Eu Sou a Noite
34 Votos eternos - parte 1
Depois de ter beijado Miroku, Sango dirigia, alegremente, de volta para o departamento de polícia até que no meio do caminho o seu celular toca e vê o nome de Takeda no visor. SANGO – Eu já estou voltando para o departamento, Takeda.(dirigindo) TAKEDA – Eu sei Sango, mas eu quero que venha para a minha casa.(meio nervoso) SANGO – Para sua casa? O que houve? TAKEDA – É a Rin!(ele está encostado na porta do quarto da filha) – Ela quer falar muito com você, eu não sei o que é, mas ela disse que era urgente. SANGO – O.k.! Eu já estou indo aí. Sango desliga o celular e muda de destino para ir a casa do parceiro. MINUTOS MAIS TARDE Sango finalmente chega na casa de Takeda e ao descer do carro é recebida pelo parceiro em frente a casa e logo ambos entram nela. SANGO – Onde está a Rin? TAKEDA – Ela se trancou no quarto e me pediu que a chamasse. SANGO – Mas o que houve com ela? TAKEDA – Eu não sei! Há alguns dias ela estava radiante com o casamento, mas agora eu não sei o que aconteceu.(eles chegam no quarto dela) – Rin! A Sango já está aqui! Ao ouvir as palavras de Takeda, Rin, com lágrimas nos olhos, abre a porta do quarto permitindo a passagem somente Sango, impedindo Takeda de entrar e assim as duas ficaram a sós no quarto. SANGO – O que houve Rin? Por que quer falar somente comigo? E Por que está chorando? RIN – Eu já sei de tudo.(enxugando as lágrimas) – De tudo mesmo! SANGO – De tudo o que?(se aproximando dela) RIN – De você e Sesshoumaru! Da história de vocês dois, de que você era a fonte dele dentro da polícia e que tiveram um caso amoroso e como ele te usou... esqueci algo? SANGO – Não! Acho que já sabe de tudo, como descobriu? RIN – Ele mesmo me contou, me contou ainda que se aproximou de mim por causa que queria saber de informações sobre um prisioneiro do meu pai.(ela senta na cama) — Agora o que eu não entendo é por que você não me contou nada? Sabia que ele estava me usando e assim mesmo não me contou nada. SANGO – Eu não podia fazer isso. RIN – Por que não? Ficou com medo do seu segredo ser revelado?(aí Sango a encara) SANGO – Não fale comigo nesse tom! Eu não falei nada pois não sabia das intenções de Sesshoumaru e mesmo que soubesse, não era da minha conta interferir na relação de vocês dois. RIN – Eu queria que interferisse, assim talvez eu sofresse menos. SANGO – Acabou tudo entre você e Sesshoumaru? RIN – Claro que sim! Eu nunca mais quero olhar na cara daquele miserável. O rancor de Rin era tão grande que assustou até mesmo Sango, e enquanto isso, naquele exato momento, InuYasha e Miroku, no escritório do restaurante, falavam sobre o fim do relacionamento do primeiro com Kagome. MIROKU – Acho que está cometendo um enorme erro. INUYASHA – Olha Miroku, eu não quero mais falar sobre isso. MIROKU – Mas como amigo seu e de Kikyou e também de Kagome devo-lhe advertir que irá magoar as duas. INUYASHA – Mas eu gosto da Kikyou. MIROKU – O que você tem é uma relação inacabada com ela, por isso esses sentimentos confusos, mas não se deixe enganar, você ama a Kagome e irá perde-la para sempre.(InuYasha se levanta) INUYASHA – Eu não quero mais falar com a Kagome e nem saber nada dela, a minha namorada é a Kikyou. Nesse momento Myuga entra no escritório, interrompendo a discussão entre Miroku e InuYasha. MYUGA – Senhor InuYasha, tem uma pessoa querendo falar com o senhor. INUYASHA – Quem? Sesshoumaru entra no escritório sem ser anunciado por Myuga deixando InuYasha e Miroku curiosos com a visita. SESSHOUMARU – InuYasha, precisamos conversar.