Eu te odeio, Midorima Shintarou

10 Midorima Shintarou não é gay.


Notas iniciais
Helloooo! Trago-lhes mais um capítulo. Eles estão ficando mais longos porque acho que, agora que sei pra onde está indo a história, fica mais fácil de escrever. E aí quando vejo tá lá o trem enorme husahus Esse capítulo em particular foi delícia de escrever. Espero que gostem e boa leitura ♥

Midorima Shintarou lançou a bola, satisfeito ao ouvir o som da rede balançando e o placar aumentando em 3 pontos. Ele aterrissou, ajustando seus óculos, já em posição de defesa para o contra-ataque que certamente viria. Olhou para Takao, do outro lado da quadra, e viu toda a concentração contida naqueles olhos azuis.

O time adversário (os veteranos de Shutoku) estava tendo problemas com o rebound. Um primeiranista alto cujo nome Midorima não conseguia lembrar estava bloqueando os atacantes adversários. Ótimo. Takao só precisaria de uma abertura.

Ele olhou para o amigo. Acha que consegue? Dizia sua expressão. Takao estava arfando. Ao olhar para Midorima, ele pareceu entender seus pensamentos, e fez um leve aceno de cabeça, confirmando. Era tudo o que Midorima precisava saber.

Com uma confiança cega, ele mal havia aterrissado quando virou-se novamente para a cesta e dobrou os joelhos, preparando-se para pular. Como previsto, no próximo segundo, Takao estava com a bola em mãos. No segundo seguinte, Midorima estava saltando, posição preparada para arremesso. E no segundo depois desse, a bola estava nas suas mãos, pronta para ser arremessada. Em um piscar de olhos, a bola zunia pelo ar em uma trajetória parabólica perfeita.

A adrenalina entupia as veias de Midorima, e uma euforia por ter um trabalho de equipe tão perfeito lhe subiu pelo peito.

Kuroko estava certo, o maldito. Basquete era mesmo um esporte muito mais divertido quando jogado em time.

O som do apito final ecoou pela quadra ao mesmo tempo em que a cesta de Midorima entrou, encaixada perfeitamente no centro do aro. Eles haviam vencido, 115 — 75. Sua sincronia com a de Takao estivera mais alta que de costume hoje. Que tal isso para um décimo lugar no ranking, Oha-asa? Pensou ele.

Pouco depois que seus pés tocaram o chão, um par de mãos deu um empurrão surpresa em suas costas, lançando-o dois passos para a frente.

— Seu merdinha, — a voz arfante de Takao soou às suas costas — você saltou muito rápido agora! Eu estralei minha panturrilha tentando mandar aquele passe a tempo!

Midorima se virou. Takao tinha um enorme sorriso no rosto. Midorima se viu abrindo um meio sorriso também.

— Vê se corre mais rápido, então.

Takao aumentou o sorriso. Vencemos, Shin-chan, diziam seus olhos. Vencemos, Kazu, respondeu Midorima, mentalmente. Nenhuma provocação de Takao poderia irritá-lo agora. Pelo contrário, Midorima se sentiu atiçado e leve — talvez fosse a falta de ar pelo exercício físico. Seu corpo inteiro queimava em adrenalina. E neste exato momento, ele estava muito satisfeito com a presença de Takao ali. Ele observou gotas de suor descerem pelo pescoço do amigo, desaparecendo sob sua camiseta. O peito de Takao subia e descia, arfante, e seus olhos exibiam a mesma energia desvairada que Midorima apostava estar exibindo nos seus agora. Os cabelos negros de Takao grudavam em sua testa, e Midorima assistiu quando ele passou a mão para jogá-los para trás. Midorima o encarou, e ele o olhava de volta com a mesma intensidade. Ocorreu-lhe que Takao nunca estivera tão atraente.

No momento em que esse pensamento cruzou sua cabeça, como se cumprindo uma deixa, Otsubo gritou do outro lado da quadra:

— Ei, vocês dois, parem de flertar e já pro vestiário! Tenho um anúncio a fazer.

