Eu odeio amar você
7 Capítulo 6- Pontas do passado
Notas iniciais
Capítulo 6
EPOV
Se a merda já estava feita, agora restava saber o resultado dela, levantei pela manha e me praguejei de ter dado dois dias a Bella, porra poderia ter dito que queria a resposta hoje.
Merda contenha-se Edward, ela é somente uma mulher que quer descobrir esse mundo, você se prontificou a ensina-la.
Levantei e lentamente eu escolhi uma roupa, desci hoje novamente eu iria sair da rotina de exercícios, meu celular tocou no momento em que entrei em meu carro.
“Meu agente, inferno”
− Fale Jack! – disse fingindo uma empolgação.
− Edward, temos que programar sua viagem para Paris.
Inferno! Tinha mais isso, como eu firmaria um contrato com Isabella, mas que porra em qualquer época e situação eu dispensaria uma submissa tranquilamente, porque ela era diferente.
− Podemos adiar por alguns dias? – perguntei sabendo de sua resposta.
− Cara não me quebre assim, eu demorei em conseguir te encaixar no desfile da abertura da semana da moda.
Porra eu havia me esquecido, esse era um trabalho que eu não poderia recusar, eu tinha um nome a zelar.
− Que dia é o desfile? – perguntei assim teria como me organizar.
− Edward, teremos a semana de moda, quero ainda marcar mais coisas deixarei sua agenda Foda.
− Não, me deixe esse desfile e está perfeito, apareço na semana de moda e já está ótimo, só quero o dia.
− Seus patrocinadores estão em cima, eles pagam suas contas Edward, se você perde esse contrato sabe que será difícil achar outro.
− E eu pago o seu salário, agora vamos lá, marque coisas perto do dia do desfile, e me mande essa porra dessa agenda ainda hoje, preciso me organizar.
Desliguei o telefone e sabia que agora Jake iria dar um jeito, eu não poderia abandonar esses patrocinadores, eu mantinha um alto contrato com eles, e podia recusar trabalhos inferiores tranquilamente.
Entrei em meu carro e segui até uma joalheria, escolheria o colar que serviria de coleira, mas que porra eu fiz de mencionar que ela deve usar sempre, a coleira se deve usar quando está com seu Dom, ela era casada merda.
Nuca havia dado uma coleira inteira de brilhantes, sempre fora algo mais simples, mas Isabella merecia... Porque mesmo ela merecia? Porra dupla, eu não tinha explicação para isso.
Eu apenas queria que ela fosse especial, aliás, ela era diferente.
O Edward adormecido estava tomando as dores e escolhendo o colar, sim algo delicado, mas que remetesse a imponência da situação.
Depois da escolha verifiquei alguns paparazzi fotografando a minha saída da joalheria, merda amanha as especulações começariam.
Mandei uma mensagem para Jake dizendo que se preparasse para inventar uma boa desculpa.
Em seguida mandei uma mensagem para Rose dizendo que hoje eu não iria ao clube, precisava relaxar daquele local.
O dia seria longo, eu estava munido da ansiedade e isso me deixava em um estado em que nada me agradava.
Continuei dirigindo até chegar a frente ao estúdio de Alice, agora que ela já sabia de toda merda, o que custava conversar com ela, ate então eu só podia me abrir com Rose, e ela pensava sempre como Dom.
Desta vez ao subir eu bati na porta antes de entrar, mas Alice estava apenas sentada no chão cheia de fotos a seu redor.
− Desta vez resolveu ser educado. – ela disse sem retirar os olhos na infinidade de fotos ao seu redor.
− O que está havendo? – perguntei jogando meu corpo sobre o sofá vermelho no meio do estúdio.
− Separando algumas fotos para a campanha publicitária da semana da moda em paris.
Claro que ela estaria envolvida nisso com certeza.
− Olhe! Essa desse modelo gato aqui é perfeita – falei ao pegar uma de minhas fotos no chão. – observei a pose realmente entendi o porquê de todos falarem de minha sexualidade. – ser modelo é uma merda.
− Não reclame! – ela disse – e coloque essa foto no lugar, o que o trouxe aqui?
− Sei lá, estava dirigindo e cheguei aqui. – falei colocando minha cabeça sobre minhas mãos e observando o teto de gesso.
− Isso ai não é um divã e eu não sou psicóloga, errou de profissional!
− Não estou no divã, eu não posso pegar uma folga e estar com a minha amiga? – a encarei dando mais uma piscadela.
− O que quer saber de Bella? – ela jogou assim que se levantou levando algumas fotos a sua mesa.
− Quem disse que eu vim falar de Bella? – ela me deu uma olhada – Tudo bem, eu quero falar de Bella.
− Viu, eu te conheço Edward. – ela chegou ao meu lado e deu dois tapinhas em meus sapatos para que eu os retirasse do sofá.
− Você sabia que o Mike é um desgraçado covarde? – assim que ela entendeu o que eu queria dizer ela sentou-se ao meu lado.
