Eu Sou a Noite

19 Vitória para a humanidade - parte 2


Depois de ser buscada por Sesshoumaru debaixo da chuva, Rin resolveu aproveitar para tomar um banho, ela estava mais aliviada em saber da possibilidade de soltura de seu avô, Rasetsu, e assim que acabou de tomar banho, deitou na cama, enrolada na toalha.

RIN – Meu pai nem vai acreditar que meu avô é inocente.

Rin adormece um pouco e tem lembranças da noite anterior, quando Sesshoumaru a levou até sua casa.

FLASH BACK DE UM DIA

Depois de revelar a InuYasha o que Rasetsu queria, Sesshoumaru levou Rin até a casa dela e lá falou para Takeda o que estava acontecendo.

TAKEDA – Eu não quero que vá, principalmente com ele.(apontando para Sesshoumaru)

RIN – Mas eu tenho que ir! O senhor não pode me impedir.

SESSHOUMARU – Detetive Takeda, tem que entender que foi um pedido de Rasetsu.

TAKEDA – Eu não quero a Rin envolvida com aquele homem, ele fez a filha dele, minha primeira esposa, sofrer muito.

RIN – Mas não é fácil para o Sesshoumaru também...e ele vai, por isso eu também tenho que ir.

TAKEDA – O.k.!(ele chega perto de Sesshoumaru) — É melhor cuidar bem de minha filha ou irá se arrepender.

SESSHOUMARU – O.k.!(ele olha para Rin) — Amanhã eu te encontro no seu trabalho.

RIN – Combinado!

Sesshoumaru vai embora deixando Takeda e Rin a sós na casa deles.

FIM DO FLASH BACK

Rin é acordada de seus pensamentos pela súbita aparição de Sesshoumaru em seu quarto.

SESSHOUMARU – Rin, eu queria...

Sesshoumaru para de falar ao ver Rin apenas de toalha, ele ainda não tinha visto a jovem com tão poucas roupas e ficou meio sem graça, ela por sua vez ficou um pouco corada com a situação.

RIN – O que foi?(de costas para ele)

SESSHOUMARU – Nós temos que mostrar a fita para a senhora Kaede fazer a defesa de seu avô.(ele se manca) – Eu vou deixar você se trocar antes.

Sesshoumaru, ainda meio sem graça, sai do quarto de Rin, que fechou a porta e depois se encostou nela, suspirando por Sesshoumaru, e enquanto isso, na recepção, InuYasha usava o telefone para falar com Kagome.

INUYASHA – Tem certeza que está tudo bem aí?

KAGOME – Tenho sim! O Sesshoumaru tinha razão, o Jaken está me ajudando muito.

INUYASHA – Ele da uma bola dentro de vez em quando.

KAGOME – E como está as coisas com o avô de Rin?

INUYASHA – Você nem imagina! Nós descobrimos que ele é inocente...é uma longa história, depois eu te conto.(Sesshoumaru faz gesto para ele se apressar)

KAGOME – Percebo que está bem ocupado! Eu tenho que desligar mesmo...temos muito trabalho.

INUYASHA – Até mais! Eu te amo!

KAGOME – Eu também te amo!

InuYasha desliga o telefone para se juntar a Sesshoumaru e Rin, que já estava vestida.

SESSHOUMARU – Por que não liga para sua namorada depois?

INUYASHA – Vê se não me enche!

RIN – Vocês dois querem parar por favor se não...

Sesshoumaru e InuYasha estranharam o fato de Rin ter parado de falar, mas é que ela tinha olhado para um carro parado ali perto.

RIN – O carro! É o mesmo daquela vez na estrada.

INUYASHA – Tem certeza?

RIN – Claro que sim!

Sesshoumaru corre em direção ao carro, cujo o motorista da a partida ao perceber a aproximação de Sesshoumaru, deixando tanto ele como Rin e InuYasha sem entender o que estava acontecendo.