(friamente) MIROKU – Eu acho que é um assunto de família.(ele se levanta) — Eu vou indo InuYasha, a gente se fala depois. INUYASHA – O.k.! Depois de se despedir do amigo, Miroku cumprimenta Sesshoumaru e logo em seguida sai da sala junto com Myuga, deixando os irmãos a sós. INUYASHA – O que quer de mim, Sesshoumaru? SESSHOUMARU – Eu quero sua ajuda para salvar o meu futuro casamento com Rin. InuYasha ficou surpreso com o pedido de Sesshoumaru, que contou ao irmão que tinha confessado tudo que tinha feito de errado no passado à noiva, quando ambos escreviam seus votos eternos de casamento. INUYASHA – Por que você fez isso? SESSHOUMARU – Pode não acreditar, mas eu realmente me apaixonei por Rin e não queria me casar com ela tendo segredos, eu me senti na obrigação de contar tudo e pensei que ela fosse me entender, mas... INUYASHA – Ela acabou com o noivado, não é? Por isso está aqui? SESSHOUMARU – Isso! INUYASHA – E no que eu posso ajudar? SESSHOUMARU – Você talvez seja a pessoa que menos acredite em mim, então eu pensei que se eu pudesse te convencer das minhas boas intenções seria capaz de convencer qualquer pessoa. INUYASHA – Eu não sei.(ele volta a se sentar) – Estou meio confuso com essa história. SESSHOUMARU – Então não acredita em mim? INUYASHA – Ao contrário! Eu acredito no que disse, é isso que me deixa confuso. SESSHOUMARU –Então vai me ajudar? INUYASHA – Vou! Além disso tenho que vê-la mesmo para pagar alguns direitos trabalhistas. Depois de avisar a Myuga que ia se ausentar, InuYasha foi para a casa de Rin junto de Sesshoumaru, e enquanto isso Sango e Rin continuavam a conversar. SANGO – Você contou tudo isso ao seu pai? RIN – Não! Eu preferir conversar com você primeiro... no fundo eu tinha esperança que me dissesse que era tudo mentira e que foi uma invenção do Sesshoumaru para acabar com o noivado.(chorando) SANGO – Não fique assim Rin.(ela se senta ao lado de Rin na cama) – O sentimento de descobrir que foi usada é terrível, eu sei disso RIN – Mas o meu casamento estava perto, por que ele fez isso? Por que me magoar assim? O nosso casamento era amanhã, por que fazer isso logo agora? SANGO – Talvez ele realmente goste de você. RIN – Eu não acho! Acho que ele disse isso pois não conseguiu nenhuma informação de mim e como não era mais útil, preferiu acabar com o noivado.(ela volta a chorar) – A minha vida é uma droga mesmo! SANGO – Não é não! Você é uma moça muito madura para a sua idade, irá superar isso fácil, fácil.(sorrindo) RIN – Obrigado por ter me ouvido.(enxugando as lágrimas) — É bom falar com você, uma outra mulher, A Kanna é minha amiga mas tem a minha idade, agora com você é diferente, é como falasse com uma irmã mais velha. SANGO – Pode sempre contar comigo.(Rin se levanta) RIN – Olha, Sango... eu não vou falar nada para o meu pai sobre o seu segredo. SANGO – Eu sei disso!(e Sango se levanta) – Deixa que eu mesmo falo com seu pai, ele é meu parceiro e não é justo que eu esconda isso dele. RIN – Tem certeza que quer fazer isso? Meu pai é muito inflexível quando se trata da conduta de trabalho. SANGO – Tenho sim! RIN – Sango, eu te admiro muito, o Kohaku tem sorte de tê-la como irmã. SANGO – Eu também acho.