Eu estrelo você
9 As desconfianças tornam-se concretas !
Notas iniciais
Vinícius POV
Após sairmos do intervalo e retornarmos à sala de aula, o sinal que indicava o término de mais um dia de aula se tocou, e eu me dirigi pra saída da escola junto com o Guilherme.
— Hoje foi um dia bem cansativo, as lições estavam uma merda. — Disse ele.
— Na minha sala foi normal. — Falei.
— Queria poder ser da sua sala. — Falou ele, enquanto coçava a cabeça.
— Por quê ?
— Porque aí eu poderia me sentar atrás de você, e pegar na sua bunda sem que ninguém visse. — Respondeu Gui.
— Hm.... — Murmurei.
Ele é bastante pervertido, só pensa nessas coisas.
— Você deixaria ? — Perguntou ele.
— Sim. — Respondi.
— E deixaria eu fazer mais o que ?
Passamos pelo portão da escola, e eu avistei o Gabriel andando do outro lado da calçada, indo embora.
— Qualquer coisa. — Respondi. — Gui, eu preciso ir pra casa agora.
— T-tá bom, hoje você vai vir almoçar comigo no restaurante, né ?
— Sim, eu vou.
— Então okay, até mais Vini. — Disse ele.
Nos abraçamos ali mesmo, no meio dos alunos que iam embora, e então acenei pro Gui e saí correndo em direção ao Gabriel.
— Idiota. — Falei. — Aonde você está indo ?
— Hã ? Ah, é você Vinícius. — Disse ele. — Estou indo pra casa.
Olhei pra trás rapidamente e vi que o Guilherme estava olhando pra mim e pro Gabriel, mas não me importei e logo voltei à falar com ele.
— Pra minha casa ? — Perguntei.
— Não, pra casa da Maria. — Respondeu Gabriel.
— Mas a Maria é minha avó, e eu moro lá também, então podemos dizer que a casa é minha. — Falei.
— Tanto faz, mas sim, estou indo pra lá. Por quê ?
— Porquê esse é o caminho errado... — Respondi.
Gabriel olhou ao redor e pareceu confuso.
— Ué, sério ? Poderia jurar que passamos por aqui hoje de manhã.
— Esse caminho te leva pra SUA casa, e não pra minha, talvez você tenha se lembrado do caminho por causa disso. — Falei.
Gabriel ficou olhando mais ainda ao redor, e provavelmente estava pensando no assunto.
— É verdade, agora me lembro um pouco melhor... — Disse ele.
— Hm... — Murmurei. — Você tinha que ter me esperado aqui na saída, por que diabos você teve a ideia de ir sozinho ?
— Ah, sei lá cara, hoje de manhã você não pediu pra eu te esperar, então pensei que poderia ir sozinho. — Respondeu ele.
Nós paramos de andar naquela direção, e começamos a andar em sentido retrógrado, indo desta vez para a minha casa.
— "Cara" ? Você disse... "Cara" ? — Perguntei.
— Aham, o que que tem ?
— "Cara" é uma gíria, e você não fala gírias nem palavrões... Você disse isso por causa do Kaio, né ? Ele está infectando sua mente. — Comentei com ele.
— A Márcia me disse que eu não falo palavrão, mas não comentou nada sobre as gírias. — Disse ele. — Você conhece o Kaio ?
— Conheço. — Respondi.
— É mesmo, hoje ele comentou sobre você, eu acho... — Contou Gabriel.
— O que ele comentou ?
— Se não me engano, ele disse que eu ficava com você o dia inteiro no ensino fundamental. — Respondeu Gabriel.
— Ah, é verdade. — Falei.
Ficamos calados por alguns segundos, apenas caminhando por aquela longa calçada até a próxima esquina.
Deu uma esquentada agora que é meio dia, o sol está aparecendo e iluminando o caminho.
— Você não vai perguntar nada ? — Perguntei.
— Perguntar o que ?
— Perguntar sobre eu e você sermos próximos no fundamental ?