Oh, percebeu Midorima. Quase todo o time já foi se trocar.

A quadra estava vazia exceto por Midorima e Takao, plantados encarando um ao outro feito dois patetas. Ele sentiu um constrangimento subindo pelo corpo. Nem percebera quando o resto do time saiu.

— Vamos. — murmurou, dando as costas para Takao.

Chegando no vestiário, o time havia feito um círculo em torno de Otsubo, que os esperava com um sorriso enigmático no rosto.

— Bom, agora que estamos todos aqui, posso dar a boa notícia.

Os adolescentes se entreolharam, um clima de expectativas criando-se no ar. Otsubo sorriu.

— A partir desta quarta-feira, como vocês bem sabem, é feriado. — assovios ressoaram pela sala, junto com um “é isso aí, Otsubão!”. O capitão continuou. — Por isso, nosso treinador e eu tivemos uma conversinha. Ele ligou para alguns contatos e… rufem os tambores.

Uma horda de pés marcharam no chão. Midorima apenas observou, intrigado.

— Teremos um acampamento de treino misto!

Sorrisos e gritos comemorativos preencheram a sala. Midorima sentiu uma pontada de otimismo: treinos mistos eram sempre bons para afiar suas habilidades. Takao parecia pensar o mesmo, sorrindo em êxtase ao seu lado. Otsubo fez sinal de silêncio, como um maestro encerrando uma melodia. Fez-se silêncio novamente.

— Treinaremos com algumas das melhores escolas do país! Kaijo, Seirin e… Academia Tōō!

Outra salva de gritos e assovios. Alguns lamúrios como “Aomine não!” e “estamos ferrados…” se misturaram ao coro.

— Agora, a melhor parte: conseguimos um alojamento decente dessa vez, então nada de camas de papelão ou barracas. — uma onda de uivos empolgados e um “aí sim, Otsubão!” — Também teremos churrasco e karaokê…

Midorima franziu o cenho e lançou um olhar de canto de olho para Takao. Ele já podia quase imaginar seu amigo enchendo seus ouvidos, implorando para que ele cantasse algo. O que não ia acontecer, obviamente.

— Mas não se empolguem demais, os dois primeiros dias serão de treino duro. Se merecerem, teremos as comemorações no terceiro, então não garanto o karaokê.

Midorima suspirou aliviado. As vozes animadas foram morrendo aos poucos. Ostubo sorriu.

— O quê? Isso aqui não é colônia de férias. Mas se eu perceber uma grande melhora no time, farei pessoalmente o churrasco de vocês.

— Senpai, você é o melhor! — puxou Kimuro. — Otsubão! Otsubão! Otsubão!

Os outros se juntaram ao coro, e Myaji e Kimuro levantaram Ostubo no ar, jogando-o para cima. Midorima sentiu de novo uma pontada de felicidade.

E então, a ficha caiu. Ele passaria 3 dias numa viagem com Takao.

Midorima não era, nem nunca foi, homossexual.

Quando tinha 13 anos, numa viagem em família para a praia, um surfista moreno havia lhe oferecido aulas experimentais gratuitas de surf, e talvez Midorima tenha sentido seu peito bater mais forte e suas bochechas corarem. Mas repreendeu-se rapidamente e nunca mais pensara sobre o assunto.

Aos 14, ao pegar um livro emprestado na biblioteca da escola, um bibliotecário com aproximadamente a mesma idade que ele ajudou-o a concretizar o empréstimo no sistema e puxara conversa com ele. Midorima lembrou-se de tê-lo achado bonito e com uma voz melodiosa. Mas novamente, o bibliotecário não durara mais do que 10 minutos em sua mente, e sua vida seguiu.

Conclusão: não havia provas suficientes para confirmar sua sentença de homossexualidade. E ele planejava se manter assim.

E sim, Midorima sempre achara Takao bonito, desde seus 7 anos de idade, quando ele piscara seus grandes olhos azuis para Midorima e abrira um sorriso enorme e brilhante, pedindo para se tornar seu amigo.

