Notas iniciais
Boa Leitura!

POV Marine:

Era só o que me faltava! Meu dia já estava sendo um grande infortúnio por causa do Malfoy e agora sou obrigada a ficar duas horas de detenção com ele?!

– Merlin, estou pagando pelos pecados da minha família inteira? -Perguntei enquanto caminhava pelo corredor. Minhas mãos quase relavam no chão com o desânimo que andava.

Deveriam ser umas 17:10h/05:10PM, só teria aula novamente as 18h/06PM. Então resolvi escrever para os meus pais, afinal, desde que cheguei em Hogwarts não havia dado notícias à eles. Fui até o dormitório e peguei um pergaminho, tinteiro, pena e envelope. Iria escrever ali mesmo, mas duas meninas -que eu não conversava nada mais além de "oi" e "tchau"- estavam conversando na cama ao lado da minha, sendo assim preferi escrever no Salão Comunal.

Me sentei em um dos sofás e, apoiando o pergaminho em um livro, comecei escrever:

"Hogwarts, 03/08

Nunca sei como começar uma carta, devem ter percebido isso no meu primeiro ano em Groxon. Mas aqui estou! Oi pai, mãe, vovó. Como estão? Eu estou ótima." Tirando os infortúnios do Malfoy "As coisas vão muito bem por aqui, já fiz novos amigos. Blásio, Pansy, Astoria, Luna, Gina, Hermione, Harry e Ron. Todos são muito legais e cada um tem uma característica que lembra um pouco os amigos do Brasil. Fui selecionada pra Sonserina!" Culpa do chapéu tagarela "Pensei que continuaria na Grifinória, mas, as coisas mudam. Fui muito bem recebida por todos." Menos pela doninha quicante "As pessoas não são TÃO calorosas como no Brasil, mas com o tempo elas se abrem e passam a confiar em você. Fui à Hogsmeade com Blásio, Pansy e Astoria " a doninha quicante também foi "Como tinham me contado, é um vilarejo muito gostoso pra passar o tempo!
Por hora é isso, estou somente a cinco dias aqui,"
e já fiquei com o Malfoy, mas tudo contra minha vontade , e também acabei de levar uma detenção "então não tem muito o que contar. Mas procurarei escrever sempre que puder.
Mil beijos e abraços!
Amo vocês!
Marine."

Terminei de escrever e a re-li umas duas vezes antes de passar à limpo. Preferi não citar a incrível loira do Malfoy, porque não tinha motivos. Desde o ocorrido -que prefiro nem nomear- na torre, ele vinha me ignorando. Toda vez que nossos olhares se cruzavam aquela doninha revirava os olhos e desviava o olhar. O que é? Ele estava achando que eu estava AFIM dele é isso? Porque ele estava me tratando como ele tratava a Pansy!

– Dane-se. -Murmurei me ajeitando no sofá. Não ia ficar perdendo meu tempo pensando...

Meus pensamentos foram interrompidos. Justamente naquele momento, Malfoy entrou pela passagem com Pansy pendurada em seu pescoço -como sempre-.

– Ah Draquinho, vou ficar linda pra você na festa de hoje! -Falou acariciando o braço dele- Nós vamos ficar juntinhos, não vamos?

– Se liga Pansy, meu tempo contigo já acabou! -Respondeu caminhando até a porta do dormitório, me ignorando completamente.

– Não acabou não! -Correu pra perto dele- Nós formamos um casal perfeito! -Nessa hora segurou o rosto da "doninha" com as duas mãos e roubou um selinho.

– SAI, GAROTA! -Reagiu a empurrando e limpando a boca com as costas da mão- SE ENXERGA, PARKINSON, EU NÃO QUERO NADA COM VOCÊ! -Bateu a porta na cara da branquela. Confesso que soltei um risinho com aquela cena.

– Draquinhoooooo! -Pansy batia na porta com aquela voz manhosa, fazendo biquinho e se esperneando- Draquinho, abree!

– VAI SE FODER, PARKINSON! -Malfoy gritou de dentro do dormitório.

