Eu Sou a Noite

20 Vitória para a humanidade - parte 3


Com uma certa facilidade, Kikyou e InuYasha conseguiram pular o muro da casa onde era a antiga sede do movimento ‘Vitória para a humanidade’.

INUYASHA – Agora vamos ver se conseguimos algo contra Takeshi.

KIKYOU – Como não devemos perder tempo, vamos nos dividir...você olha a casa e eu vou ver a estufa nos fundos.

INUYASHA – Certo!

Assim os dois se dividiram e quando entrou na casa, InuYasha viu um monte de papeis pendurados nas paredes com fotos de várias pessoas.

INUYASHA – Deve ser os condenados a pena de morte que o movimento tentou salvar.

InuYasha examinava o resto da casa procurando algo de Takeshi, mas o que ele não sabia é que alguém estava mirando ele com uma espingarda de mira, e enquanto isso Kikyou estava olhando a estufa, que estava abandonada.

KIKYOU – Isso aqui não tem nada! Só plantas murchas.(pegando uma das plantas e depois jogando fora) — Espero que o InuYasha tenha tido mais sorte e...

Kikyou para de falar ao ouvir o disparo de um tiro na casa onde está InuYasha e quando ela correu para a frente da casa viu um homem entrando em um carro e saindo logo em seguida.

KIKYOU – “Aquele é o mesmo carro da outra vez e...Oh! Não! InuYasha”(pensando)

Kikyou entrou correndo desesperadamente na casa, com medo que tivesse acontecido algo com InuYasha, mas felizmente ele estava bem e ao ver isso, ela correu em direção a ele para abraça-lo.

KIKYOU – Eu fiquei com tanto medo de te perder para sempre.

INUYASHA – Eu estou bem!

Durante o abraço os rostos dos dois se encostam, provocando um clima romântico com uma troca de olhares, fazendo com que eles se beijem até que percebem o que fizeram.

KIKYOU – Me desculpe, InuYasha...eu não sei o que me deu.(se afastando dele)

INUYASHA – Me desculpe também.

KIKYOU – Foi por causa do susto...não significou nada.(de costas para ele)

INUYASHA – Tem razão! Não significou nada.(de costas para ela)

Mas não era isso que demonstravam, aquele beijo teve algum significado e eles perceberam isso quando se encaram, mas não admitiriam um para o outro e por isso mudaram de assunto.

KIKYOU – Você está bem? O tiro não te acertou mesmo?

INUYASHA – Não acertou não! Só acertou um vaso que estava olhando.(ele anda de um lado para o outro) — Achou alguma coisa na estufa?

KIKYOU – Nada!(ela respira fundo) — Melhor ficarmos na pensão esperando que Sesshoumaru e Rin tenham tido mais sorte.

INUYASHA – Certo, vamos!

Os dois deixaram a casa, mas o clima entre eles estava estranho por causa do beijo que trocaram, e enquanto isso, na cidade de Kyoto, Sesshoumaru e Rin tinham acabado de chegar de taxi a uma galeria e logo desceram do carro.

RIN – Me diz de novo por que estamos aqui.

SESSHOUMARU – Um ajudante meu descobriu que Takeshi tinha sido detido por posse de drogas, mas por falta de provas foi liberado.

RIN – E o que isso vai nos ajudar a achar Takeshi?

SESSHOUMARU – O advogado que o defendeu da acusação se chama Miroku, ele trabalha em um escritório no segundo andar dessa galeria.

RIN – E o que esse Miroku tem de especial?

SESSHOUMARU – Miroku quase sempre defende pessoas ricas, mas só defende pobres se eles forem processados por grandes empresas...Takeshi não se encaixa em nenhum dos dois perfis.

RIN – Parece que conhece bem esse Miroku.

SESSHOUMARU – Uma vez um comerciante quis processar o jornal onde trabalho...Miroku deu assistência jurídica ao comerciante, mas não é só isso.

RIN – Não!

SESSHOUMARU – Miroku foi colega de InuYasha e Kikyou e para mim isso é o mais estranho.

RIN – Por isso que não quis trazer o InuYasha?

