Eu estrelo você
10 Ombro amigo
Notas iniciais
Gabriel POV
— Hã ? Você é o tal do namorado do Vinícius ? O que você quer comigo ? — Perguntei.
— Só quero saber de umas paradas aí, e quero que você me conte a verdade, okay ? — Disse o menino, com uma expressão séria no rosto. — O meu nome é Guilherme.
— O que você quer saber ?
— Como diabos você mora na casa do Vini ? O que você é dele ? — Perguntou Guilherme.
— Hm... Isso é uma história bem longa e bastante complicada. — Respondi.
— Conte, temos todo o tempo do mundo. — Disse ele.
— Claro que eu conto, mas isso vai depender de você. — Falei.
— Hã ? Como assim ? — Perguntou ele.
— Essa história que você quer saber, revela muito sobre a minha pessoa, e apenas tontos passam informações de si próprios à um estranho. — Respondi. — Se você quer mesmo saber de tudo, terá que fazer algo pra merecer.
— Errr... Cara, você não está entendendo... — Disse ele, enquanto se aproximava de mim e me pegava pela gola da camisa. — Então vou mudar um pouco as coisas. Eu não tenho todo o tempo do mundo, estou com pressa, então diga logo.
Esse cara parece estar bem bravo comigo, será que ele tem ciúmes de mim com o Vinícius ? Por quê ? Só por que eu tenho dormido na casa dele ? Ou será que é porque eu fiz algo com o Vinícius no passado ?
Droga... Esse fragmento da minha memória que não volta... O que havia entre mim e o Vinícius ?
Acalme-se... Ficar tentando lembrar das coisas agora só irá atrapalhar... Eu preciso pensar direito.
Digamos que esse cara está realmente com ciúmes de mim com o Vinícius... Então... Como eu posso me aproveitar dessa situação ?
— Certo, entendi. — Falei. — Se você está com pressa, irei facilitar as coisas... Vamos jogar um jogo.
— Um jogo ? — Perguntou ele.
— Exato, se você vencer eu te conto tudo que quer saber. — Respondi. — Incluindo a minha relação com o Vinícius, nos mííínimos detalhes...
— Hm... Não tenho tempo pra jogos. — Disse ele. — Você vai me contar isso agora !
Guilherme me levou em direção à parede e ficou me pressionando à mesma.
— E-está doendo... P-para... — Pedi.
— CONTA ! — Exclamou ele.
— T-tá... Eu conto... M-mas me solta...
Ele me soltou e ficou parado na minha frente, esperando eu contar.
— E pensar que você usaria a força pra me fazer contar... Que coisa... — Murmurei. — Mas você não vai precisar que eu conte, pois o Vinícius está ali.
Ele olhou pra trás pra ver se o Vinícius estava vindo, e nesse momento, dei um chute bem forte nas bolas dele.
Antes que ele pudesse gritar ou perceber que foi chutado, enfiei os dedos nos olhos dele.
— A-AAAAHHHHHHHH !!!! — Gritou ele, enquanto caía no chão e ficava se contorcendo de dor.
— Haha, acho que com isso você não poderá pegar o Vinícius por um bom tempo. — Falei.
— A-aaah.... C-covarde... N-não sabe brigar que nem homem... — Murmurou ele.
Pisei na cabeça dele com força, utilizando meu pé direito.
— Homem ? Acho que você não consegue mais enxergar depois de eu ter enfiado os dedos nos seus olhos, né ? — Perguntei. — Olhe sua situação, você está como um verme, e não como um homem.
— V-verme é você... — Murmurou ele. — Usando esses métodos sujos... C-covarde...
— Disse o insetinho que está sendo pisado, coitadinho. — Falei. — Vou te deixar ciente de uma coisa.
— O mundo é sujo, o mundo é covarde, todas as pessoas utilizam dos piores métodos para fazer tudo, e todas as regras que existem são sempre quebradas. — Falei — Se você for jogar limpamente, será aniquilado pelos trapaceiros. Não há exceções. Não existe nenhum "protagonista" na vida real, ao qual supera todas as trapaças. E isso inclui você.
— ... — Ele ficou quieto.
— Eu trapaceio, e você também... Veja, você é mais alto e mais forte do que eu, sem contar que deves ter ouvido que estou doente, não é ? — Perguntei. — E mesmo assim você veio me tratar desse jeito sem ao menos me conhecer, que rude. — Tirei meu pé de cima da cabeça dele e me agachei.
