Notas iniciais
Oe oe oe oe oe! Boa Leitura!

Assim que Marine se deitou em sua cama começou a rir sozinha. É claro que baixo, outras meninas -além de Pansy e Astoria- dormiam. "Primeiro, o menino que tanto detesto, me beija. Segundo, pego detenção junto com ele. Terceiro, um menino que eu mal conhecia, tinha segundas intenções comigo e Quarto, conheci um menino muito fofo que não sei o nome e nem a casa à qual pertence. Tudo isso em CINCO dias!" Pensou se virando de bruços e enfiando a cara no travesseiro.

– Marine? -Reconheceu a voz de Astoria.

– Hm?

– Está tudo bem? -Cochichava rindo.

– Sim... Eu acho. -Riu de volta.

– Vai dormir. Ta tarde!

– Me deixa, Astoria, estou filosofando sobre o dia de hoje... AI!–Sentiu um travesseiro bater em sua cara.

– AU! -Astoria também fora atingida.

– Vão dormir vocês. -Pansy resmungou rouca.

– Boa noite pra você também, Pansy! -Marine retrucou tacando o travesseiro de volta se ajeitando debaixo do cobertor.

– Astoria, devolve. -Pansy falou depois de um tempo em silêncio.

– Devolver o que? -Indagou rindo.

– Devolve! Estou falando sério, me devolve. -Repetiu irritada.

– Ih Parkinson, você bebeu demais! -Astoria jogou o travesseiro.

– Problema meu. Agora me deixa...

– Shhhhh! -Marine chamou a atenção das duas.

– Vai se ferrar, Marine! — Pansy murmurou.

– Eeee, dá pra parar? — Reclamou Astoria.

– O que deu em vocês hoje? -Marine indagou levantando a cabeça do travesseiro, o que não adiantou muita coisa, pois estavam numa completa escuridão.

– Na Pansy deu TPM. -Astoria falou rindo.

– Calem a boca, quero dormir!

– Não sei vocês, mas eu vou dormir e é agora. -Marine falou se virando- Abbafiato. -Com um movimento de varinha, entrou em completo silêncio, sentindo suas pálpebras se fecharem sem consentimento.

[...]

– Marine! -Ouviu uma voz distante- Marine! -Estava ficando mais próxima- MARINEEE!

– MUITO PERTO! -Gritou dando um pulo da cama. Astoria ria.

– Acho que a festa de ontem não te fez muito bem. -Falou ainda rindo.

– Argh... Astória, são nove e meia da manhã, me deixa dormir! -Caiu com o travesseiro na cara.

– Até gostaria, mas você tem detenção daqui a meia hora, esqueceu? -Não respondeu- Marine!

– O que é? -Falou levantando a cabeça.

– Detenção... -Riu.

– É engraçado pra você, né?! -Disse, tacando um travesseiro- Quero ver quando acontecer contigo... -Se levantou, pegou uma troca de roupas entre outras coisas e colocou tudo em uma bolsa.

– Nunca vai acontecer! -Astoria respondeu mostrando a língua.

– Engraçadinha... Vou tomar banho e ir, lá pro meio dia eu volto. -Disse saindo do quarto.

– Isso se o Draco não te comer na floresta...

– Astoria -Chamou, e assim que a garota olhou, Marine mostrou o dedo.

– Besta. -Falou rindo.

Marine saiu do dormitório e não havia ninguém no Salão Comunal. "Todo mundo dormindo, enquanto eu sou obrigada a ir pra detenção com a doninha oxigenada" Pensou revirando os olhos. Seguiu para o banheiro e tomou um banho rápido. Não queria correr o risco de ganhar mais tempo de "castigo", por atraso.

Vestiu uma regata rosa, que ia até o quadril e uma bermuda jeans, até os joelhos. Calçou um all star velho, amarrou o cabelo em um rabo de cavalo alto, deixando a franja desfiada solta, escovou os dentes e saiu do banheiro o mais rápido que pode. Passou na cozinha pegando duas maçãs e as enfiou na bolsa.

Assim que saiu do castelo, dando a volta, avistou Malfoy encostado em uma das pedras que davam vista para a cabana de Hagrid. Respirou fundo enquanto se aproximava. Incrível como ele conseguia irritá-la sem ao menos fazer algo.

