Eu Sou a Noite
18 Vitória para a humanidade - parte 1
Já no dia seguinte no restaurante, InuYasha e Rin contam a Kagome toda a história sobre Rasetsu ser o assassino de Inutaicho e da própria esposa, Junko. KAGOME – Eu não entendo uma coisa...se Inutaicho e Junko foram encontrados mortos na cama, quer dizer eles tinham um caso. INUYASHA – Isso mesmo! O que você não entendeu? KAGOME – Eu quero dizer que Rasetsu matou os dois pela sua honra, nesses casos a pessoa não é condenada. RIN – Mas ele foi condenado pela forma como os matou. INUYASHA – Rasetsu algemou os dois e depois cobriu as cabeças de ambos com plásticos e amarrou com fita isolante para que os dois morressem sem ar. KAGOME – Que horror!(ela fica enjoada) — Mas o que ele quer com vocês?
INUYASHA – É o que vamos descobrir indo até Yokohama. RIN – Nós vamos no carro do Sesshoumaru até lá. KAGOME – Os três se conheciam? INUYASHA – Sim! Rasetsu era líder de um grupo de um movimento chamado Vitória para a humanidade, uma organização não governamental que agiam em várias ações. KAGOME – Como assim? INUYASHA – Um grupo lutava pelo meio ambiente, outro lutava pela proteção dos animais, outro pela defesa da mulher e assim por diante. RIN – O grupo do meu avô lutava pelo fim da pena de morte...isso não é irônico? KAGOME – E como? Ele lutava contra a pena de morte e acabou matando pessoas. Nesse momento Sesshoumaru chega ao restaurante junto de Satsuki e Jaken, e eles vão até aos outros. SESSHOUMARU – Desculpe a demora, eu trouxe a Satsuki para ficar aqui. KAGOME – Tudo bem, eu cuido dela, só que terei muito trabalho sem o InuYasha e a Rin. SESSHOUMARU – Foi por isso que trouxe o Jaken comigo, ele te ajudará no que for preciso...verá que ele será de muita utilidade. KAGOME – Tá bom! Obrigada. Sem fazer muita cerimonia, Satsuki foi para o sótão se encontrar com Shippou deixando os outros conversando. SESSHOUMARU – Agora podemos ir, Rin.(fala com carinho e depois olha Jaken) — Ajude Kagome no que ela pedir. JAKEN – Sim, senhor Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Vamos logo, InuYasha!(indo na frente) INUYASHA – Vê como fala comigo! Eu não sou teu empregado! Sesshoumaru, como sempre, ignora as reclamações do meio irmão e segue em frente, deixando InuYasha furioso. INUYASHA – Eu já vou indo...ligo para você quando puder. KAGOME – O.k.!(ela da um beijo nele) — Vá com cuidado. InuYasha se despede de Kagome para em seguida se juntar aos outros e vendo que Rin ia no banco do carona ao lado de Sesshoumaru, ele entra pela porta traseira e ao abrir ele vê Kikyou no banco traseiro. KIKYOU – Oi! InuYasha. INUYASHA – O que faz aqui, Kikyou? KIKYOU – Foi o seu irmão que me chamou.(InuYasha olha para Sesshoumaru) SESSHOUMARU – Acontece que a mãe de Kikyou é a advogado de Rasetsu...sendo assim ela nos dará livre transito para falar com ele. INUYASHA – Mesmo? SESSHOUMARU – Foi a senhora Kaede que entrou em contato com o meu editor falando que Rasetsu queria expor sua versão do crime. KIKYOU – Eu só não entrei porque não queria causar um mal estar com sua namorada. Percebendo que a presença de Kikyou tinha sua importância, InuYasha entrou no carro e assim todos puderam seguir para Yokohama, local onde estava preso Rasetsu e onde seria a execução. TRÊS HORAS MAIS TARDE Depois de três horas andando de carro pelas rodovias do Japão, InuYasha já estava incomodado com algo aparentemente urgente. INUYASHA – Pare o carro! SESSHOUMARU – Por que?