(rindo e se gabando) RIN – Eu tive uma idéia!(se virando para Sango) – Por que não namora o meu pai? SANGO – O que?(surpresa e vermelha) – Mas que idéia é essa?(querendo desconversar) RIN – Não vai me dizer que nunca percebeu que meu pai tem uma quedinha por você? SANGO – Não!(sendo enfática) — E mesmo assim não tenho tempo para relacionamentos. RIN – Eu só dei essa idéia porque você não tem namorado... ou tem? SANGO – Não! Eu não tenho!(ela empurra Rin para a porta) — Guarde essas idéias para você mesma, tá? RIN – Tá bom! Sango não queria falar de um possível relacionamento com Takeda já que ela estava interessada em Miroku, mas aquela conversa serviu para alegrar um pouco Rin e a fez deixar de pensar em Sesshoumaru e assim ambas saíram do quarto, mas ao entrarem na cozinha dão de cara com Takeda conversando com InuYasha e Sesshoumaru. RIN – O que ele está fazendo aqui?(olhando Sesshoumaru) TAKEDA – Ele veio conversar com você, ele é seu noivo. RIN – Eu não tenho mais noivo. SESSHOUMARU – Por que está sendo tão radical? RIN – Eu não quero olhar para sua cara. Rin sai correndo de casa para não ter que falar com Sesshoumaru, deixando todos os outros presentes olhando uns para os outros. TAKEDA – Afinal de contas o que está acontecendo? Alguém pode me explicar? SESSHOUMARU – Eu vou contar detetive Takeda. SANGO – Não!(todos olham para ela) — Nós vamos contar. INUYASHA – Vocês tem muito o que conversar.(ele passa por todos na sala) — E eu vou atrás de Rin. InuYasha sabia as pretensões de Sango e Sesshoumaru em contar toda a verdade para Takeda e assim ele saiu atrás de Rin até alcança-la na esquina. INUYASHA – Você corre muito menina.(chegando nela) RIN – O que quer, InuYasha? INUYASHA – Queria saber se está bem. RIN – Não estou como pode ver, o que aquele miserável fez comigo não tem nome. INUYASHA – Ele errou sim, mas ele teve a hombridade de reconhecer o erro antes que se casassem.(Rin olha espantada para ele) RIN – Eu estou ouvindo direito? Você o está defendendo? Você mais do que ninguém deveria saber que Sesshoumaru não vale nada.(chorando) INUYASHA – Eu sei que ele errou comigo, provavelmente nunca teremos uma relação de irmãos, mas mesmo assim ele veio me pedir para que eu conversasse com você. RIN – Mas ele queria me usar para ter informações do meu pai, sabia que ele fez isso com a Sango? INUYASHA – A Sango tinha me contado, mas ela superou isso. RIN – Será mesmo? E se ela ainda gostar dele? A situação com meu pai ficará insuportável. INUYASHA – Então acha que a Sango ainda está apaixonada pelo Sesshoumaru? RIN – Eu acho! Quando falei para ela que seria uma boa idéia ela namorar meu pai, ela ficou na defensiva, como se gostasse de outra pessoa e então deduzi que era Sesshoumaru e... Rin para de falar ao ver que InuYasha ria sem parar das palavras dela, o que deixou a jovem meio irritada. RIN – Senhor InuYasha! Qual é a graça? INUYASHA – É que você acertou somente a metade da história.(ainda rindo) RIN – Como assim? INUYASHA – A Sango realmente está apaixonada por alguém, mas não é o Sesshoumaru, isso é coisa do passado. RIN – Então é quem? INUYASHA – Eu não deveria contar isso, pois não é da sua conta, mas vou falar porque isso deve ajudar a clarear sua mente... ela está gostando do Miroku. RIN – Miroku? Está falando do seu amigo advogado? INUYASHA – É isso aí! É dele mesmo, eu os vi se beijando hoje à tarde em frente ao meu restaurante. RIN – Agora eu sei porque meu pai ficava bravo quando se falava no nome de Miroku.