"Eu amo você..." (Draco Malfoy)
14 Capítulo 14
Notas iniciais
POV Marine:
Acabamos de comer antes das 21h/09PM, a maioria dos alunos deixou o Salão Principal. Blásio foi com Astoria e Pansy para o comunal, deixando eu e Malfoy sozinhos na mesa. Minutos depois, se levantou.
– Me espera. -Falei. Ele me olhou arrogante.
– Por que eu deveria, Carter?
– Eu não sei onde é a sala do Professor Dumbledore.
– Problema seu. -A doninha saiu, me deixando nervosa.
"Vou apertar seus mamilos de novo, quero ver você não me ajudar" Pensei, observando aquela oxigenada se afastar. Olhei ao redor, então me lembrei de que Hermione e Ron também iriam à sala do diretor. Me levantei e caminhei até a mesa deles.
– Oi, Marin. -Harry disse assim que me aproximei. Hermione e Gina que estavam de costas se viraram.
– Marin! -Gina gritou- Monitora! Com o Malfoy!
– Grita mais Gina, o Hagrid ainda não ouviu. -Sussurrei estupefata. Harry e Hermione riram.
– Relaxa, monitora. -Falou rindo, como ela parecia com o Blásio... -Senta aí!
– Na verdade eu queria sab... Cade o Rony? -Perguntei quando vi que o ruivo não estava na mesa.
– Está no banheiro, comeu demais. -Hermione disse segurando o riso.
– Ah que dó. -Ri- Mas, vocês sabem onde é a sala do Professor Dumbledore?
– Harry sabe de cor. -Gina apontou ainda rindo.
– Sim — Harry respondeu fazendo uma careta para a ruiva- É mais fácil você ir com a Mione e com o Ron , menos complicado.
– Entendi. Posso ficar aqui até dar a hora? -Perguntei.
– Claro! -Gina puxou minha mão, me fazendo cair sentada.
– Ginevrr... -Me encarou- Gina!
Rimos. Passei o resto do tempo com eles .Ron chegou logo depois, vermelho. Conversamos sobre "como deve ser a vida de um monitor". A ruiva pensava nas vantagens, Harry e Ron nas desvantagens e Mione nas responsabilidades. Eu, só pensava como seria ter que aturar a doninha.
21h/09PM. Harry e Gina foram para o Salão Comunal da Grifinória, enquanto eu segui Ron e Mione que foram para a sala de Dumbledore.
Chegamos no segundo andar, a Professora Minerva estava em frente a uma porta. Os outros quatro monitores conversavam entre si animadamente. Malfoy estava encostado na parede, sozinho e emburrado. Assim que nos avistou, Minerva sorriu e entrou pela porta, a seguimos. Essa porta levava à uma escadaria em espiral que subia até a sala de Dumbledore. A entrada era protegida por gárgulas de pedra, McGonagall murmurou a senha, dando passagem à nós.
– O Professor Dumbledore lhes dará devidas instruções. Tenham uma boa noite. -Sorriu, saindo.
A sala era muito bonita. Bem iluminada, vários livros, uma Fênix -o que me chamou a atenção- entre quadros e outros artefatos. As outras meninas vieram cumprimentar eu e Hermione. Enquanto Ron conversava com os outros dois meninos, Malfoy mais uma vez ficou sozinho, olhando tudo com cara de nojo.
– Boa noite alunos. -A barba de Dumbledore apareceu na pequena sacada que havia dentro da sala- Como vão os novos monitores? -Desceu a escada vagarosamente- Bem, espero que bem. Vamos ao assunto, o comunal de vocês fica no quinto andar. Suas coisas já foram postas em seus novos dormitórios. Este salão tem dois andares, no andar de cima, há os dormitórios dos monitores chefes e um banheiro comum, para o uso de todos os monitores. No andar de baixo, seus dormitórios. Alguma pergunta?
– Professor. -Hermione levantou a mão, Malfoy revirou os olhos- E quanto aos horários e locais de rondas?
– Bem, senhorita Hermione. Isso os monitores chefes irão conversar com cada par. -Sorriu.
– Obrigada. -Sorriu de volta.
– Somente isto, alunos. -Íamos saindo- Me perdoem -Nos viramos todos de uma vez- As rondas começam a partir de segunda. Boa noite a todos, parabéns pela conquista. -Voltamos a caminhar, saímos da sala e fomos todos para o quinto andar. Conversei com Hermione o caminho todo. Malfoy caminhou atrás, sozinho novamente.
