"Eu amo você..." (Draco Malfoy)
15 Capítulo 15
Notas iniciais
POV Draco:
– Você vai se arrepender, Carter. -Falei saindo do quarto e batendo a porta atrás de mim- Garota...
A tinha provocado apenas para mostrar quem é que estava no controle. Mas quando ela me chamou de filho da mãe , percebi que estava toda ofegante e mais uma vez fui tomado pelo impulso. Aquilo não estava sendo bem um beijo, continuava a provocando pra mostrar que eu tinha o controle de nós, o problema é que não aguentei quando sussurrou meu nome. Então as coisas esquentaram, estava curtindo me "amassar" com a novata. Até o momento em que ela mandou eu voltar pra minha cama.
Porra, quem ela pensava que era pra ME dispensar? Pra não transar comigo? Qualquer garota dessa escola daria tudo pra que eu tocasse nelas. Até mesmo a sangue-ruim da Granger, mas é claro que não ousaria tocar em um fio de cabelo daquela suja, não convinha a mim me contaminar.
– Mas que bosta. -Resmunguei me jogando em um dos sofás e olhando o volume ainda visível em minha calça- Terá o troco, Carter. -Prometi à mim mesmo jogando a cabeça pra trás e fechando os olhos. Teria que pensar em coisas horríveis pra esfriar minha cabeça. Não iria me rebaixar ao ponto de ter que me masturbar. Eu podia ter a garota que quisesse, quando quisesse. E aquela novata imbecil estava inclusa, não que eu a quisesse, apenas daria o troco.
Depois de um certo tempo "me acalmei", olhei para a porta do dormitório e a luz já não estava mais acesa. Caminhei até lá e entrei. Carter parecia já ter dormido, fiz o mesmo.
[...]
– Malfoy. -Senti alguém dar leves tapinhas em meu ombro, abri os olhos sem ainda me virar- Malfoy levanta. -Era a voz da novata.
– Hm? -Murmurei.
– Já é uma hora da tarde! Tem uma menina atrás de você na frente do comunal.
– Ta esperando o que pra mandar ela entrar.?-Me virei a encarando.
– Malfoy, outros alunos não podem entrar aqui. -Cruzou os braços.
– Foda-se. -Dei de ombros me sentando e fazendo questão de me espreguiçar forçando os braços. Carter me olhava sem piscar- Cuidado pra não babar. -Sorri maroto.
– Não vou babar, Idiota. -Resmungou se virando de costas. Me levantei, ficando atrás dela.
– Tem certeza, Carter? -A puxei contra meu corpo, segurando firme em sua cintura. Estremeceu. Faria de tudo para que ela se arrependesse amargamente de ter me dispensado.
– M-malfoy... me solta. -Gaguejou, tentando se soltar. A virei de frente pra mim, afastando seu corpo do meu para poder encará-la, a novata ficava pouco abaixo do meu pescoço era meio difícil a encarar.
– Confesse que gosta quando eu te pego.
– E-eu.. Não! É claro que não! -A encarei mais a fundo, apertando ainda mais sua cintura- PARA! -Segurou nos meus antebraços. Ri.
– Sei que te deixo louca, Carter. -Falei a soltando- E você também sabe.
– Cala boca, Malfoy! -Se sentou em sua cama.
– Vai ficar ai? -Me encarou- Ah é claro, você quer me ver trocar de roupa. -Murmurei abaixando a calça, na mesma hora se levantou revirando os olhos.
– Idiota... -Caminhou até a porta, mas parou assim que resmunguei um "criança"- Eu? -Se virou me encarando.
– Tem mais alguma nesse quarto? -Indaguei.
– Tudo o que vejo é uma doninha loira. -Saiu do dormitório rindo.
– VAI SE FODER, CARTER! -Gritei, a escutei rir mais alto- Imbecil... Você me paga.
Tomei um banho rápido e fui ver quem era a tal menina que me esperava. Quando saí, havia uma garota... Feia, sentada do outro lado do corredor, assim que me viu se levantou e veio ao meu encontro.
– Draco? -Indagou. Ela tinha quase minha altura, os cabelos encaracolados e curtos em um corte torto, olhos separados, pele manchada, dentes encavalados, era magra demais e usava roupas estranhas.
