Eu odeio amar você
20 Capítulo 19- A volta do Dom
Notas iniciais
Capítulo 19
A volta do Dom
EPOV
Estar de volta ao pandemônio assumindo meu lugar de direito, deixou o Dom em minha mente satisfeito.
Isabella? O Dom se sentia realizado, ele fez um ótimo trabalho, se ela almejasse essa vida ela estaria pronta, mesmo depois daquela cena grotesca, mas venhamos a calhar que aquilo só aconteceu porque eu deixei a boca grande do Edward se abrir.
Observando do alto a agitação do local cheio para uma noite de novidades, estava feliz em fazer parte de tudo novamente.
Durante a semana foram três reuniões e eu me retratei, agora eu só precisava provar a todos que eu estava de volta!
− Você vai estar lá embaixo como prometeu? – o som da musica alta invadiu o ambiente assim que Rose entrou.
− Eu prometi, eu estarei, Antony escolhera uma submissa.
− Novata? – ela me encarou – já não teve problemas demais com novatas?
− Não, hoje quero algo mais forte.
− Quer ser um Top?
− Quem sabe? Tudo pode acontecer.
Observei meu reflexo no espelho e sai seguido por Rose.
− Você deve ter ficado chateada de perder seu posto. – falei enaltecido.
− Gostava de comandar, mas a casa precisa de seu verdadeiro pai.
Descemos as escadas, fui a frente e os olhares estavam diretamente em minha direção, garotas submissas e as novatas, hoje ela sabiam que eu escolheria uma.
“ Quem você quer não está aqui” uma voz abafada por uma mordaça tentava gritar em minha mente, sim o Edward estava amordaçado e o Dom estava em pé sorrindo esperando que eu fizesse o que sempre estive preparado para fazer.
Caminhei pela pista, havia muitos rostos novos, mas ou eram morenas demais, brancas demais, ruivas demais.
Inferno, eu só estava buscando as características dela, decidi que era hora de buscar uma bebida, caminhei até o bar.
−Um uísque. – pedi ao atendente.
Sentei-me e fiquei novamente observando o salão. “Simples Antony, seja o Dom que você sempre foi” é tão fácil, é simples.
Hoje eu não estava atrás de uma submissa fixa, queria levar para a sala vip e descarregar de uma forma intensa o que estava preso aqui dentro de uma forma complexa.
− Então está de volta novamente! – Eleazar sentou-se ao meu lado. – o mesmo que Antony está bebendo.
− Sim e assumindo meu lugar. – falei com soberba, depois de saber que ele queria estar em meu lugar, minha paciência com ele não era das melhores.
− Sabe que não será fácil convencer a todos que você está de volta como antes. – ele deu um gole na bebida e me encarou – principalmente depois de todos os boatos.
− O que importa é que o Pandemônio é minha casa eu o criei, e tomei uma decisão, se eu cair, levo o clube comigo.
− Uma decisão drástica sendo que o nosso circulo aumentou muito. – ele estava querendo me irritar só pode.
− Eu não obrigo a ninguém a ficar, você viu as reuniões acompanhou as decisões – levantei virando o resto de bebida – agora quem não estiver satisfeito a porta esta sempre aberta.
− Cuidado Antony.
Odiei aquela forma de Eleazar me abordar, sai de perto dele voltando a observar ao redor quando avistei Emmett.
Fui me aproximando quando percebi e seu pescoço algo peculiar, uma coleira e eu conhecia bem era de couro com um R preso, sim Rose enlaçara meu amigo.
Evitei a aproximação, se Rose estava treinado ele eu não estragaria tudo para ela, ou para ele.
O pior de ter ficado afastado de tudo era estar perdido em meio ao mundo ao qual você estava acostumado a dominar.
Observei uma morena de pele clara próxima ao segundo bar, e sim era praticamente o estereotipo de Bella, merda, mas foda-se.
Caminhei lentamente até ela, eu teria de me lembrar de como aborda-la, sim eu puxava em minha memoria cada passo maldito que que deveria fazer.
Sentei ao seu lado e observei seu olhar baixo para o seu copo de bebida, suas mãos estavam juntas como se estivesse orando.
Identificar uma submissa não é tarefa fácil, na nossa vida do dia a dia isso é quase impossível, já vi e tive submissas que em sua vida publica são mulheres poderosas e de status, mas em sua intimidade gostam de ser submissas, merda eu já estava intitulando Bella, a cena dela ao telefone comandando os negócios de Mike.
