Eu Sou a Noite
21 O passado de Kagome - parte 1
Ainda abobalhado com o beijo que Kikyou deu nele, InuYasha nem percebeu a chegada de Rin por trás dele. RIN – Está no mundo da Lua, senhor InuYasha?(colocando a mão dele) INUYASHA – Não é nada!(se refazendo) — Vamos! Eu te dou uma carona até o restaurante.(ele da um capacete a ela) RIN – Obrigada.(ela coloca o capacete) INUYASHA — Pensei que ia ficar mais com o namoradinho.(sentando na moto) RIN – Com todo respeito, mas eu não dou palpite na sua vida, então queria que fizesse o mesmo com a minha.(já na garupa) INUYASHA – Eu só me preocupo com você, Rin...não conhece bem o Sesshoumaru. RIN – Conheço ele melhor do que o senhor conhece a Kagome. INUYASHA – Do que está falando?(ele da a partida na moto)
RIN – Eu vou dar um exemplo...sabe quantos anos tem o irmão dela?(ele desliga a moto) INUYASHA – Como? Irmão? Eu pensei que ela fosse filha única. RIN – Viu? O senhor nem sabia que ela tinha um irmão. INUYASHA – Como sabe disso? RIN – Eu sei porque converso com ela, batemos muito papo no restaurante e ela deixou escapar que tinha um irmão...e só ficar beijando ou dormindo junto não vai te ajudar a conhecer ela.(ele fica vermelho) INUYASHA – Vamos embora logo! InuYasha da a partida na moto e ele e Rin seguem para o restaurante, e algum tempo depois eles chegam e InuYasha vai logo falar com Kagome. KAGOME – E aí, InuYasha? O que seu irmão queria com você? INUYASHA – Era mostrar uma outra fita que tem relação com meu pai...mas eu não quero falar disso. KAGOME – E quer falar o que? INUYASHA – De você!(ela estranha a resposta) — Eu percebi que sei pouco de você. KAGOME – Mas não tem nada de interessante na minha vida, você sabe que fui casada com o Kouga e que isso não deu certo. INUYASHA – Mas antes disso, antes de conhecer o Kouga você teve uma vida, não é? KAGOME – Sim, mas por que está querendo falar disso agora? Eu tenho...quero dizer...nós temos muito trabalho.(ela se afasta e aí ele se manifesta) INUYASHA – Por que nunca me disse que tinha um irmão? KAGOME – Porque você nunca me perguntou.(sorrindo e com pressa) INUYASHA – Não acha que como um casal devíamos dividir certas informações?(ele a seguia por todo lugar) KAGOME – Pode ser!(ela se incomoda) — Me deixa trabalhar, InuYasha! INUYASHA – Eu acho que não quer falar porque algo a incomoda no seu passado...sobre seu irmão, sobre sua mãe e...(ela se vira para ele) KAGOME – Pare com isso InuYasha!(gritando com ele) – Eu não quero falar sobre isso. INUYASHA – Kagome.(se surpreendendo) KAGOME – Me deixe trabalhar, por favor. Kagome se afastou de InuYasha, ele ficou perplexo com a reação de Kagome, ela nunca tinha falado assim com ele, o que mostrava a InuYasha que algo no passado de Kagome a incomodava por demais. MAIS TARDE Depois de fazer uma série de entregas na região, InuYasha ainda estava preocupado com Kagome, um pouco pelo sentimento de culpa pelo beijo entre ele e Kikyou, mas muito pela afeição que sentia pela moça, ele aprendeu muito a gostar de Kagome, até deixou de patrulhar as ruas como Motoqueiro Noturno para passar mais tempo com ela e assim ele foi para a penitenciaria falar com Kouga, onde eles se falam através de um telefone e são separados por um vidro. KOUGA – Então é você que veio me visitar? Eu estou me lembrando de você, mas não sei de onde. INUYASHA – No restaurante onde Kagome trabalha. KOUGA – Mas é claro! Você é o patrão dela...o que quer comigo? INUYASHA – Eu quero que me fale o que incomoda Kagome no passado dela. KOUGA – Tem que ser mais claro, eu não estou entendendo. INUYASHA – Ela não me fala da família dela, eu quero saber o motivo...ela tem um passado nebuloso? De que se envergonha? KOUGA – O passado de Kagome é limpo como um detergente, ela não tem que se envergonhar de nada. INUYASHA – Então o que a incomoda? KOUGA – Mas o que eu ganho falando isso com você? INUYASHA – Você quase estragou a vida dela...me ajudar a ajuda-la é o mínimo que pode fazer. KOUGA – Parece que ela não é apenas sua empregada...tem algo entre vocês, não é? INUYASHA – E se tiver? KOUGA – É só curiosidade, eu não tenho nada com a vida dela...o.k.! Eu vou falar o que quer ouvir. INUYASHA – Então comece. Kouga contou que quando conheceu Kagome na cidade pequena de Urawa, ela tinha 15 anos e morava com os pais, o pai era militar da reserva e tinha uma pequena fabrica de moveis e a mãe era dona de casa, Kouga não era muito bem visto pelos pais de Kagome, mas como ela era jovem e ficou fascinada com o jeito bad boy de Kouga, ela fugiu com ele para Tóquio quando tinha 17 anos, o que deixou o pai furioso. Tempos depois, Kagome, aconselhada pela amiga Mariko, mãe biológica de Shippou, voltou a Urawa, mas chegando lá soube que o pai tinha falecido e indo ao enterro dele, Kagome foi expulsa pela mãe, que a culpava pela morte do marido. KOUGA – A senhora Higurashi chamou Kagome de vagabunda, meretriz, perdida...o que mais pode imaginar.