Chegamos no quinto andar, no final do corredor estavam um menino e uma menina. Nos aproximamos deles.
– Vocês devem ser os novos monitores. -O menino falou nos fitando- Eu sou Paul e essa é Claire. Somos os monitores chefes. -Sorriu. Ele era até bonitinho. Tinha os cabelos castanhos escuro, bem cheios e ondulados. Pele de um moreno claro, igual a minha- Aqui fica nosso Salão, e logo a frente o banheiro dos monitores. Podemos entrar? -Assentimos ansiosos.
– Pele de morcego. -A Claire murmurou de frente para um quadro que nos deu passagem.
– Nossa! -Dissemos em uníssono. O comunal dos monitores era lindo! Olhando reto se via uma lareira enorme, próxima a ela uma mesa de cristal redonda e rodeando a mesa haviam sofás em curva. Do lado esquerdo dois quartos, um com o brasão da Sonserina e outro com o da Lufa. De frente para o quarto da Sonseria estava o da Grifnória e ao lado, o da Corvinal. Aos lados da lareira escadas em curva, que levavam ao andar de cima, onde realmente haviam dois quartos e entre eles um banheiro. Estando no segundo andar, tinha-se a visão de onde estávamos pela sacada com pequenas grades trançadas. As paredes atrás de nós eram cobertas por prateleiras recheadas de livros. -Estou no paraíso! -Hermione exclamou, nos fazendo rir.
– Certo. -Paul disse sorrindo- A onde estão os dois da Sonserina?
– A-aqui. -Murmurei. Malfoy apenas levantou a mão desanimado.
– O quarto de vocês é ali. -Apontou para a porta com o brasão da Sonserina.- Os da Luf...
– Como assim, de VOCÊS? -A doninha finalmente se manifestou, atraindo todos os olhares.
– Monitores da mesma casa, ficam no mesmo dormitório. Algum problema? — Indagou Claire.
– Merlin... -Murmurei. Só me faltava essa.
– Problema? Todos os possíveis! -Esbravejou.
– Alguém aceita trocar de quarto com o garotinho problemático? -Paul debochou, nos fazendo rir. A doninha o lançou um olhar odioso.
– Por mim, eu troco. -Hermione disse sorrindo, sorri de volta.
– Ótimo, você é da Grifinória certo? -Mione assentiu- Então o garotinho problemático irá dividir o dormitório com seu par...
– NÃO! -Ron gritou.
– Eu que digo não, WEASEL. -Malfoy praticamente cuspiu o nome, mesmo estando errado- Eu não vou dividir dormitório com esse cabeça de cenoura. E você... Sangue-ruim,-Se virou para Hermione- não coloque os pés no dormitório da Sonserina.
Nesse instante a doninha passou por mim me puxando pelo braço. Abriu a porta com tudo, entrando no quarto. Me empurrou.
– MERDA! -Esmurrou a porta.
– Qual é o seu problema Malfoy?! -Falei em um tom alto, massageando o local que ele havia pegado, estava vermelho.
– Qual é meu problema? Meu problema é você, Carter! -Se virou pra mim.
– Se é assim por que não deixa a Hermione vir pra cá?! -Cruzei os braços.
– Eu tenho cara de quem divide quarto com grifinório pobretão?!
– As vezes eu acho que você é doente! -Passei por ele saindo do dormitório nervosa. Os outros que ainda estavam no comunal, me olharam assustados.
– Está tudo bem? -Paul perguntou parecendo preocupado.
– Está, eu só... Deixa quieto. -Ecarei Hermione que parecia tão nervosa quando eu.
– Qualquer coisa eu falo com o Professor Dumbledore. Se você quiser... -Insistiu.
– Não precisa, ele é assim mesmo... -Sorri fraco.
– Se prefere... Bem, agora que já sabem seus respectivos dormitórios é só descansarem. -Sorriu- As rondas começarão segunda-feira. Eu e Claire estamos ali no andar de cima, qualquer dúvida nos consultem. -Assentimos- Ah, mais uma coisinha. Não é permitida a entrada de outros alunos neste salão, a não ser os próprios monitores, entendido? -Assentimos novamente- Certo.
– Boa noite. -Claire acenou, subindo as escadas. Paul foi logo atras. Assim que bateram a porta de seus quartos Nos jogamos no sofá.
– Mione, Ron... -Murmurei- Me desculpem pelo Malfoy. Ele é imbecil, retardado...