MAIS TARDE

De volta a penitenciaria, Sesshoumaru, InuYasha e Rin faziam uma nova visita a Rasetsu e contaram as novidades.

RIN – Nós descobrimos vovô, o senhor é inocente.(sorrindo)

RASETSU – Eu não falei!(ele também sorria para a neta) – Como descobriram?

SESSHOUMARU – Alguém deixou uma fita de vídeo onde estamos hospedados, nela vimos que uma outra pessoa algemava meu pai e Junko.

RASETSU – Acham que foi Takeshi, não é?

INUYASHA – E quem mais poderia ser? Achamos também que Takeshi está tentando nos amedrontar, aparecendo de carro nos vigiando.

RIN – A Kikyou tinha visto os números da placa do carro e mandou averiguar de quem seriam o carro.

SESSHOUMARU – E adivinha quem era o dono do carro...Takeshi.

RASETSU – Então foi ele quem deixou a fita com vocês?

INUYASHA – Sim! Mas eu não entendo o porquê.

RASETSU – Eu não estou com um bom pressentimento disso.

RIN – O senhor vai ver...quando o juiz ver a fita, ele te soltará num instante.

MAIS TARDE JÁ A NOITE

Rin, Sesshoumaru, InuYasha e Kikyou esperavam, do lado de fora da sala, por Kaede, que naquele momento falava com o juiz e logo ela saiu e todos a cercaram.

RIN – Quando vão soltar o meu avô?

KAEDE – Infelizmente ele não será solto.

SESSHOUMARU – Mas por que não? O juiz não viu a fita?

KAEDE – Ele viu, mas um perito conclui que a fita tinha cortes e sendo assim não poderia ser aceita em um tribunal.

RIN – Mas isso é um absurdo! Foi aquele Takeshi que matou minha avó.

KIKYOU – Acalme-se Rin! Não adianta ficar nervosa.

INUYASHA – A Kikyou tem razão! Se a fita tinha cortes é sinal de que não era a original, que deve estar em algum lugar.

SESSHOUMARU – Isso se ela não foi destruída!(ele percebe que estava tirando as esperanças de Rin e tenta consertar) – Mas quem sabe ainda esteja intacta.

INUYASHA – Provavelmente na casa de Takeshi.

RIN – Isso mesmo!

KAEDE – Mas tem um problema nisso! Takeshi não tem endereço fixo a tempos, portanto não sabemos onde mora atualmente.

SESSHOUMARU – Vamos falar com Rasetsu, quem sabe ele não tenha uma idéia de onde Takeshi more.

MAIS TARDE

Mais uma vez todos foram a penitenciaria falar com Rasetsu.

RASETSU – Eu sinto muito em não ajudar...eu não tenho a menor idéia de onde Takeshi more.

RIN – Tem certeza, vovô?(ele confirma com a cabeça)

INUYASHA – Tem uma coisa que não entendo...se Takeshi quer condena-lo por que nos deixou uma fita que mostrava ele na cena do crime? Seria mais simples se ele não fizesse nada...o senhor seria condenado na certa.

RASETSU – O Takeshi faz isso para me torturar...não existe tortura maior do que ser condenado por um crime que não cometi e o verdadeiro culpado mostrar isso sem ter medo.

SESSHOUMARU – Por que ele te odeia tanto? Não eram amigos?

RASETSU – Na verdade ele era apaixonado por Junko e até se declarou a ela, mas como ela o rejeitou por estar apaixonada por mim, Takeshi se virou contra mim e armou tudo isso.

INUYASHA – Mas que canalha!

RASETSU – Por isso que ele faz essa tortura, ele quer me dar esperanças para depois tira-la de mim, ele quer que eu veja como ele saiu vitorioso...como ele não podia ter Junko, eu também não teria.

RIN – Eu não sei o que dizer, vovô.

RASETSU – Eu já perdi minhas esperanças, querida...serei condenado a morte amanhã à tarde, preciso me conformar.

RIN – Não fale assim vovô, eu sei que vou conseguir provar sua inocência.