INUYASHA – Eu estou de queixo caído. KOUGA – Eu só sei que se tinha alguém que não merecia aquilo esse alguém é Kagome...a mãe dela foi muito dura...desde então elas não se falam. INUYASHA – Então é isso! Ela não fala com a própria mãe. KOUGA – Isso sempre incomodou Kagome, apesar dela nunca admitir...acho que ela aceitou cuidar do Shippou para provar que podia ser uma mãe melhor do que a dela. INUYASHA – Eu já vou indo. KOUGA – Espere!(InuYasha fica) — Fale para Kagome que...esqueça! Não fale nada. INUYASHA – Apesar de tudo o Shippou sente sua falta. KOUGA – Mas ele não precisa de mim, ele tem você. Kouga bota o telefone no gancho e estava pronto para voltar para a cela até que InuYasha o chama de novo. INUYASHA – Kouga! Kouga!(batendo no vidro fazendo Kouga voltar) KOUGA – O que foi? INUYASHA – Eu quero falar com a senhora Higurashi, e Kagome certamente não me deixará ajuda-la, por isso preciso do endereço da casa da senhora Higurashi. KOUGA – Você quer que as duas façam as pazes? Você pode até convencer a senhora Higurashi, mas duvido que consiga convencer a Kagome. INUYASHA – Por que diz isso?(estranhando) — A Kagome é uma excelente pessoa. KOUGA – Eu não discordo, mas não vai conseguir convence-la. INUYASHA – Mas eu acho que consigo. KOUGA – O mestre é seu guia. INUYASHA – Tá! Agora me passa o endereço. KOUGA – O.k.! Anote. Kouga diz a InuYasha o endereço da casa da mãe de Kagome, ele estava bastante intencionado a fazer com que mãe e filha voltem a se falar, e enquanto isso, Kagome estranha a demora de InuYasha voltar. KAGOME – InuYasha está demorando, não acha Myuga?(arrumando as mesas) MYUGA – Eu também acho. SHIPPOU – Ele já deve estar vindo. “Será que ele voltou a ser Motoqueiro Noturno? Mas ainda é de dia.”(pensando) KAGOME – Como dono ele devia dar o exemplo! Não pode se ausentar assim...a Rin não veio por causa do luto do avô dela.(ela muda de expressão) — Ou pode ter acontecido algo com ele. MYUGA – Não aconteceu nada, Kagome! O senhor InuYasha sabe se cuidar, ele já vem, pode esperar. KAGOME – Talvez ele esteja chateado comigo...eu até gritei com ele. SHIPPOU – Mas por que, Kagome? KAGOME – Ele ficou me perguntando umas coisas que me chatearam...eu não queria falar com ele daquele jeito. Kagome se sentia culpada por ter brigado com InuYasha, mas mal ela sabia o que ele estava fazendo, já na cidade de Urawa, que ficava a poucos quilômetros de Tóquio, InuYasha não teve muita dificuldade em encontrar a casa da senhora Higurashi e começou a bater palmas esperando que alguém o atendesse, mas ninguém apareceu. INUYASHA – Parece que não tem ninguém.(aí um vizinho se manifesta) VIZINHO – Se está procurando a senhora Higurashi, está perdendo tempo amigo. INUYASHA – Ela não mora mais aqui? VIZINHO – Não é isso! Acontece que ela e o filho estão trabalhando na fabrica de moveis deles. INUYASHA – O senhor sabe onde é essa fabrica? O homem da casa ao lado respondeu afirmativamente com a cabeça e depois disse o endereço da fabrica, e assim InuYasha foi com sua moto até ao local onde era a fabrica e viu que era um lugar pequeno, coisa de cidade pequena mesmo e entrando no local, InuYasha foi recebido por um jovem de 16 anos. SOUTA – Pois não senhor, em que posso ajuda-lo? INUYASHA – Eu gostaria de falar com a senhora Higurashi, ela está? SOUTA – Está sim!(ele se vira para dentro) — Mãããeee! Tem um cliente querendo falar com a senhora.(depois ele se vira para InuYasha) – Ela já vem. Souta entra na fabrica, deixando InuYasha esperando até que uma senhora de aproximadamente 45 anos se aproxima dele. HIGURASHI – Está querendo falar comigo?