Pansy, que até então parecia não ter me notado, se virou e quando me viu encarando-a pigarreou, voltando à pose de sempre.

– O Draquinho é um bobo! Aposto que ele ainda gosta de mim! -Disse se sentando no sofá de frente ao meu- Fiquei sabendo que sua pesquisa de Astronomia foi com ele. -Me fitou de cima a baixo- O que fizeram?

– N-nada... -Respondi voltando à olhar para o pergaminho- Quer dizer, só fizemos a pesquisa e saímos. -A encarei forçando um sorriso- Por que?

– Quando eu perguntei, Astoria contou que você chegou tarde. Por que? -Perguntou ignorando completamente a minha pergunta.

– Credo Pansy! -Exclamei fingindo espanto, ela se assustou- Você não esta achando que eu e ele... Está? -Não respondeu, apenas continuou me encarando assustada- Porque se está é melhor parar, eu detesto aquela doninha! -Fiz uma careta, essa parte era verdade, eu realmente o detestava. Pansy voltou a exibir aquele sorrisinho nos lábios.

– Nãão, Marine! -Falou meio que "aliviada"- Até que te dou razão pra detestar o Draquinho. Ele beija muito mal! -Sussurrou a última frase e saiu rindo.

– Queria um namorado que me beijasse tão mal quanto ele... -Murmurei automaticamente- Merlin! Cala a boca! -Retruquei à mim mesma dando um tapa na minha própria cara, percebendo o que havia acabado de dizer. É claro que não podia negar que a "doninha" beijava bem, e MUITO. Mas não iria me permitir ao inconveniente, de ficar pensando nisso, simplesmente por se tratar dele.

Me re-ajeitei no sofá e passei a carta à limpo. Dessa vez, sem interrupções.

[...]

O sinal das 18h/06PM foi ouvido, já havia colocado a carta no envelope e o selado. Peguei meus materiais e segui para aula dupla de Poções. O Professor Snape era do tipo que te assustava com um simples olhar. Disseram que ele pertenceu à Sonserina, e por isso, raramente nos punia. Ao contrário dos alunos da Grifnória, aos quais ele vivia tirando uma. Eu particularmente gostava dele, até agora não havia me dado motivos para passar a detestá-lo como professor.

– Página 395! -Esbravejou entrando na sala em passos duros, com a capa que vivia esvoaçando atrás dele.

Algumas pessoas riram, mas logo se conteram.

– Professor Snape... -Um aluno da Grifnória levantou a mão.

– Pagina-trezentos-e-noventa-e-cinco. -Ditou com sua voz grave e firme, fitando o aluno por trás dos cabelos negros.

– Antes era noventa e quatro, agora é cinco. -Outro aluno cochichou e mais pessoas riram. Eu não estava entendendo nada. Snape apenas apontou sua varinha para o livro do garoto que com um estouro abriu na página 395. A sala se calou de imediato. Continuei sem entender.

[...]

Fora esse ocorrido -estranho- as aulas passaram normalmente. Severus nos prendeu na sala até que o sinal das 20h/08PM fosse ouvido, mesmo que já tivéssemos terminado os experimentos.

Estava faminta, então, assim que ele deixou que saíssemos fui direto para o Salão Principal. Como a sala de Poções ficava nas masmorras, aproveitei pra deixar meu material antes de subir.

– Marin! -Escutei alguém me chamar assim que pisei no salão — Marin aqui! -Procurei, era Gina gritando da mesa da Grifnória, Hermione acenava. Caminhei até elas.

– Oi, Marine. -Ron disse sorrindo com a boca cheia de arroz.

– Oi, Ron. -Respondi rindo.

– Senta! -Gina me puxou pra baixo com tudo, caí sentada e ela riu.

– Não tem graça, Ginevra! -Harry e Hermione riram da expressão da ruiva.

– O que não tem graça é você me chamar de Ginevra! -Sussurrou fazendo uma careta.

– Então é verdade que você tem um encontro com o Vítor? -Hermione perguntou com um sorriso malicioso no rosto.