SESSHOUMARU – Isso! Eu não quero que a conversa fique pessoal demais.

Já estando dentro da galeria, os dois já se preparavam para subir as escadas para chegar ao escritório de Miroku, quando eles o vêem sentado, tomando café e lendo um jornal em uma cafeteria no primeiro andar da galeria e assim os dois se aproximam de Miroku.

SESSHOUMARU – Miroku, tem um minuto! Eu sou...

MIROKU – Eu sei quem é você, Sesshoumaru! Escreve a coluna a Voz do povo.(ele nota Rin) — E acompanhado de uma bela jovem.

RIN – Meu nome é Rin, sou estudante de jornalismo e também sou neta de Rasetsu, que está prestes a ser condenado a morte e...

MIROKU – Eu sei da história de Rasetsu, poupe-me disso e me digam o que querem.

SESSHOUMARU – O.k.! Sabemos que 3 anos atras defendeu um homem chamado Takeshi de uma acusação de porte de drogas.

MIROKU – Sim, eu me lembro dele...o que tem isso?

RIN – Nós descobrimos que meu avô é inocente, que alguém armou para ele ser condenado e achamos que esse alguém é Takeshi.

MIROKU – Então acha que Takeshi matou sua avó e o pai dele?(apontando para Sesshoumaru) — O que posso dizer é que Takeshi é um homem calmo e que nunca mataria ninguém.

SESSHOUMARU – Não é o que achamos! Nós vimos a imagem dele em uma fita de vídeo na cena do crime acorrentando meu pai e Junko.

MIROKU – Isso tudo é circunstancial, não vão conseguir anular a condenação por essa fita.(ele acaba de tomar o café)

RIN – Nós sabemos disso, por isso estamos aqui...queremos que diga onde mora Takeshi.

MIROKU – Desculpe, mas não posso ajuda-los.(ele se levanta e Rin fica na frente dele)

RIN – Não pode ou não quer?

MIROKU – Se quer se tornar um jornalista de renome, não pode se comportar assim...eu não posso dar os endereços dos meus clientes para qualquer um.

SESSHOUMARU – Então você sabe onde ele mora atualmente?

MIROKU – Sei, mas pela ética profissional, não posso dizer o local e...(Rin segura na mão dele)

RIN – Por favor moço! O meu avô será condenado por um crime que não cometeu...eu só quero salvar a vida de um inocente.

Rin começava a derramar lagrimas pelo rosto e Sesshoumaru ficava do lado dela tentando acalma-la e vendo aquela cena, Miroku deve ter ficado com pena.

MIROKU – Tudo bem(ele tira um papel do bolso)

SESSHOUMARU – Então vai nos ajudar?

MIROKU – Fazer o que? Eu não consigo ficar indiferente a uma moça bonita chorando.(rindo e escrevendo no papel) Aqui está o endereço de Takeshi.(ele da o papel que Sesshoumaru lê)

SESSHOUMARU – Isso é em Yokohama, então ele ainda mora na cidade, eu fiquei pensando que ele morava aqui em Kyoto.

RIN – Temos que voltar depressa.

Rin e Sesshoumaru já iam sair quando Miroku se manifestou.

MIROKU – Tem mais uma coisa que deveriam saber sobre Takeshi.

SESSHOUMARU – O que?

MIROKU – Ele é um exímio atirador, consegue acertar uma moeda à cem metros com os olhos fechados.

SESSHOUMARU – Mesmo? Não acha estranho um movimento que lutava pela vida ter um homem desses?

MIROKU – Não acho não! Takeshi se tornou um bom atirador para acertar em lugares do corpo que não matassem as pessoas.

RIN – Isso por que ele tem outro jeito de matar.

Sesshoumaru e Rin saem da galeria com pressa para poder voltar a Yokohama.

MAIS TARDE

Já de volta a Yokohama, mais precisamente na pensão onde estavam hospedados, Sesshoumaru e Rin contaram a InuYasha o que descobriram em Kyoto.

INUYASHA – Então o Miroku conhece o caso? Isso é muito estranho.

RIN – Tem certeza que não sabia de nada, vocês não foram colegas?