– Te conheço? -Perguntei, a fitando.
– Na verdade eu sou da sua sala... -Falou embaraçada.
– O que quer comigo?
– Nossa... -Coçou a cabeça- Só queria conversar...
– Conversar? -Ri, levantando uma sobrancelha.
– S-sim. A Pansy disse que terminou com você, e você está solteiro entã...
– Como é? ELA terminou COMIGO? -Indaguei a assustando. Apenas assentiu com um gesto- Ri pelo nariz, balançando a cabeça negativamente- Nós não terminamos.
– Não!? -A menina arregalou os olhos.
– Nunca tivemos nada. A Parkinson é retardada. -No mesmo instante um enorme sorriso tomou conta da enorme boca da garota, dei um passo para trás, não queria ser engolido.
– Maravilha! -Exclamou ainda sorrindo- Você está namorando, Draco?
– Por que quer saber?
– Está?
– Não é da sua conta, garota. Não faço a mínima ideia de quem seja. -Respondi gesticulando com as mãos.
– Sou Girodna Comcall, tenho quinze anos e sou da sua sala. -Sorriu mais ainda.
– Fecha a boca. -Falei ignorando o que ela tinha dito, a garota, de repente, se aproximou de mim, pegando em minha nuca e tentando me beijar- SAI MENINA! -A empurrei, cuspindo e limpando a boca.
– Você não quer agora?
– Se enxerga, acha que eu vou querer alguma coisa com você? — Sua expressão de susto deu lugar à uma de raiva.
– Você vai se arrepender, seu loirinho de merda!
– Me arrependeria se te beijasse, ridícula. -Na mesma hora tentou me acertar um tapa no rosto, a segurei. -Não rele em mim, nojenta. -Apertei seu pulso, a garota fez uma cara de dor, então a soltei.
– Viado. -Saiu andando, vermelha. Observei-a até se afastar, corri para o dormitório, precisava de outro banho.
POV Marine:
Acordei com batidas na porta, Malfoy ainda dormia largado em sua cama. Abri a porta e dei de cara com Hermione.
– Desculpa, te acordei! -Disse ao me ver de pijamas.
– Que nada, já estava na hora! -Falei rindo- Por falar em horas...
– Dez e quarenta e oito. -Sorriu.
– As cartas, o correio... Não era hoje?! -Exclamei.
– Sobre isso que vim falar com você. Os pombos vieram hoje de manhã, e uma caixa endereçada à você foi deixada com Blásio. Então ele me entregou. -Sorriu novamente, tirando uma das mãos de trás das costas e me entregando uma pequena caixa.
– Ah! Merlin! Obrigada, Mione! -A abracei.
– Por nada, agradeça ao Blásio também. -Riu- Agora tenho que ir, vou me encontrar com nossos amigos. Aparece lá no jardim de tarde! -Assenti e a acompanhei com o olhar até que saísse do Comunal.
Voltei para dentro do dormitório colocando a caixinha encima da cama, pegando roupas e correndo para o banheiro. Tomei banho, me arrumei e corri ansiosa para ver o que havia na caixa que meus pais haviam me mandado.
O tamanho lembrava o de uma caixa de leite na horizontal, feita de uma madeira escura e bem polida, a caixinha tinha cheiro de terra molhada. A abri, havia um envelope logo na superfície. Me sentei na cama, pegando-o e o colocando de lado.
A caixa era dividida em duas partes, uma menor e outra naturalmente maior. Na parte menor haviam galeões, muitos até. Sorri de imediado. Já na parte maior havia um pequeno frasco de perfume entre colares e anéis, sorri mais ainda. Fechei a caixa a examinando por fora, nada de estranho. Tornei a abri-la e desta vez experimentei os anéis, depois os colares.
Algum tempo se passou, não sei quanto ao certo, eu continuava admirando as jóias, me lembrava de poucas delas, na verdade apenas de uma. Essa que vovó havia usado poucas vezes quando vovô ainda era vivo. Estava sentindo o perfume, quando de repente Malfoy resmungou alguma coisa, me assustando. O encarei e ele parecia ainda dormir, soltei um risinho. A doninha falava dormindo.