– Gina! -Dei um tapa na ruiva que riu- Não Mione, não é bem um encontro -Me voltei para a castanha- Ele só queria saber se eu iria na festa de hoje...

– Sei...

– É sério gente! -Falei corando com o jeito que eles me olhavam- Só não chamo vocês porque o negócio é só pros sonserinos, caso contrário...

– Eu não iria do mesmo jeito. -Harry interrompeu, me fazendo rir.

– Nem eu, Sonserina... Pfff -Ron revirou os olhos.

– Ronald! -Gina jogou um pedaço de frango no irmão- Eu iria, só tem gatos naquela casa! -Falou fitando a mesa da Sonserina. Ri.

– Se controla, Gina! -Hermione riu revirando os olhos.

Continuamos conversando durante toda a ceia, Harry sempre zoando a Sonserina e Ron falando mal. Eu não ligava, eles não tinham nada contra mim, já contra o Malfoy, não poderia dizer o mesmo.

Depois da ceia, os quatro me acompanharam ao corujal. Entreguei a carta à Miush -minha coruja-. Fiz um carinho na cabeça dela, que logo saiu voando em direção à Londres. Então seguimos para o jardim, a noite estava fresca e conversamos por um bom tempo.

[...]

– Ah, aqui está você! -Astoria chegou atrás de mim.

– Oi Oi! -Falei jogando a cabeça pra trás, na intenção de vê-la- Gina, Hermione, Harry e Ron essa é Astória.

– Oi Astoria. -Disseram em conjunto.

– Credo gente, estão parecendo criancinhas do primeiro ano! -Falei rindo, eles riram em seguida.

– Oi pessoal. -Astoria os cumprimentou, também rindo- Marine! São onze horas, a festa começa as onze e meia! -Falou cutucando minhas costas com o pé. Ron revirou os olhos.

– Nossa! -Exclamei- Tinha esquecido...

– Você vem? -Perguntou- Eu e Pansy vamos nos arrumar juntas. -Dessa vez os quatro soltaram um risinho, eu me segurei pra não rir junto.

– Vou sim. -Falei me levantando- Vou indo. A gente se vê amanhã. -Encarei os quatro.

– Tchau Marine. -Disse Harry.

– Até amanha. -Rony.

– Aproveita a festa! -Mione sorriu.

– Aproveita MEESMO! E depois me conta! -Gina falou com um sorriso malicioso e deu uma piscadela.

– Gina! -Corei- Ok gente, até amanhã, boa noite!

– Tchau pessoal! -Astoria disse me puxando.

[...]

– Mal posso esperar até o Draquinho me ver! -Pansy disse enquanto subíamos para o banheiro.

– Gente, não precisava ser uma roupa específica não né? -Perguntei.

– Não fofa, é que todo mundo já viu nossas roupas. Então resolvemos comprar roupas novas! -A branquela respondeu piscando.

– Quero ver como vai ser essa festinha! -Astoria falou animada.

– Só a Sonserina que faz? — Perguntei novamente.

– Hoje é. Como temos que usar a Sala Precisa, não tem como todas as casas fazerem no mesmo dia. -Respondeu- Todo mês tem essas festas.

– Toda casa faz?

– Sim! No primeiro fim de semana, a Sala Precisa é da Sonserina, no segundo da Grifnória, terceiro Corvinal e no quarto, da Lufa.

– Entendi. E...

– Nada de mais perguntas fofa! -Pansy me interrompeu, ela continuava com o "fofa" que tanto me irritava- Quando nós chegarmos lá, você verá!

– Tá bom, tá bom! -Falei levantando as mãos. As duas riram.

Chegamos no banheiro e cada uma foi para uma banheira. Mas espera, não tinha nenhum tipo de biombo, nem nada pra dar privacidade.

– Espera... -Falei quando as duas já iam se despindo- Não tem alguma coisa pra tampar as banheiras? -As duas se entreolharam rindo.

– Não Mari, somos meninas. Não tem nada de mais! -Pansy respondeu tirando o sutiã. Me virei de costas imediatamente. Riram novamente- Vai dizer que nunca viu seus peitos no espelho? -Perguntou ainda rindo.

