Segurando fortemente na mão da sombra que caminhava ao seu redor, ela perambulava alegremente sentindo o vento a tocar e resfria-la de todo aquele ressentimento importuno, que a ameaçara à pouco. Ela levantou seu rosto fino e mirou seus olhos incandescentes na lua, que girava ligeiramente. As sombras ultrapassavam de um lugar para o outro, dançando, fazendo um completo sorriso no rostinho de Bonnie. A sombra a seu lado a encarou por um estante. Bonnie agora a segura com seus dois braços, completamente coberto por lindas pulseiras de brilhantes. A sombra, sem olhos, sem boca nem nariz no rosto, prendia-se em um só movimento. Bonnie a massageou pela — o que provavelmente seria — a cabeça. Sentindo seus pensamentos, ela soube que ficaria sozinha novamente. A sombra a abraçou. "Por favor, não tenha medo. Quando as trevas sumirem, o amanhecer quebrará o silêncio, gritando em nossos corações." Sussurrou a sombra. "Então me abrace e converse comigo sobre amor sem um som. Diga que estará comigo e eu morrerei por você." Respondeu Bonnie em voz alta. Os dois se entreolharam e sorriram. Bonnie conseguia ver cada feição na sombra, mesmo que ela não tivesse nenhuma. A sombra com certeza sabia disto, pois isso mesmo a confortava mais que qualquer coisa. Bonnie ergueu sua mão em direção a lua, que de repente parou de girar tanto e pareceu ainda mais próxima que estava. A luz da lua chegava a esquentar a pele de Bonnie, mas esta esfriava ao mesmo tempo que tocava a fria sombra companheira. "Temos que tentar e ser reais" começou a sombra olhando nos olhos claríssimos de Bonnie "E eu me sinto sozinho, não estamos juntos" continuou esta agora olhando atenciosamente para a lua, que voltara a girar. Bonnie não questionara ou tampouco tentara parar a ação da lua. Bonnie estava assustada com aquelas palavras da sombra. Ela olhou para a mão da sombra, que estava envolvida pelas suas duas próprias. Ela sabia que realmente a estava segurando, ela conseguia sentir. "E isto é real" terminou a sombra. A sombra ultrapassara as mãos de Bonnie. Ela caminhou vagarosamente em direção da lua, ela sentia a luz quente da lua, não a qual vinha do sol, mas uma luz da lua em si. A lua representava a noite, mas continuava mostrando a luz. Bonnie sempre admirava a lua nas manhãs. Dizia Bonnie que a lua da noite não era tão bela quanto a da manhã, dizia ela que a lua da manhã não precisava da luz de outros para aparecer e mostrar sua beleza. A lua girava e girava e a sombra caminhava até ela. Bonnie ia logo atrás. Um calor muito mais intenso invadira todo aquele bosque. A garota avistou quando o sol surgia do oeste e vinha para o leste em uma velocidade extraordinária. Quando o sol alcançou a lua, e juntou-se a ela, a sombra virou-se e acenou para Bonnie, ela soube que aquele seria o último aceno. O eclipse que acontecia fazia os olhos de Bonnie tremer e seu cabelo esvoaçar estalando quando alto-batia-se. Um vento do lado contrário fez o corpo de Bonnie perder sua força, mas ainda ela conseguia se manter em pé naquele mesmo lugar. O vento a trazia dores por todo o corpo. Ela sentiu quando o primeiro corte foi deito nas suas costas. O segundo, mais doloroso ainda, derramara sangue, que voou até a sombra. O vestido em que Bonnie estava divamente vestida foi-se esvaindo e dando chance ao vento para levá-lo para o infinito. Despita ao eclipse, seu corpo sendo cortado pelo forte vento, dava-a incicratizaveis formas por todas as partes. Todo o sangue que o vento levava era surpreendentemente consumido pela sombra, que ia ganhando face. Quando todo o sangue de Bonnie se esvai, ela perdeu a vida, mas conseguiu ver que a sombra finalmente teve uma forma viva. Ela estava feliz de a ver. A sombra era algo tão lindo que se esta mesma questionace Bonnie sobre o quão perfeito ela era, Bonnie estaria a rebaixando mesmo se falasse que ela era a