— Eu não vou te perguntar isso Vinícius, pois você deixou claro que acha que a minha amnésia é uma farsa, e já que é a uma farsa, não precisa ficar com teatrinho e tentar me contar sobre o meu passado. — Respondeu ele, friamente.
— Ah é, arrogante ? Eu falei aquilo mas não tinha certeza, talvez você tenha perdido mesmo as memórias à final de contas... — Falei.
— Não me importo pro que você pensa sobre a minha amnésia, e eu também não tenho interesse em saber qual era a minha relação com você no passado, então... Por favor. — Pediu ele. — Tente não falar comigo.
— Por que você está me dando esse tanto de patadas ? Você está bravo ? Eu te fiz alguma coisa ?? — Perguntei.
— Eu não sei. — Respondeu ele.
— Como não sabe ?
— Apenas não sei, é automático. — Disse Gabriel, enquanto desviava do poste em seu caminho. — Eu meio que sinto algo negativo vindo de você, francamente, acho que eu te odiava muito antes da minha amnésia.
— Odiava ? Hahá, mentira. É justamente o contrário. — Falei.
— Hm... — Murmurou ele.
"Hm..." como resposta ? Ele não está mesmo interessado em saber ? Nem um pouco de curiosidade ? Não importa, vou contar mesmo assim.
— Você me amava, você era muito apaixonado por mim e tentava de tudo pra me conquistar. — Falei.
Gabriel parou de andar e ficou parado no meio da calçada, como se tivesse ficado paralisado.
Ele está se lembrando ? Está tentando se lembrar ? Hahá, isso não durou muito.
— Hm, entendo. — Disse ele, enquanto atravessava a rua.
Atravessei ao lado dele e continuamos andando juntos, um ao lado do outro.
Depois de 2 minutos sem falarmos nada, decidi tomar a iniciativa novamente.
— E aí, se lembrou ? — Perguntei.
— Me lembrei do que ?
— De que você me amava ?
Gabriel fez uma cara contente, e começou a dar risada.
— Hahahahahaha, você estava falando sério ? — Perguntou ele. — Pensei que fosse zoeira sua.
— "zoeira"... ? Outra gíria... E não, aquilo era verdade... — Respondi.
— Isso não é possível, Vinícius... Pois hoje eu me lembrei que... — Murmurou ele. — eu amava outra pessoa.
— O-outra p-pessoa... ? — Perguntei.
Ele está me enganando ? Só pode... Só pode ser isso, não tem como haver uma segunda pessoa na vida dele, ele nunca falou e nunca demonstrou nada... Sem contar que vivia no meu pé.
Será que o que ele sentia por mim era tudo uma fachada ? Será que tem mesmo uma outra pessoa ?
Quem ? Não me diga que é o Kaio ? Não pode ser... Que eu saiba ele é hétero...
Chegamos na minha casa e almoçamos, depois eu fui lavar a louça e o Gabriel ficou deitado no sofá da sala, assistindo televisão (embora ele não parecesse estar prestando atenção na TV).
Maria saiu do quarto e chegou na sala, ao ver que a televisão estava ligada, se interessou pelo conteúdo e ficou assistindo em pé mesmo, sem falar nada.
No que será que o Gabriel está penando ? Será que é na pessoa que ele se lembrou ? Que ele ama ? Será que é no Kaio ???? Ou será que ele está pensando naquilo que eu falei à ele ? Sobre ele me amar ?
— No que você está pensando ? — Perguntei ao Gabriel.
— Não te interessa. — Respondeu ele.
— Está pensando sobre aquilo que eu te disse, não é ?
— Cara, não... Eu estou tentando me lembrar qual era o meu sonho pro futuro. — Respondeu ele. — Você sabe ?
O sonho dele ? Não me lembro.
— Não, se você já chegou a me dizer, acho que eu esqueci. — Falei. — Mas você pode perguntar pra pessoa que você ama ou pro Kaio.
— Então beleza. — Disse ele.
— Nossa, vocês viram ?? — Perguntou Maria.