RASETSU – Não perca suas esperanças com um velho moribundo, vá viver sua vida...e me desculpe por não estar do seu lado na morte de sua mãe...eu também a amava muito.

RIN – Não vovô!

RASETSU – Adeus, Rin!(ele se levanta da cadeira e volta para a cela)

RIN – Eu não vou desistir do senhor! Eu nunca vou desistir.

Rin bate várias vezes no vidro que separava os visitantes dos presos, e vendo aquela cena, Sesshoumaru abraça a jovem para conforta-la naquele momento difícil.

MAIS TARDE JÁ QUASE MEIA NOITE

Com as esperanças completamente acabadas, InuYasha, Sesshoumaru e Rin, voltam a pensão, Rin ainda estava muito abalada com o fato de Rasetsu ser condenado.

RIN – Eu não sei se vou conseguir dormir.

SESSHOUMARU – Eu fico com você até conseguir.

INUYASHA – Eu vou para meu quarto tentar dormir um pouco.

InuYasha entrou no seu quarto enquanto Sesshoumaru acompanhou Rin até o dela e lá ele tentou acalma-la, sentando ao lado dela na cama.

SESSHOUMARU – Eu liguei para o Jaken e pedi que ele falasse com ajudante meu para que ele investigasse tudo sobre Takeshi...vai ver, saberemos de algo.

RIN – Mas no que isso vai nos ajudar? Você ouviu a senhora Kaede, o Takeshi não tem residência fixa, nunca o acharemos a tempo de evitar a condenação de meu avô.

SESSHOUMARU – Eu queria poder ajuda-la mais.

RIN – Se quer me ajudar, fique comigo hoje, eu não quero ficar sozinha.

SESSHOUMARU – Você acha uma boa idéia?

RIN – Por favor!

Sesshoumaru não resiste aos encantos da jovem e os dois se beijam de maneira doce e carinhosa no começo até que esses mesmos beijos começam a ficar mais ardentes fazendo eles deitarem na cama, onde começam a tirar a roupa um do outro para terem finalmente sua primeira noite de amor juntos.

HORAS DEPOIS

Já extenuados pelo cansaço, Sesshoumaru e Rin, dormiam juntos na cama até que ele acorda e beija a nuca da jovem, que continuava dormindo.

SESSHOUMARU – Ela parece um anjo dormindo.

Depois de acariciar a jovem, Sesshoumaru se levanta para pegar o celular que estava na calça jogada no chão e assim ele ligou para Jaken.

JAKEN – Senhor Sesshoumaru! Já são quase 2 horas da madrugada, isso é hora de ligar?

SESSHOUMARU – Eu precisava conversar com alguém.

JAKEN – Aconteceu algo, senhor?

SESSHOUMARU – A coisa mais maravilhosa da minha vida.

JAKEN – Se está falando assim é por que tem mulher no meio, acertei?

SESSHOUMARU – Claro que sim! Uma jovem estudante de jornalismo.

JAKEN – A jovem Rin?! Mas eu pensei que estava com ela para saber mais sobre as investigações do pai dela.

SESSHOUMARU – Confesso que no começo foi assim, mas depois foi diferente.

JAKEN – Diferente?

SESSHOUMARU – É só chegar perto dela que mina temperatura sobe, tocar na sua pele macia me deixa excitado e quando transei com ela, não queria mais parar...eu nunca senti isso na vida, nem mesmo pela mãe de Satsuki.

JAKEN – O senhor tem que ter cuidado com o pai dela, ele certamente não vai gostar dessa história.

SESSHOUMARU – Mas eu não posso evitar, a Rin me atrai muito.

JAKEN – O senhor é quem sabe...mas já que me acordou no meio da noite eu vou passar uma informação que só faria amanhã.

SESSHOUMARU – Que informação?

