avisar que o rei, John Lee mantivesse calma máxima, pois infelizmente ele não poderá se dirigir agora — Falou o homem.

– Como ele pode dizer isto? — berrou Terry — Eu venho com a ordem do rei! Ele não pode desobedece-la?

Terry ofegava de ódio e em sua pressa, qualquer espera era eterna.

..........................

Longe, numa taverna, a garota Bonnie fechava seu rosto e o escondia por debaixo de um capuz negro. O velho resmungão ao seu lado, grunhia enquanto ria de piadas sem graça que ele mesmo contava para o resto da taverna. Bonnie já não aguentava mais aquele odor de álcool e fumo infortunarem suas narinas. Ela se sentia tonta e faminta. Hora, queria sair correndo e gritando por socorro dali; Outrora, não conseguia. Seus pensamentos no sacrifício para Nón-Semât a impediam de agir e de falar. Como e por quê sua cabeça mostrava uma visão lenta de como seria a vida do reino sem ela? Talvez estivesse certa! Ela sabia que sim, sim, estava! Exclamou-se para si mesma que tudo ficaria bem depois que ela morresse, e que estava fazendo tudo aquilo por causa. O reino, seu pais, Amy e tudo estaria bem se ela fizesse o que estava para ser feito entre os conselheiros. Na verdade, após da morte — acreditava ela -, seria uma vida de paz e harmonia. Iria encontrar seus amigos e parentes assim que o fizesse. Estaria pronta. Entre as lágrimas que pendiam de sua linha d'água, um brilho surgiu e a fez perceber que sua morte seria por uma boa razão.

– Toma um pouco de leite!

O velho resmungão empurrou para frente dela do balcão, um copo de barro cheio de leite recém-tirado de uma vaca farta — Bonnie viu quando uma mulher, barbenta, sem amor, tirava leite de uma vaca e o colocando em um balde de madeira, que logo seria servido valendo algumas meras moedas de bronze. Era uma taverna simples e barata. Amy bebericou este de mau gosto e quando o líquido desceu em sua garganta, ela tossira e quase o pôs para fora. — Beba-o por completo. A voz do homem que falara era histérica e parecia feliz. Bonnie o olhou acima do ombro e percebeu seus olhos verdes-azulados.

– Will Boyd, ao seu dispor — Este levara a mão aberta para que Bonnie apertasse.

Uma mão suja e peluda a fez antes que Bonnie pudesse.

– Petrucchio Sagitarius, prazer — saudou o velho resmungão.

Não, aquilo só era uma farsa. Não poderia aquele velho chato e sujo está passando por "guardião de meio prazo".

– O que gostei em ti, fostes que falastes teu nome antes mesmo que se apresentasse — admirou o velho Petrucchio.

Bonnie se sentiu totalmente leve. Arregalara os olhos ao ver que Petrucchio usara uma formal forma para falar que ela surpreendeu-se imediatamente.

– Costumo ser um cavalheiro, sir Petrucchio. Mas com damas, adoro ser um belo senhor de classe. Bonnie engoliu em seco. Will Boyd acabara de afirmar que ele estava dando a sua mão como convite ao aconchego do conhecimento pessoal ao amor, ou apenas para a ter como companhia para a noite — era como todos os homens da taverna, mas ele mantia uma formalidade imensa difícil de se encontrar no ar daquela taverna.

– Para mim o senhor é charlatão! — Disse Petrucchio — Sem desdém de si mesmo nunca conseguirá uma dama. Aliás se afirmar do lado dos seus ouvidos que está forçando-se para parecer um homem. Ora, poupe-me.

Will abriu a boca para protesto, mas antes que conseguisse, Petrucchio levantou a mão para interrompe-lo e alarmou sem dó:

– Nenhuma palabri. Agora despacha-te!

Bonnie estava nervosa. Petrucchio realmente estava fazendo o que podia para protege-la e ela se sentiu admirada. Aquilo a realçara. Mesmo conformada da própria morte, ela ainda se via invistosa. Will levantou-se e antes de sair em paz, sussurrou para Bonnie: "Willian Boyd, ao seu despor."

Fora da taverna, Bonnie perguntou para Petrucchio se ele estava ali para levá-la ao sacrifício ou para qualquer coisa. "Estou aqui para protege-la de qualquer coisa", corrigiu ele. — Você não vai ser sacrificada, não mais. Bonnie caiu por dentro. Seu corpo quase que faleceu e ela se sentiu presa em um mundo de felicidade. Sua boca estendia com seu queixo caído. Ela voltaria para casa, voltaria para a Amy.

Notas finais
Bem, prometo que o próximo capítulo não irá demorar muito. Para aqueles(as) que leram os três primeiros capítulos, perceberam que agora adotei a formula de parágrafos. Obrigado por lerem.