— De qualquer forma, saiba que eu não tenho nada com o Vinícius, eu gosto de outra pessoa. — Falei. — Apenas durmo na casa dele por afinidade à Maria e à Leliane, pois elas me acolheram depois de eu perder a memória.
Peguei o grampeador que tinha no bolso e grampeei o nariz dele.
— AHHHHHHH !!!! — Gritou ele.
Me levantei e fui em direção à padaria.
— Aliás, agradeça, agora você terá mais algo em comum com o Vinícius. — Falei, me despedindo e deixando-o caído no chão.
Será que o Vinícius vai ficar bravo comigo porque eu bati no namorado dele ? Se ele ficar, será que terei uma chance de grampear o nariz dele de novo ?
É tão bom grampear narizes !
Vinícius POV
Estou sentado na cadeira da mesa da cozinha, com a minha mãe sentada na frente. Estamos na casa da Maria, mas ela está no quarto dela.
Ela vai querer saber de tudo... Será que vou ter que contar sobre o Gabriel também ? D-droga, mas eu não tive nada com ele...Era ele quem ficava grudando em mim igual um chiclete.
O pior é que minha mãe é muito religiosa... Eu tenho até ideias do que ela vai falar... Aff...
— O que aquele menino é seu ? — Perguntou minha mãe.
— N-n-n-n-n-nada.... — Respondi.
— Não adianta Vinícius, essas respostas não vão funcionar desta vez. — Disse ela. — É bom você dizer a verdade, pelo seu próprio bem.
D-droga, eu sei que não vai funcionar... Só preciso de um pouco de tempo pra pensar numa boa mentira.
Mentira... ?
Flashback ON
Eu estava com o Gabriel, indo até a padaria. Isso foi quando estávamos "namorando".
— Ei Vini, quando você vai contar pra sua família que nós estamos namorando ? — Perguntou ele.
— Quê !!!?? Tá doido Gabriel ??? A gente namora faz poucos dias e você já está pensando nisso ? — Perguntei.
— Não importa se namoramos à poucos dias, nosso namoro será eterno mesmo, então é melhor contarmos logo ! — Exclamou ele, com uma expressão alegre.
— Eu não vou contar nunca, meus parentes nunca vão saber sobre minha sexualidade, pois quando eu fizer 18 anos, vou ir sozinho pra algum lugar viver a minha vida, sem dar satisfações à ninguém. — Falei.
— Hm, então você vai fugir ? — Perguntou ele.
— Vou. — Respondi.
— Vini, fugir de algo assim é impossível... — Falou ele. — Não importa o quanto você evite, minta ou esconda, uma hora ou outra você terá que enfrentar isso.
— Vou mentir com todas as minhas forças, minha mãe nunca vai saber sobre mim... — Falei.
— Você é bastante ingênuo... — Disse ele. — Vini, você é do tipo que apaga de sua própria visão, muitas coisas que estão à sua frente. As coisas que mais te incomodam, pra ser preciso.
— Sim, e se você ficar me enchendo o saco, vou te apagar também, farei você sumir do meu campo de vista, e vou fugir de você igual eu fujo da minha mãe. — Falei.
Gabriel deu um forte suspiro, e por um momento pareceu chateado.
— Não dá, é verdade que você consegue ignorar os problemas.... Mas no final, não consegue fugir deles, e eles sempre te pegam com força total. — Disse ele. — Quanto mais você fugir, mais poderoso será o impacto quando ele te atingir.
— Aff, que chatisse. — Falei.
— Mas, olhe Vini ! Os problemas têm muitos lados bons. — Disse ele, retornando à sua expressão alegre.
— Ah é ? Qual seria o bom de eu falar pra minha mãe que sou gay ? — Perguntei.
— O bom seria que você estaria desabafando e tirando um problema das costas, sem contar que poderia namorar comigo sem precisar se esconder ! Não seria maravilhoso ? — Perguntou ele.
— Não. — Respondi friamente.
— ... Sabe Vini... Eu ficaria muito feliz se pudesse contar ao meu pai e à minha tia sobre nós dois... — Disse ele. — Eu sei que eles são homofóbicos e tudo mais, iriam brigar muito comigo, mas... Pelo menos eu teria você pra me apoiar.