— O que ? — Perguntei.
— O jornal ali na TV, estão falando da nossa cidade. — Respondeu Maria.
Olhei pra televisão e comecei à prestar atenção no noticiário.
Resumidamente, estava dizendo que havia acontecido um assalto à um banco, e que era o oitavo assalto naquela semana. Os outros foram em joalherias, lojas de eletrônicos e lanchonetes.
— Meu Deus... Esse grupo de ladrões está horrível, até agora só pegaram um deles. — Disse Maria.
— Essas coisas não me surpreendem mais. — Falei.
— 20 pessoas morreram nesta semana no meio desses assaltos... — Disse minha avó. — A cidade está perigosa Vinícius, você que tem saído bastante ultimamente com sua namorada, toma cuidado hein.
— Tá.
Uma hora depois daquilo, eu fui ao encontro do Guilherme naquele restaurante, o qual tínhamos marcado mais cedo.
Adentrei ele e vi o Gui sentado me esperando, em uma das mesas.
Fui até ele e me sentei à sua frente.
— Oiii. — Falei.
— Olha, você está bem gatinho... — Comentou ele.
— Obrigado. Você também está — Eu disse, retribuindo o elogio.
— O que você vai querer ?
— Acho que vou pegar um almoço bem diet : arroz, feijão e salada. — Respondi. — E você ?
— Estou pensando em pegar o mesmo, só que com adição de frango.
— É uma boa ideia, vou pegar frango também.
— Pode pegar, aproveita que hoje sou eu quem estou pagando, hehe. — Disse ele.
Eu e ele nos levantamos, pegamos o prato e fomos enchendo o mesmo com o que queríamos. Depois pesamos e nos sentamos para comer.
— Vini, quem era aquele menino ? — Perguntou o Gui.
— Qual ?
— Um que você foi falar com ele hoje, na saída da escola.
É mesmo, ele me viu indo falar com o Gabriel...
— Era o Gabriel.
— Gabriel de novo, é ? Mas vocês não eram brigados ? — Perguntou ele.
— É uma longa história. — Respondi.
— Me conte.
Ele quer mesmo saber sobre o Gabriel ? D-droga, se eu for ter que contar tudo será um problema... Eu também teria que contar sobre ele gostar de mim e tudo mais.
— B-bem, vou resumir. — Falei. — Nós fomos melhores amigos por anos, mas depois chegamos à uma "fase" em que brigávamos todos os dias e acabamos ficando sem nos falar.
— E agora voltaram a se falar ?? — Perguntou ele.
— Sim, sim, e ele está bastante doente. — Respondi.
— Hm, tá bom.
Ué, não perguntou o que o Gabriel tem ? Melhor assim, pois seria muito chato explicar sobre a amnésia.
— Vocês moram perto ? — Perguntou ele.
— Por que a pergunta ?
— Porque vocês foram embora juntos hoje, e se me lembro bem, hoje de manhã você disse que te mandaram ir junto com ele pra escola. — Disse Gui.
Droga... Não posso deixar ele saber que o Gabriel dorme na minha casa.... E NO MEU QUARTO ! Tenho que encerrar esse assunto.
— Ah sim, nós moramos perto. — Falei. — Mas, mais importante Gui, você viu o noticiário ?
— Não, eu não vejo televisão. — Respondeu ele.
— Estava falando que está tendo vários assaltos e mortes aqui na cidade, temos que tomar cuidado com os locais dos nossos encontros.
— Ah é ? Que coisa. — Falou ele.
Fui dando garfadas na comida, estava deliciosa !
Enquanto isso, lá em casa... Minha mãe chegou cedo e cumprimentou a Maria.
— Oi mãe. — Disse a minha mãe, se referindo à minha avó Maria.
— Oi filha, chegou cedo ? — Perguntou Maria.
— Sim sim, houveram alguns problemas na faculdade e eu pude sair cedo. — Respondeu minha mãe.
