Eu odeio amar você
21 Capítulo 20- Respostas
Notas iniciais
Capítulo 20
Respostas
EPOV
− Edward você tem noção da situação que você acaba de se colocar? − Alice disse assim que eu peguei meus pertences com o guarda da delegacia.
− Eu devo imaginar que estou encrencado. − falei sem emoção aparente.
− Encrencado?- ela me encarou indignada − Isso é pouco. Sua casa esta rodeada de abutres.
− Merda. − eu sou responsável por isso, porém não se pode ter uma vida normal pelo menos uma vez. No meu caso a resposta e logica: não.
− Vamos para minha casa acho que eles ainda não estão por lá ou pelo menos estão em menor quantidade.
Concordei e seguimos em seu carro em direção a sua casa.
Fiquei observando as ruas e tentando recapitular cada burrada que fiz na noite passada entretanto socar a cara de Mike newton foi de longe um erro, na minha concepção fora a melhor atitude da noite.
Ir ate a casa de Bella e invadir como um louco insano, isso sim foi estupidez.
− Só queria entender a minha própria vida. − falei sem ao menos olhar em direção a Alice que dirigia calada.
− Tem certas coisas que devem ficar sem respostas até o momento certo!
− A porra com o momento certo. − disse alterado − Você e seus joguinhos de merda com essa de que devo ter paciência para as respostas! Quer saber de uma coisa? − virei em sua direção – Cansei, quero minhas respostas agora!
− Você tem noção que suas respostas podem não ser o que você espera saber? − ela disse ainda calma sem se alterar com minha atitude impetuosa.
− Não importa o que seja! Eu preciso saber. – disse derrotado.
− Vamos á minha casa. Você toma um banho tira esse cheiro de cela podre e depois teremos uma longa conversa.
− Essa conversa é aquela a qual eu vou depois querer matar alguém? − perguntei.
− Provavelmente. − ela disse − E mais, a chave que eu te dei de presente de aniversario está com você?
Olhei em sua direção ela me encarou seria. Sim eu precisava da chave.
− Acho que vamos ter que enfrentar a infinidade de jornalistas em frente a minha casa.
− Então vamos á sua casa, por um lado isso será bom para você enfrentar as situações de frente.
Assim que chegamos próximos, mesmo com os vidros escuros os abutres sabiam que eu estava dentro do carro.
Eram flashes disparados intensamente enquanto o portão elétrico se abria.
Descemos na garagem evitando os olhares de curiosos trepados em arvores para conseguir qualquer foto que fosse de minha lastimável situação chegando em casa.
Inspirei o ar lentamente assim que estava na segurança de meu lar.
− Mais um show irmão! — Rose descia as escadas batendo palmas em uma situação sarcástica.
− Rose da um tempo para suas observações, não estou com cabeça para isso.
− Para que cabeça? Agir sem pensar esta sendo uma de suas especialidades.
− Já disse, me deixe. − passei por ela subindo as escadas.
− Jake ligou e está nervoso, quer que retorne assim que chegue. − ela gritou enquanto eu subia os degraus pulando alguns.
− Alice pode subir! — gritei assim que cheguei ao alto.
− A Rose tem me irritado muito com essa implicâncias com meu modo de agir.
Falei observando Alice me seguir.
− Ela sempre fora assim você só não prestava atenção.
Procurei entre algumas coisas em minha cômoda e logo avistei o pequeno objeto.
− Achei — observei a chave − Que raios essa chave abre?
− Você vai ver — Alice disse com um sorriso maroto − Temos que ir até a rodoviária.
− Rodoviária? – isso ficava cada vez mais estranho, porém estava lidando com Alice, sempre achei que ela não era normal.
Ambos descendo as escadas e Rose ainda estava parada na sala com sua famosa expressão “Veja a merda que está fazendo”.
− Você vai sair? – ela perguntou.
− Isso não é da sua conta. – fora Alice a respondera.
− Sua baixinha intrometida, fique na sua, o meu assunto é com meu irmão – observei os olhares das duas.
Sempre soube que ambas não se davam perfeitamente bem, mas se toleravam.