— Não teria não...
— Sim, eu teria Vini ! Pois eu não ligo que o mundo inteiro fique contra mim, contanto que eu tenha você está tudo bem ! — Exclamou ele, com um sorriso no rosto. — Eu posso sacrificar tudo que eu tenho e tudo que eu não tenho... Pra um dia, você me estrelar também.
— Tsk, não diga essas coisas na rua. — Falei — Alguém pode ouvir.
— Hihihi, sem contar que a minha tia te acha muito lindo, aposto que ela ficaria surpresa se eu namorasse o garoto que ela acha lindo ! — Exclamou ele.
Flashback OFF
Quanto mais eu fugir... Maior será o impacto no final, né... ?
Tudo bem... Vou seguir o seu conselho, dessa vez...
— O Guilherme é o meu namorado, mãe. — Falei.
— Desde quando ? — Perguntou ela.
— A-ah, acho que já tem algumas semanas que eu namoro com ele.. — Respondi.
— Quis dizer, desde quando você é viado ?
— Eu não sou um viado mãe, sou homossexual, é diferente. — Falei. — E eu me descobri quando tinha uns 12 anos.
— Que droga. — Disse ela.
Ficamos em silêncio por alguns segundos, mas logo ela retornou à falar.
— Você sabe que isso é ridículo, não é ? Deus criou a mulher da costela do homem, pra namorar com ele, para que a raça humana pudesse ser reproduzida. — Disse ela. — O que vocês fazem é contrariar todas as regras da natureza.
Eu sabia que ela ia falar isso, a velha frase do "Deus criou o homem e a mulher".
— Eu não tenho culpa por gostar de outros meninos... É um instinto meu ! É algo que faz parte de mim ! — Exclamei. — E é mesmo tão errado assim, amar outra pessoa independente do sexo ??
— Você não ama de verdade, só está sendo influenciado por um demônio. — Disse ela. — Há um demônio que está tentando sua alma, é um demônio que vem acompanhado do demônio da depressão e do demônio da luxúria, este é o da homossexualidade.
— D-d-demônio ??? — Perguntei. Lá vem...
— Esse demônio persegue você e te leva à um caminho de negação, você se recusa à ajudar a espécie humana a se reproduzir, pois começa a gostar só de homens. — Disse ela.
— Isso é muito surreal... — Murmurei.
— Você sabe que é assim ! — Exclamou ela. — E você já foi avisado ! Se você continuar sendo controlado pelo demônio mesmo ciente da sua existência, você vai acabar indo pro inferno.
— ... — Fiquei quieto.
— Você ainda tem muitas chances de sair desse caminho, você pode ser normal se quiser Vinícius, você pode vencer o demônio ! — Exclamou ela. — Posso voltar a te levar à igreja, Deus pode te salvar desse demônio.
— Mãe.. Não adianta... — Falei. — Eu não consigo acreditar nessas coisas, desculpa.
— Ai meu Deus... Não acredito... Você está perdido... — Murmurou ela.
— Existem vários homossexuais hoje em dia, e todos eles são o que são porque aprenderam um novo jeito de amar... Independente do gênero... — Falei, meio que repetindo o que havia dito. — Todas as pessoas têm suas personalidades e escolhas, ninguém é igual à ninguém.
Não tenho mais argumentos... Mal consigo pensar direito... Acho que já era mesmo...
Gabriel adentrou a casa segurando uma sacola com os pães.
Ele os colocou em cima da mesa e se sentou na cadeira do meu lado.
— Errado, todas essas pessoas estão sendo controladas pelo demônio, e todas elas vão parar no mesmo lugar. É uma pena você ter caído nisso também... — Disse ela.
— Demônios não existem. — Falou Gabriel. — São apenas uma imagem que a igreja criou pra controlar as pessoas. São seres tão patéticos quanto os vampiros e os lobisomens.
— Está dizendo isso porque você é gay também, não é ? Eu já sabia... Você sempre teve uma relação muito esquisita com o meu filho. — Disse ela.
— Sim, eu sou gay. — Afirmou Gabriel.
O que esse idiota está fazendo.... ?
— Mas continuando, acreditar em demônios é muita tolice. — Disse ele. — Essa era a principal maneira que a igreja utilizava pra controlar as pessoas nos tempos antigos. "Faça isso ou terá sua alma roubada por um demônio", ou coisa do tipo.