INUYASHA – Sim, mas antes do casamento de Kikyou, eu não via o Miroku a quase dez anos...eu não sei nada dele.

SESSHOUMARU – Seja como for já sabemos onde Takeshi mora e pela descrição que você contou do homem que atirou em você, devia ser mesmo Takeshi.

INUYASHA – O Miroku disse a vocês que ele era um exímio atirador, mas é verdade, por que ele não me matou?

RIN – Matar você na antiga sede do movimento chamaria muito a atenção, ele devia querer só te assustar.

SESSHOUMARU – Ainda temos duas horas para a execução...vamos até a casa de Takeshi...aposto que a fita original está na casa dele.

INUYASHA – E quando chegar lá, o que vamos fazer? Pedir que ele nos entregue a fita de livre e espontânea vontade?

SESSHOUMARU – E o que sugere então?

INUYASHA – Eu tenho um plano! No caminho eu conto.

Sesshoumaru, Rin e InuYasha saem da pensão e de carro vão até a parte norte da cidade de Yokohama, onde ficava a casa de Takeshi e depois de meia hora finalmente a encontram.

INUYASHA – É aqui?

SESSHOUMARU – O endereço bate com o que Miroku nos deu...parece não ter ninguém em casa.(notando o silêncio do lugar)

RIN – O Takeshi deve estar nos procurando no centro da cidade, acho que ele nem imagina que estamos aqui.

INUYASHA – É como eu pensei! O plano é o seguinte...eu e Sesshoumaru entramos na casa e procuramos a fita enquanto você, Rin, fique aqui observando e quando ver um carro igual ao de Takeshi, nos ligue.

RIN – Entendi!

SESSHOUMARU – Então vamos.(Rin segura a mão de Sesshoumaru)

RIN – Tome cuidado Sesshoumaru!

SESSHOUMARU – O.k.!

Rin e Sesshoumaru se beijam, isso incomodava um pouco InuYasha, que ainda achava que o meio irmão estava apenas usando a jovem como fonte de suas notícias, mas não podia fazer nada, sendo assim os dois irmãos entraram na casa e puderam notar que o interior era sujo e bagunçado.

INUYASHA – Esse lugar precisa de uma faxineira.(se desviando dos moveis fora de lugar)

SESSHOUMARU – Se concentre em achar a fita.(já mexendo nas gavetas)

INUYASHA – Eu já falei para não me dar ordens!

SESSHOUMARU – Vamos logo, InuYasha!

Vendo que Sesshoumaru estava mesmo se esforçando, InuYasha resolve ajudar e ambos procura e acham varias fitas, testando uma por uma no vídeo cassete até que finalmente conseguem encontrar a fita certa em um buraco no chão.

SESSHOUMARU – Está aqui!

INUYASHA – Acha que é a fita que estávamos procurando?

SESSHOUMARU – Está escrita...morte de Junko e Inutaicho.

Sesshoumaru coloca a fita no vídeo cassete para que ele e InuYasha possam ver seu conteúdo.

FITA

As imagens mostram Takeshi, de luvas, colocando os sacos plásticos nas cabeças de Junko e de Inutaicho, e depois ele amarra com fita isolante e depois vêm a seqüência já vista, onde Junko e Inutaicho morrem sufocados.

FIM DA FITA

Sesshoumaru e InuYasha sorriam um para o outro, pois tinham conseguido a prova para a inocência de Rasetsu e quando foram tirar a fita uma pessoa apareceu por de trás deles.

RIN – Já encontraram?

INUYASHA – Sim! Mas você nos assustou.(com a mão no peito)

SESSHOUMARU – Não devia ficar esperando lá fora.(meio irritado)

RIN – Eu cansei de esperar...mas agora vamos depressa! Precisamos salvar meu avô.

Os três entraram correndo para o carro para irem depressa até a penitenciaria onde seria a execução de Rasetsu, mas o que eles não sabiam é que Takeshi, que estava escondido atras de uma arvore, estava observando os três o tempo todo através de um binóculo e ao ver que os três tinham ido embora, ele pegou o celular para falar com alguém.

