Evanescence Kingdom History
2 Misunderstanding
As saias dos vestidos de Amy e Bonnie esvoaçavam enquanto corriam descendo as escadas parabólicas do castelo. Bonnie usava uma mão para segurar na mão de Amy e a outra para enxugar as lágrimas que não paravam de sair de seus olhos. Era uma lástima saber que viveu iludida para que no final fosse o sacrifício da vez. Mas então porquê que tinha que ser ela? Mais uma vez Amy consolava a irmã, mesmo gaguejando, ela não parava de falar as palavras, que com certeza Bonnie queria tanto ouvir. Quando alcançaram o terrio do castelo, um dos guardas que mantinham a segurança daquela área as seguiu preocupado. — Esperem, por favor! — berrava ele. Amy e Bonnie pararam um instante. Olharam para trás e perceberam quem era. Bonnie segurou no braço de Amy e esforçou-se para fazer a irmã continuar a correr. "Esperem" gritava o guarda. Seu traje o denunciava de longe. — É o capitão Ben Moody! — sussurrou Amy, que se prendia em seu lugar e segurava Bonnie e andaram até fora do castelo e lá ficaram. Bonnie parou e ficou de cabeça baixa. Enquanto o capitão andava ao encontro delas, Amy maravilhou-se com o lugar que estavam. Ela quase nunca saia do castelo, e quando o fazia, não era para andarilhos entre os jardins. Haviam flores de todos os tipos e cores. Amy sentiu o cheiro de várias delas quando o vento as trazia. As pétalas coloridas pairavam em meio ar e faziam daquele lugar um paraíso. O céu estava aberto e claro. O raiar do sol não estava mais quente o quão estava inteiro semanal atrás. As nuvens que brincavam no céu lembravam a Amy formas na quais ela impressionava-se em ver. Alguns se assemelhavam com animais nos quais ela ouvia falar, mas nunca os vira de perto, apenas em livros. Amy tinha uma amiga chamada Bethany Wilson. Ela sempre que encontrava a Amy por meio dos corredores do castelo, ela falava as maravilhas que via enquanto estivera fora com a Carrie. Beth sempre falava dos animais fantásticos como Hipogrifos, Sentopeias gigantes, aranhas massivas e outros. Amy até os conseguir ver — pela imaginação e descrição que Beth a dava — nas nuvens todos aqueles animais. — O que houve? O tom de voz macio e pesado — estranhamente a voz dele parecia do tipo — do capitão Ben Moody fez Amy voltar ao que sucedera-se. Ben Moody mantia as mãos na cintura e olhava para Bonnie com uma face tão séria quanto seu cargo naquele reino fazia Amy atrasar nos pensamentos aos quais palavras traziam para qualquer coisa inventar para ele. — Ela machucou o joelho — Amy gaguejou ao mentir. Bonnie ainda andava segurando o braço de Amy com as duas mãos. — Então deixe-me espreitar! — pediu Ben se aproximando da Bonnie, que se afastava dele a cada passo. — Nós estamos indo para o consolado de ervas. — falou Amy arregalando os olhos. "Consolado de ervas?" Pensou ela logo após. O capitão Moody massageou as têmporas de olhos fechados. — As senhoritas necessitam imediatamente voltar para o interior do castelo. Amy olhou rapidamente para o castelo. Ela levantou as sobrancelhas ao perceber que daquele ângulo, a mesma janela que ela estivera a pouco, a do salão que situava o piano. — Vossa majestade — implorou o capitão Moody com um mesmice gesto — Deixe — me saber o que ocorreu com a senhorita Bonnie Lee. Bonnie prendeu o choro. Seus olhos não escondia desespero, pois já estavam avermelhados e seu rosto encharcado pelas lágrimas. O rosto de Amy também não tirava descordia. As irmãs se olharam e ao mesmo instante, Amy fez um gesto para o capitão Moody para que ele se aproximasse mais. Bonnie segurava com as duas mãos o braço da irmã. O olhar dela reprendia a denuncia na qual ela achava que Amy iria