Guardei a caixa dentro do meu criado-mudo, saindo do dormitório.
POV Autora:
Marine saiu do comunal apressada, já não tinha mais ninguém por lá. Todos haviam acordado cedo, exceto ela e... Malfoy. Andava pelos corredores apressada, ia em direção às masmorras, queria conversar com Pansy. O olhar que a branquela lhe lançara na noite anterior a deixou preocupada.
Encontrou Luna pelo caminho, a loira apenas acenou de longe, com o mesmo sorriso distante. Assim que chegou no Salão Comunal da Sonserina deu de cara com Blásio. O moreno estava jogado em um dos sofás, fitando desinteressado o fogo estalar na lareira.
– Blásio! -Marine exclamou chamando a atenção do rapaz.
– Marine! -Disse Blásio se levantando e indo ao encontro da garota- Como vai? -A cumprimentou com um abraço.
– Bem. Quer dizer... Não sei. -Caminhou em direção a um sofá, se sentando.
– Algum problema? -O moreno sentou-se de frente a ela.
– Está aí, eu não sei... -Blásio pareceu confuso, Marine riu- Deixa quieto, obrigado por ter pegado minha correspondência! -Sorriu.
– É pra isso que servem os amigos... "CAHAM" empregados. -A garota revirou os olhos rindo.
– Viu a Pansy? -Marine indagou após um breve silêncio.
– Ah, na verdade vi hoje no café, e desde então ela sumiu. -O moreno jogou a cabeça pra trás, parecendo sonolento.
– E a Astoria?
– No dormitório. -Apontou com o polegar, para a porta atrás dele.
– Valeu, Blásio. -Se levantou- Bom sonhos!
Marine entrou no seu antigo dormitório -o qual dividia com Pansy, Astoria e mais três meninas- mas não havia ninguém por lá. Como Blásio estava praticamente roncando resolveu procurar por conta própria. Mas antes, um lanchinho na cozinha. A garota não comia desde a ceia, estava faminta.
Por sorte pareceu que Astoria também passara pelo mesmo, assim que entrou na cozinha deu de cara com ela debruçada sobre a bancada. Exceto Marine, Astoria e um aluno gordinho que parecia ser do segundo ano, não haviam mais pessoas por lá, tirando os elfos cozinheiros. Marine se aproximou da colega, se debruçando ao lado dela.
Astoria olhou de relance, depois voltou a olhar, parecendo ter a reconhecido.
– Marine! -Sorriu dando um soquinho no ombro da garota- Tudo bem?
– Astoria... -Riu- Ah... Bem... Você?
– Melhor que você. -Respondeu a encarando, rindo.
– Não zoa. -Marine fez biquinho, mas riu assim que Astoria fez uma careta.
– Difícil a vida de monitora? -Indagou Astoria.
– Ainda não começamos, só segunda-feira. -A menina apenas assentiu com a cabeça e tornou a comer o que parecia ser um lanche frio.
Marine pediu algum tipo de cereal para os elfos, esses que o fizeram no mesmo instante.
– Cade a Pansy? -Indagou após alguns minutos em silêncio, Astoria a encarou com uma sobrancelha erguida e um sorriso de lado- Eu sei, é estranho eu estar procurando ela. Mas é que... Você sabe se ela está nervosa comigo? -Astoria somente arqueou a outra sobrancelha- Ontem, na ceia, quando eu e Draco fomos selecionados ela...
– Eu vi. -Respondeu voltando a comer.
– Então... Ela disse alguma coisa? -Marine também voltou a encarar seu prato.
– Não... -Riu pelo nariz- Disse. -A garota a encarou não muito surpresa- Ela esta com ciúmes de você com o Draco.
Nesse instante Marine teve uma crise de risos, aquelas que começam devagar e depois se descontrolam. Chegou a se sentar no chão. Astoria acompanhava tudo com um riso meio confuso. Minutos depois Marine se levantou ainda com os olhos marejados, de tanto rir.
– Rindo de mim? Cretina. -As duas se viraram e viram Pansy parada na entrada da cozinha.