(meio irritado) INUYASHA – Eu preciso me aliviar, estou ‘apertado’? SESSHOUMARU – Não seja ridículo! Agüente firme, não podemos perder tempo. INUYASHA – Mas eu preciso agora! Pare esse carro! InuYasha batia varias vezes no banco onde estava Sesshoumaru até que este finalmente parou o carro e assim InuYasha logo correu para um matagal para urinar e quando deu conta Sesshoumaru estava do lado dele fazendo a mesma coisa. INUYASHA – Por que está aqui? Não era você que dizia que não podíamos perder tempo? SESSHOUMARU – Já que paramos, eu aproveitei. Enquanto Sesshoumaru e InuYasha urinavam juntos no interior do matagal, Kikyou e Rin ficaram conversando no carro. RIN – Mas o que há com esses dois que não se dão bem? KIKYOU – Isso já era assim na época em que eu e InuYasha namorávamos. RIN – Eu acho triste isso, dois irmão se agredindo, se xingando o tempo todo. KIKYOU – Não esquente sua cabecinha com isso e... RIN – O que foi, senhorita Kikyou? Kikyou aponta para um carro que acaba passando bem devagar do lado do carro onde estavam e as duas percebem que o homem do carro estava olhando com atenção para as duas. KIKYOU – Rin, saia com cuidado do carro e chame os rapazes. RIN – Pode deixar. Rin sai do carro e vai para o interior do matagal e vendo isso, o homem misterioso acelera o carro e parte em disparada e Kikyou sai do carro também até a chegada dos outros. INUYASHA – Ele já foi? KIKYOU – Já! Mas eu anotei a placa do carro.
SESSHOUMARU – Ele deve ter visto sós vocês duas e pensou que estavam sozinhas...deve ser algum tarado. RIN – Eu não sei não! SESSHOUMARU – Agora já acabou! Podemos seguir em frente. Assim todos entram no carro e seguem viagem até chegarem a uma casa no centro da cidade de Yokohama. RIN – Que casa é essa? SESSHOUMARU – Essa casa foi de meu pai...foi aqui que houve o assassinato...a atual dona deixou a casa do mesmo jeito do que na época do crime. KIKYOU – Minha mãe acertou essa visita. INUYASHA – Por que estamos aqui? Não deveríamos falar com Rasetsu na prisão? SESSHOUMARU – Por meio de meu editor, Rasetsu disse que só falaria com a gente se descobríssemos algo de estranho aqui na cena do crime. Os quatro entram na casa depois de Sesshoumaru pagar a atual dona da casa pela permissão e assim eles examinam todos os cômodos da casa, que realmente estava do mesmo jeito da época do crime, os moveis, os utensílios, as roupas, tudo estava no mesmo lugar, e quando já estavam quase desistindo de achar algo estranho, InuYasha se manifestou. INUYASHA – Eu achei! Sesshoumaru, que estava na cozinha, Kikyou, que na sala e Rin, que estava no porão, ouvem o que InuYasha disse e se juntam a ele no quarto onde foi cometido o crime. SESSHOUMARU – Acho bom mesmo que tenha achado algo, InuYasha. INUYASHA – Então pode ver.(ele aponta para um tripé) RIN – O que tem de mais? É só um tripé. INUYASHA – Mas não tem nenhuma camera em cima dele e está bem em frente a cama onde foram encontrados os corpos do meu pai e de sua avó. SESSHOUMARU – Ele está certo, Rin!