O que estava me intrigando é a atitude de Alice que sempre ignorava Rose e desta vez ela á enfrentou.
− Rose, vou sair sim e como Alice disse: não é de sua conta.
− Você está louco! – ela veio em minha direção – A imprensa está em peso lá fora, Jake está atrás de você...
− Chega! – Alice novamente me surpreendia. – Você fica com essa preocupação falsa em cima de Edward.
− Não é falsa, e mais uma vez você está se intrometendo em algo que não lhe diz respeito.
− Tem razão, não me diz respeito, porém nem a você. – Alice chegou próxima a Rose e eu pude jurar que faíscas estavam saindo de ambas – Sua hora está chegando Rose, só tenho isso a lhe dizer.
Alice deu meia volta indo em direção a saída que dava acesso a garagem.
− Você irá deixa-la fazer isso? – Rose me encarou indignada.
− E eu entendo muito da cabaça feminina – dei de ombros – melhor deixar como está.
Sai do campo de visão de Rose seguindo Alice que estava caminhando apressadamente com paços duros.
− Pode me explicar o que há com você e a Rose? – perguntei entrando no carro de Alice.
− Nada de novo! – ela soltou um suspiro pesado antes de girar a chave – Quero que você veja algo importante e depois tire as suas próprias conclusões.
Assim que ela ligou a chave e fora saindo eu senti a súbita vontade de estender o assunto, porém observei Alice se mostrar mais séria do que o de costume.
Os abutres da imprensa estavam lá como sempre, eu me odiava por ter de passar por isso.
Agir feito uma criança estava sendo algo que eu estava craque!
Observei os portões da casa de Bella sendo concertados, me afundei no acento do carro tentando inutilmente enterrar a minha vergonha.
−As consequências de nossos atos assustam, mas elas servem de lição.
Não respondi as palavras de Alice, somente me ative na sabedoria delas.
Desci do carro e segui Alice pela rodoviária, observei alguns olhares curiosos em minha direção, tentei deixar que isso não atrapalhasse meu objetivo, saber o que havia de tão especial na tal chave que Alice e dera.
Caminhamos em meio ao conglomerado de pessoas e bagagens até que enfim estávamos em frente a uma infinidade de armários.
− Vá, abra seu presente! – Alice me apontou os armários.
Observei o numero preso a chave e busquei um á um, nada!
Fora quando avistei, bem ao fundo, meu coração palpitou intensamente, eu coloquei a chave e logo abri o pequeno misterioso armário.
Uma caixa!
Eu a peguei em mãos, girei meu rosto encarando o semblante tranquilo de Alice.
− O que há nessa caixa? – perguntei, ganhando um sorriso tímido.
− É só abri-la! – ela disse como se fosse óbvio.
Passei a mão sobre a tampa, algo me dizia que ali estaria muitas de minhas respostas, O Dom estava parado somente observando.
Edward estava apavorado!
Abri a tampa da caixa e dentro dela havia envelopes abertos, eram cartas!
− O que significa isso? – disse assim que verifiquei a caligrafia de Bella em um dos envelopes.
− melhor você ver por seus próprios olhos.
Peguei a carta estava em meu nome, eu fiquei perplexo, a carata estava aberta e eu tinha certeza de uma só coisa, eu jamais recebera nenhuma dessas cartas.
− Onde conseguiu isso?
− Edward eu...
− Diga Alice! – a encarei com fúria.
− Peguei do quarto de Rose as que Bella escreveu a você.
− Do quarto de Rose? – levantei as sobrancelhas e a encarei firme
− Sim! – ela gritou – eu praticamente furtei essas cartas, porém ela já havia feito isso muito antes, me culpe se quiser, mas era necessário.
− Rose?! – eu ainda estava perplexo – Mas porque ela...?
− Leia cada uma delas e depois tire suas conclusões.
− E essas cartas em meu nome? Eu jamais escrevi isso!
− Estavam com Bella, mas estas ela mesma me entregou.
Saímos da rodoviária e enquanto Alice dirigia em direção a sua casa, a caixa em meu colo pulsava com as respostas.
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