fazer. Desesperada, começou a berrar antes mesmo que Amy falasse algo: — Eu.. — berrou ela rapidamente. Amy boqueabriu. — Minha coroa! — exclamou Amy interrompendo a irmã. Amy engoliu em seco. O capitão Moody imprensou os olhos e olhou à cima dos ombros da Amy. Ele notou que uma daquelas lindas e longas tranças no cabelo dela — "Bethany Wilson é a artista disto". Beth realmente tinha arte nas mãos quando falava-se em penteados, mas quem fez as tranças foi a Carrie. pensou ele — estava deformada. Uma mecha da parte da franja deslizava no ombro dela fazendo aquele lindo penteado parecer mal feito. Ben Moody viu também que, sim, a coroa realmente não estava na cabeça da princesa Amy Lee. Ben ofegou. — onde está sua coroa, Amy? — perguntou ele colocando as mãos nos quadris. Amy simplesmente apontou para a janela — a mesma que ela admirava a pouco -, que daquele pátio dava para reconhecer. A janela do salão do piano parecia ser a mais bela entre as demais. Uma ilusão de ótica fazia parecer que o anjo pintado na vidraça da janela estava a observar para qualquer um em quaisquer ângulo. A finalização da janela era de ferro, formando um arco de aresta no fechamento. Os vidros tinham cores pouco chamativas: amarelo canário; azul de mileto; carmélia e branco celeste. O anjo desenhado no centro desta, vinha a ganhar cores claras como branco e ciano, alguns detalhes viam a ser amarelos. — O velho salão de música? — questionou o capitão Ben Moody. Salão de música? Amy surpreendeu-se. Ela nunca iria saber que ali era um salão de música. Ela logo raciocinou que seria por isso que lá tinha um piano, mas por que só um piano? — Sugiro que as senhoritas se dirijam imediatamente para dentro do castelo — falou Moody apontando para o portão lateral do castelo — um dos meus homens se encarregará de encontrar sua coroa, Amy. "Amy"? Desde quando o Moody tinha o direito ou ao menos intimidade para chamá-la apenas de Amy? Bonnie olhava para Amy tristonha. Ela não parava de tremer e prendia o choro como mais podia. — Eu voltarei para o castelo — falou Amy. Ela quis se entregar, não podia fugir. Ela barbaramente puxou o braço de Bonnie e caminhou bruscamente até o interior do castelo. O comandante Ben Moody as acompanhava o tempo todo. Elas percorreram toda aquele caminho com suas cabeças revirando em pensamentos que as maltratavam por dentro. Do lado esquerdo do salão principal, ficava a sala do trono. Amy e Bonnie foram até lá na intenção irreconhecida. Amy queria simplesmente impedir. Ela era quem tomava conta dali, tinha que fazer alguma coisa. Quando alcançaram uma porta que dava acesso à sala do trono, dois guardas, que estavam cada um de um lado da porta, fecharam o caminho com suas lanças. Elas peneiraram para entrar, mas foram impedidas. — Desculpe-me, majestade. O Rei John Lee está em uma reunião com o conselheiro. Infelizmente não a permitirei passar — falou um deles. A porta estava aberta e Amy conseguiu espreitar e perceber que realmente seu pai estava em uma reunião com o conselheiro. Bonnie, assustada, tremia e estava segurando com seus dois trêmulos braços o ombro de Amy. Logo após, Ben Moody finalmente as alcançou. — Por quê as senhoritas não entraram? Por acaso o rei ou a rainha estão em reunião? — Perguntou Moody. — Sim, senhor — respondeu rapidamente um dos guardas. — temos ordens para suspender a entrada, seja qualquer pessoa exceto a rainha — Disse o outro. Por incrível que fosse, os dois não se moviam nem paravam de mirar seus olhos para frente. O uniforme que eles usavam era basicamente ridículo. A toca vermelha que os cobria quase a cabeça inteira, com certeza abusava da estima de qualquer guarda daquele castelo. Amy