TAKESHI – Eles finalmente encontraram a fita, é melhor eu me mandar...me encontro com você mais tarde.

Takeshi desliga o celular, pega uma mochila do lado dele e ruma para um destino desconhecido.

MAIS TARDE

Já era praticamente 5 horas da tarde e chegando na penitenciaria, Rin entrou correndo pelo local, junto de Sesshoumaru e InuYasha, para falar com o diretor do lugar, que estava com Kikyou e Kaede do lado dele.

RIN – Senhor, pare a execução!(ofegante) – Eu consegui a prova que meu avô é inocente.

DIRETOR – Isso não vai adiantar.

SESSHOUMARU – Como não? Nessa fita mostra o verdadeiro culpado matando a avó dela e meu pai.(o diretor olha com tristeza para Rin)

DIRETOR – Você não me entendeu...o seu avô já foi executado, há uns cinco minutos.

Ao ouvir as palavras do diretor, Rin cai em lágrimas, chorando copiosamente, e é abraçada por Sesshoumaru, que como todos não tinha palavras para confortar a jovem naquele momento difícil.

KAEDE – Eu vou levar a fita até o promotor...é o mínimo que posso fazer.

Assim que Kaede mostrou a fita ao promotor, foi expedido por ele um mandato de busca para que a polícia localizasse e prendesse Takeshi pelos assassinatos de Inutaicho e Junko, o que causou uma enorme comoção pela cidade, cujo as pessoas gritavam palavras de ordens contra a pena de morte, e enquanto isso Miroku, em seu escritório, acompanhava os noticiários pela televisão até que Takeshi aparece na frente dele.

MIROKU – Estou vendo o noticiário, acho que conseguiu o que queria.(sorrindo)

TAKESHI – Sim! Mas agora eu preciso ir.

MIROKU – A polícia em peso está atras de você.(Miroku tira uma sacola com vários documentos dentro dela) — Aqui está sua nova identidade, RG, certidão de nascimento, passaporte, etc...tudo que precisa.

TAKESHI – Excelente!(ele pega todos os documentos) — Miroku, acho que não vamos nos ver nunca mais.(ele se curva diante de Miroku) — Obrigado por tudo.

MIROKU – Fico feliz por ter ajudado no desejo de pessoas como você, Inutaicho, Junko e Rasetsu.(se curvando também)

TAKESHI – E a fita? Já enviou?

MIROKU – Já! Direto para a Gazeta de Tóquio! Espero que eles te entendam.

TAKESHI – Eu não me importo com a opinião dos outros...o que sei é que finalmente consegui minha vitória para a humanidade...adeus, Miroku!

Takeshi sai do escritório de Miroku, levando com ele os documentos novos para que a polícia não o pegasse.

MIROKU – Eu também pretendo conseguir a minha vitória para a humanidade.(falando sozinho)

DIA SEGUINTE

Logo pela manhã, InuYasha chega no prédio do jornal A Gazeta de Tóquio, e logo sobe pelo elevador até chegar na andar onde está Sesshoumaru, o seu meio irmão o tinha chamado para falar, e ao entrar na sala dele, InuYasha encontrar também Rin e Kikyou.

INUYASHA – Vocês duas também foram chamadas? Mas por que...

SESSHOUMARU – Não fale nada e apenas veja isso...essa fita chegou hoje cedo.

InuYasha não estava entendendo nada e Sesshoumaru apenas colocou uma fita no vídeo cassete para que ele visse.

FITA

A fita tinha as imagens de Junko e Inutaicho transando mas essa seqüência foi acelerada para o fim da transa e em seguida os dois, ainda nus, chamam alguém e Takeshi aparece e se senta no meio deles e depois os dois olham para a camera.

INUTAICHO – Quem estiver assistindo essa fita, saberá de toda a verdade.

JUNKO – E Por que fizemos isso...pode fazer Takeshi.

O que acontece em seguida é a seqüência já vista por eles de Takeshi amarrando as cabeças com plásticos e algemando e em seguida, Inutaicho e Junko morrendo sufocados, mas a fita mostra uma seqüência não vista antes, pois de trás da camera, Rasetsu sai, e se aproxima dos corpos inertes de Inutaicho e Junko para tocar no plástico e nas algemas, assim deixando suas digitais, para depois ele olhar para a camera e falar.