– N-não eu... -Marine começou a falar segurando o riso, embora estivesse assustada com as palavras de Pansy.
– Cala boca! -A branquela esbravejou entre dentes, com os punhos cerrados.
– Ou! -Astoria chamou sua atenção para si- Para com isso.
– Parar? Essa cretina se faz de nossa amiga e depois rouba o Draquinho de mim! -A voz de Pansy era esganiçada. Marine já estava séria.
– Pansy, eu não tenho NADA com o Malfoy. Tudo o que sinto por ele é raiva. -Falou erguendo as mãos em sinal de inocência. Astoria balançou a cabeça positivamente sem tirar os olhos de Pansy, que continuava imóvel.
– Você não me engana Marine, sei que tem inveja de mim com ele!
– É pra rir? -Marine falou ainda séria, com uma sobrancelha levantada.
– Quer saber? Fica com ele! Eu terminei com o Draco. Pode ficar com meu resto! -Pansy falou ainda nervosa e virou de costas, antes que saísse se voltou para Marine- Vou contar pra todo mundo que o Draquinho está fazendo caridade em ficar com você.
– O QUE?! -A garota gritou da bancada, fazendo Pansy colocar aquele sorrisinho nos lábios.
– Isso mesmo que ouviu, todo mundo vai saber. -Deu um passo à frente.
– ESCUTA AQUI MENINA -Marine andou rapidamente até parar de frente à Pansy, Astoria fez o mesmo, parando de frente para as duas, que se encaravam- EU JÁ DISSE QUE NÃO TENHO NADA COM O MALFOY.
– ERA PRA EU SER MONITORA COM ELE, EU! -Pansy gritou arrancando seus próprios cabelos.
– VOCÊ PENSA QUE EU ESCOLHI SER MONITORA?
– PODERIA TER RECUSADO!
– EU NÃO ESCOLHI, MAS TAMBÉM NÃO SOU TOLA DE RECUSAR!
Um silêncio se formou, Marine respirou fundo se recompondo. Astoria se manteve alerta.
– DANE-SE VOCÊ E ELE, VOCÊS DOIS SE MERECEM! CRETINA! –Gritou Pansy, ainda ofegante. A branquela saiu correndo da cozinha deixando as duas desnorteadas pra trás.
Alguns segundos se passaram, então Marine pareceu recobrar a consciência e caminhou lentamente em direção à bancada. Astoria fez o mesmo.
– Qual é o problema dessa menina? -Indagou, voltando a cutucar o cereal.
– Obsessão. Ela é obcecada pelo Draco desde que entramos aqui. -Astoria respondeu indiferente- Qualquer menina que se aproxime dele ela faz isso.
– Não que eu faça questão mas... Voltaremos a conversar um dia? — Marine empurrou a vasilha de cereal.
– Ah sim... -Riu Astoria- Já aconteceu isso comigo.
– Com você?! -Exclamou, surpresa- Você e o Malfoy j...
– Não, não... Comecei a falar com o Draco pouco depois da Pansy, então ela sentiu ciúmes, principalmente por ele fazer brincadeirinhas idiotas... Como no almoço esses dias atrás.
– Entendi... -As duas voltaram a comer.
– Ela acha que você e o Draco ficaram. -Astoria rompeu o silêncio pouco depois. Marine a encarou assustada e antes que pudesse pronunciar algum som se engasgou, tendo uma crise de tosses- Calma, respira! -Deu leves tapas nas costas da colega.
– Que idiotice. -Marine forçou uma risada, essa que não convenceu nem a ela mesma, principalmente depois de ter engasgado. Astoria percebeu, então resolveu mudar de assunto. Não gostava de se meter na vida das pessoas, ainda mais quando elas não estavam dispostas a falar.
Continuaram conversando normalmente -ou o mais possível- até a hora do almoço, ou melhor, até serem enxotadas da cozinha pelos elfos cozinheiros. Se encontraram com Blásio na entrada do Salão Principal e seguiram para a mesa da Sonserina. Nem sinal de Pansy ou Malfoy.
Riram durante quase todo o almoço, o clima ficava menos tenso quando a doninha e a branquela não estavam por perto. Embora Marine não chegasse a se antipatizar com Pansy, se sentia melhor sem ela. Ainda mais depois do que tinha acontecido na cozinha.