Voltei a minha atenção a garota ao meu lado, ela tinha uma pele que reluzia as luzes da pista de dança de uma forma interessante.
Levei minha mão até seu ombro e ela não moveu sua cabeça, sim ela era uma submissa, e não era uma novata.
Minhas mãos chegaram a seu queixo e eu virei seu rosto em minha direção.
− Seu nome? – perguntei.
− Angela senhor! – bom, ela serviria.
Estendi a minha mão em sua direção e ela prontamente segurou, eu caminhei com ela entre todos, sim os olhares curiosos estavam em minha direção,
Pensei em subir ao escritório e ter uma breve entrevista como de costume, entretanto estava afoito para que todos me respeitassem novamente como Antony Hall Dono do Pandemônio clube de BSDM.
A levei até uma das salas vip’s.
− Palavra de segurança, tem alguma preferencia?
Perguntei duramente, isso seria um teste básico, uma simples cena.
Ela, me falou sua palavras e eu estava prestes a começar cena, mas incrivelmente o Dom em minha mente começou a ficar enfadado, aquilo estava de longe o satisfazendo.
Sim a merda toda era que eu já estava impregnado com a porra dos sentimento.
Odeio amar Isabela, pelo fato que ela me fez essa porcaria de Dom.
Eu observei a sala, eu não estava a vontade, eu não estava satisfeito.
Apoiei-me na mesa de objetos e fiquei ali por um tempo, inspirando e expirando o ar, não podia fazer isso, não quando eu não conseguiria me concentrar.
− Ângela, pode se vestir e saia. – falei autoritário virando em sua direção.
Ela ficou perplexa pegou as suas coisas e logo saiu da sala, eu sabia que não demoraria muito.
Sentei-me na poltrona de coro que ficava em um dos cantos da sala e esperei, contei alguns números.
Enfim a musica ficou alta e logo baixou.
− O que pensa estar fazendo? – Rose havia entrado polvorosa na sala.
− Não estou a fim Rose – eu levantei-me e ia sair.
− Não ouse, você prometeu que essa noite – ela segurou em meu braço.
− Me solte! – eu a encarei – Se coloque em seu lugar, eu não estou a fim! Entendeu.
− Sim senhor – ela disse com tom de deboche me soltando.
− Vou para casa, creio que você pode resolver tudo por hoje.
Atravessei o grande salão ignorando os olhares curiosos em minha direção.
Entrei em meu carro fechando a porta com uma força desnecessária, soquei o volante antes de dar a partida.
Como tudo pode desmoronar dessa forma? Claro eu tinha a resposta, eu fui fraco.
Dirigi sem rumo por um longo tempo, peguei em meu bolso e a porcaria do cigarro havia acabado, merda continuei pelas ruas em busca de um posto para comprar mais.
Assim que estacionei o carro em um dos postos próximos a minha casa desci até a loja de conveniência.
Enquanto o atendente pegava os maços de cigarro eu olhei ao redor avistando uma silhueta conhecida.
Sim Mike Newton estava abraçado com uma mulher diferente, não era sua esposa.
Meu sangue ferveu, o idiota tem tudo o que tem por que Bella conseguiu! O babaca a espanca e ainda á trai.
Paguei o cigarro e sai bufando da loja.
− Mike Newton! – cheguei em sua direção
− Edward? – ele me encarou espantado – essa é ... – ele gaguejou – minha secretária.
− Muito prazer! – sorri na direção de ambos esticando a mão para a vadia ao seu lado, pois pelo sorriso de oferecimento dela, eu deduzi o obvio − Posso perguntar se Bella sabe dessa secretaria?
Ele me encarou temeroso
− Cara, somos homens não é mesmo? Devemos ser camaradas, há coisas... – ele limpava o batom de seus lábios e me puxava para o lado – tem coisas que devemos deixar entre nos homens.
Naquele instante eu senti meu sistema nervoso em colapso, minha mente revoltada e o Dom soltando Edward para que ambos pudessem agir.
Minhas mãos foram ao colarinho da camisa de Mike
−Você é um filha da puta! – encarei seu olhar covarde.
− Edward! Calma... – covarde estava se borrando todo.