(rindo um pouco) INUYASHA – Que ótimo! Você abriu um sorriso.(ela volta a ficar séria) RIN – Mas nada dessa história livra Sesshoumaru da culpa. INUYASHA – Não, mas uma dúvida da sua cabeça.(ele a encara) — Você só pediu para Sango ser namorada do seu pai porque inconscientemente achava que ela poderia ser um obstáculo acreditando que Sesshoumaru ainda gostava dela e vice versa, não estou certo? RIN – Pode ser. Rin ficou meio sem jeito, pois as afirmações de InuYasha faziam sentido e mesmo não admitindo, ela ainda gostava muito de Sesshoumaru. INUYASHA – Podemos voltar agora?(eles olham para a casa de Rin) RIN – Eu não quero voltar ainda, eu não quero ver o Sesshoumaru agora. INUYASHA – Isso ainda a machuca muito? RIN – Sim!(ela olha para o seu se fechando) — Parece que vai chover. INUYASHA – Então vamos para algum lugar antes que a chuva caia. InuYasha acompanhou Rin até uma cobertura na praça, onde eles podiam ficar para se proteger da chuva e nesse momento Sango e Sesshoumaru já tinham contado toda a história deles para Takeda, que permanecia calado diante da revelações. SESSHOUMARU – Fale alguma coisa detetive Takeda. SANGO – Takeda!(e aí ele se manifesta) TAKEDA – O que vocês querem que eu diga? Acabo de descobrir que o meu ex. futuro genro é um enganador, um aproveitador e que minha parceira é uma mentirosa, que escondeu o seu passado de promiscuidade na polícia. SANGO – Você não está sendo justa comigo. TAKEDA – Não? E como eu devo classificar sua atitude em ser fonte para esse sujeito? Você é uma vergonha para a polícia e não devia usar esse distintivo.(colocando a mão no peito) SESSHOUMARU – A Sango era muito jovem senhor, a culpa foi inteiramente minha. TAKEDA – Agora está defendendo ela? Quem sabe não é vontade de continuar o ‘casinho’ de vocês.(Sango o encara) SANGO – Como sei que está assim por causa de Rin, eu vou fingi que não ouvi isso. TAKEDA – Agora saiam os dois daqui.(ele abre a porta da casa) — Saiam! Sesshoumaru e Sango saem da casa de Takeda, que ao fechar a porta tenta processar tudo o que disse para Sango e acaba percebendo que foi duro demais com ela e enquanto iam embora Sesshoumaru conversava com Sango. SESSHOUMARU – Me desculpe por faze-la passar por isso. SANGO – Esquece isso! Eu já devia ter falado há muito tempo.(ela entra no carro dela) SESSHOUMARU – Se isso lhe servir de consolo, acho que o detetive Takeda está errado sobre você. SANGO – Infelizmente não serve de consolo. SESSHOUMARU – Eu sei. SANGO – Eu vou dar um conselho... se gosta mesmo da Rin, não desista dela, ela ainda gosta de você, mas nesse momento as coisas estão confusas na cabeça dela. SESSHOUMARU – Obrigado pelo conselho. Sango da a partida no seu carro e vai embora dali e enquanto Sesshoumaru olhava o carro sumir no horizonte, depois ele olha para a casa de Rin e nesse momento começa a chover fazendo Sesshoumaru entrar no seu carro. SESSHOUMARU – Droga! Hoje não é meu dia mesmo. Diante de um péssimo dia, Sesshoumaru só queria voltar para casa e nesse momento o celular dele toca e ao ver o número no visor, ele sabe de quem se trata. SESSHOUMARU – O que foi agora, Jaken? JAKEN – É a menina Satsuki! Sua filha anda muito carente, ela não para de perguntar sobre o senhor. SESSHOUMARU – Agora mais essa!