– Vi. Peitos não são problemas, o negócio é lá embaixo -Respondi me virando, as duas estavam sem as roupas e entravam em suas banheiras. Não vou dizer que não olhei, até porque se duas colegas suas estão peladas na sua frente, não é porque você não é lésbica que não vai olhar. Pansy não tinha quadril, seus seios eram normais. Já Astoria tinha quadril demais pra peitos de menos. E bem, as duas eram depiladas "lá embaixo".

– Lá embaixo é normal! -Pansy continuou rindo- Você não se depila?

– Parkinson! -Astoria a repreendeu- Olha, ao contrário da Pansy, eu te entendo. Nós não temos vergonha uma da outra porque fazemos isso desde os onze anos. Então se você quiser a gente toma banho e sai, pra você tomar o seu sozinha. -Que fofa!

– Astoria, você foi tão meiga agora, que se não estivesse pelada eu te abraçaria. -Falei sorrindo, as duas gargalharam- Tudo bem... -Suspirei- Eu tento, mas não riam de mim!

– Não vamos! -Falaram juntas.

– E eu me depilo sim, Pansy! -Riram novamente.

Mesmo com vergonha tirei minha roupa, as duas que já estavam nas banheiras não olharam muito, agradeci mentalmente.

– Belos peitos Marin! -Pansy disse assim que eu entrei na água, me fazendo corar. Astoria riu. Joguei água nas duas.

[...]

Depois do banho -meio tenso-, colocamos nossas roupas [Astoria, Marine e Pansy respectivamente http://www.polyvore.com/cgi/set?id=91764865] e as segui para o corredor onde estava a tão esperada Sala Precisa. Astoria passou três vezes em frente a uma parede murmurando "Sparty", até que uma passagem surgiu e entramos.

O lugar era -desculpem pelo palavreado- fodasticamente foda! As paredes e o chão eram de um preto aveludado, no teto alto haviam luzes, lasers e projeções de todos os tipos e cores.

O ambiente era um pouco esfumaçado e seu cheiro mudava de "floresta úmida" para "loja de doces". Em um canto havia um balcão de cristal com vários tipos de bebida que se misturavam sozinhas. Em outro canto vários sofás e puffs enormes, por incrível que pareça uma piscina super azul e iluminada estava no meio da sala. Portas indicavam banheiros e quartos e no canto oposto ao do balcão de bebidas havia um balcão com mais doces do que todas aquelas pessoas conseguiriam comer. Havia bastante gente, acho que não só da Sonserina.

– Veem! -Pansy gritou com sua voz abafada pela música alta, puxando eu e Astoria para "dentro" da festa.

Eu ainda estava tímida pra começar a dançar -ao contrário de Pansy-, então fui me sentar em um dos puffs com Astoria. Estávamos conversando/gritando (por causa da música), ria das observações que ela fazia sobre os meninos de lá. Gina tinha razão, a maioria era bonito.

– E não é que você veio mesmo?! -Olhei pra cima e Vítor me encarava com aquele sorriso maravilhoso no rosto- Quem é sua amiga? -Apontou pra Astoria.

– Astoria Greengass. -Respondi.

– Não entendi! -Falou se sentando ao meu lado.

– Astoria Greengas! -Repeti sorrindo.

– Prazer, Astoria! -Pegou na mão dela e beijou, como tinha feito comigo.

Por um momento ficamos em um silêncio constrangedor, até que Astoria se levantou:

– Eu vou ali... Vou... Depois a gente se vê, Marine! -Saiu dando uma piscadela, sorri corando.

– Que sorriso lindo... -Vítor falou pegando com delicadeza em meu queixo, meu MERLIN!! Me senti corar por inteiro.

– Obrigado. O seu... Seu sorriso também é muito lindo. -Olhei pra ele ainda sorrindo, minha vontade era esconder a cara de tanta vergonha.

– Obrigada. -Se arrastou pra mais perto- Você está muito bonita... –Falou em meu ouvido, depositando um beijo no lóbulo da minha orelha, um arrepio percorreu minha espinha- E cheirosa... -Beijou meu pescoço. Nesse momento eu levantei com tudo.