Hermione, Gina, Harry e Ron também estavam no salão, mas é claro, em suas mesas. Blásio contou que gostara de Hermione, e riu quando Marine disse novamente que ele e Gina se pareciam. Ao contrário de Malfoy, Astória e o moreno não tinham tanto preconceito com os grifinórios. Mas é claro que não deixavam de azucrinar os lufanos, segundo eles, a Lufa era a "casa dos restos". Marine era indiferente quanto a isso.
– E seu tesouro? -Blásio disse em certo ponto durante o almoço. Marine e Astoria o encararam confusas.
– Tesouro?
– A caixa que recebeu! -Falou rindo- O que é? -Ao contrário de Astoria, Blásio era curioso.
– Ah ta. -Riu Marine- Tinham alguns colares e anéis, e também um frasquinho de perfume. -Sorriu, preferindo não mencionar os galeões.
– Nada de carta? -Perguntou curioso.
– Também, veio um env... -Parou de súbito- Ah meu Merlin! Eu esqueci! -Exclamou, se levantando.
– Esqueceu o que? -Astoria indagou assustada.
– Já volto, me esperem aqui! -Marine saiu correndo em direção ao Salão dos Monitores, se lembrou de ter deixado o envelope com a carta encima de sua cama.
"E se a doninha pegar e meus pais estiverem escrito algo... Constrangedor ou..."
– Ai! -Seus pensamentos foram interrompidos. Havia esbarrado em uma menina que parecia ser do mesmo ano que o seu.
– Me desculpa. -Parou, a fitando -a garota era... esquisita- e voltando a andar, dessa vez mais devagar.
– Tudo bem. Ei! Você é monitora com o Draco não é? -Indagou alcançando Marine.
– Er... Sou. Por quê?
– Sabe onde ele está?
– No dormitório... Eu acho. -Forçou o sorriso, apertando os passos. A garota fez o mesmo.
– Sabe se ele está ocupado? Preciso falar com ele.
– Acho que não. -Chegaram no corredor do quinto andar.
– Ele se importaria se eu entrasse no dormitório dele? -Marine a encarou e a garota coçou a cabeça. Não estava com paciência para explicar que outros alunos não podiam entrar no comunal. Além de preferir que poucos soubessem que ela dividia o dormitório com a doninha.
– Acho que sim. -Parou em frente ao quadro que permitia a entrada ao salão- O-olha, eu chamo ele pra você, tudo bem? Espere aí. -A garota assentiu e se encostou na outra parede. Marine murmurou a senha, entrando.
O comunal estava vazio, correu para seu dormitório e soltou um longo suspiro de alívio ao ver que Malfoy ainda dormia, e seu envelope estava intacto. Se aproximou da cama, o pegando e colocando dentro da caixa. Não queria ler naquele momento, não enquanto a doninha poderia acordar e tomar-lhe o pergaminho.
Aproveitou para escovar os dentes, e, se lembrando da garota do lado de fora, acordou Malfoy.
POV Marine:
Me aproximei lentamente de sua cama, com receio toquei seu ombro.
– Malfoy... Malfoy levanta. -Sem resposta- Malfoy!!
– Hm? -Murmurou.
– Já é uma hora da tarde! Tem uma menina atrás de você na frente do comunal.
– Ta esperando o que pra mandar ela entrar? -Se virou, me encarando com aquela carinha amassada e...
– Malfoy, outros alunos não podem entrar aqui!
– Foda-se. -Respondeu ignorante, como sempre. Se sentou e começou a se espreguiçar, ah... Aqueles braços, por MERLIN!- Cuidado pra não babar.
– Não vou babar, Idiota. -Me virei de costas mordendo o lábio inferior. Aquele... Argh!
– Tem certeza, Carter? -Ficou de pé, me puxando contra ele. Estremeci por inteiro quando senti sua pele quente e macia tocar minhas costas, e aquelas mãos sobre minha cintura.
– M-malfoy... me solta. -Gaguejei, numa tentativa inútil de me soltar. Então, a doninha me virou de frente para ela, ainda me segurando.
