Eu Sou a Noite
8 Um rival para InuYasha - parte 2
Miroku ia descendo, pelo elevador, o prédio onde morava Kikyou e ao sair do prédio onde a amiga morava, deu de cara com InuYasha, que o aguardava. MIROKU – InuYasha?! INUYASHA – Podemos conversar? Atendendo o pedido de InuYasha, Miroku o acompanhou até a uma praça ali perto onde se sentaram no banco do local. MIROKU – Como chegou aqui sem a moto? INUYASHA – Eu vim a pé, não é tão longe assim. MIROKU – E fez tanto esforço para falar comigo? Por qual motivo? INUYASHA – Eu te pedir que não veja a Kagome. InuYasha disse aquilo com uma firmeza e convicção que fez Miroku arregalar os olhos pela surpresa do pedido. MIROKU – E posso saber o motivo de estar fazendo esse pedido? INUYASHA – Eu não quero que faça a Kagome sofrer, ela é uma amiga muito querida. MIROKU – E de onde tirou a idéia que eu farei a Kagome sofrer? INUYASHA – Não se faça de desentendido, Miroku, eu sei que tipo de pessoa você é. Miroku se levanta diante das palavras de InuYasha, que também se levanta em seguida e assim os dois ficam se encarando de modo desafiador. MIROKU – Como pode dizer isso? Você nem me conhece direito. INUYASHA – Mas sei o suficiente...eu me lembro que na época do colegial, você tinha várias namoradas e despedaçou o coração de muitas delas. MIROKU – Isso não é verdade, e sabe disso...o que acontecia é que eu era muito volúvel, isso era um defeito, magoava as garotas, eu reconheço, mas sempre fiquei com uma mulher de cada vez, nunca trai ninguém. INUYASHA – Isso é o que você diz. MIROKU – Acredite no que quiser...eu estava estranhando o teu comportamento hoje cedo, já tinha percebido a hostilidade comigo mas não queria falar isso na frente da Kagome. INUYASHA – Essa hostilidade é por saber quem você é. MIROKU – Por que não deixa a Kagome decidir se sai comigo ou não? INUYASHA – A Kagome é uma moça de cidade pequena, não está acostumada com um tipo de homem como você, que gosta de se aproveitar da inocência das moças, mas a Kagome tem eu para defende-la. MIROKU – Acabou? INUYASHA – Ainda não!(ele chega mais perto ainda) — Esqueça a Kagome, ela não é para o teu bico. MIROKU – Agora acabou? INUYASHA – Sim! MIROKU – Passar bem, InuYasha. Miroku parece que não ligou muito para as ameaças de InuYasha, que por outro lado, transbordava de raiva em desconfiar que talvez Kagome gostasse de Miroku. MAIS TARDE No sótão do restaurante de InuYasha, onde morava, Kagome estava em frente ao espelho, sendo observada por Shippou, escolhendo o vestido que iria usar no encontro com Miroku. KAGOME – Qual você acha que eu deva usar, Shippou? SHIPPOU – Eu não entendo nada disso, você fica bonita de qualquer jeito. KAGOME – Fico mesma!(toda orgulhosa) — Eu acho que vou usar um pretinho básico. SHIPPOU – Vai chegar tarde? KAGOME – Eu não sei, talvez.(se vestindo atrás do biombo) SHIPPOU – E se chegar, eu posso ver televisão até tarde? KAGOME – Não senhor! Eu quero que durma cedo para não prejudicar na escola...ou acha que não tenho visto suas notas.(saindo já vestida de trás do biombo) SHIPPOU – Elas já foram piores. KAGOME – Mas elas podem melhorar ainda mais, portanto nada de ficar acordado até tarde. SHIPPOU – Ahhhh! KAGOME – Sem bronca, rapazinho! Shippou saiu bronqueado, mas no fundo sabia que era bom ter alguém que cuidasse de você e assim era Kagome, que já estando vestido desceu até o salão do restaurante onde pode ser vista por Myuga e InuYasha, que ainda não se conformava com o encontro. INUYASHA – Então vai mesmo? KAGOME – Não InuYasha, eu só coloquei esse vestido para desfilar para todos vocês...mas é claro que vou. MYUGA – Deixa ela senhor InuYasha. INUYASHA – Quem sabe ele não aparece. InuYasha contava que com a conversa que teve mais cedo com Miroku, talvez ele tivesse desistido, mas isso não tinha acontecido pois naquele momento o som de uma buzina indicava a presença dele. KAGOME – Ele apareceu sim.(mostrando a língua para ele) INUYASHA — “Droga!”