Mas Midorima não era gay.

Desde sua pré-adolescência, ele observara seus colegas de sala tomando súbito interesse pelas meninas — bom, no caso de Takao, pelos jogadores na NBA — e tudo o que ele podia pensar era em como a paixão e o interesse amoroso deixavam suas vítimas idiotas.

Além do mais, ficavam cegas. Deixavam de perseguir seus próprios objetivos por estarem ocupados demais pensando no outro, gaguejavam, tinham ataques de ciúmes… tudo parecia um grande circo para Midorima.

Exceto que, quando confrontado por certas situações envolvendo Takao… ok, talvez Midorima fosse, afinal, um pouco gay.

Recentemente, vinham acontecendo coisas.

Tudo havia começado há 2 meses atrás.

Takao viajara de férias com sua mãe e ficara fora por 3 semanas. Como haviam ido para um sítio remoto em Osaka, não tinha muito sinal de telefone ou internet. E assim se iniciou um longo período de completa ausência de Takao.

Nos primeiros dias, Midorima se convencera de que era uma distância saudável. Não havia ninguém provocando-o ou constantemente pegando no seu pé. Sem “Shin-chan!” para distraí-lo: talvez fosse até mesmo proveitoso para Midorima conseguir estudar sua matéria de férias de verão. Ele deleitou-se na paz de espírito e silêncio.

Entre o final da primeira e o início da segunda semana, ele sentiu falta de ter com quem conversar. Midorima assistira a uma partida inacreditável de Boston Celtics e Dallas Mavericks, mas não havia Takao lá para comentar. Ele tentou mandar mensagens para Akashi quando viu uma jogada inesperada, mas tudo o que recebeu foi:

Bom, era natural que acontecesse, não? Honestamente, Midorima, você está apontando o óbvio.

Ele tentou Kuroko.

Notável, Midorima-kun.

Não era rude, mas deixava pouco espaço para uma conversa.

Midorima decidiu saltar o contato de Kise. A proximidade do loiro com Takao era suficiente para irritá-lo só de imaginar sua voz.

Murasakibara teria preguiça de responder suas mensagens.

Momoi e ele simplesmente não tinham essa intimidade.

Numa última tentativa, mandara mensagem para Aomine. O único que restava da Geração dos Milagres. De longe, foi a resposta que mais o irritou:

Tch. Eu faria melhor.

Depois dessa última infeliz experiência, Midorima resignou-se a assistir sozinho. Ninguém poderia substituir Takao.

Afinal, veja bem: seu amigo fazia comentários não só relevantes mas também engraçados. Ele lia o jogo numa velocidade rápida, bolando estratégias hipotéticas para a vitória, criando piadas repentinas e invadindo o espaço pessoal de Midorima para comemorar pontos marcados. A ausência dele estava começando a lhe dar coceiras.

Na terceira semana, a situação simplesmente ficou esquisita. Ele começou a ouvir a voz de Takao nos momentos mais aleatórios.

Ao pegar sua escova de dentes:

Escova bem essas canjicas, Shin-chan! Esses dentes tem que brilhar.”

Ao pegar o cereal para o café da manhã:

Fruit loops, Shin-chan? É como comer a Geração dos Milagres! O azul é o Kuroko, o amarelo é o Kise… e olha você aqui!”

Era simplesmente bizarro.

E então, o golpe final. Midorima fora até a casa dele para cuidar de Shirou, o gato de Takao, como prometera fazer todos os dias. Mas quando olhou nos olhos do animal que miava para ele, o peito de Midorima doeu. A casa de Takao subitamente pareceu muito vazia.

— Já já ele volta. — dissera ele para o gato. Shirou se esfregou em suas pernas, ronronando. Midorima abaixou-se para acariciar-lhe entre as orelhas. Naquele momento, sentiu que suas palavras eram mais para si mesmo do que para o gato.

Quando Takao voltou na semana seguinte, Midorima fingiu indiferença, mas sentiu seu coração inchar e transbordar quando viu seu amigo parado em frente à sua casa, pedindo para que ele saísse e o encontrasse.

