Eu te amo, onii-chan!
1 Capítulo 1
Doma Umaru voltava da escola com sua amiga e vizinha Ebina Nana. Por onde passavam, todos olhavam. Umaru, por sua beleza e Ebina pelo tamanho de seus seios. As garotas estavam conversando sobre assuntos da escola, mas Umaru apenas pensava em chegar em casa para jogar videogame e assistir anime. De repente, Ebina começou a ficar um pouco nervosa e apreensiva, como se quisesse dizer algo. Umaru notou a aflição da amiga, suspirou, e questionou.
— Ebina, você está bem? – falou docemente, como era habitual quando estava fora de casa.
— N-Não é nada, Umaru-chan – corou, nitidamente nervosa.
— Ebina, sabe que pode conversar comigo sobre o que quiser. Tem certeza que não é nada? – sorria para a amiga.
— Sabe, Umaru-chan… – respirou fundo, criando coragem para prosseguir – o que você acharia se eu convidasse o onii-san para um e-encontro c-comigo…
— Eh? Acho que seria ok, por mim… – Umaru respondeu isso, mas em sua mente ela estava em seu modo himouto, odiando a ideia de que pudesse ter que dividir a atenção de seu onii-chan com outra pessoa.
— M-Mesmo? – sorriu, ainda bastante tímida – Obrigada, Umaru-chan! Então, farei isso amanhã.
— Sim, sem problema algum. Que tal jantar lá em casa amanhã? Aí você pode convidá-lo – tentava não demonstrar a raiva que sentia, só queria chegar em casa e descontar tudo em seus jogos.
— H-Hai! Vou criar coragem e me preparar até lá...
Quando chegaram em casa, se despediram e Umaru subiu as escadas. Assim que entrou em casa, entrou em seu modo himouto. Jogou o uniforme pelo chão e vestiu sua roupa de ficar em casa: sua capa de hamster. Pegou sua garrafa de Cola e alguns salgadinhos, sentando-se preguiçosamente para jogar pokemona. Finalmente podia jogar tranquilamente, enquanto gritava “ONII-CHAN BAKA!”. Bebeu sua Cola quase toda em um gole e se encheu de salgadinhos, até a hora em que seu onii-chan chegaria.
Depois que já havia jogado bastante tempo, olhou a hora e percebeu que seu onii-chan estava atrasado, o que a deixou mais irritada do que já estava. ‘’BAKA, BAKA, BAKAAA! NEM AVISA!’’ era só o que Umaru dizia, esperneando no chão. Assim que ouviu um barulho de chave na porta, saiu correndo em direção a ela. Seu onii-chan mal entrou em casa e Umaru já havia subido nele, se agarrando aos cabelos.
— ONII-CHAN, ONII-CHAN, ONII-CHAAAAN! – gritava para o irmão, visivelmente cansado do dia no trabalho.
Doma Taihei, o tão falado onii-chan de Umaru, foi tirando sua irmã de cima de si.
— Umaru! Me deixe chegar em casa direito antes…
Umaru havia esquecido por um momento que estava brava com ele, porque Ebina o chamaria para sair. Assim que se lembrou, ao invés de sair de cima dele, continuou pendurada no irmão, ignorando-o.
— Hmpf! – fechou os olhos e fez cara de brava, com um biquinho.
Taihei ficou sem entender, mas já estava acostumado a esse tipo de comportamento imprevisível da irmã. Tirou os sapatos e entrou em casa, ainda com Umaru pendurada em si.
— O que foi dessa vez, Umaru?
Umaru desceu do irmão, correndo para sua cama, dando as costas e cruzando os braços.
— Hmpf!! – olhou de canto de olho e virou o rosto, quando viu que ele a olhou.
O onii-chan apenas suspirou e a ignorou, imaginando que não fosse nada de mais, como geralmente. Tirou o paletó, afrouxou a gravata e foi para a cozinha fazer a janta. Após alguns minutos, gritou de lá.
— Umaru, o jantar está quase pronto! Hoje fiz hambúrguer.