(ele olha com atenção) — É possível que alguém tenha gravado o assassinato...isso é suficiente. MAIS TARDE Já dentro da penitenciaria, InuYasha, Sesshoumaru, Rin e Kikyou se juntaram a Kaede para falar com Rasetsu, que já os aguardava na sala de visitas do local. KAEDE – Não sei por que agora Rasetsu resolveu se abrir com a imprensa. SESSHOUMARU – Desde o começo ele sempre se declarou inocente, mas nunca fez força para provar...eu não sei o que ele quer. RIN – Eu nunca vi o meu avô, eu não sei como vou me sentir diante dele. Os cinco chegam na sala, onde Rasetsu estava e o primeiro contato deixam cada um com um sentimento diferente, pois Rin sentia um vazio ao ver o avô, InuYasha sentia uma enorme raiva pelo homem que matou seu pai, já Sesshoumaru parecia tranqüilo sem se abater diante do assassino do pai. RASETSU – Que bom que vieram! INUYASHA – Corte o papo furado e fale o que quer com a gente. RASETSU – Primeiro me contem se encontraram algo de estranho. SESSHOUMARU – Achamos um tripé sem camera, mas não sabemos se era de imagem ou fotografia. RASETSU – Muito bem! Estou impressionado. RIN – O que quer com a gente, vovô? (ele olha com tristeza para a neta) RASETSU – Eu quero que vocês provem que sou inocente. A declaração de Rasetsu espanta todos, que tinham reações distintas, mas a mais exaltada era de InuYasha. INUYASHA – Do que está falando? Você matou o meu pai. RASETSU – Não! Eu era amigo de seu pai, nunca faria isso. INUYASHA – Mas a sua esposa tinha um caso com ele e você matou os dois por isso. RASETSU – Minha esposa não tinha caso com ninguém, ela era uma mulher honesta. SESSHOUMARU – Como o senhor explica o sêmem de meu pai na vagina de sua esposa encontrados durante a perícia? RASETSU – Essas provas podem ser forjadas, minha esposa não tinha caso nenhum...pensem bem, se essa história fosse verdade, eu não teria feito tudo aquilo com eles, teria dado um tiro em cada um e fim de papo. RIN – O senhor diz que as provas foram forjadas, mas quem teria interesse em condena-lo? RASETSU – O verdadeiro assassino! (ele fica com o olhar triste) — Talvez Takeshi. INUYASHA – Quem é Takeshi? RASETSU – Ele era membro do mesmo grupo que eu, Junko e Inutaicho. SESSHOUMARU – Por que acha que foi ele? RASETSU – Ele nunca me visitou ou fez força para me libertar. INUYASHA – Então quer que nós provemos que esse Takeshi é o verdadeiro culpado pela morte de meu pai e de Junko? RASETSU – Isso! Eu acho que vocês podem conseguir. SESSHOUMARU – Por que acha que iremos fazer isso? RASETSU – Você não me engana, Sesshoumaru, vejo pelos seus olhos que sabe que sou inocente, sabe que tem algo de errado que não foi esclarecido. SESSHOUMARU – Eu já ouvi o bastante. Sesshoumaru se levanta para sair e todos vão atras dele e já do lado de fora da penitenciaria, eles conversam sobre a visita. INUYASHA – Sesshoumaru, acha mesmo que ele é inocente? SESSHOUMARU – Se é inocente eu não sei, mas tem algo estranho nisso...se eu conseguir provar isso poderei ganhar um outro prêmio Lipzer de jornalismo. INUYASHA – Então é só por isso que está aqui? Para ganhar outra prêmio? Eu pensei que estava aqui para saber a verdade sobe a morte de nosso pai. SESSHOUMARU – É claro que estou aqui pelo nosso pai, mas não há nada de errado unir o útil ao agradável. KIKYOU – Vocês dois! Parem com isso, não vêem o estado de Rin. RIN – Não se preocupe comigo. Rin correu para dentro do carro, ela estava abalada depois de ver seu avô, deixando InuYasha e Sesshoumaru arrependidos por não notarem a tristeza da jovem. KIKYOU – Agora vão e sem brigas, por favor. INUYASHA – E você? Não vêm conosco? KIKYOU – Eu vou ficar com minha mãe. SESSHOUMARU – Amanhã a gente se encontra de novo aqui. Depois de se despedirem de Kikyou, os irmãos entram no carro com Rin. MAIS TARDE Naquele momento a chuva caia torrencialmente na cidade de Yokohama e chegando em uma pensão, onde