Desde então, Midorima sentia um puxão em direção a Takao. Um quase anseio por sua presença.

Mas seu pai fazia questão de lembrá-lo, quase todos os dias, de como Takao era uma distração homossexual ambulante, e por isso ele ignorara tais sensações — isto é, até o fatídico dia com Kise na boate.

Quando recebeu a mensagem de texto, suas entranhas se reviraram. Era uma mensagem curta, mas arrasadora. Às vezes, quando Midorima fechava os olhos, ele ainda conseguia vê-la, clara como a luz do dia, em sua mente.

Kise: Midorimacchi, Takaocchi tem um beijo muito bom~

Os nós das mãos de Midorima ficaram brancos com a força de seu aperto no telefone. Ele não conseguia imaginar a cena — não suportaria. Algo naquela imagem era simplesmente errado, absurdo. Ele levantou do sofá, se preparando para ir pessoalmente buscar Takao, mas pegou-se a tempo.

Eu não sou dono dele. Takao pode fazer o que quiser.

10 minutos depois, ele recebera uma segunda mensagem.

Akashi: Takao beijou Kise hoje. Achei que devesse saber.

Midorima sentiu seu sangue ferver. Digitou uma resposta.

Não é da minha conta. Ele beija quem quiser. Não me mande mais mensagens como essa.

Exceto que era, sim, da conta dele. Queria buscar Takao e mandar Kise para o quinto dos infernos.

Ele ligou para Takao. De novo. E de novo. À medida que o tempo passava, a preocupação de Midorima aumentava. E se ele tivesse se machucado? E se estivesse perdido, assaltado?

Talvez… talvez o beijo com Kise tivesse tomado proporções maiores e eles estivessem juntos.

Antes que pudesse se restringir, Midorima estava digitando mensagens para Takao.

Onde você está? Kise disse que está bêbado.

Nenhuma resposta.

Takao, apenas me mande um sinal de que você está vivo.

Midorima hesitou. Então, digitou:

Akashi me contou que você beijou Kise enquanto estava alterado.

Apertou enviar. Parou um pouco, encarando a tela. Hesitou. Por fim, digitou mais uma.

Você sente algo por ele?

O dedo de Midorima pairou sobre o botão enviar, pois ele sabia que a primeira mensagem poderia ser pura curiosidade, mas a segunda era uma cobrança.

Subitamente, sentiu um aperto no peito. A última e mais honesta das mensagens, se materializou na tela com o digitar nervoso de seus dedos.

Não gosto de vocês juntos.

Midorima prendeu a respiração. Se mandasse essa, não teria mais volta.

A imagem de Kise beijando Takao lhe veio em mente e Midorima sentiu um calafrio. Apertou enviar.

No dia seguinte, quando encontrara com Takao, ele sentiu arrependimento pesar em seu peito pelo modo como havia agido. Eles não tinham esse tipo de relação. Takao não devia nada a ele.

E então, os planetas se alinharam para o signo de câncer, e Takao lhe revelou que não havia lido suas últimas mensagens. Midorima tomou como um sinal do universo de que não era o momento para discutir aquilo. Apagou as mensagens e guardou seus sentimentos para mais tarde, para racionalizar e esquecer de tudo.

Só que, depois de criar consciência de que ele sentia ciúmes de Takao, ficava difícil criar explicações racionais.

E só pra piorar, Takao comprara o espanador e lhe dera a pluma azul…

Midorima nunca se sentira tão apreciado. Era como se ele estivesse dizendo, eu vejo você. Eu me importo. Takao não estava debochando por achá-lo ridículo com seus itens da sorte. Ele estava fazendo algo que para ele não fazia sentido, sabendo que, para Midorima, era importante. E o peito de Midorima inchou de sentimento.

Foi então que ocorreu a Midorima que aquilo não tinha como ser muito heterossexual.

Naquele momento, quando pegou sua mão e sentiu a pulsação acelerada de seu amigo, ele sentiu o que apenas poderia ser descrito como uma forte atração.