olhou para Bonnie e enxugou suas lágrimas. — Vamos fugir. Ela estava louca? Não é pensamento racional fazer tal coisa. O sacrifício para Non-Semât era inegável. Amy, por mais direitosa que fosse, ela só era eleita para cuidar do reino, seu pai ainda era o rei e ele com certeza não iria mudar de ideia. Não que John Lee fosse um home decisivo ou um mau pai ou rei, ele só apenas estava confuso — certamente estava -, desesperado e talvez estivesse buscando formas melhores com o conselheiro, mesmo sabendo que não haviam. — Fugir? — sussurrou Bonnie — para onde? — Pra qualquer! Onde nenhum necessita de razão — falou Amy olhando para o Capitão Ben Moody, que as olhava intensamente. Amy olhou novamente para a sala do trono. De frente ao trono real, no qual John Lee pousava com uma taça de vinho branco escocês na mão, o conselheiro mantia sua pose reta movendo apenas a sua boca. Amy instantaneamente correu para dentro da sala do trono antes mesmo que os dois guardas voltassem a colocar suas lanças à bloquear o caminho. Mas, não tão rápido ela agilizou. Os dois guardas simplesmente a seguraram pelo braço da Amy. Ela esperneava para tentar fugir, mas a única coisa que ela conseguiu foi chamar a atenção de seu pai e do conselheiro. — Amy Lynn Lee — John Lee falou o nome da filha em uma forma tão brusca que ela se conteu imediatamente. Após colocar sua taça no braço do trono, ele levantou-se e a chamou com um gesto na mão. Os dois guardas imediatamente as soltaram e ela caminhou até ele. Amy foi ao encontro do pai tão tensa o quanto pudia estar. Agora que ela atrapalhara a reunião do seu pai e o conselheiro, o que ela iria falar? Como iria defender a irmã? Ela avistou quando sua mãe, Sara Lee entrou e colocou sua mão na testa em espanto. Amy parou de andar imediatamente estranhando a situação, Amy olhava para seus pais com medo. — Amy, onde está sua coroa? — Indagou sua mãe. Amy olhou para trás, Bonnie não estava mais alí. Os dois guardas fecharam a porta gigantesca logo quando viu que Amy tentava enxergar o outro lado. — Ela.. está.. quebrada. Amy falou quase deixando seu coração sair pela boca. Um suor frio começou a surgir em sua pele, seu corpo tremeu por um segundo fazendo-a rangir os dentes. — Quebrada? — berrou o conselheiro — Como pode? O senhor que fez a sua coroa pode ter sido um plebeu, mas era o plebeu mais sábio em joalheria deste reino! Haviam pedras de diamante, turquêza e zircônio em sua coroa. Eram pedras originadas naturalmente! Eu ordenei que ele fizesse a mais bela coroa que ele já fizera! Ela era feita de ouro! Nunca, em hipótese nenhuma.. O conselheiro puxava fôlego ao falar. Ele parecia muito nervoso e não era a primeira vez que Amy o via daquela forma. Antes que o conselheiro terminasse de "palestrar" — como Amy definiu todo aquele comentário em sua cabeça -, John Lee estendeu seu braço para fazê-lo calar. — Como quebrastes a coroa, filha. John Lee falou em uma calma tão imensa que Amy relaxara um pouco. Ela queria falar, mas seu nervosismo a impedia. Ela andou até a frente do seu pai e ajoelhou-se sobre ele. John Lee pousou seu queixo em sua mão levantada e Sarah sentou-se em seu trono. Amy começou a chorar desesperada. Saber que sua irmã seria morta tão de repente a destruía por dentro. — Levante-se Amy — Pediu sua mãe — presumo que você não fez de propósito. Amy ainda ajoelhada começou a falar. O conselheiro cruzou os braços e imprensou os olhos. Amy falou tão lentamente que seu pai não pode entende-la por completo. — Eu.. a deixei cair. — Mas é lógico! — disse o conselheiro para John Lee — uma coroa de ouro cair no chão, despedaça-se como uma falsa pedra. — Não esconda nada de mim, Amy! — pediu