− Você está falando dele bater nela? – ela sorriu – engraçado isso te incomodar.
− Alice, já que sabe tanto, pesquise um pouco, é bom – falei indignado – primeiro eu não bato em mulheres na cara delas deixando elas de olhos roxo.
− Ele fez de novo? – ela me encarou ela sabia muito mais que eu imaginava – não é a primeira vez, e não será a ultima.
− Porque ela não denuncia o porra louca do marido?
− Não é tão simples não sou psicóloga, mas você deve entender mais essas mentes do que eu.
− Alice, não confunda as coisas, uma coisa é uma mulher estar atrás de seu fetiche, de seu lado submisso, ou até mesmo um homem, há regras há uma cumplicidade, eu jamais bateria em uma mulher sem consentimento, que merda que confundem tudo.
− Você não, mas Mike tem uma visão diferente.
− Ele se acha um marido dominante? – a ideia me fez rir, e me deu nojo ao mesmo tempo.
− Não é necessariamente isso, mas ele gosta de tudo a seu modo.
− O merdinha era assim desde o colegial, insuportável.
− Você cuide de minha amiga, ela já sofre muito, quem sabe você não concerte.
− Concertar? – o que ela pensa que eu faria? Era mais fácil eu a deixar mais quebrada.
− Se o que diz é verdade, Bella irá encontrar o que procura.
Ver Alice tratando daquele assunto tão naturalmente me fez analisar o porquê eu não ter contado tudo a ela.
− Como você soube de meu gosto peculiar? – falei esboçando um sorriso.
− Noticias correm Edward, eu já desconfiava que você tinha algo a esconder, mas quando eu ouvi sobre o Pandemônio e seu dono misterioso Antony Hall, claro que eu liguei tudo.
− Meu segundo nome junto com o sobrenome de minha mãe, acho que fui estupido nessa.
Entre risos, eu a ajudei a recolher as muitas fotos espalhadas, e a hora havia avançado de forma significativa.
− Vou almoçar, quer também?
− Vamos dar algo aos tabloides hoje, acho que faz tempo que não saímos neles.
Se eu já fora visto na joalheria depois ir almoçar com Alice, claro que sairia uma nota muito grande.
− Está de carro ou moto? – ela me perguntou ao sairmos.
− Carro, vamos está ali.
Chegamos a um dos restaurantes preferidos de Alice. Minha amiga tinha um gosto bem refinado, ao sai do carro avistei novamente os abutres.
− Eles não se cansam nunca. − comentei para ela mostrando onde um deles se escondia.
Se existe algo que eu odeio é falarem de minha vida. Imediatamente enlacei a cintura de minha amiga ao entrar no restaurante. Tanto eu como Alice amávamos ler sobre as especulações sobre nosso relacionamento.
− Você gosta de provocar Edward. − ela disse sorrindo ao entrarmos.
− Faço o meu melhor.
Mesmo sem ter reserva, claro que conseguiram uma mesa para nós.
− Eu amo sair com você. − Alice disse alegremente quando puxei a cadeira para ela sentar.
− Eu sei que sua amizade é puramente interesse.
Nossa amizade era solida. Às vezes penso que nunca contei nada a ela por medo de estragar essa relação, sentia-me seguro estando com Alice. De uma forma muito interessante Alice me mantinha com os pés na realidade.
− Vou aproveitar que meu amigo irá pagar hoje e pedir o prato mais caro.
Alice poderia parecer uma criança, entretanto era mais adulta que qualquer um que conhecesse quando se trata de concelhos.
− Ainda estou intrigado com algo. − Falei observando diretamente em seus olhos.
− Diga. − ela incentivou deixando o cardápio ao lado apos ter feito seu pedido.
− O que aquela chave que me deu abre? − ela abriu um sorriso largo e maroto.
− Você é impaciente. Eu te disse que daqui uns meses você irá saber. − ela se debruçou sobre a mesa − A paciência é uma virtude.
Assim que nosso pedido chegou eu avistei um casal entrando no restaurante.
− Mas que merda. — bufei mudando drasticamente meu humor.
− Oh! — Alice soltou um som esquisito e voltou a me encarar. − Alguém está com ciúmes?
Ela fez um sorriso maroto eu apenas a encarei com o olhar mais duro que eu consegui.
− Não estou com ciúmes. − falei firme.
− Então essa sua cara azeda é porque seu ravióli está estragado? — ela mantinha seu sorriso bobo.
− Eu não tenho porque sentir ciúme, ela está com aquele maldito marido. Depois de apanhar dele. − bufei e me enterrei na cadeira fincando o garfo com força em cada ravióli antes de levar a boca.
− É sempre a mesma coisa, Mike dá seus acessos. Depois pede perdão, Bella o perdoa, ele a leva aos lugares mais caros e a enche de presentes.