(sorrindo) INUYASHA – Quero sim, meu nome é InuYasha. HIGURASHI – Eu nunca te vi por aqui...mas isso não importa!(ela puxa ele pelo braço para dentro da fabrica) — Se está aqui é para comprar algum móvel, pode escolher...fazemos mesas, cadeiras, tudo sobre encomenda e...(ele se solta) INUYASHA – Senhora, eu não vi comprar nada! HIGURASHI – Não?!(estranhando mas ainda sorrindo) — Então veio fazer o que? INUYASHA – Vim falar de sua filha. Ao ouvir a palavra ‘filha’, a senhora Higurashi deixou de sorrir ficando com uma cara de brava, para depois encarar InuYasha. HIGURASHI – Acho que o senhor se enganou, eu não tenho nenhuma filha. INUYASHA – Tem sim! Estou falando da Kagome e... HIGURASHI – Eu não quero saber dela!(gritando e ficando revoltada) – O que você é dela? INUYASHA – Eu sou patrão dela, mas também somos namorados e... HIGURASHI – É bem a cara dela, ficar seduzindo o chefe. INUYASHA – Não fale assim da Kagome. HIGURASHI – O que aconteceu com aquele vagabundo do Kouga? INUYASHA – Ele está preso. HIGURASHI – Por que será que não me surpreendo?(andando de um lado para o outro) — O que você quer? Ela está precisando de dinheiro? Ela se meteu em outra encrenca? Se for isso eu não quero nem saber. INUYASHA – Eu estou aqui para pedir que volte a falar com sua filha, ela não diz mas sei que sente sua falta e... HIGURASHI – Deixa eu te falar uma coisa.(ela o leva até o centro da fabrica) — Veja tudo isso, as maquinas, os moveis, veja tudo isso. INUYASHA – Estou vendo. HIGURASHI – O meu marido abriu essa fabrica com o dinheiro de ganhou depois de sair do exercito e tanto ele como eu trabalhamos duro para erguer essa fabrica, dia após dias, sete dias por semana, trinta dias por mês...tudo isso fizemos para dar a Kagome. INUYASHA – Senhora... HIGURASHI – E o que ela fez para nos agradecer? Fugiu com um delinqüente, devia ter visto o rosto dele, ficou rindo da gente. INUYASHA – Eu sei da história senhora...mas tem que compreender que ela era jovem, e quando se é jovem se cometem vários erros. HIGURASHI – Eu não quero saber! Se ela quer compreensão ela que vá procurar um psiquiatra...não quero mais falar dessa perdida. INUYASHA – A senhora não vê a sua filha à quase 8 anos, não sabe o que ela passou nesse meio tempo. HIGURASHI – Por pior que tenha passado deve ser pouco pelo que fez a meu marido...e agora se me der licença, eu tenho que trabalhar. A senhora Higurashi se afasta de InuYasha, que ficou desapontado ao ver que seus esforços tinham sido em vão e quando estava prestes a ir embora, Souta foi falar com ele. SOUTA – Eu ouvi o que falou com minha mãe...conhece mesmo a Kagome? INUYASHA – Sim, somos namorados. SOUTA – E como ela está? INUYASHA – Ela está bem, é gerente do meu restaurante, é uma mulher muito esforçada. SOUTA – Eu tinha 8 anos quando ela foi embora daqui...mal me lembro do rosto dela, eu sinto saudades dela. INUYASHA – Nunca mais a viu? SOUTA – Eu até tinha vontade, mas isso iria magoar minha mãe. INUYASHA – Eu entendo.(ele tira um papel do bolso e escreve nele) — Aqui está o endereço do meu restaurante, a Kagome mora no sótão, pode visita-la quando quiser. SOUTA – Eu não sei se é boa idéia.(não querendo pegar o papel) INUYASHA – É sim!(ele coloca no bolso da camisa de Souta) — Apareça quando puder. InuYasha sobe na moto e vai embora, enquanto Souta olha a moto sumir no horizonte e depois olha o papel que InuYasha colocou no seu bolso, mas esconde quando a mãe chega. HIGURASHI – Volte ao trabalho, Souta! SOUTA – Tá!