— Hambúrguer? – Umaru saiu correndo para a cozinha, subindo novamente no irmão e o sacudindo – Eu quero! Ainda não está pronto, onii-chan? Posso tomar Cola enquanto isso, onii-chan? Posso comer salgadinho, onii-chan? Vai ter sobremesa, onii-chan? Onii-chaaan! – Umaru não parava de falar.
Ele ignorou a todas as perguntas dela, tentando se concentrar em terminar de fazer a janta enquanto era sacudido pela irmã.
— Umaru! Acalme-se e vá se sentar na mesa. Vou levar a comida.
Umaru foi se sentar, mas ia emburrada, enquanto resmungava que seu onii-chan era malvado com ela. Assim que se sentou, virou o rosto fazendo cara de brava e cruzou os braços. Não conseguia esquecer que Ebina o convidaria para sair.
— Hmpf!!! Onii-chaaaaaaan!
Dessa vez, a birra de Umaru estava durando um pouco mais do que o normal. Geralmente, ela parava de fazer manha depois que descobria que haveria uma comida gostosa para o jantar. Por isso, Taihei preparou hambúrguer. Mas visto que ela ainda estava chateada com algo, decidiu perguntar novamente.
— Então, Umaru, posso saber por que está assim?
— Baka! – sempre que o irmão olhava para ela, virava o rosto e fazia seu biquinho típico de quando estava fazendo drama.
Taihei suspirou, sabendo que aquela conversa não chegaria a lugar algum. Terminou de comer e recolheu as louças. Levou-as para a cozinha e as lavou. Em seguida, tomou banho e se sentou frente ao computador, trabalhando um pouco. Durante esse tempo, Umaru voltou a jogar, mas a cada minuto olhava para seu onii-chan. Mas sempre que ele a olhava de volta, ela virava-se rapidamente, continuando a jogar. Aquilo começou a incomodar Taihei, que levantou-se da cadeira e se aproximou de Umaru.
— Não vai falar mesmo?
Umaru não respondia ao irmão, ao invés disso, ficou cantarolando a música de seu jogo.
Ele tirou o jogo das mãos da irmã, decidido a fazê-la falar o que a incomodava.
— Só devolvo depois que me falar.
Umaru olhou para ele e os olhos já encheram-se de lágrimas
— ME DEVOLVE! ME DEVOLVE, ONII-CHAAAN! ONEGAI, ONEGAI, ONEGAI! – jogou-se no chão e começou a espernear enquanto chorava gritando – ONII-CHAN MALVADO, DEVOLVE, DEVOLVE!
— Só quando me contar por que ficou de birra comigo a noite toda.
Umaru precisou pensar rápido, para que não dissesse que era porque Ebina o convidaria para um encontro. Como sua mente sempre pensava rápido para esse tipo de coisa, lembrou-se que o irmão havia chegado atrasado e não havia mandado mensagem. Resolveu usar isso a seu favor.
— Baka, baka, bakaaa!! Você demorou para chegar em casa e nem mandou mensagem dizendo que iria se atrasar, onii-chan! Eu fiquei com fome, fiquei entediada! – dizia, enquanto fungava um pouco.
O onii-chan suspirou aliviado, pensando que talvez fosse algo mais sério. “Mas eu já fiz isso outras vezes e ela não ficou desse jeito… Bem, talvez apenas esteja mais sensível”, pensou.
— Tudo bem… Me desculpe, Umaru – afagou os cabelos dela e devolveu o jogo à imouto – prometo que não farei isso novamente, está bem?
— Hai! – pegou o jogo e continuou cantarolando a música do jogo, como se nada tivesse acontecido.
— Agora vamos dormir. Você tem aula cedo amanhã, e eu preciso acordar cedo para preparar o seu almoço.
Sem esperar a resposta dela, ele desligou as luzes e deitou-se no futon que ficava ao lado da cama onde Umaru dormia.
Umaru resmungou, mas desligou o jogo. Ela dormiu emburrada nessa noite, lembrando que Ebina convidaria seu onii-chan para um encontro. Tinha medo de não receber mais tanta atenção do onii-chan e pensava, apreensiva, ‘’Será que ele vai aceitar...?’’.
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