Na manhã seguinte, Umaru tentou agir normalmente com Taihei, sem querer dar pistas a ele do que aconteceria à noite. Ela avisou ao irmão que Ebina jantaria com eles e pediu para que ele não se atrasasse. Naquele dia, Ebina saiu um pouco mais cedo de casa de propósito, para evitar de encontrar Taihei.

Durante o dia na escola, ela pediu algumas dicas para Umaru que, contra sua própria vontade, falou apenas para a amiga agir naturalmente e ser confiante. A ideia de “entregar” seu onii-chan a outra garota a incomodava profundamente, mas ela não falaria isso para sua melhor amiga.

À noite, Umaru e Taihei estavam em casa, à espera de Ebina, com o jantar já pronto na mesa. Quando ela bateu na porta, o onii-chan foi recebê-la.

— Olá, Ebina-san. Pode entrar.

— H-Hai. Com licença… – tirou os sapatos e entrou, timidamente, sentando-se com Umaru.

— Onii-chan, já podemos começar a comer? – disse, em sua voz fofa, sorrindo.

— Sim, Umaru… – suspirou – Ebina-san, eu preparei sukiyaki. Espero que goste.

Começaram a comer, e quando estavam mais ou menos na metade da refeição, Umaru cutucou Ebina discretamente, para que ela convidasse o onii-chan. Ebina corou, entendendo que já deveria convidá-lo, mas ainda estava tentando criar coragem. A garota de busto avantajado começou a comer mais lentamente, sentindo-se aflita. Taihei logo percebeu a aflição de Ebina, acreditando que a garota não estava gostando da comida.

— O que houve, Ebina-san? A comida não está boa?

— N-Não é isso… Escuta, onii-san, s-será que você… – corou bastante, fazendo uma pausa. Taihei a fitou com curiosidade, esperando que ela continuasse – V-Você gostaria de… s-sair comigo no fim de semana?!

Umaru olhou para o irmão, que a olhou de volta, sem saber o que fazer. A irmã balançou a cabeça positivamente. Então, Taihei virou-se para Ebina, notando o quão a garota estava nervosa. “Ela parece ter juntado muita coragem para falar isso… Bem, acho que seria uma desfeita não aceitar”.

— Hm… Eu não trabalho no sábado. Acho que podemos ir tomar um café juntos, que tal?

Ebina sorriu, feliz por ele ter aceito.

— Hai! E-Então está combinado, onii-san.

Umaru assistiu a toda a cena, por fora tranquila e serena, mas por dentro estava irritada e com ciúmes. Não queria que o irmão saísse com a amiga, não queria que nada pudesse acontecer nesse encontro que o tirasse dela. Ela queria logo que o jantar acabasse, para que pudesse ver o anime da noite e parar de pensar nisso.

Após o fim da janta, Taihei despediu-se de Ebina e recolheu a louça para a cozinha. Umaru foi até a porta para levar a amiga, que agradeceu pelo apoio.

Quando cada um já estava em sua cama para dormir, Umaru ficou brava consigo mesma por ter apoiado isso. Deu um grito de raiva, que assustou o irmão, mas ela logo fingiu que estava dormindo e ele voltou a dormir também. Ela decidiu que iria seguir o encontro para que nada acontecesse e ela acabasse perdendo seu onii-chan.