– Eu... Vou... É... Vou pegar uma bebida! -Ele assentiu sorrindo e relaxando no puf.

Corri para o balcão de bebidas, mas não havia um "barman" e eu não fazia a mínima ideia de como pegaria uma bebida.

– Droga! -Murmurei- Por que eu tenho que ser tão idiota?

– Relaxa! -Astoria chegou do meu lado rindo.

–Astóória!! -Falei a abraçando- Que alívio ver você aqui!

– Calma Marine! Isso tudo por causa do Vítor?

– Quase, a outra metade é porque não sei como faz pra pegar bebida, e eu falei pra ele que ia pegar bebida e se eu não chegar lá com uma bebida ele vai achar que eu sou uma idiota e...

– Ei! Relaxa! -Tampou minha boca com a mão- Primeiro, pra pegar a bebida é só você falar o que quer. Olha: -Se virou para o balcão- Rum De Groselha. -Uma garrafa com um líquido avermelhado se despejou em um dos copos- Viu?

– Tá. E o Vítor? -Ela riu.

– Ah, o Vítor... Ta vindo aí, tchau! -Falou olhando para o lado dos puffs e se afastando.

– Astória! -Falei desesperada. Mas logo senti uma mão afastando meus cabelos e alguém beijando novamente meu pescoço. Me virei, era ele mesmo.

– Você demorou pra voltar e eu vim ver o que estava acontecendo! -Sorriu- Agora vem, vamos sentar em algum lugar.

–Me puxou pelas mãos até o puff que estávamos antes.

– A-ah eu... -Comecei a falar assim que sentamos.

– Shhh... -Tampou minha boca com o dedo indicador. Se aproximou, me beijando.

O beijei de volta, mas não estava à vontade com aquela situação, ele passava a mão pela minha coxa e me apertava. Estava indo muito rápido, várias vezes tentou colocar a mão nos meus peitos mas eu o impedia. Ele não beijava bem, não como... Como o Malfoy...

– Ai! -Falou se afastando com a mão na boca- Você me mordeu sabia?!

– A culpa não é minha se você não sabe beijar! -Me levantei nervosa.

– Ei, calma princesa. -Se levantou parando na minha frente- Vamos continuar de onde paramos. -Pegou na minha cintura me trazendo pra mais perto dele- Ali no quarto... -Beijou meu pescoço.

– O que?! -Falei me afastando- Você não está achando que eu vou transar com você, está?

– Como assim? Achei que estivesse afim! -Falou parecendo desapontado, cade o cavalheiro da biblioteca?

– Quem você pensa que eu sou?! Você nem me conhece direito! -Revirou os olhos.

– Pensei que não fosse tão infantil, isso que dá tentar ficar com uma criança! -Disse saindo nervoso.

– APRENDE A BEIJAR PRIMEIRO! -Gritei enquanto ele se afastava, algumas pessoas olharam na minha direção- Idiota! -Me joguei no puff nervosa.

– Só você hein Marine! -Astoria chegou e se sentou do meu lado- Assisti tudo de longe e vou te contar... Você é uma das poucas que dispensaram o Vitão.

– Ele queria transar comigo! E nem beijava tão bem assim...

– Achei que conhecesse o tipo. -Disse rindo.

– Cheguei essa semana, não deu tempo! -Falei rindo também.

[...]

– Cade a Pansy ? -Perguntei depois de um tempo em silêncio.

– A Pansy eu não sei, mas o Draco acabou de chegar. -Respondeu fitando a entrada da festa.

Olhei e vi a "doninha quicante" entrando. Blásio veio logo atrás.

– Ótimo, mais um pra estragar a festa. -Falei me virando, Astoria riu.

– Bom, você eu não sei. Mas eu vou ali pra perto da piscina, acabou de sair um anjo de lá. Amo anjos molhados! -Saiu ainda rindo, ri também.

[...]