forma mais perfeita que já enxergastes antes. Quando o sol pulou ao lado da lua, tomando seu turno, a sombra sumiu. Bonnie agradeceu pela sombra estar com ela, agradeceu por a ter. Ela queria levantar e viver, estava morta e sua alma presa ao seu pálido corpo. Queria se libertar, mas não podia lutar contra isso tudo, não podia desejar isso tudo. A perfeição em que a sombra se tornara sussurrou na mente de Bonnie a avisando: "Você não estará sozinha, querida. Nunca... Nunca." O raiar do sol fez Bonnie abrir seus olhos e os esfregar com seus braços machucados. Ela se encontrou numa carroça de madeira com aberturas minúsculas para visualização. Ela parou para pensar no que ela acabara de sonhar. "Foi tão real" admitiu para si mesma. Quando levantou-se, fez esforço para ficar de pé. Seus joelhos estavam marcados de dor. Ela passara quase 20 inimagináveis horas naquela nojenta carroça. Ela tentou gritar, mas tudo que saiu foi um rosnado fino e pequeno. Como ela gritara a noite passada inteira, a sua voz agora estava quase inútil. Um estalo fez ela prestar a atenção em um prato grande de carne fresca que jogaram arrebatadamente dentro daquela jaula. — Coma! — berrou um velho fedorento vestido com um robe de seda esfarrapado e de verrugas em todo o rosto. — Onde estou? — Perguntou Bonnie — Ordeno que o senhor me liberte deste lugar imediatamente! O velho abriu um sorriso. Ele não entendera quase nada que ela acabara de falar. Ele a olhou por um instante e se perguntou o que tinha que fazer com ela agora que estavam fora do reino de Evanescere.No castelo, Amy esperava por uma resposta de seus pais. Qualquer coisa para levar a mente dela ao relaxamento na qual ela queria. — Princesa — começou o conselheiro -, eu, o conselheiro mais fiel de seu pai, também pensava como a vossa.. — Como atrevestes? — gritou Amy impaciente. Sua cabeça estava em giro. Confusa, ela não esperava nada além de um mandato de cancelamento pelo sacrifício de Bonnie. Amy ouviu seu pai falando que ela ainda tem um mês de vida. Isso era reconfortante a no mesmo tempo sufocante, mas que nunca Amy via o quão incompetente aquele conselheiro era. Muitas vezes na mesa de jantar, John comentava sobre o trabalho que o conselheiro conseguia fazer tão sabiamente. Para Amy, tudo isso era apenas uma ilusão e que com certeza este conselheiro algo fazia para conseguir o pereço de seu pai. Josh Hartzler era o nome dele. Amy queria qualquer coisa á não ficar perto dele. Um dia atrás, Amy e Sarah mantinham o dever de subscrever alguns mandatos de prisão contra alguns traidores, no qual Robert Lee encontrava em sua missão. Amy questionara a sua mãe sobre no que Josh Hartzler fazia quando não estava pelo castelo. Antes de algum comentário, sua mãe passou um aviso em que Evanescere estava em crise e então todos tinham que trabalhar sabiamente e cooperante. Amy Lee entendeu logo o que sua mãe estava suposta a protege-lo à quaisquer acusações. Amy já estava a recusar palavras do conselheiro, e logo após da notícia de Bonnie, Amy logo soube que tinha sido ideia dele. Quando ela estava com Bonnie e avistaram o Ben Moody, Amy tentou agir naturalmente por fora, pois por dentro ela queimava em ódio. Ela sabia que Ben Moody tinha uma relação em tanto com o Josh H. Ela sabia também que todos os planos que vinham da boca do conselheiro, na verdade viera da mente de Ben Moodie. Amy simplesmente poderia requisitar em ordem de mudar o cargo de Ben Moody para conselheiro, as coisas talvez poderiam melhorar, mas ela sabia que tudo aquilo nunca iria mudar. Sabia que seu pai teria problemas na guarda e segurança do castelo se Josh se submetesse em ordem de cuidar da formação de guardas. Mas isso não chegava ao caso. Amy desperdiçou fôlego em tudo aquilo, pois isso não era o que ela queria nem tampouco planejara para acontecer. Ela levantou-se e correu para uma porta