Eu por você, você por mim
2 A encomenda
Notas iniciais
Acordei com o sol batendo em meu roso, levantei-me e fui fazer minha rotina matinal, coloquei um short cós alto e uma blusa regata. Desci, todos já estavam na mesa, rindo e conversando.
— Bom dia. — Eu disse ao sentar na cadeira ao lado da Fran e do León.
— Bom dia. — Todos respondeu em unissolo. — Dormiu bem? — León me pergunta.
— Dormi, obrigado. — Peguei um pedaço de pão. — Me passa a geleia.
Nosso dia foi tranquilo, tirando a parte em que a encomenda dos meninos não chegaram, León está furioso até com o vento. Por volta das seis horas da tarde os entregadores chegam.
— León! — Gritei. — Chegaram!
— Seu bando se inúteis. — León já disse imprensando um na parede. — Vocês sabem os risco que nós corremos por não erem trazido cedo? — Quando me dei conta León já havia metido a mão na cara do pobre rapaz.
— León! — O repreendi. — Para, você nem sabe o que aconteceu. — Disse chegando perto, fazendo-o soltar o pobre rapaz.
— O.K, mas velho, eu vou matar vocês se não me contar oque aconteceu. — Ele disse vindo para o meu lado. — Falem! — Gritou.
— O.K, estávamos vindo, mas na Av. São Alonso tinha polícia revistando todos que passavam por lá, a gente não podia arriscar. — O rapaz disse limpando o sangue que escorria pelo seu rosto.
Pelo o que eu soube, depois dessa conversa que León teve com os rapazes, Diego, León e Brodwey, deram um fim neles, e até agora estou com raiva dele, só por não entregar a encomenda no horário, não é justo.
Na mesa do jantar estava todos em silêncio, exceto León e Diego que ria da cara dos homens na hora de serem mortos. Aquilo já estava me dando nos nervos, como eles podiam ser tão frios?
— Da pra pararem? — Gritei, fazendo todos se assustarem, já que naquela casa, apesar de sermos uma família, León e Diego eram os pais praticamente, ninguém gritava com eles. — Como vocês conseguem ser tão frios? Vocês tiraram a vida de uma pessoa, uma não, duas pessoas. — Eu disse indignada e vendo o sinal para mim de cala a boca.
— Cala a sua boca Violetta. — León disse gritando a batendo a mão na mesa. — Se você não calar essa sua boca, você é quem vai se fuder.
— É? — Disse levantando-me. — Que merda você está falando León? Você não seria capaz de fazer nada a mim, nem comigo, nem com ninguém dessa mesa. — Ele começou a rir.
— Vilu, Vilu, eu não seria capaz de te matar, mas tem muitas outras coisas que te fará colocar no seu lugar, então não se mete comigo. — Ele disse se aproximando ficando frente a frente.
—Vilu, chega. — Fran disse s aproximando de mim, ela estava com medo, dava pra ver pelo seu tom de voz, mas não é pra pouco, Diego deu um jeito nela uma vez, só que ninguém sabe como foi.
— León, você é um idiota. — Eu disse saindo de perto, quando uma mão segura meu pulso. — Me solta!
— Não! — León gritou. — Eu disse para não se meter comigo, e você se meteu, então você vai vim comigo beleza? — Ele disse me puxando.
— Eu não vou! — Eu disse parando de andar e me soltando dele. Eu estava com medo.
— Há, você vai. — León disse vindo em minha direção e me pegando no colo. Eu gritava para ele me soltar mas era em vão.
Ele estava parado na minha frente, estávamos no porão e eu não acredito o que tinha ali, havia cama, correntes, chicotes, armas, algemas, e duas pessoas mortas. León nunca havia nos permitido entrar lá.