Fiquei por um bom tempo "sozinha". Me arrisquei a tomar uma pequena dose de Whisky De Fogo, apenas pra relaxar. Pansy, como previsto ficou o tempo todo em cima de Malfoy, mas parou logo que ele disse que ela estava parecendo um "pimentão vermelho" com aquele vestido. Fiquei sabendo disso porque ela veio chorando me contar. Confesso que fiquei com dó no começo, mas também dei um "bem-feito" mentalmente.

A "doninha" se agarrou com várias meninas pela festa, tudo sobre o olhar raivoso de Pansy, que grudou em mim. Astoria ficou com o "anjo molhado" dela, ele não parecia ser da Sonserina, mas eles até que combinavam. O idiota do Vítor, pelo que vi, levou duas meninas de uma vez para o quarto. Não me espantei mais, afinal agora "conhecia o tipo", e me manteria o mais longe possível.

[...]

Eram umas 03:28h/AM. Pansy e Astoria já tinham saído da festa, quando um menino muito lindinho veio conversar comigo.

Conversamos por um bom tempo sobre assuntos aleatórios, mas não perguntamos o nome um do outro. Apenas, conversamos. Ele era muito legal e parecia ser inteligente. Quando fomos nos despedir, me deu um beijo. Não teve língua, nem mãos. Foi apenas um beijo doce e calmo. Acontece que no meio deste eu abri os olhos, Malfoy me encarava enquanto uma menina magricela tagarelava ao lado dele, que parecia não prestar atenção. Voltei a fechar os olhos, era estranho beijar de olhos abertos, ainda mais quando a "doninha quicante" assistia com cara de nojo.

Assim que o menino saiu, Malfoy puxou a menina magricela e a beijou, como se estivesse fazendo isso de propósito, pra eu ver. Confesso que senti raiva, mas não por está-la beijando, e sim por fazer isso quando eu estivesse olhando. Revirei os olhos e fui me sentar com Blásio, que estava sozinho.

– Fiu-fiu hein? -Falou me fitando.

– Você está bêbado Blásio, fica quieto. -O moreno riu.

– Nem tanto... Mas eae, curtindo a festa? Pegou geral?

– Ô se peguei! Até perdi a conta! -Respondi rindo- E você?

– HAHAHA! To sabendo. Eu devo ter ficado com umas aí...

– Umas...?

– Cinco. -Riu.

– Hmmmmm, safado! -O cutuquei rindo- Blásio, vou indo nessa, já são quatro horas e amanhã tem detenção as dez. -Fiz biquinho.

– Vai, lá senhorita detenção. Vou ficar mais um pouco. -Disse fitando uma menina do outro lado.

– Entendi. -Falei sorrindo maroto.

– Ei! É melhor ir pela passagem, se o Filtch te pegar pelos corredores a essa hora você se ferra.

– Que passagem? -Indaguei.

– No final desse corredor tem um quadro de uma mulher segurando um gato preto, chega na frente do quadro e diz "Asnice", o túnel leva até a sala de Poções. E de lá você sabe como chegar no comunal.

– Valeu Blásio! -Disse já saindo da sala.

O corredor estava escuro, não conseguia enxergar um palmo na minha frente.

– Lumus! -Sussurrei segurando a varinha.

Caminhei procurando o tal quadro, depois de alguns minutos o encontrei.

A mulher segurava o gato que parecia estar contrariado, assim que eu apontei a varinha ela tampou o rosto escondendo-o da luz e o gato pulou de seu colo.

– Asnice. — Como Blásio disse, havia um túnel. Entrei.

–Knox. –Haviam velas iluminando toda a passagem fria, que se perdia de vista em uma curva.

Caminhei por uns dez minutos, havia goteiras e teias de aranha por toda a parte. Então dei de cara com o "fim do túnel". Empurrei a "parede" que se abriu. Saí de dentro de uma espécie de armário dentro da Sala de Poções. Segui para o Salão Comunal da Sonserina.

Notas finais
Obs: As frases que não estão em itálico, não foram colocadas na carta que Marin enviou aos pais. Agradeço pelos comentários! Continuem comentando ^^ Beijoos