— Você é ateu ? — Perguntou minha mãe.
— Não, na verdade eu não sei qual é a minha religião... Digamos que eu tenho minhas próprias opiniões, mas acho que sou mais puxado pra católico. — Respondeu ele.
— Você é outro que está sendo atentado por um demônio. — Disse ela.
— Demônios, deuses, anjos e santos são algo como... Esquisitices, se você acreditar neles, eles existirão, se você não acreditar, eles não existirão. — Disse Gabriel. — Por isso eu acredito apenas em Deus, nos anjinhos e nos santinhos, acredito que eles me protegem e me abençoam. É bom acreditarmos apenas nas coisas boas.
— Isso é um a... — Minha mãe foi falar, mas acabou interrompida por ele.
— Eu não acredito nos demônios, mas você acredita. — Disse ele. — Se você acreditar que eles estão circulando o Vinícius, é capaz de realmente isso acontecer... E isso significaria que não seria ninguém menos que você, a pessoa que estaria estragando a vida dele. Se você acreditar nos demônios, eles existirão, é o mesmo com os fantasmas, se você tem medo e acha que há algum te assombrando, é aí que coisas anormais começam a acontecer, pois é você que estará o tornando existente.
— Mas eu não quero que os demônios circulem meu filho, eu só queria que ele fosse normal. — Disse minha mãe.
— Normal ? Qual a sua definição de normal ? Ser hétero ? A sexualidade das pessoas não passa de uma escolha delas mesmas, isso não afeta nada no senso comum. — Falou ele.
— Então tá, vão pro inferno vocês dois, só que depois, não venham pedir ajuda. — Disse minha mãe, enquanto se levantava e ia pra casa dela.
Eu e Gabriel ficamos sozinhos, um do lado do outro, sem falar nada. Estávamos ali sentados, na cozinha da casa da minha avó.
— Desculpa Vinícius, eu tentei ajudar, mas acho que só piorei as coisas. — Disse ele.
— Não, você ajudou bastante, eu estava sem nada pra dizer... Se você não tivesse chegado, eu teria abaixado a cabeça e concordado com ela. — Falei. — E isso só iria esconder mais ainda quem eu sou de verdade...
— Hm... Tudo bem então. — Disse ele.
— Uma vez você me disse, que nós temos que enfrentar os problemas.. Pois se nós fugirmos deles, no final, eles atingirão a gente com mais impacto. — Falei.
— Ah foi ? Legal, eu realmente penso isso. — Disse ele.
— Eu me lembrei disso quando estava conversando com a minha mãe...
— E ajudou ? — Perguntou Gabriel.
— Não sei... — Respondi.
— Hm...
— Parece tudo tão errado... Se eu não tivesse lembrado do que você me disse, e tivesse enrolado a minha mãe de algum jeito, será que as coisas teriam acabado melhor ? — Perguntei.
— Só por enquanto, mas futuramente aposto que o final seria mais terrível ainda. — Respondeu ele.
— Ah... Então acho que fiz o certo... — Murmurei.
— Sim, você fez, agora poderá namorar com o Guilherme sem precisar se esconder, não será maravilhoso ? — Perguntou Gabriel.
Flashback ON
— Mas, olhe Vini ! Os problemas têm muitos lados bons. — Disse ele, retornando à sua expressão alegre.
— Ah é ? Qual seria o bom de eu falar pra minha mãe que sou gay ? — Perguntei.
— O bom seria que você estaria desabafando e tirando um problema das costas, sem contar que poderia namorar comigo sem precisar se esconder ! Não seria maravilhoso ? — Perguntou ele.
Flashback OFF
Ele falou quase igual da última vez, mas se referindo ao Guilherme...
Parece algo tão surreal saindo da boca dele.. Tão errado...
Sim... Tudo parece errado.. O mundo parece estar de ponta cabeça...
— D-droga.. Está tudo tão errado... — Murmurei, enquanto deixava algumas lágrimas escaparem.
— A vida é assim Vinícius. — Disse ele.
— M-mas... A minha mãe... Minha própria mãe... Me mandou ir pro inferno... — Falei.
— E-ela não falou sério... Logo ela vai se arrepender e vai se desculpar... — Disse ele.