— Isso é pra você aprender a nunca se meter comigo! — León disse indo em direção a corrente. Fui tentar correr mas o mesmo me segurou. — Calma, vai doer só um pouco. — Ele disse passando as correntes em minha mão fazendo-as ficar bem presas. Eu estava aos prantos já, mas ele continuava com seu plano de me prender ali. — E para de chorar porra. — Ele disse passando o cadeado nas correntes.
— Não faça isso León, por favor. — Disse entre os soluços. — Você disse que ama a gente, não se faz isso com quem ama.
— É, eu amo vocês, mas primeiro eu amo a minha dignidade. — Ele disse se afastando para pegar algo que não consegui identificar. — Eu contei lá em cima quantas vezes você me enfrentou, então vai ser três chicotadas, três tiros, e três... — Ele parou por um tempo. — Vou pensar, se você gritar uma vez só eu vou fazer uma coisinha.
— León... — Antes mesmo de eu terminar senti algo queimando minhas costas. Chicote. Quase gritei porém me lembrei do que León disse. E senti mais uma chicoteada nas minhas costas.
Após a terceira chicoteada eu cai no chão chorando, por que uma pessoa que diz que ama a outra e capaz disso? E o pior de tudo é que eu amo essa pessoa também. Escutei León pegando outra coisa que acredito ser uma arma — nesse momento não estou conseguindo raciocinar direito — apenas escutei o som do disparo e um grito agudo meu quando senti uma queimadura em minha perna, outro de raspão em meu braço, e outro também de raspão em meu ombro, aquilo doía demais.
— Eu disse para você não gritar, e agora você vai sofrer as consequências. — Ele disse me soltando das correntes e me jogando na cama. As algemas que estavam antes na mesinha ao lado, agora está me prendendo a cama.
— Por que está fazendo isso? — Perguntei com as ultimas forças para sair algum tipo de som da minha boca.
— O seu grito era como se fosse um enfrentamento seu para mim, então se você gritasse automaticamente você estava me enfrentando, então sofra as consequências. — Ele disse tirando, ou melhor, rasgando minha blusa.
— León... — Disse entre os soluços. — Eu te amo, por favor, não faça isso comigo.
— E se você reclamar mais uma vez, prometo que o que vou fazer com você vai ficar pelo resto da sua vida do seu lado, então, sem choro, sem grito, sem reclamações, estamos entendidos? — Ele disse apertando a perna que havia a bala, senti uma enorme vontade de gritar, mas agora eu vi que ele é capaz de tudo.
Aos poucos León foi tirando cada peça de roupa minha, incluindo as intimas. Ele saiu distribuindo beijos para todo canto de meu corpo, acredito que ele ficou bravo por eu não mostrar nem um pouco de prazer, mas como sentir algo com meu corpo todo doendo, queimando e sangrando. Ele se ajeitou entre minhas perna e penetrou fortemente, escutei um grito agudo meu. Acabei de assinar minha sentença de morte. Mas nada ele fez, só continuou com seu trabalho doloroso, extremamente doloroso, e antes que vocês perguntem, sou virgem, bom, era virgem. Aos poucos fui perdendo a força e tudo ficou escuro.
Acordei ainda no porão, porém não havia ninguém nele, só eu e os ratinhos que passavam por aqui. Escutei passos vindo, um homem que deveria ter uns quarenta anos adentrou aquele lugar seguido por León e Francesca. O homem estava com jaleco branco, então creio que ele é um médico.
— Dr. Dylan, limpe os ferimentos dela, e retire a bala e...- O médico interrompeu Léon.
— León, você não disse que precisaria de anestesia, então não tenho. — O médico olhando para mim.
— Eu sei disso, ela é forte, ela vai aguentar. — León disse sentando do meu lado e fazendo cafuné.
Eu não sabia bem o que estava acontecendo, só sabia que eu não estava bem. E não ficaria tão cedo, León não me machucou só por fora, e sim por dentro, minha alma estava doendo mais do que qualquer tiro, chicotada, qualquer coisa, e isso eu não vou perdoa-lo.
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