− Patético − continuei encarando os dois ate eles sentarem − Esse tipo de homem é o pior que existe.
− Se não é ciúmes. Porque está tão incomodado?
− Odeio esse tipo de coisa − encarei seu olhar de curiosidade − Alice já te disse nós usamos a violência e a dor como algo prazeroso para ambos analise comigo: só se pode existir o sádico se existir o masoquista, e vice versa. É uma troca um acordo, você nunca encontraria uma submissa minha espancada sem ela querer, e nunca a deixaria marcada em lugares visíveis.
− Nossa. Ouvindo você falar assim eu até começo a entender um pouco dessa loucura.
− Porque a trouxe para mim? − perguntei novamente para Alice.
− Eu já disse.
− Não somente isso. Mas o que te faz pensar que estar nessa situação será bom para ela.
− Como você disse sobre a parte de existir o sádico e o masoquista. Bella está vivendo uma vida completamente masoquista, só que não tem vantagem alguma. Você mais do que ninguém lembra- se dela no colegial. Bella é simples esse luxo que Mike a oferece é uma fachada.
− E o que raio será de ajuda ser uma submissa?
− Como você disse. − ela deu de ombros − vocês oferecem a escolha e o prazer. Ela necessita se encontrar de alguma forma, ela não sente prazer em nada que faz, e isso eu posso afirmar.
− Desde quando mantém contato com ela?
− Há dois anos em uma de minhas visitas a Forks, eu voltei a conversar com ela, demorou um tempo até que ela começou a desabafar e olha que para Bella desabafar é porque ela estava mal.
− Ela nunca mais perguntou sobre mim? − merda esse era o Edward recolhido se manifestando. Pensei em manda-lo calar a boca, mas sabia que somente assim eu entenderia um pouco dessa porra de situação a qual eu me colocava.
− Nunca. − ela virou-se observou eles sorrindo a mesa − Bella tem a capacidade de esconder muito bem o que sente.
− Percebi. − minha mão se fechou em punho ao observar a cena: Mike passava sua mão sobre a de Bella, ela sorria como se nada tivesse acontecido.
Percebi que ela escondera muito bem sua marca, mas me intrigava seu sorriso.
Subitamente levantei-me.
− Edward! Fique aqui. − Alice disse firme segurando meu braço.
Encarei-a com firmeza e ela soltou imediatamente.
Desta vez eram dois Edward's levantando. O recolhido que queria ver com seus próprios olhos a situação de Bella, e o Dom que iria somente mostrar a sua provável submissa que ele tinha o controle da situação.
− Edward! − Mike me avistou assim que cheguei logo estendendo a sua mão em minha direção.
− Mike, Isabella! − estendi a mão em direção a ela. Assim que toquei a sua pele o Edward recolhido estava se remexendo dentro de mim.
Ela me encarou com aquele maldito olhar. Odiava isso, odiava ter que ver aqueles olhos que atiçavam a lembrança recolhida de meu passado. Mas algo que ela lembrou-se a fez imediatamente abaixar sua cabeça. "Boa menina".
− Então sente — se conosco!− Mike incentivou − Me falaram muito bem desse local.
− Sim. É o preferido de Alice. − apontei a mesa que estava − Estamos sentados já.
− Entendo. Mas vamos marcar algo todos juntos assim que eu voltar de viagem.
Nesse instante o Dom dentro de mim estalou o chicote, Mike estaria viajando. Observei o olhar de Bella que suplicava querendo esboçar que não sabia da noticia. Novamente o Dom se sentia orgulhoso. O Edward que tentou se manifestar fora calado pela excitação que essa informação me trouxe.
Independente do tempo que Mike ficasse fora. Seria um tempo que eu dedicaria à treina- lá a vontade.
Voltei a mesa, mais realizado.
− Porque esse sorriso de quem está planejando algo maléfico? – Alice me perguntou.
− Mike Newton irá viajar.
Alice sorriu com a informação.
− Eu estava esperando que sim, pretendo convidar Bella para a semana de moda em Paris.
Encarei Alice duramente. Se Bella aceitasse ser minha submissa, ela somente o faria se eu a autorizasse. Nesse instante o sorriso de Alice em minha direção respondia minha pergunta, ela sabia que eu mais do que ninguém, agradeceria por ela estar lá. E minha relutância por estar nesse evento se esvaiu. Estar em Paris nunca fora tão tentador.
Antes de sairmos do restaurante Alice se despediu de Bella e nós dois estávamos contentes. Eu estaria em Paris a trabalho e ainda teria o meu divertimento preferido comigo Bella.
− Você nem pense em pegar minha amiga e a proibir de aproveitar a viagem. Estou ansiosa por essa oportunidade a dias.
− Eu não irei. Até porque ela estará viajando com você. Aquela cidade estará repleta de fotógrafos você mais do que ninguém sabe disso.
− Claro que sei
− Mas nada me impede de a noite fora das vistas de todos, eu posso me divertir.
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