– Confesse que gosta quando eu te pego.
– E-eu.. Não! É claro que não! -"Droga, para de gaguejar!" Malfoy deu uma apertada em minha cintura- PÁRA! -Gritei segurando seus braços.
– Sei que te deixo louca, Carter. -Me soltou- E você também sabe.–Me afastei.
– Cala boca, Malfoy! -Resmunguei me sentando.
– Vai ficar ai? -O encarei- Ah é claro, você quer me ver trocar de roupa. -Abaixou as calças, me levantei de súbito, mesmo que pudesse ser uma visão privilegiada, não gostaria de ver a doninha somente se cueca.
– Idiota... -Caminhei até a porta, no meio do caminho escutei a doninha murmurar um "criança"- Eu? -Me virei, o encarando, fingindo estar ofendida.
– Tem mais alguma nesse quarto? -Indagou sarcástico.
–Tudo o que vejo é uma doninha loira. -Saí rindo.
– VAI SE FODER, CARTER! -Gritou, ri mais ainda.
Me joguei no sofá, tentando me acalmar. Eu estava totalmente "bagunçada". Hora sentia raiva, outra, pena. Não poderia e nem queria admitir que as vezes... Só as vezes, quase nunca, sentia... Desejo. Já não poderia dizer o mesmo sobre Malfoy. Tudo o que parecia sentir por mim era raiva. Mas nas duas vezes que ficamos... Não sei. Por um momento, ele parecia...
– Nãao... -Balancei a cabeça tentando afastar aqueles pensamentos- Blásio, Astoria... Que merda! -Havia me esquecido deles, me apressei em sair do comunal, assim que coloquei o pé pra fora, a garota veio ao meu encontro.
– E então?! -Disse ela animada, parecendo não ter se importado com a demora.
– Ele... Ele disse que está vindo, só foi trocar de roupas. -Forcei um sorriso.
– Ótimo! -Sorriu mais ainda, ela tinha a boca grande...
– Eu vou... Se importa de esperar sozinha aqui? -Indaguei receosa.
– Claro que não, até prefiro!
– Certo, até mais... -Comecei a caminhar.
– Girodna.
– Que? -Me virei, a encarando.
– Girodna Comcall, meu nome. -Sorri forçado, novamente- O seu é Marine Carte, não é?
– Carter. -Sorri, tentando parecer simpática- Agora tenho que ir, tchau. -Acenei já caminhando, a garota acenou de volta- Eu hein... -Murmurei quando já havia me afastado, antes de virar o corredor olhei pra trás, e a tal Girodna estava sentada no chão.
Quem era aquela menina? Ela me parecia familiar, só então me dei conta de tê-la visto na sala de aula, que estranho. O que ela queria com Malfoy?
– Não é da sua conta, Marine. -Falei à mim mesma. Não me permitiria ter interesses pela vida da doninha. Tudo o que podia sentir por ele era no máximo... Amizade.
Antes mesmo de entrar no Salão Principal, dei de cara com Blásio e Astoria indo para o jardim. Conferi as horas e eram 13:27h/01:27PM. Me lembrei do convite de Mione e tive uma ideia: Juntar Astoria e Blásio com os grifinórios. Sorri, correndo para alcançá-los.
POV Pansy:
Tudo o que tinha era raiva, raiva e inveja. Tinha raiva por ter inveja. Marine Carter, mal chegou na escola e já se tornou monitora, e o pior, com o MEU Draquinho.
Na noite anterior quando aquela sem-graça foi nomeada a raiva me tomou na mesma hora. Todos os meus amigos apoiando aquela cretina! Se ela não se metesse com o Draquinho, eu poderia até aceitar a ideia de ser monitora, mesmo tendo ROUBADO o meu lugar.
Cheguei na cozinha atrás de Astoria pra poder desabafar, e a encontrei rindo junto com Marine. Discuti com a novata infeliz, e virei a cara para Astoria. Ela havia me traído!
Saí de lá mais nervosa que entrei, espalhei que eu terminei com o Draquinho. E ele viria tirar satisfações, então, teria a oportunidade perfeita pra mostrar que eu era mulher o suficiente pra ele, e não aquela... Novata ridícula.
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