(pensando) KAGOME – Eu já vou indo e não me esperem acordados meninos. Kagome sai do restaurante e entra no carro de Miroku sob os olhares de Myuga, Shippou e InuYasha, que ficou olhando de maneira desafiadora para Miroku, que também não se intimidava com o olhar e assim os dois vão embora enquanto os outros observam o carro sumir no horizonte. INUYASHA – A Kagome está cometendo um erro em sair com esse cara. MYUGA – Ela é bem grandinha para se cuidar sozinha. SHIPPOU – A Kagome foi casada com o Kouga, ela sabe se cuidar, InuYasha. INUYASHA – Vamos ver. MYUGA – O senhor não está se esquecendo de nada? INUYASHA – Do que? SHIPPOU – Já está anoitecendo...tem que se transformar no Motoquerio Noturno...é tua obrigação. INUYASHA – Tá! Tá! Não precisam me lembrar...eu já vou indo. InuYasha não estava de bom humor e portanto que nenhum bandido pé de chinelo se metesse a besta com ele, pois teria uma desagradável surpresa. MAIS TARDE Miroku tinha levado Kagome a um restaurante chique, maior e mais elegante do que o de InuYasha, e também tinha música de fundo e uma pista de dança, e Kagome estava fascinada pelo lugar. KAGOME – É um restaurante muito fino, você já tinha vindo aqui? MIROKU – Não! Ele foi indicado por um de meus clientes, é ótimo ter bons contatos. KAGOME – Você não devia ter me trazido a um lugar assim, eu nem sei se estou vestida adequadamente. MIROKU – Você está ótima.(o garçom serve o vinho) KAGOME – E sem falar que esse restaurante deve cobrar ‘os olhos da cara’.(Miroku prova o vinho) MIROKU – Eu já disse para não se preocupar com isso, eu sou rico e apesar de não gostar de esbanjar, acho que a ocasião merece.(o garçom da o menu) KAGOME – Eu nem sei se mereço tanto. MIROKU – Uma mulher como você merece isso e muito mais.(ele olha o menu) — O que vai querer comer? KAGOME – Vamos ver.(ela olha bem o menu) — Eu nem sei escolher, são tantas opções. Miroku estava fascinado com a simplicidade de Kagome, esse jeitinho de ser aumentava o interesse dele e enquanto isso, InuYasha, já vestido de Motoqueiro Noturno, encurralava um bandido, que estava tentando roubar um carro. INUYASHA* — É melhor desistir disso, amigo. BANDIDO – Eu já ouvi falar de você, quero ver se é tão bom de briga assim. O bandido não tinha idéia no que estava se metendo, pois InuYasha estava tão furioso em saber que Kagome estava com outro que queria descontar a raiva em alguém e acabou sobrando para o podre bandido, que depois de um tempo estava todo machucado pela surra que levou de InuYasha. INUYASHA* – Para seu bem é melhor que não faça mais isso.(segurando o bandido pelo colarinho) BANDIDO – Sim senhor!(com medo) — “O que deu nele? Parece bicho.”(pensando) InuYasha amarra o bandido com uma corda em uma arvore ali perto, assim a polícia iria prende-lo, mas isso não tirava a agonia de InuYasha e enquanto isso, depois de jantarem, Miroku e Kagome estavam dançando e conversando ao mesmo tempo. KAGOME – Sabia que o InuYasha me alertou sobre você? MIROKU – O que ele disse? KAGOME – Ele disse que você é perigoso e muito mulherengo. MIROKU – Eu não me importo com a opinião dele e sim da tua, o que você disse a ele? KAGOME – Que eu sabia me cuidar e não precisava de babá. MIROKU – Você já não pensou que talvez ele esteja com ciúmes? KAGOME – Não é isso não! Ele só quer me proteger, acha que por ser uma moça de cidade pequena, eu não saiba lidar com certas situações. MIROKU – Mas e você? KAGOME – O que tem eu? MIROKU – O que sente por ele? KAGOME – Ele só é meu patrão, trabalho para ele e o respeito e é só. – “Por que está mentindo para si mesma, Kagome? Você o ama”(pensando) MIROKU – Então eu teria uma chance? KAGOME – Talvez. MIROKU – Já é um começo. Miroku se aproxima ainda mais de Kagome para lhe dar um beijo e ela, apesar de não ama-lo, ela não faz resistência ao beijo, ela queria esquecer InuYasha e talvez Miroku a ajudasse a faze-lo, pensando que não haveria chance com seu patrão. MAIS TARDE Já de volta ao restaurante de InuYasha, já fechado, Miroku deixa Kagome na frente do estabelecimento. KAGOME – Obrigado pela noite, eu me diverti muito. MIROKU – Eu também. KAGOME – Você não quer entrar? MIROKU – Melhor não! Eu não quero encontrar com o InuYasha. KAGOME – Não tem que ligar para ele. MIROKU – Eu só não quero confusão. KAGOME – Como