– Disso eu sei. -O ruivo falou sorrindo.
– Tudo bem, já me acostumei. -Hermione riu- Sinto muito por você ter que dividir o quarto com ele.
– Eu dou um jeito. -Ri
Ainda eram 21:38h/09:38PM, continuamos conversando por algum tempo, até começarem os bocejos. Mione foi a primeira a entrar no dormitório, Ron foi logo atrás. O "casal" da Lufa também entrou, e o menino da Corvinal fez o mesmo. Restando somente eu e Padma nos sofás.
Não tínhamos muito assunto conversamos mais alguns minutinhos, e logo ela se levantou:
– Vou dormir... Boa noite. -Sorriu tímida.
– Também vou. -Sorri de volta- Boa noite.
Padma assentiu e entrou em seu dormitório. Olhei para o relógio e eram 22:46h/10:46PM. A doninha não tinha dado o ar da presença desde o chilique. Me levantei e caminhei desanimada até a porta do quarto. Suspirei e entrei.
Não tinha reparado no ambiente horas atrás, quando Malfoy me empurrou pra dentro, mas agora... O quarto era tão lindo quanto o comunal! Extremamente claro e grande! Havia uma cama de casal e um guarda-roupas em cada extremidade. Ao lado das camas um criado mudo para cada um. Entre os guarda-roupas havia um banheiro. As cores prata e verde se misturavam por todas as paredes, causando uma sensação única de calor e perspicácia.
Corri para o outro lado do quarto, me jogando na cama e afundando nos lençóis brancos e macios. Só então notei que a doninha não estava em sua cama e sim no banheiro. Me sentei prendendo meu cabelo em um coque, estava com calor. Abri o guarda-roupas pegando meu pijama e esperando a loira sair do banheiro.
[...]
Meia hora se passou e Malfoy nem pra desligar o chuveiro. Caminhei até lá.
– Malfoy, eu também preciso tomar banho! -Falei batendo na porta.
– VAI PEDIR PRO WEASEL DEIXAR VOCÊ USAR O BANHEIRO DELE! -Gritou lá de dentro.
– MALFOY, É SÉRIO! -Comecei a bater na porta freneticamente- SAI! SAI! SAI! S... -A porta se abriu, um vapor enorme impediu que eu enxergasse mais que sua silhueta. Passou por mim e esbarrando de propósito- Idiota! -Xinguei entrando no banheiro sem olhar pra trás.
– Cala boca, Carter. Eu avisei que faria da sua vida um inferno! -Falou segundos antes de eu bater a porta.
O banheiro era comum, a única coisa estranha eram as paredes escorrendo água por conta do vapor que a doninha deixara acumular. Bufei. E pensar que eu teria que aturar aquilo pelo resto do ano, ou quem sabe, até eu me formar.
Tomei um banho rápido, apenas pra deixar meu corpo relaxar com a água morna. Passei um creme, vesti meu pijama, desembaracei meus cabelos, escovei os dentes e saí.
Malfoy não estava no dormitório. Dei de ombros me jogando na cama novamente. Ah, aqueles lençóis de seda me deixavam nas nuvens. A cama da doninha era igual a minha, mas ao invés de lençóis brancos, os dele eram de um verde escuro.
Me levantei, estava ficando entediada. Já que o sono não aparecia, decidi pegar um livro no comunal, mas no momento que fui abrir a porta outra pessoa a abriu por fora, me fazendo recuar.
Por MERLIN! O que era aquilo? Malfoy entrou no quarto... Ele estava sem camisa, descalço, apenas com uma calça de moletom cinza. Os cabelos bagunçados em vários tons de loiros, pelo fato de ainda estarem úmidos. Engoli seco, fechando a boca que já estava entreaberta.
– É luxo c-colocar uma camiseta? -Perguntei o encarando, tentando parecer desinteressada.
– O que foi, Carter? Vai dizer que acha ruim essa visão privilegiada? -Sorriu convencido, cruzando os braços encima daquela barriguinha sarada e...
– N-não to vendo privilégio nenhum por aqui! -Desviei os olhos de seu peitoral e voltei a encará-lo.
– Tem uma babinha... -Se curvou descruzando os braços- Bem, AQUI. -Pegou em meu rosto com a mão esquerda, passando o polegar pelo canto da minha boca. Meu coração acelerou, além de gostoso ele estava cheiroso, POR MERLIN! Nesse momento, a doninha desceu os olhos por todo meu corpo, me fazendo corar violentamente.