− Sabe o que homens como você merecem? Eu o joguei em cima do capo de seu carro.
− Covarde- um soco de direita, acertando em cheio abaixo do olho esquerdo.
− Você é um bosta, não merece a mulher que tem.
As mãos de Mike tentavam impedir minas investidas inutilmente, minhas feridas da mão estavam se abrindo novamente, eu sentia queimando a medida que elas atingiam a face hipócrita dele.
Nesse instante uma sequencia de socos estava sendo proferida ate que senti alguém me envolver os braços e me imobilizar
− Edward, amigo pare! – a voz de Emmett me retirou de meu estado de raiva.
− Emmett? Oque eu faz aqui?
− Te segui agora vamos antes que isso vire escândalo para jornais.
Mike se levantava limpando o sangue que escorria de seus labios, eu dei um leve sorriso ao perceber que tinha o afetado.
− Você está louco Edward? – Emmett tentava me acalmar.
− Aquele canalha está ali traindo a Bella sendo que ela está lá sempre cuidando dele e ainda bate nela. – minhas palavras saiam sem coerência, eu sentia meu rosto quente pela raiva.
− Edward, você não esta falando coisa com coisa, eu vou te levar embora, pegue seu carro amanha.
− Não, eu não vou deixar meu carro aqui! Eu posso dirigir!
− Edward, eu o vi sair do clube, estava transtornado, mas não imaginei que ira fazer merda.
− Cale-se, vá a merda me deixe, você me deve respeito
Sei lá o que estava dizendo, Emmett era meu amigo e eu estava o tratando com arrogância e soberba, mas eu precisava.
Desfiz-me dos braços fortes dele e voltei a meu carro.
Mike certamente ainda não viria para casa, então eu tomei a atitude mais idiota que eu poderia fazer, eu já estava na merda.
Dirigi feito um louco pelas ruas e cheguei ate a casa e Bella, ignorei os portões e fiz com que meu carro arrebentasse as correntes.
− Bella! – gritava intensamente ao sair do carro caminhando em direção a casa dela – Bella!!
As luzes ate o momento apagadas começaram a serem acesas.
− Edward pelo amor de Deus o que é isso? – Bella estava linda, usando uma camisola que cobria boa parte de seu corpo, porém deixava suas curvas evidentes.
− Você consegue dizer meu nome, assim como eu consigo te chamar de Bella.
− Edward você bebeu?
− Pior que nada ale de um copo, eu não estou bêbado Bella, eu acho que perdi a sanidade de vez, eu acabei de socar a cara do seu marido e o deixei lá ...
− Você fez o que? – ela agora estava vindo em minha direção.
− Ele estava te traindo Bella, ele é um desgraçado não a merece...
Ela então veio em minha direção com fúria
− Quem então me merece Edward? Me diga? Você? Eu fui bem clara em dizer que seu tempo já foi.
− Não foi, tudo isso – eu apontei para a casa dela – sua vida deixe tudo e fique comigo eu te dei todas as provas que aquela sim é a vida que você merece.
− Pegue a porra desse traseiro de Dom e suma do meu quintal! Edward ou eu juro que chamo a policia e digo que tem um louco em minha casa.
− Mas que merda. Você nunca vai me perdoar? Eu te abandonei porra eu sei disso.
− Você não somente me abandonou Edward você me deu esperanças.
− Eu te disse que ia voltar, mas fui covarde demais para isso, eu não tenho uma explicação para eu não ter voltado – engoli a saliva e continuei – a única explicação é de que eu sou um idiota, mas eu não posso concertar o passado as posso concertar o futuro.
− Você me iludiu por um tempo longo se não tivesse respondido as minhas cartas eu teria desistido fácil, talvez entendido que você havia abandonado a garota da cidade pequena, mas você ficou me dando esperanças.
− Mais uma vez essa historia de carta? Eu não sei de cartas nenhuma da para acreditar?
Nesse instante ela parou ficou me encarando.
− Isso não importa mais.
As sirenes soaram e eu me virei observando as luzes em minha direção.
− Mãos na cabeça.
Porra agora eu estava mesmo ferrado
(***)
Invasão de domicilio, agressão, isso e mais algumas infrações estava sentado no banco frio de cimento da cela de uma delegacia.
O que me restava era esperar para que uma alma boa viesse me soltar.
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