JAKEN – Um ajudante do senhor conseguiu localizar uma pessoa que pode saber o paradeiro de Takeshi

Jaken diz o nome da pessoa, deixando Sesshoumaru um pouco surpreso e naquele momento sem que ele perceba, Rin o abraça por trás.

RIN – Por que saiu da cama, amor?

SESSHOUMARU – Eu tive que fazer uma ligação.

RIN – Já que acabou, agora pode voltar.(ela o beija)

SESSHOUMARU – É melhor a gente não abusar...temos que levantar bem cedo amanhã.

RIN – Amanhã cedo?! Por que?

SESSHOUMARU – Eu já sei quem pode saber onde Takeshi esteja.

RIN – Verdade?!

SESSHOUMARU – Sim! Espero que tenha trazido o passaporte...vamos de avião!

RIN – Eu trouxe sim mas..

SESSHOUMARU – Mas o que?

RIN – Mas eu quero continuar a abusar.(rindo)

Rin puxa Sesshoumaru de volta para a cama para que os dois voltem a transar.

DIA SEGUINTE

Sem saber o que tinha ocorrido com Sesshoumaru e Rin na noite anterior, InuYasha dormia tranqüilamente até que alguém bate na porta e logo ele foi atender.

INUYASHA – Kikyou?!

KIKYOU – Bom dia InuYasha!

INUYASHA – O que faz aqui tão cedo?

KIKYOU – É que eu tive uma idéia de como ajudar Rasetsu.

INUYASHA – Então deixa eu me vestir.

KIKYOU – Tá! E eu vou avisar os outros.

InuYasha fecha a porta para trocar de roupa e feito isso sai do quarto e vê somente Kikyou.

INUYASHA – Onde estão Sesshoumaru e Rin?

KIKYOU – Eu não sei! Eu fui aos quartos deles e estavam vazios.

INUYASHA – Não tem ninguém?(ele foi conferir nos quartos) – Mas onde eles estão?

KIKYOU – Eu encontrei isso no quarto de Sesshoumaru e está com seu nome nele.(ela da um bilhete a InuYasha que lê)

INUYASHA – Aqui diz que eles vão investigar uma pista sobre Takeshi e que voltam bem antes da condenação...mas onde será que eles foram?

KIKYOU – Então ficamos só nós dois.

INUYASHA – Mas me diga Kikyou, qual era seu plano de ajudar Rasetsu?

KIKYOU – Venha comigo e você verá.

Como Sesshoumaru usou o carro para ir, junto de Rin, até o aeroporto, InuYasha teve que ir no carro que Kikyou dirigia e ela levou ele até a uma casa no centro de Yokohama, e essa casa era enorme e ainda tinha uma estufa nos fundos.

INUYASHA – Que casa é essa?

KIKYOU – Minha mãe me disse que era aqui que o movimento ‘Vitória para a humanidade’ se reunia.

INUYASHA – Então acha que encontraremos algo?

KIKYOU – Espero que sim! Para o bem de Rasetsu.

InuYasha e Kikyou, desceram do carro e foram para a entrada da casa que tinha um enorme portão de aço, que estava fechado.

INUYASHA – Fechado!

KIKYOU – Eu temia por isso...essa sede foi fechada depois do crime e nunca mais foi inaugurada novamente.

INUYASHA – Agora é dar meia volta.(já desistindo)

KIKYOU – Ora InuYasha, desde quando um pequeno obstáculo assim nos impediu na adolescência?

INUYASHA – Você está falando em pular o muro? Isso é invasão de propriedade, se formos pegos nos mandam para a cadeia.

KIKYOU – Não seja bobo, InuYasha! Eu sei que gosta dessa sensação de perigo...agora me ajude a pular o muro.

Kikyou tinha razão ao dizer que InuYasha gostava daquela sensação, ele tinha deixado de ser o Motoqueiro Noturno nesses últimos dias por causa de Kagome, ele sentia falta de um pouco de adrenalina e por isso decidiu ajudar Kikyou no plano dela.

Próximo capítulo = Vitória para a humanidade – parte 3