"Eu o amo, sempre vou ama-lo!" GSR CSI Las Vegas
9 Capítulo 9
Quando chegaram em casa, Grissom só teve tempo de fechar a porta e colocar a mala dela no chão, ante de ser agarrado e empurrado até o sofá, enquanto Sara o beijava ardentemente. Ele sentia saudades daquela intimidade também, mas tinha que se controlar, não queria machuca-la. Só ia beija-la mais um pouco, percorrer as mãos entre os cabelos dela e então poria um fim naquela deliciosa tortura, mesmo que ela protestasse.
Oh, mas aquilo era tão bem, não conseguia parar, pensou ele. Naquele momento ouviram a campainha tocar. Salvo pelo gongo.
- Sara... Amor a campainha.
- Deixa tocar, vão desistir e ir embora.
- Não Sara — ele segurou as mãos dela com um sorriso. — Lembra o que o médico disse? Você acabou de sair do hospital, não pode exagerar nas.... atividades físicas.
Ela bufou e sentou-se, enquanto Grissom levantava-se do sofá e ia até a porta. Assim que a abriu d de cara com seus amigos do laboratório. Tinha que admitir eles sabiam como interromper uma festinha particular como ninguém.
- Estamos interrompendo? — perguntou Nick com um sorriso malicioso, olhando para a camisa aberta e amarrotada de Grissom.
Grissom acompanhou o olhar e só então percebeu motivo de tantos sorrisos maliciosos. Enrubesceu e começou a abotoar a camisa, Nick abriu caminho, sendo seguido pelos outros e foram todos para sala, onde Sara tentava ajeitar os cabelos e as roupas apressadamente.
- Parece que interrompemos vocês — disse Finn para Sara.
- Ah, tudo bem — replicou ela. — Eu só estava agarrando meu marido, sabe, matando as saudades, mas podemos continuar depois. Não é amor?
Grissom ficou inda mais constrangido e para mudar e assunto, ofereceu café, enquanto todos riam do comentário de Sara. Quinze minutos depois, havia algumas tigelas com biscoitos em cima da mesa de centro e cada um tinha uma xicara de café nas mãos. Eles contavam a Sara um caso engraçado que investigaram na última semana.
Sara ficou pensativa por um momento, enquanto observava as pessoas em sua sala. Aquela era sua família, pessoas que se preocupavam com ela, que cuidavam dela. Finn tocou seu ombro.
- Sara, você está bem? — perguntou.
- Sim, estou muito melhor agora — sorriu. Finn então ergueu a voz, acima do burburinho das conversas, para ser ouvida por todos.
- Pessoal, acho que está na hora de irmos embora, a Sara e o Grissom precisam... descansar — disse com um sorriso malicioso e uma piscadela para Sara.
Todos concordaram e começara a se despedir, Greg ficou por último, abraçou Sara.
- Tchau Sara. Se precisar de qualquer coisa, pode me chamar, ok?
Ela olhou de Greg para Gil.
- Pode deixar Greg, eu tenho um enfermeiro maravilhoso, ele cuida muito bem de mim.
Greg encarou Grissom e apertou sua mão, com uma expressão séria no rosto.
- Espero que ele cuide muito bem mesmo — disse e saiu.
Grissom fechou a porta enquanto Sara o observava confusa.
- Então, por que toda essa hostilidade entre vocês?
- Você está com fome? — perguntou ele mudando de assunto e indo para a cozinha. Ela o seguiu.
- Está fugindo da minha pergunta, Gil. O que aconteceu?
- Sara... Não precisamos falar sobre isso.
- Eu quero saber Gil, Greg é meu melhor amigo, você é meu marido, não gosto desse clima hostil entre vocês.
- Tudo bem, olha, Greg me disse umas verdades quando você estava no hospital, só isso.
- Querido, você sabe que não consegue esconder as coisas de mim, eu te conheço muito bem. E algo me diz que não foi só isso..
- Ele me disse... — ele hesitou. — Que eu era o culpado por aquilo que havia acontecido com você, e se o pior acontecesse eu teria que conviver com essa culpa.
- Você não tem culpa do que aconteceu, Gil — ela aproximou-se dele abraçando-o. — Foi uma fatalidade.
Gil olhou nos olhos dela.
- É mesmo? Então me diz, Sara, em que você estava pensando quando entrou naquele escritório e ficou parada olhando para o corpo da vítima? O que te impediu de ver que o cara ainda estava lá
- Não é sobre isso que estamos falando. E como sabe disso? ela desvencilhou-se dele indo sentar-se no sofá, Gil foi atrás dela e sentou-se de frente para ela, na mesinha de centro.
- Eu li relatório d polícia. E agora é você que está fugindo da minha pergunta.
Ela inclinou-se para ele e segurou sua mãos, olhando-o nos olhos. Precisavam dizer tudo o que tinham para dizer sobre aquele assunto do acidente dela, só assim poderiam encerrar aquele capítulo de suas vidas e começar outro.
- Gil, lembra quando fomos investigar o assassinato de seis jovens, que foram mortas em casa e tivemos que cancelar nosso encontro.
- Sim, mas o que tem a ver com essa conversa?
- Quando eu entrei naquele escritório a cena era a mesma do outro crime, por isso era como se eu estivesse vendo você ajoelhado perto da vítima, olhando para mim com um meio sorriso nos lábios Naquele momento foi como se você estivesse, realmente, ali comigo. Então eu só consegui ficar ali parada, lembrando, quando voltei a realidade, tudo aconteceu muito rápido, o suspeito, o tiro, a dor, não consegui reagir. Em um instante eu estava no chão e só conseguia pensar que eu não poderia morrer sem te dizer pela última vez que eu o amava.
Grissom levantou-se e foi até a janela, não conseguia olhar para ela, suas lágrimas faziam a culpa que sentia fosse como ácido corroendo sua alma. Sara foi até ele e ficou de frente para ele, obrigando-o a olha-la.
- A culpa não é sua Gil,eu...
- Como pode me dizer isso depois de me contar que estava pensando em mim, me vedo naquele lugar onde eu deveria estar e não estava.
- Eu só contei tudo isso para que fique tudo esclarecido entre nós, e possamos seguir em frente. Não para que você sinta culpa, esqueça isso, temos um nova chance de sermos felizes,vamos aproveita-la ao máximo. Por favor Gil, eu quero fazer você sentir felicidade, amor, carinho, desejo e não culpa.
- Você está certa, não podemos mudar o que passou, então vamos ser felizes e aproveitar o que virá.
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