(ele ia entrando mas de repente para) – Nunca vai superar? HIGURASHI – Você viu o seu pai morrendo, você já esqueceu? Foi por causa dela. SOUTA – Não mãe, mas... HIGURASHI – Esquece ela! Nós vivemos muito bem até hoje sem ela. SOUTA – Tem certeza, mãe? A senhora acha que vive bem sem ela? Souta lança um olhar fulminante contra a mãe, ele sabia que no fundo a mãe ainda sentia a separação, o rapaz entrou na fabrica deixando a mãe com seus pensamentos. HIGURASHI – “Eu não queria mais pensar nela, mas eu não consigo...por que? Por que?”(pensando) Se fazendo de durona, a senhora Higurashi entra de volta a fabrica para trabalhar. MAIS TARDE Já de volta ao restaurante, InuYasha conta para Kagome o que tinha feito, fato que deixa a moça furiosa. KAGOME – Mas por que foi fazer isso? Eu não te pedir nada!(exaltada) INUYASHA – Eu fiz isso por você...eu estou vendo como isso está te martirizando. KAGOME – Eu já te falei, InuYasha! Não se mete nisso, isso não te interessa. INUYASHA – Como não me interessa? Tudo que diz respeito a você me interessa, eu te amo, Kagome.(ela fica tocada com as palavras dele) KAGOME – Eu também te amo...mas é que eu não queria que você visse essa parte de minha vida.
INUYASHA – Todas as famílias tem problemas, a sua não seria diferente, mas tem que resolver isso com sua mãe. KAGOME – Ela já resolveu, InuYasha! Quando me expulsou da vida dela, foi escolha dela e não minha. INUYASHA – Quando fui para a China estava brigado com minha mãe e no meio tempo em que tive lá ela morreu e quando voltei não tive a oportunidade de dizer o quanto a amava.(ele segura a mão de Kagome) — Eu não quero que passe por isso. KAGOME – Isso foi diferente. INUYASHA – Mas Kagome...(ela coloca o dedo na boca dele) KAGOME – Eu não quero brigar com você de novo.(ela se afasta) — Encerramos esse assunto, o.k.?(votando para o trabalho) INUYASHA – Tudo bem! Você é quem sabe. InuYasha balançava negativamente, ele não concordava com a atitude de Kagome, ele sabia mais do que ninguém que ela podia se arrepender pelo resto da vida, assim como ele. DIA SEGUINTE InuYasha ainda estava inconformado com o fato de Kagome estar inflexível com relação a mãe dela, isso o forçou a voltar a penitenciária, para falar novamente com Kouga. KOUGA – Duas visitas em dois dias? Mas o que devo essa honra.(sorrindo) INUYASHA – Me fale a verdade! KOUGA – Do que está falando? INUYASHA – Eu acho que não me contou tudo sobre Kagome. KOUGA – Por que diz isso? INUYASHA – Eu olhei nos olhos da Kagome, tem mais alguma coisa além da briga com a mãe...e acho que você sabe o que é.(Kouga sorri maliciosamente) KOUGA – Até que você é bem esperto! Tem razão, tem algo a mais. INUYASHA – E o que seria? Me conte!(Kouga fica com uma cara triste) KOUGA – Depois que a senhora Higurashi expulsou Kagome da vida dela, nós seguimos com a nossa, Kagome tinha ficado gravida, estamos felizes, mas aí ela teve um aborto natural. INUYASHA – Isso é terrível! KOUGA — Ficamos arrasados, mas superamos, aí ela ficou gravida novamente, e novamente ela teve um aborto natural, e quando ficou gravida pela terceira vez, novamente aconteceu o aborto natural...como na época éramos jovem e demoramos a procurar um médico. INUYASHA – E o que o médico disse? KOUGA – Ele falou que Kagome sofria de uma anomalia no ovário, que impedia do feto se desenvolver, ele deu o nome da doença mas era tão complicado que nem me lembro o nome, mas aquilo impedia da gravidez ir até o fim. INUYASHA – Está querendo dizer o que estou pensando? KOUGA – Isso mesmo! Kagome não pode ter filhos e nunca irá poder. InuYasha fica chocado com a revelação, isso era o grande segredo da vida de Kagome, mas por que ela nunca falou isso para InuYasha? Próximo capítulo = O passado de Kagome – parte 2
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