(ele respira fundo) — Eu já estou indo. JAKEN – Senhor Sesshoumaru, se o senhor me permite falar, estou percebendo que não teve sucesso em convencer a jovem Rin a reatar o noivado, não estou certo? SESSHOUMARU – Está!(ele olha para a casa de Rin) — Ela nem quis olhar na minha cara, eu não sei o que fazer. JAKEN – O senhor não pediu a ajuda do seu irmão? SESSHOUMARU – Sim! Ele deve estar conversando com a Rin nesse momento, mas eu não tenho muitas esperanças... vou desligar, já estou indo para aí. Sesshoumaru desliga o celular para em seguida dar a partida no carro e voltar para casa sem Rin e enquanto isso sentados embaixo de uma cobertura na praça, enquanto esperavam a chuva passar, Rin e InuYasha conversavam sobre relacionamentos amorosos. RIN – Pode me responder uma pergunta senhor InuYasha? INUYASHA – Primeiro você não deve me chamar de senhor, pois não trabalha mais para mim e não sou tão velho assim.(rindo) RIN – Claro.(rindo também) INUYASHA – E segundo, você pode fazer a pergunta que quiser, afinal quase somos parentes... ou seríamos, eu não sei. RIN – E queria saber por que terminou com a Kagome? Achei que gostasse dela. INUYASHA – É complicado, mas a nossa relação já não estava boa e muito disso era culpa minha.(com um olhar triste) RIN – Então como pode pedir que eu perdoe Sesshoumaru se você acabou com Kagome por um motivo bobo? INUYASHA – Porque eu e Kagome terminamos de comum acordo, mas não é o que acontece com vocês dois, ele quer reatar o noivado. RIN – Ele pode esquecer disso, pois não quero vê-lo nem pintado de ouro.(a chuva cessa) INUYASHA – A chuva parou! RIN – Então vou voltar para casa, Sesshoumaru já deve ter ido embora... obrigada pela conversa senh... quer dizer, InuYasha. INUYASHA – Toda vez que quiser conversar pode vir a meu restaurante, apesar de tudo somos amigos. RIN – Sim, tem razão... tchau! Rin se afasta de InuYasha, que balançava negativamente a cabeça em sinal de desaprovação da atitude de Rin em não reatar com Sesshoumaru. MAIS TARDE, JÁ À NOITE Sesshoumaru já estava no quarto de sua filha Satsuki, que estava sentada na cama, ainda meio triste. SESSHOUMARU – O que houve querida? SATSUKI – O senhor está tão distante, é por causa de Rin? SESSHOUMARU – É sim! Ela não quer mais se casar comigo. SATSUKI – Então é melhor assim! Ficamos só nós dois, como antes dela aparecer. SESSHOUMARU – Não Satsuki!(ele se senta ao lado dela) — Não é melhor para mim, eu pensei que gostasse de Rin. SATSUKI – Eu não gosto e nem desgosto, eu só acho que o senhor mudou muito depois que conheceu ela. SESSHOUMARU – É que ela me deixa... ou me deixava muito feliz, o que sinto por ela faz tempo que não sinto por outra pessoa. SATSUKI – Então por que ela brigou com o senhor? SESSHOUMARU – É que eu escondi coisas dela, confessei isso e depois ela me deixou. SATSUKI – Desculpe papai por te incomodar, mas o Shippou era meu único amigo e ele foi embora. SESSHOUMARU – Eu ando muito ocupado com o noivado e acabo me esquecendo de você, eu sei que já prometi isso, mas eu vou tentar passar mais tempo com você. SATSUKI – Tá bom!(não acreditando muito) SESSHOUMARU – É sério!(ele se levanta) — Agora vamos jantar. Satsuki se levanta e da mão para Sesshoumaru segura e ambos vão para a sala de jantar fazer a refeição. Próximo capítulo = Votos eternos – parte 2
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