RASETSU – Inutaicho e Junko conseguiram as suas vitórias, agora é a minha vez de conseguir uma vitória para a humanidade...depois que me condenarem, os governantes pensaram duas vezes em aplicar a pena de morte.

Rasetsu desliga a camera e a fita acaba.

FIM DA FITA

Sesshoumaru, Rin e Kikyou ficaram observando a cara de espanto de InuYasha, já que eles já tinham visto a fita minutos antes de InuYasha chegar.

INUYASHA – Então foi tudo armação?

SESSHOUMARU – Os quatros armaram isso...nosso pai, os avôs de Rin e também Takeshi...os quatro fizeram isso de caso pensado.

INUYASHA – Mas para que?

RIN – Eles queriam desqualificar a pena de morte e conseguiram...muitos políticos já propuseram o fim da pena de morte.

KIKYOU – Isso é o que eles chamam de vitória para a humanidade.

INUYASHA – Entendi.

RIN – Agora estou mais calma em saber da verdade...vou jogar as cinzas dele no mar assim como minha mãe e minha avó...acho que ele gostaria disso.

INUYASHA – Mas quem mandou a fita?

SESSHOUMARU – Não sabemos, eu só sei que chegou em uma caixa sem remetente.

Sesshoumaru mostra a caixa e nela está estampado um símbolo de um monastério budista, o que fez InuYasha se espantar, pois o monastério era o mesmo que Miroku freqüentava na adolescência, mas só os homens sabiam disso e como Sesshoumaru não foi colega dele, só InuYasha sabia de quem se tratava.

INUYASHA – “Então foi o Miroku! Mas o que ele fez? O que ele quer?”(pensando)

KIKYOU – O que foi InuYasha? Parece que algo te incomodou ao ver a caixa.

INUYASHA – Não foi nada, eu só fiquei imaginado quem poderia ter mandado a caixa.

InuYasha não queria demonstrar preocupação para os outros, mas ele estava com receio de Miroku, já que ele sabia do segredo de InuYasha, o de ele ser o Motoqueiro Noturno, mas o que incomodava mesmo InuYasha era o fato de Miroku ter mandado a caixa com o símbolo do monastério, isso mostrava que Miroku queria que InuYasha percebesse que era ele quem tinha mandado.

INUYASHA – Me desculpe mas agora tenho que ir.

KIKYOU – Eu te acompanho.

RIN – Eu vou ficar mais um pouco.

INUYASHA – Não demore, você tem trabalho, mocinha.

Rin decide ficar para namorar mais um pouco com Sesshoumaru, e já estando do lado de fora do prédio do jornal, InuYasha e Kikyou conversam sobre Miroku.

INUYASHA – Tem certeza que não sabe nada do Miroku?

KIKYOU – Eu sei dele tanto quando você...por que a curiosidade?

INUYASHA – Por nada! É que me dei conta que não sei nada dele.

KIKYOU – InuYasha.

INUYASHA – Fale.

KIKYOU – Sobre o beijo de ontem eu queria dizer uma coisa.

INUYASHA – Não significou nada e...

KIKYOU – A verdade é que para mim significou...e muito, ele me fez perceber o quanto ainda te amo...eu sei, eu sei, você tem namorada...mas eu não posso evitar o que sinto e portanto se um dia você sentir saudades dos velhos tempo...me procure, eu sempre estarei a disposição.

INUYASHA – Kikyou, eu...

Kikyou interrompe a fala de InuYasha com um beijo na boca, singelo e carinhoso.

KIKYOU – Tchau, InuYasha.

Kikyou se afasta de InuYasha, que fica com os dedos nos lábios sentindo o gosto daquele beijo, ele também tinha ficado balançado por Kikyou e isso o fazia se sentir mal com relação a Kagome, ele sabia que a namorada não merecia aquela deslealdade, mas InuYasha naquele momento estava muito confuso.

Próximo capítulo = O passado de Kagome – parte 1