tinham feito reservas, os três descem do carro e pegam as chaves dos quartos na recepção para descansarem. SESSHOUMARU – Vamos descansar um pouco e depois vemos o que se pode fazer. INUYASHA – O.k.! RIN – Tudo bem. Os 3 estavam subindo as escadas para irem aos quartos e ao chegarem lá, Sesshoumaru percebe que o seu já estava aberto. SESSHOUMARU – Alguém esteve aqui. INUYASHA – Isso é estranho mesmo...fique aqui, Rin. RIN – Tá bom! Assim Sesshoumaru e InuYasha entram com cuidado no quarto e percebem que não havia ninguém no local, estava tudo no lugar até que InuYasha pisa em algo. INUYASHA – Eu pisei em alguma coisa.(ele pega o objeto) SESSHOUMARU – Uma fita de vídeo?!(ele pega a fita do irmão) INUYASHA – Pode vir, Rin!(assim Rin entra) RIN – Encontraram algo? SESSHOUMARU – Sim! Alguém deixou uma fita aqui...vamos ver o que tem nela. InuYasha desce até a recepção e pede emprestado o vídeo cassete para leva-lo ao quarto para que todos vissem a fita e depois de instalar o aparelho no quarto, os três puderam ver o que tinha na fita. FITA As imagens mostram um homem algemando duas pessoas nus, já com as cabeças cobertas por plásticos e depois se afasta do casal e em seguida as duas pessoas se debatem muito, tentam se soltar até não se mexerem mais, o que mostrava que já estavam mortos. FIM DA FITA As duas pessoas mortas eram Inutaicho e Junko, mas o homem não era Rasetsu, o que deixou InuYasha e Sesshoumaru confusos. INUYASHA – Quem era aquele homem? SESSHOUMARU – Eu aposto que é Takeshi. INUYASHA – Deve ser ele mesmo, mas o que... InuYasha para de falar ao ver o estado de Rin, que ficou mais abalada ainda ao ver as cenas do assassinato de sua avó e sai correndo pelo corredor. INUYASHA – Rin, espere! SESSHOUMARU – Deixa que vou atras dela. INUYASHA – Mas... SESSHOUMARU – Guarde a fita que eu vou atras da Rin. InuYasha tirou a fita do vídeo cassete enquanto Sesshoumaru foi atras de Rin e a encontrou sentada na escada da pensão, que não tinha cobertura e portanto chovia em cima de Rin e vendo aquela cena, Sesshoumaru se sentiu tocado pela doçura da jovem ao se aproximar dela. SESSHOUMARU – Eu sinto pelo que está passando. RIN – Me desculpe pela minha atitude, mas não foi fácil para mim ver minha avó ser morta.(ela estava chorando) SESSHOUMARU – Não tem que se desculpar de nada...sua atitude é compreensiva.(ele se senta ao seu lado) RIN – Você me deve achar uma boba, uma pessoa que quer ser jornalista não pode se abalar assim. SESSHOUMARU – Isso não é verdade! Pode não parecer mas nós jornalistas temos coração e não é vergonha nenhuma mostrar isso...eu só não fiquei tão abalado por que já estou mais acostumado com isso, mas fiquei um pouco abalado. RIN – Eu também tinha medo que você deixasse de gostar de mim se fosse verdade que meu avô matou seu pai.
SESSHOUMARU – Mas ainda gosto de você! E além disso agora sabemos que seu avô não foi o assassino e podemos tira-lo da cadeia. RIN – É verdade! Eu fiquei tão abalada com as imagens que tinha me esquecido disso. SESSHOUMARU – Tudo ficará bem!(ele a abraça e nota que estão molhados) — É melhor nos secarmos antes disso.(rindo) RIN – Tem razão.(rindo também) Os dois entram nos seus respectivos quartos sendo observados por InuYasha, que ainda não confiava no irmão em relação as suas intenções com Rin, achando que ainda a estava usando. Próximo capítulo = Vitória para humanidade – parte 2
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