– Malfoy? -Chamou.

POV Draco:

Depois de quase ter dormido nessas pedras por causa daquela novata, decidi evitá-la o máximo possível. Mas por infelicidade da merda do destino, a estúpida da Sinistra resolveu nos dar detenção por ter mexido no projetor da Torre. Isso não teria acontecido se eu não tivesse... Se eu não tivesse beijado aquela... Carter...

– Malfoy? -Reconheci a voz, era a novata idiota. Me virei e ela carregava com uma bolsa enorme.

– Isso não é um acampamento, Carter. -Falei me virando e começando a descer o morro em direção à casa do... Esquisito.

– Olha, eu não sei como vai ser lá então eu só estou me prevenindo ok? -Respondeu descendo logo atrás de mim. Antes que eu tivesse tempo de responder, escutei um baque. Me virei e vi a idiota sentada, ela havia escorregado.

– Não acredito que eu perdi essa! -Falei rindo- Isso vai ser divertido.

– Só se for pra você, Malfoy! Não tem graça nenhuma! -Resmungou se levantando e tornando a caminhar. Revirei os olhos e continuamos em silêncio até a cabana.

[...]

Depois de ter batido na porta -se é que se pode chamar assim- várias vezes, e o barbudo não ter dado sinal de vida, resolvi voltar para o castelo.

– Na onde você vai?! -A novata perguntou estupefata.

– Não é da sua conta, Carter. -Respondi sem olhar pra trás.

– Malfoy! -Continuei andando- Malfoy volta! -Não dei atenção- Oi, Hagrid!

– O que?! — Me virei, o barbudo saía de dentro da floresta.

– Bom dia, senhorita Marine, bom dia Draco. -Hagrid dizia em meio aquele monte de barbas. Revirei os olhos e voltei para perto dos dois.

– O que temos que fazer? -Perguntei sem entusiasmo.

– Vocês vão colher frutas perto do riacho.

– Como é?! -Me irritei- Viemos aqui pra servir de empregadinhos para uma coisa que VOCÊ deveria fazer?

– É isso ou limpar o corujal. -Respondeu calmo.

– Colher frutas é ótimo! -Puxei Carter a arrastando pra dentro da floresta.

– Pro outro lado! -O esquisito gritou. E então mudei a direção dos passos, ainda irritado.

– Malfoy! -A novata resmungou.

– O que é, Carter? -Continuei sem olhar pra trás.

– Malfoy, meu pulso ta doendo! -Só então percebi que ainda a puxava.

– Fraca... -Retruquei soltando-a. Não respondeu, apenas bufou atrás de mim.

[...]

– É seguro esse lugar? -Perguntou depois de termos adentrado a floresta.

– Não. -Respondi ainda caminhando.

Chegamos perto de um riacho de água transparente. Era bonito até. Olhei ao redor e não se via nada além das árvores e do próprio riacho.

– Você já veio aqui antes? -Colocou a bolsa no chão se sentando em um tronco tombado.

– Sim. -Examinei o lugar.

– Fazer o que?

– Eu... Por que quer saber? Não era nem pra eu estar aqui com você!

POV Marine:

Que garoto... Arrghh! Eu estava tentando deixar um clima menos tenso e ao invés dele cooperar só piorava as coisas. Mas também, era nada mais que Draco doninha oxigenada Malfoy que estava ali.

– Porque sim. -Respondi caminhando até o riacho.

– Não é da sua conta, Carter. -Deu de ombros.

– Grosso.

– Irritante. -Murmurou pouco depois.

– Fuinha.

– Sem graça.

– Ignorante.

– Infantil. -Escutei uma risadinha e quando me virei, aquela "doninha" estava fuçando na minha bolsa.

– Malfoy! Para de mexer! -Gritei.

– Olha só o que temos aqui... -Falou tirando meu sutiã de dentro da bolsa. Sorte que era novo e...

– Tira isso! -Esbravejei quando ele vestiu o sutiã por cima da roupa.

– Ui ui ui, eu sou a Carter, vim do Brasil e quero transar. -Disse, fazendo uma imitação ridícula da minha voz.