E então, como um alarme, a voz de Kenzo soou em sua cabeça. Chamando-o de nomes. Olhando-o com nojo. E ele imediatamente soltou a mão de Takao, fugindo da sensação.

Para completar, mais tarde, na quadra, quando ele sentiu aquela sincronia intensa no jogo e viu Takao sorrindo em comemoração da vitória que eles dois haviam conseguido juntos… Midorima sentiu coisas. Era como se Takao não estivesse perto o suficiente. Suas mãos coçaram para alcançá-lo, puxá-lo. Olhar para ele coberto de suor e triunfo de vitória, sorrindo de uma orelha à outra, fez o coração de Midorima bater mais rápido. Uma sensação de posse tomou conta de si. Ninguém no time tinha com ele a sincronia que Midorima tinha. E aquela exclusividade lhe trouxe profunda satisfação. Ele queria mais.

Midorima Kenzo não havia criado um homossexual. E, dito e feito, Shintarou nunca havia se permitido pensar em nada do tipo.

Até Takao chegar.

Respirando fundo, Midorima afastou esses pensamentos, tendo chegado à soleira da porta de sua casa.

Ele não sabia o que o esperava do outro lado, e isso o deixou nervoso.

Lentamente, Midorima levou a mão ao bolso e pegou a chave, inserindo-a na fechadura. Com um suave clique, ele abriu a porta da sala.

O lugar estava escuro. Seus olhos se ajustaram à baixa claridade enquanto ele entrava e trancava a porta atrás de si, tirando os sapatos na entrada.

Quando suas vistas se acostumaram, ele enxergou a silhueta de sua mãe sentada à mesa de jantar, uma garrafa em uma mão e uma taça na outra.

Ela não levantou a cabeça em reconhecimento de sua chegada, mas sua voz alcançou Midorima. O que saiu de sua boca, porém, não foi um cumprimento.

— Seu pai se foi.

Midorima piscou uma vez. Duas.

Sayuu se moveu, arrastando os pés da cadeira pelo chão em um horrível som estridente. Tropegamente, ela se pôs de pé e andou até Midorima. Quando estava a poucos passos de distância, o cheiro do álcool assolou o nariz do menino. Sua mãe parou ao seu lado, apoiou uma mão em seu ombro e ergueu a cabeça para sussurrar em seu ouvido.

— Somos só nós. Você é o homem da casa agora, Shintarou.

Com essas palavras, Sayuu soltou o ombro de Midorima e virou as costas para ele, sumindo no corredor escuro em direção ao quarto.

Midorima lutou contra o nó em sua garganta, parado no centro da sala de estar, embalado pelo incessante tique-taque do relógio da cozinha.

A dois quarteirões dali, Takao abriu a porta de sua casa, seus músculos doloridos pela exaustão do treino.

Deixou seus sapatos na porta, sentindo o alívio nos pés cansados. Shirou, sentindo sua presença, veio cumprimentá-lo no hall de entrada, miando e enroscando-se entre suas pernas.

— Olá, amigão. Sentiu saudades? — Takao abaixou-se para pegar o gato, aninhando-o em seus braços. Shirou ronronou, esfregando o focinho no ombro de seu dono. Takao sorriu.

Com o felino no colo, ele andou em direção à cozinha.

— Mãe, cheguei!

— Kazu? — veio a voz de sua mãe.

Ele se aproximou, alcançando o vão da porta. Quando Takao registrou o que estava vendo, seu cérebro congelou.

O que Midorima Kenzo estava fazendo em sua cozinha?

Notas finais
Então... lá vem papai Midorima novamente. Ehehe O que acharam de um Midorima em negação? Acho bem a cara dele. Nos últimos capítulos recebi, para a minha surpresa, reviews de leitores muito queridos que acompanharam essa fic desde o nascimento dela, e me fez muito feliz! ♥ Por favor, deixem seus comentários, eu amo muito ler todos. Críticas construtivas também são bem-vindas! ~Kissus