lateral ao altar do trono. Sarah tentou ainda alcançar a filha esticando um pouco o braço, mas não tivera sucesso, quando a percebeu, Amy afastou-se e continuou a correr. Fechara a porta em suas costas e encostou-se nela. Sua tristeza a fez cair em lágrimas. Sua saia tripla enrugada de dobramentos alcançava seu rosto, ela usara uma das rendas para enxugar suas lágrimas. Como aquilo poderia realmente ter vindo à tona? Após prometer-se a sí mesma que nunca iria perdoar ninguém daquele reino que se opusera ao oferecimento de Bonnie ao Non-Sémât, ela resistiu a aquela dor momentaneamente. Amy passara um pouco de tempo imaginado o por quê se seus pais, nem qualquer outra pessoa viera a consolar ou segui-la. Mas, pensando bem, ela não queria ter a presença de ninguém naquele lugar, ao menos poderia checá-la, ou não. Hora, ela só queria ter a certeza que simplesmente seus pais estavam tristes por ela mais do que qualquer coisa, mas ao mesmo tempo ela queria estar sozinha, mas queria que ao menos alguém estivesse alí. A cabeça de Amy estava quase explodindo, pedia por alguém, mas seu orgulho não permitia tão longo esse desejo. Quando conseguiu voltar o pensamento em Bonnie, ela falou: — Nós estaremos juntas novamente. E tudo terá sido um sonho no fim. — Está tentando levar essa voz para a Bonnie? — perguntou o conselheiro em baixa voz baixa entrando naquela salinha de retratos por uma porta na esquerda de Amy. — Eu exijo que se retire daqui — pediu Amy gaguejando. Josh Hartzler sorriu e sentou do lado dela. Amy ficou sem reação, sentiu seu ar esvair e o observou observar os retratinhos que preenchiam aquela salinha. — Adoro trabalhar para o seu pai — admitiu ele — essa sala serve para colocar na parede, retrato de todos aqueles que um dia trabalharam nesse castelo. Seja com o serviço testio, como o em série. Amy o encarou por um segundo. Pelo menos suas lágrimas estavam agora suspensas. — Não me olhe assim, Amy — falou Hartzler — Eu sei que queria estar sozinha, mas também sei que queria companhia. Amy derramou uma lágrima e perguntou-o: — Como você pode ver por entre os meus olhos como portas abertas? Antes que Josh pudesse responder, ele levantou o olhar e pousou seu dedo indicador nos lábios para pedir silêncio. Amy assentiu e tentou escutar o que ele tentara. Josh fez sinal para que Amy afastasse da porta para espreitar. Quando viu, reconhecera pelo longo cabelo, era o guardião-general da torre longa do reino, Terry Balsamo. — Senhor, achamos um homem morto congelado no lado esquerdo do lago reinal. Achamos que possa ser o Sr. Rocky Gray. Josh Hartzler sentiu seu estômago revirar e sentiu um arrepio tomar conta de sua cabeça. Quem? Como? Isso o tomara por completo e fez com que seus pensamentos se perdessem em meio voo. — Também temos outra notícia — Continuou Terry. Amy espreitou também e tentara escutar, não teve dificuldade, Terry estava falando alto o suficiente para que aqueles dois escutassem sem preocupação. John Lee ergueu-se e arregalara os olhos. Então, trêmulo, Terry falou: — Ben Moody foi visto saindo do reino, enquanto que Bonnie estava sendo levada por uma carroça com jaula de madeira. Suponho que a entregaram à seleção de oferenda para o demônio Non-Sémât. Terry ajoelhado, baixou sua cabeça e deixara algumas gotas de lágrimas molharem o chão. Amy pousou suas mãos na cabeça, sua testa agora estava completamente molhada de suor. Ela esperneou de agonia e sentiu uma sensação como se seu coração estivesse pronto para explodir em sua boca. Ela gritou tão alto que no cume do castelo deu-se para ouvir. Um dia calmo em que poderia gastar o tempo no piano com sua irmã, estava pronto para ser chamado de pior dia da sua vida.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Estou realmente gostando de escrever essa fic e tenho ideias excelentes para o próximo capítulo! Obrigado por lerem.