– Deixa de ser criança, Malfoy! -Falei tentando não rir, ele não podia pensar que eu achava graça naquilo.

– Isso aqui é sexy demais pra você, Carter. -Resmungou tirando o sutiã e o fitando.

– O que quer dizer com isso? -Perguntei irritada.

– Que não serve pra você usar. -Deu um sorriso sarcástico e se levantou ainda com o sutiã nas mãos.

– Malfoy... Nem pense... -Falei me aproximando lentamente.

– Nem pense no que, Carter? -Levantou uma sobrancelha com um sorrisinho nos lábios.

– Malfoy... Coloca isso dentro da bolsa. -Continuei me aproximando.

– Me obrigue.

– O que você vai fazer com isso? -Parei quando ele levantou a mão.

– Uma doação. Vai que um centauro fêmea aparece aqui precisando de um desses? -Disse caminhando para perto de uma árvore.

– Malfoy, NÃO. -Hele havia jogado o sutiã pra cima, esse que ficou enroscado em um galho, balançando.

– Com certeza está melhor lá do que em você -Disse em meio à gargalhadas.

– Aaaaarghhhhhh EU VOU TE MATAR! -Gritei correndo pra perto dele, que segurou meus pulsos com uma só mão, me deixando mais frustada ainda.

– Você, me matar? Tem certeza, Carter? -Disse colocando a outra mão no topo de minha cabeça, deixando claro que eu não chegava aos seus ombros. Revirei os olhos.

– Me solta! -Gritei puxando meus braços.

– Calminha. -Me soltou ainda rindo. Nesse momento o empurrei o fazendo tropeçar no tronco e cair sentado no chão- Você tem algum problema mental garota?!!

– Com certeza está melhor aí do que de pé! -Falei rindo, o imitando.

– Ha-Ha-Ha muito engraçada. -Retrucou se levantando e limpando a calça.

– Mais que você eu sou. -Peguei minha bolsa e comecei a andar por entre as árvores.

– Aonde pensa que vai? -Perguntou ainda no mesmo lugar.

– Vou embora, não sou obrigada a ficar aqui te aguentando. –Falei o encarando.

– É mesmo? -Cruzou os braços- Boa Sorte.

Droga, o que eu estava fazendo? Não sabia o caminho de volta. E se aparecesse alguma criatura que eu não soubesse como tratar? Odiava admitir, mas sem a doninha eu estaria ferrada. Revirei os olhos bufando e taquei a bolsa no chão.

– Escuta aqui, Malfoy. Você vai pegar aquele sutiã e me devolver. Caso contrário...

– Caso contrário? -Repetiu com um sorrisinho irônico nos lábios.

– Caso contrário eu conto pra todo mundo que você me beijou na torre. Satisfeito? -Agora era eu quem sorria.

– Como é?! Você está me ameaçando, Carter? -Falou se aproximando- Pode contar, conta! Mas conta que você gostou e me beijou também!

– Só quero meu sutiã de volta. -Cruzei os braços revirando os olhos- Mas se for preciso eu conto e é melhor não testar pra ver.

– Eu não alcanço aquela porcaria de galho! -Esbravejou.

– Você vai me levantar. -Me arrependi no segundo seguinte após ter dito essa frase. Malfoy caiu em uma crise de risos, que me pareceram mais forçados que naturais.

– Acha mesmo que você vai subir em mim, Carter? -Perguntou depois de dez minutos

– Eu não vou SUBIR em você, você vai me LEVANTAR. -Respondi, tentando parecer indiferente.

– E pra eu te "levantar" -Fez aspas com os dedos- Você tem que subir em mim! E eu não estou nem um pouco afim de ter "contato corporal" com você!

– Não me importo. -Arqueei as sobrancelhas- Você mesmo que se meteu nessa.

Malfoy ficou me olhando estático e logo depois começou a esmurrar uma árvore, murmurando palavrões. Típico dele. Me encostei em outra árvore, esperando.

– Acabou o showzinho? -Perguntei, quando pareceu ter se contido- Ótimo. Agora se abaixa e deixa eu subir no seu ombro. -Falei me aproximando. Ele revirou os olhos.

