Eles estavam sentados na sala de espera do consultório do Dr. Matheus, esperando Sara ser chamada para sua consulta. Aquela semana passara depressa e fora maravilhosa, eles passaram todo o tempo juntos, embora Grissom não a tivesse tocado com maior intimidade e toda vez que ela tomava a iniciativa ele a lembrava das recomendações médicas.

Dois dias antes ele havia recebido uma carta da Universidade de Las Vegas com um convite para lecionar no curso noturno de Entomologia, Gil discutira a proposta com Sara, e ligara para o reitor, marcando uma entrevista para aquela tarde. Sara também ligou para Russel combinando sua volta para aquele dia mesmo, se o médico a liberasse.

A enfermeira chamou Sara e ela entrou no consultório. O médico levantou-se para cumprimenta-la.

- Olá Sra. Grissom, sente-se por favor. Então como está se sentindo?

- Estou ótima, o desconforto que eu sentia diminuiu bastante — respondeu Sara.

- Muito bem. Vou examiná-la agora, deite-se ali, por favor — disse apontando para a maca no canto do aposento.

Sara foi até lá e deitou-se de costas, o Dr. Matheus checou seus sinais vitais, depois levantou levemente sua blusa e examinou a pequena cicatriz da cirurgia.

- Pronto, terminamos. Pode sentar-se agora — voltaram para a mesa e o médico lhe entrou a carta de liberação que o laboratório exigia para que pudesse voltar ao trabalho. — Agora é só voltaa sua vida normal.

- Obrigado Dr. — Agradeceu e saiu da sala. Encontrou Grissom na outra sala e saíram, ele olhou para ela.

- Então com foi?

- Estou liberada, posso voltar as minha atividades normais — sorriu maliciosa.

- Que tal almoçarmos naquele restaurante que você gosta, depois eu levo você para o laboratório. Minha reunião é só as quatro — convidou Grissom enquanto caminhavam para o carro.

- Eu adoraria, mas pensei que faríamos isso amanhã, já que é meu aniversário.

- Não senhora, para amanhã eu tenho outros planos.

- E não vai me contar quais são — perguntou entrando no carro.

- Não, é uma surpresa.

O restaurante ficava próximo do laboratório, por isso Sara estranhou quando saíram de lá por volta das três, chegaria muito cedo. Bom, pelo menos teria bastante tempo para conversar com Russel antes do turno começar. Quando chegara Grissom saiu e trancou o carro.

- Você vai entrar? — perguntou Sara.

- Pensei em dar um "oi" para os amigos — replicou dando de ombros.

Eles entraram no laboratório de mãos dadas, mas não avistaram nenhum dos seus amigos.

- Acho que perdeu a viagem, amor. Não chegou ninguém ainda.

- Talvez estejam na sala de descanso, vamos ver — foram até aquela sala e Sara notou que as persianas e a porta estavam fechadas. Gil abril a porta e deu passagem para que ela entrasse primeiro. Assim que ela entrou na sala...

- Surpresa — disseram seus amigos em uníssono. Sara ficou sem reação, parada na porta, não esperava por aquilo. Grissom pegou sua mão e levou-a para a cabeceira da mesa. Nick trazia um bolo com alguma velinhas enquanto todos cantavam "Parabéns à você". havia cartazes de "boas vindas" e de "felicidades" pelo aniversário. Ela apagou as velas e eles começaram a pedir por um discurso.

- Ah gente, eu não sou muito boa nisso.

- Que isso Sara, só algumas palavras — disse Russel.

- Tudo bem , então vou tentar — respirou fundo e entrelaçou os dedos nos de seu marido. — Eu quero agradecer a vocês, por estarem comigo nos momentos bons e ruins, por acreditarem em mim, me apoiarem e pelo cuidado que tiveram comigo nos últimos meses. Vocês são a minha família. Obrigado.

Sara cortou o bolo, entregando o primeiro pedaço para Gil, logo depois todos estavam se servindo e conversando alegremente. Grissom verificou as horas no relógio.

- Querida, eu tenho que ir, minha reunião começa em vinte minutos — disse puxando Sara até a porta.

- Tudo bem, amor. Nos vemos amanhã de manhã — beijou-o nos lábios de leve e sussurrou em seu ouvido. — Amanhã você não me escapa. — Ele corou e despediu-se dos outros.

Sara foi até Russel.

- Será que podemos conversar na sua sala?

- Claro, vamos até lá — chegando a sala, Russel deu a volta na mesa sentando-se em sua cadeira e convidando Sara a sentar-se na outra.

- Então, pode falar Sara.

- Só queria lhe entregar a carta de liberação do médico, estou pronta para voltar ao trabalho, como combinamos ontem.

- É ótimo saber que você está completamente recuperada, mas tem certeza que não prefere fica por mais um tempo somente no laboratório.

- Sem ir à campo? É isso?

- Talvez seja bom, quem sabe umas duas semanas para você se readaptar.

Sara estreitou o olhos compreendendo o que o levara a sugerir aquilo.

- Quando Gil pediu isso a você? — perguntou. Russel se remexeu desconfortável na cadeira.

- Olha Sara, não seja tão dura com ele, é natural que ele se preocupe com você, ainda mais depois do que aconteceu.

- Eu não serei dura com ele, mas ficar duas semanas trancada no laboratório, está fora de questão. A menos que seja uma ordem do supervisor e não uma sugestão de um amigo.

- Claro que não é uma ordem — pegou um folha e entregou a ela. — Aqui está seu primeiro caso. Duplo homicídio no Tangiers, leve Greg e Morgan com você, e seja bem vinda de volta — sorriu.

- Obrigado Russel — levantando-se, voltou para sala de descanso. — Greg, Morgan. Nós temos um duplo assassinato no Tangiers. O recreio acabou.