– Olha, tem uma aqui também. -Passei minha mão inteira por sua boca- Um mar de babinhas. -Malfoy ficou reto.
– Nojenta. -Murmurou tirando minha mão de sua boca e segurando meu pulso.
– Doninha. -Me soltei.
– Não me provoca, garota. -Pegou em meus dois pulos- Ou você esqueceu o que eu sou capaz de fazer? -Falou frio.
– A-acho que VOCÊ, esquec-ceu. -Falei olhando para seus mamilos. Malfoy então me girou, fazendo com que eu batesse minhas costas contra a porta que se fechou com o impacto. Ainda segurando meus pulsos os levantou mantendo-os separados, acima de minha cabeça.
– E agora, Carter? -Sorriu vitorioso, aproximando seu rosto do meu- Vai fazer o que? -Falou ventilando minha face. Aquele hálito fresco... Fechei os olhos respirando fundo e tentando me controlar para não chutar suas partes.
– M-me s-solta, Malfoy. -Gaguejei, com a pulsação extremamente descontrolada.
– Sei que te deixo nervosa... -Abri os olhos, ele ainda estava próximo. Então como se não bastasse, ainda me segurando, tocou meu pescoço com a ponta do nariz o roçando até chegar em minha orelha — Confessa... -Sussurrou, mordendo o lóbulo da mesma. Tornei a fechar os olhos. Senti um arrepio subir da ponta dos meus pés até meu ultimo fio de cabelo.
– Filho da mãe... -Arfei. Senti-lo rindo em meu pescoço foi o ápice. Não aguentei, soltei meus pulsos e minhas mãos voaram para sua nuca, meus dedos entranharam-se em seus fios loiros e sedosos. A doninha pegou em minha cintura, me puxando contra seu corpo. Com a boca entreaberta, roçou seus lábios nos meus, dando leves selinhos. Tentei beijá-lo, mas ele não deixava, se afastando e depois voltando a roçar nossas bocas. -Malfoy... Sussurrei entre um selinho e outro. Então ele me beijou, ao contrário dos selinhos, o beijo era voraz, como se fosse questão de necessidade. Seus lábios eram macios e quentes. Desci minhas mãos para suas costas, dando leves arranhões. A doninha pegou em minhas coxas, as apertando e deixando marcas vermelhas. Pulei em sua cintura, o fazendo cambalear pra trás.
Continuamos aos beijos até que ele deitou em minha cama, me deixando por cima. Por um momento Malfoy se mexeu, o que me fez sentir seu membro... Rígido, entre minhas pernas.
– Malfoy! -Exclamei saindo de cima dele, corada.
– Porra, Carter! Volta aqui. -Falou ainda de olhos fechados, passando as mãos pelos cabelos, os bagunçando ainda mais. Mordi o lábio inferior observando aquele pedaço de mal caminho ali, na minha frente, todinho pra mim. Eu não sabia o que fazer. -Vai ficar parada aí? -Falou abrindo os olhos e colocando as mãos embaixo da cabeça.
– M-malfoy eu não... Vai pra sua cama por favor. -Falei relutante. Eu queria o que ele queria. Mas era a doninha oxigenada que estava ali. E a gente se odiava, aquilo era errado.
– Carter, você está vendo o meu estado? -Não pude evitar de olhar para sua calça, o volume era visível. Desviei o olhar corando novamente.
– Por favor... -Repeti sem encará-lo.
– Você é virgem, é isso? — Se sentou me fitando incrédulo. Assenti. Ele soltou um risinho debochado. O encarei séria. Se aproximou de mim, beijando o canto de minha boca. Novamente começamos a nos beijar, mas o interrompi quando se deitou sobre mim e colocou a mão dentro da minha camiseta.- Merda, Carter!
– Malfoy, eu preciso dormir... -Empurrei seu peito, o fazendo rolar para o lado.
– Vai me deixar desse jeito? -Colocou minha mão sobre sua calça.
– Pára! -Exclamei retirando minha mão rapidamente. A doninha bufou revirando os olhos.
– Você vai se arrepender, Carter. -Saiu do dormitório nervoso, batendo a porta com tudo.
– AAAAAAAAARRRRRGGGGH! -Grunhi deitando de bruços e socando a cama. Não sabia se ria ou se chorava. Continuei naquela posição até pegar no sono, não vendo quando Malfoy voltou ou se voltou.
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Apenas uma pequena demonstração, pra aguçar a imaginação de vocês, minhas queridas leitoras.
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