Ela deu uma olhada rápida pro Gabriel, que estava deitado no sofá da sala pensando em algo. Depois, foi em todos os cômodos e retornou à sala em seguida.
— Cadê o Vinícius ? — Perguntou minha mãe.
— Ah, o Vinícius anda saindo todos os dias agora. — Respondeu a Maria. — Nesse horário ele está saindo com a namorada, só chega de noite.
— Ele tá namorando ?? Como assim ?? — Perguntou ela.
— Tá ué, ele me contou.
— Ele está namorando uma garota que não é da igreja ? E nem me falou nada... ? Aquele menino.......
— Deixa filha, ele tá na adolescência, é assim mesmo. — Disse Maria.
— Mas ele não pode fugir das tarefas de casa, ficando a tarde inteira fora desse jeito. Ele lavou a louça ? — Perguntou ela.
— Lavou tudinho e depois saiu.
— Pelo menos isso aquele retardado fez. — Disse minha mãe. — Mas, quem é a namorada do Vinícius ? Ele já falou o nome ? Mostrou foto ?
— Não, ele não falou nada sobre ela. — Respondeu minha avó.
— Ah, nadinha de nada, é ???? Interessante... Então ele sai, deixa o menino com amnésia aí, de novo, não fala pra onde vai e nem com quem... — Murmurou minha mãe.
— Não precisa se preocupar comigo, eu já recuperei grande parte da minha memória, hoje. — Disse Gabriel.
— Ah é ??? Graças a Deus ! — Exclamou Maria.
— Sério ? Que bom. — Disse minha mãe. — Então, você sabe quem é a namorada do Vinícius ?
— Acho que sim...
— Então, quem é ?
— É só um palpite, mas eu creio que ele é gay ou então bissexual, pois hoje ele estava de mãos dadas com um cara no intervalo. — Respondeu Gabriel. — Sem contar que no caminho pra cá ele ficou me falando coisas estranhas.
Minha mãe ficou um pouco espantada, mas logo decidiu perguntar :
— Coisas e-estranhas... ?
— Sim, ele me falou que eu amava ele quando ainda tinha a memória, e cismou com isso. — Disse Gabriel. — Ele é doido.
— Hm................................ — Murmurou minha mãe.
Voltando ao restaurante, eu e o Gui ainda estávamos almoçando lá.
— Hoje você vai lá em casa ? — Perguntou Gui.
— Não sei... Isso é um convite ?
— Sim.
— Então eu vou.... M-mas... — Murmurei.
— M-mas... ?
— O que nós vamos fazer lá ? — Perguntei.
— A-Ah Vini... Você sabe muito bem, seu bobo. — Respondeu ele.
— E-e-eu s-s-sei... ?
— S-sim... Faremos algo que beneficia nossa mente e nossa alma... — Disse ele.
— N-não sei se estou pronto p-pra isso, G-Gui...
— Claro que está, vou precisar que você dê o melhor de si hoje...
— É-é q-que vai ser a-a minha p-primeira v-vez.... — Contei à ele.
— Sério ? Você nunca jogou xadrez antes ?
— Errr..... Xadrez ??
— Sim, horas... O que você estava pensando ? — Perguntou ele.
— T-tsk, n-nada. — Respondi.
Parece que hoje não é o meu dia, todos estão conspirando contra mim !
— Vini tarado. — Disse ele.
— Mas o que ?? E-eu não sou tarado... Apenas nunca passou pela minha cabeça que você fosse do tipo que gostava de xadrez.
— Hahahahahahaha — Guilherme deu risada. — Eu estou zoando com a tua cara, jogar xadrez o caramba, quero mais é comer sua bundinha.
— Hm...
— Não vejo a hora Vini... Por que você enrola tanto ?? — Perguntou ele.
— Sei lá, acho que ainda é cedo... Nós estamos namorando á pouco tempo e tudo mais. — Respondi.
— A-ah...
Terminamos de almoçar no restaurante, e depois eu fui pra casa do Guilherme.