— A-a-ah... T-t-tomara... — Falei, enquanto começava a chorar mais ainda.
O que eu fiz de errado pra receber tudo isso... ?
Olhei pro meu lado esquerdo e vi o Gabriel, logo foi suficiente pra me fazer descobrir.
Acho que já sei... Eu fiz tudo de errado que podia fazer pro Gabriel... Tudo, tudo, tudo... Eu o magoei de todas as formas possíveis...
Então por que ? Por que mesmo depois de tudo aquilo, ele vem aqui me ajudar ?? Ele consegue ser tão forte assim... ? Tão persistente ?
Arrastei minha cadeira um pouco pro lado, deixando grudada com a cadeira dele.
Apoiei minha cabeça em cima do ombro do Gabriel, e continuei chorando.
— O-o que você está fazendo ?? Isso é nostálgico ! — Exclamou ele.
— D-droga... Está tudo errado... ! — Exclamei.
Gabriel deu um suspiro, e permitiu que eu ficasse apoiado no ombro dele.
— Sabe, o seu namorado me seguiu e veio falar comigo. — Disse ele.
— Tá. — Falei.
— Ué, não quer saber o que aconteceu ? — Perguntou ele.
— Ele me abandonou pra ir atrás de você... Isso é outra coisa errada... É melhor eu não saber... — Respondi.
— Calma, ele estava com ciúmes de você, queria saber o porque de eu estar dormindo na sua casa. — Contou ele. — Só que ele tentou usar a força contra mim, e eu bati nele.
— É difícil de acreditar que você bateu nele, m-mas... Fez bem... — Murmurei.
— Por que ? Não se preocupa com ele ?
— Ele me deixou sozinho com a minha mãe q-quando eu mais queria que ele ficasse... Ele é um tarado idiota... — Respondi.
Sim, é isso mesmo. O Guilherme me deixou sozinho pra enfrentar minha mãe.
Quando ela falou, ele abaixou a cabeça e foi embora.
Talvez ele tenha feito o certo, mas, eu não queria que ele tivesse feito aquilo.
Eu queria que ele tivesse ficado e me protegido i-igual o Gabriel fez...
É... Esse idiota sempre faz isso...
Flashback ON
— Sim, eu teria Vini ! Pois eu não ligo que o mundo inteiro fique contra mim, contanto que eu tenha você está tudo bem ! — Exclamou ele, com um sorriso no rosto. — Eu posso sacrificar tudo que eu tenho e tudo que eu não tenho... Pra um dia, você me estrelar também.
Flashback OFF
Ele tinha dito que se o mundo inteiro ficasse contra ele, ele ficaria aliviado, pois ainda teria a mim... Mas é engraçado, que é justamente o contrário que está acontecendo.
O mundo inteiro está contra MIM, e olhem só quem é a única pessoa que fica ao meu lado no fim...
Gabriel... Mesmo estando sem memórias... Ele é gentil...
— Não chame o Guilherme de tarado e idiota, pois você é o ser mais tarado que eu conheço. — Disse ele.
— Hã... ? — Perguntei, enquanto limpava as lágrimas e tirava a minha cabeça de cima do ombro do Gabriel.
— Hoje eu passei o dia com sua mãe né, e eu tive acesso ao seu tablet... Lá eu encontrei um vídeo que estava bem escondido, de você chupando um vibrador. — Disse ele.
— Q-Q-QUÊ ??? VOCÊ VIU AQUILO ??? — Perguntei.
— Você colocava e tirava ele da boca, e fazia um barulho tipo : "Nhmmmmmmm". — Disse Gabriel, me imitando.
— COMO ??? A GALERIA TAVA COM SENHA !
— Que feio Vini, afinal, quem é Dan ? Você fez o vídeo pra ele, não foi ? Porque você dizia esse nome várias vezes : "A-aiin Dan, nhmmmmmm" — Contou ele.
— E-E-E-ESSE V-VIDEO F-FOI PRA UM MENINO Q EU GOSTAVA À UM TEMPÃO ! É UM V-VÍDEO ANTIGO QUE EU E-ESQUECI DE APAGAR ! — Exclamei.
— Que feio.. — Disse ele, enquanto fazia um tom de decepção.
— CALA BOCA ! — Exclamei.
Continua no capítulo 11.
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