– Espera... -Disse, tirando a camiseta. Ai meu Merlin! O que era aquilo? Parei na mesma hora. A doninha era definida! Não chegava a ter músculos mas era tudo lisinho, tinha a barriga chapadinha, o cabelo bagunçado por causa da camiseta tirada e...

– O-o que está f-fazendo? -Perguntei, gaguejando com AQUILO na minha frente.

– Você acha que eu vou sujar minha camiseta com você subindo em mim, depois de ter caído no barranco? -Indagou, pendurando-a na calça.

– Malfoy, seu ignorante! Prefere sujar sua pele, a sujar essa... camiseta... inútil? -Falei fitando-o de baixo pra cima.

– Carter, sua ignorante! -Imitou meu tom- Eu não vou sujar nem minha "camiseta inútil" nem minha pele perfeita. -Disse com aquele jeito esnobe- Você vai tirar essa sua bermuda e esse seu all star.

– O QUE?! -Gritei indignada- Eu não tenho uma roupa limpa pra vestir!

– Não precisa... -Falou sorrindo maroto.

– Malfoy, eu não vou ficar de calcinha na sua frente!

– Olha Carter, se não quiser pegar seu sutiã é só dizer. Eu não estou nem um pouco afim de te levantar, seria um grande favor. -Me encarou sério.

Revirei os olhos, como ele sempre conseguia o que queria?!

– Tá... -Murmurei quase que num sussurro.

– Não escutei. -Me provocou.

– TÁ, EU TIRO ESSA MERDA DE BERMUDA E TÊNIS, TA BOM ASSIM!? -Gritei.

– Não sei, foi você que se meteu nessa. -Disse sorrindo vitorioso.

Me sentei no tronco e com muito esforço -por estar contrariada-, comecei tirando o tênis. Me levantei pra tirar a bermuda e vi que a "doninha" me fitava com interesse.

– Vira. -Disse fazendo sinal com o dedo.

– Mesmo, Carter? -Arqueou as sobrancelhas.

– Malfoy... -O encarei com um olhar repreensivo. Então ele se virou, passando a mão e bagunçando ainda mais aqueles fios loiros que...

– Droga! -Gesticulei com a boca repreendendo à mim mesma. Desabotoei a bermuda e a desci, tirando-a. Estiquei o máximo possível a regata, que chegava até os quadris, dava pra tampar alguma coisa...

– Já posso me virar? -Perguntou ainda de costas. Senti um riso em sua fala, o que me deixou mais nervosa ainda.

– P-pode... -Murmurei. Ao contrário do que eu pensei, a "doninha", ao se virar, não demonstrou expressão alguma. Apenas desceu o olhar pelas minhas pernas, o que me fez corar violentamente- Vem logo. -Resmunguei subindo no tronco.

Malfoy caminhou até mim, se virando de costas. Mesmo comigo de pé, em um tronco ele ficava pouco baixo do meu ombro, merda!

–Abaixa.

– O que?

– Abaixa, Malfoy! -Repeti, empurrando seus ombros pra baixo. E que ombros... Que pele...

– Vai subir ou ficar parada me segurando? -Falou me tirando daqueles malditos devaneios. Revirei os olhos e coloquei uma perna em um de seus ombros.

– Me segura! -Murmurei enquanto colocava a outra perna, depositando todo meu peso sobre ele. A "doninha" se reergueu me fazendo tremer, argh como eu odiava altura!- Draco, me segura!

– Você me chamou de que, Carter? -Disse rindo. Só então percebi que tinha o chamado pelo nome. Bufei.

– Malfoy, é Malfoy. -Respondi irritada. Então ele fez questão de cambalear, comigo encima dele e sem estar me segurando- Draco, Draco! Chamei de Draco! -Repeti rapidamente, enterrando as mãos em seus cabelos, tão macios e... -Droga Malfoy, me segura! -Ele ria do meu estado me fazendo desequilibrar. Então subiu as duas mãos as colocando em minhas coxas.

MERLIN! Quase gemi! Respirei fundo mordendo o lábio inferior, tentando me controlar. Mãos grandes, dedos finos e longos, toque macio e firme ao mesmo tempo. Aquilo não poderia estar acontecendo, não mesmo.