Sarah. — Por quê eles vão levar a Bonnie? Qual a razão para que ela seja levada assim tão inesperadamente? Amy mudara de assunto, pois era para falar aquilo que ela entrou na sala do trono. O conselheiro, Sarah e John espantaram-se ao perceber que a filha já sabia da notícia. John Lee levantou-se do trono e nada fez. Estava sem reação quanto aquilo. Amy olhou para os pais, que estava entreolhando preocupados. — Como você soube, minha filha? — perguntou Sarah caminhando até ela. John fuxicou algo no ouvido do conselheiro, que se retirou com uma reverência logo após. Não muito longe dalí, Ben Moody levava Bonnie Lee pelos dois braços até a ponte que havia bem depois de um pequenino lago, atrás do castelo. Bonnie gritapa por socorro, mas não havia um ao qual parecia importar-se. Durante todo o caminho carregada, Bonnie pedia aos guardas que a salvasse e a levasse de volta para o castelo. "Calma!" Sussurrava Moody, a única coisa que ele dizia. Bonnie agora andava descalça, suas sapatilhas ficaram para trás; uma das gigantescas e lindas mangas de seu formal vestido balonë havia sido rasgado pelo aperreio para soltar-se. — Preparem uma carroça para a floresta mestiça! — Pediu Ben Moody ao encontrar-se com um velho resmungão que escovava alguns cavalos. — A princesa não deveria estar passeando de liteira? — indagou um homem que se aproximava dalí. — Bom final de manhã para você também, Rocky Gray — Moody falou não tão expressavelmente vendo o brilho nos olhos de Bonnie ao ver o Rocky. — Pra onde está levando ela? — Perguntou Rocky. — A garota tem deveres comigo. Bonnie Lee começara a chorar. Ben Moody a empurrou e atirara-na numa jaula aberta que o velho acabara de trazer. O velho fechou a porta de madeira rapidamente e a trancara com um cadeado tão grande quanto sua cabeça. — Liberte a princesa agora mesmo, Ben! Rocky sacou sua espada de gelo e a apontara para Moody. Comparado ao Capitão da guarda especial do castelo de Evanescere, Rocky Gray não era ninguém para fazer tal ação. Rocky Gray era apenas o oficial guardião do monitoramento da parte esquerda do reino. Geralmente, ele estava sempre à dispor para quando alguém do reino atravessasse a ária de segurança do castelo, levar em segurança ao seu esperado destino. — Você deve não ter amor ao seu cargo-função para apontar sua pobre espada contra mim! — exclamara Ben Moody levantando seu mosquete e o levando à cara de Grey. A carroça com Bonnie já estava de saída. O velho resmungão, montava em um cavalo, que carregava a jaula com rodas. Bonnie gritava pelo pai e por Grey, mas foi ignorada. Grey estava muito ocupado e nada pode fazer. Rocky Gray, decisivo, levou sua espada à perna esquerdo de Moody. O braço de Ben congelou no mesmo instante e o fizera cair indefeso. Rocky Gray correu em direção à carroça, que se deslocava lenta. Antes que a alcançasse, Moody ainda conseguiu disparar um tiro na perna direita de Gray. Ele caiu e outro tiro atingira seu peito, antes mesmo que ele atingisse o chão. Rocky Gray sentiu seu estômago revirando e uma dor importuna no seu coração o fez desmaiar. O velho ia com a carroça lentamente para a floresta mestiça, onde tudo poderia acontecer. Pouco depois quando a perna de Ben Moody descongelara, ele mau pode aguentar a dor. Havia água no interior do seu corpo e ainda cristais de gelo o perfuravam a carne. Impulsivo, ainda conseguiu se arrastar e levar Rocky Gray e sua espada e atirá-lo no lago. Rocky Gary agora afundava no pequeno lago escuro. Enquanto sua espada de gelo afundava, toda aquela água que a tocava, era transformada em gelo. Ao ver a cena, Ben Moody riu vanglorioso.
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