Lá, jogamos vídeo-game juntinhos, nos abraçamos, nos beijamos, namoramos muito, brincamos, fizemos cócegas um no outro... E etc... Mas não fizemos nada de pervertido, exceto por ele tocar minha bunda sempre, mesmo sem eu deixar.
Só fomos sair da casa dele às 18:40, e ele veio me levar em casa.
Chegamos no meu portão e ficamos enrolando ali.
— Aiii, hoje foi tão legal... — Disse o Gui, enquanto acariciava meu rosto.
— É, foi... Mas agora eu tenho que entrar e é melhor você ir, se te verem aqui será um problema. — Falei.
— Então tá, até mais Vini. — Falou ele, enquanto me envolvia em seus braços.
O calor do corpo do Gui é muito bom... Ele é mais alto que eu e por isso consigo me apoiar de um modo bem confortável nele... É tão aconchegante !
Senti as mãos dele acariciando minhas costas num carinho perfeito, e isso me fez sentir vários calafrios. Depois, aproximou seu rosto do do meu e me deu um beijo.
Ele sempre me abraçava e me beijava ali na hora de se despedir, virou até costume... Mas era um beijinho rápido... Nossas línguas dançavam juntas por meros 4 segundos.
— Ohh, minhas especulações estavam certas, viu, dona Leliane ? — Falou Gabriel à minha mãe.
Ambos haviam vindo de fininho do corredor, e viram tudo.
Eu e o Gui ficamos os encarando com cara de retardados.
— O-o que esse menino está fazendo aqui... ? — Perguntou Guilherme.
— Do que está falando cara ? Eu meio que moro aqui. — Respondeu Gabriel. — Mas enfim, dona Leliane, acho que você vai precisar conversar com o Vinícius agora... Quer me dar o dinheiro pra eu ir comprar o pão sozinho ?
Acho que não mencionei antes, mas o nome da minha mãe é Leliane. E foi uma péssima hora para os dois saírem pra comprar pão... Não creio...
Minha mãe parecia chocada, tanto que demorou um tempo pra responder á pergunta do Gabriel e dar o dinheiro pra ele.
Após pegar o dinheiro, ele passou por mim e pelo Guilherme, saindo de casa.
— Garoto, qual é o seu nome ? — Perguntou minha mãe.
— M-m-meu nome é G-G-Guilherme.... — Respondeu Gui.
— Entendo, me desculpe, mas preciso pedir para que vá embora. — Pediu ela. — Eu vou ter uma conversa com o meu filho, agora.
— T-t-tá bom, tchau Vini. — Disse ele, enquanto ia embora sem hesitar.
Ele me deixou aqui com a dona Leliane sozinho... Tsk, nem pra ficar comigo e me ajudar à enfrentá-la...
E minha mãe já era desconfiada sobre minha sexualidade antes por causa do Gabriel... Aposto que ela fará perguntas sobre ele também... Droga, estou fodido.
Gabriel POV
Eu estava andando pela calçada da avenida, olhando para todos os cantos pra encontrar a padaria.
A dona Leliane disse que a padaria ficava nessa avenida ali pra frente, desse lado da calçada...
Mas que engraçado, eu estava mesmo certo... E pensar que aquele menino que tava de mãos dadas com o Vinícius era mesmo o namorado dele. Mas isso não me surpreende muito.
Só não esperava que fosse encontrar o Vinícius beijando o outro no portão de casa... Que ingênuo, se não queria que fosse descoberto, tinha que agir mais reservadamente.
Agora até imagino que tipo de conversa ele vai ter com a mãe dele.
Olhei para os lados, pois estava com medo de na volta, não me lembrar do caminho.
Tenho que memorizar o caminho pra casa do Vinícius... Se bem que eu estou começando a me lembrar desse lugar...
— Ei mano, você se chama Gabriel, não é ? Posso ter uma conversa com você ? — Perguntou uma voz que vinha por trás de mim, e tocava no meu ombro.
— Hã ? Você é o tal do namorado do Vinícius ? O que você quer comigo ? — Perguntei.
Continua no capítulo 10.
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