Malfoy deu alguns passos até parar embaixo do sutiã, que já havia parado de balançar. Com um esforço, estiquei meus braços e alcancei, o puxando. Voltei as mãos rapidamente para a cabeça da "doninha", que se abaixou ali mesmo, possibilitando que eu descesse.

– Satisfeita, Carter? -Perguntou me encarando com uma sobrancelha erguida.

– Muito, Malfoy. -Respondi usando o mesmo tom.

– De nada. -Falou, colocando a camiseta. O encarei com o mesmo olhar de antes- O que é, Carter? Custa agradecer o bonzinho aqui?

– O... Obrigada, Malfoy. Ta bom assim? -Bufei revirando os olhos. A "doninha" sorriu vitoriosa, mais uma vez. Peguei minha bermuda e a vesti, me sentei no tronco para calçar o tênis- Por que você adora me irritar? -Perguntei depois de um tempo em silêncio.

– Porque é engraçado te ver brava. E porque na maioria das vezes você é patética.

Bufei novamente. Assim que fui me levantar, o bolso da bermuda enroscou no tronco e logo se soltou, me fazendo cair de quatro.

– Como eu disse: patética. -Falou rindo do meu estado.

Me levantei rapidamente, tirando as pedrinhas da mão e do joelho, que agora sangrava. Bufei pela terceira vez e fui pegar a bolsa.

– Vai fazer o que, Carter? -Malfoy perguntou, ainda parecendo desinteressado.

– Eu trouxe curativo, e vou usá-lo. -Peguei a bolsa me voltando para o tronco e tomando cuidado pra que meu bolso não enroscasse novamente.

– Idiota. -Resmungou, eu o encarei sem entender- Por que não usa magia? Parece que não pensa.

– Eu não trouxe minha varinha seu... Argh, me deixa! -Respondi nervosa. Fiz o curativo -como um trouxa faria- e peguei uma das maçãs, já deveria ter passado das 11h/AM e eu estava faminta. Assim que dei uma mordida Malfoy olhou- O que é?

– Pensei que não tivesse trazido a varinha, Carter. -Ele também parecia faminto.

– Eu não trouxe. O que eu trouxe são duas maçãs. -Respondi rindo da cara da "doninha".

– Passa a outra pra cá. -Falou apontando pra minha bolsa. Que menino folgado!

– Idiota, por que não usa magia? -O imitei, ele revirou os olhos.

– Passa logo, Carter. Estou com fome.

– Como se pede? -Falei rindo.

– Assim: -tirou a varinha do bolso- Wingardium Leviosa! -Minha outra maçã saiu levitando e parou direto nas mãos daquele... Idiota, estúpido.

– MALFOY! -Esbravejei com a boca cheia.

– Está andando muito com aqueles Weaseyls, pegando o mesmo costume porco de falar de boca cheia. Se eu fosse o velho do Dumbledore eu te tiraria da Sonserina. -Falou numa naturalidade imensa, se sentou e deu uma mordida na MINHA maçã. Fiquei estática.

– Primeiro, não é Wea... Waey... Isso que você disse. É WEASLEYS. Segundo, eu só falei de boca cheia porque você é um completo idiota. Terceiro você deveria respeitar mais o Professor Dumbledore. E quarto, ele não faria isso, por mais que eu ando preferindo mais a Grifnória do que a Sonserina e isso, por SUA causa.

– Foda-se. Foda-se. Foda-se e foda-se. -Falou indiferente, dando outra mordida na maçã.

Depois de eu ter revirado os olhos pela milésima vez, ficamos ali por mais um tempo. Não conversamos. A "doninha oxigenada", usou magia pra limpar uma parte do chão e se deitou. Já eu, fiquei andando ao redor. Aquelas árvores eram frutíferas, e eu não havia percebido isso até aquele momento. Hagrid disse que teríamos que recolher frutas ali, mas todas as árvores eram muito altas e...

– Ah não... -Murmurei- Eu deveria ter trazido minha varinha.

– Ah, é mesmo? -Malfoy resmungou ainda deitado.

– Fica quieto, eu não estou falando com você Malfoy.

– Está falando com quem então, Carter? Sozin...

Co..mmm..iiigo... –Uma terceira voz foi ouvida.

Notas finais
Obrigada por lerem, comentarem e favoritarem! Continuem os fazendo! Beijos!