quiser. MIROKU – Então eu vou indo, a gente se vê amanhã? KAGOME – É só aparecer por aqui. MIROKU – Combinado. Miroku beija Kagome de maneira intensa antes de se despedir e essa cena era vista por InuYasha, que ainda vestido de Motoqueiro Noturno, olhava tudo através de um binóculo. INUYASHA – Ele não presta Kagome, só você não vê isso. InuYasha não se conformava em ver que a relação de Miroku com Kagome está evoluindo cada vez mais e começava a sentir a dor da perda. DIA SEGUINTE Já acordando no dia seguinte, InuYasha ainda ficava pensando no beijo que Miroku deu em Kagome e sentia que tinha que tomar uma atitude e por isso logo cedo ia falar com Kagome, mas Myuga o interrompe. MYUGA – Espere senhor InuYasha! É melhor não falar com a Kagome nervoso desse jeito. INUYASHA – Mas eu não estou nervoso.(ele estava bastante ansioso) MYUGA – O que eu quero dizer é que o senhor não pode complicar as relações de trabalho...o clima entre vocês dois está péssimo e isso tem influência no restaurante. INUYASHA – Mas eu não posso permitir que um safado como o Miroku machuque o coração dela. MYUGA – Eu só estou falando para se acalmar, indo ansioso desse jeito só vai jogar a Kagome ainda mais nos braços de Miroku. INUYASHA – Você tem razão...eu preciso mudar a minha tática.(ele coloca a mão no ombro de Myuga) — Valeu pelo toque, Myuga. Agora mais calmo, InuYasha foi ao sótão onde Kagome morava e quando ele ia abrir a porta, ela abre antes e se surpreende com ele. KAGOME – InuYasha?! Não precisava vir aqui, eu já ia descendo. INUYASHA – Mas é que eu queria falar com você antes. KAGOME – Se é para falar mal do Miroku, pode parar por aqui. INUYASHA – Eu não vou mudar minha opinião sobre o Miroku, mas eu queria me desculpar com você. KAGOME – Se desculpar? — “Ele parece sincero.”(pensando) INUYASHA – Isso mesmo! Eu não devia me meter tanto na sua vida, mas eu gostaria que soubesse que faço isso por que gosto de você.(ele fica meio vermelho) KAGOME – Gosta? — “Será que ele me ama?”(pensando e ansiosa) INUYASHA – Claro! Somos amigos, não é?(mentindo para si mesmo) – Uma relação de patrão e empregado. KAGOME – Claro! — “Mas que burra você é, Kagome! Ele só gosta de você como amiga.”(pensando e ficando com o rosto triste) INUYASHA – Espero que tenha tudo ficado esclarecido. KAGOME – Sim, tudo ficou claro. Kagome e InuYasha ficaram em silêncio e se olhando por um tempo para depois ambos descem ao restaurante, infelizmente InuYasha não foi capaz, dessa vez, de expor seus sentimentos a Kagome, que também ficou um pouco decepcionada com as palavras de InuYasha, quando ele disse que eles eram apenas amigos e Myuga, vendo a moça, percebeu a decepção. MYUGA – O que foi, Kagome? Parece triste. KAGOME – É que eu me enganei com uma coisa. MYUGA – Não quer falar a respeito? O senhor InuYasha acabou de ir e o restaurante tem pouca movimentação agora cedo, podemos conversar. KAGOME – É o InuYasha. MYUGA – Ele tem pegado no teu pé por causa do Miroku. KAGOME – Não é só isso...o que me incomoda é que o Miroku fala bem dele e ele diz coisas horríveis sobre o Miroku, que ele é mulherengo, que ele usa as mulheres com quem sai...ele não tem moral nenhuma para falar, principalmente pelo que ele faz. MYUGA – Do que está falando? KAGOME – O InuYasha sai quase todas as noites, ele deve estar saindo com várias mulheres e fica falando do Miroku. MYUGA – Então é isso!(ele começa a rir) — Você acha que o InuYasha sai as noites para ‘caçar’ mulheres? KAGOME – E não é isso? Pois eu não acho que ele vá a um templo rezar. MYUGA – Eu não sei o que ele faz, mas de uma coisa eu posso falar, Kagome...eu conheci muita gente nessa minha longa vida e garanto a você que não existe ninguém que pensa mais nos outros do que InuYasha. Myuga, que se sentia impotente por não poder disser a verdade sobre InuYasha, sai da sala deixando Kagome pensando no que ele disse, mas ela estava confusa com o comportamento de InuYasha e enquanto isso InuYasha, que não tinha desistido de separar Kagome de Miroku, resolveu aproveitar que não tinha entregas para fazer e seguir os passos de Miroku, na esperança de ver algo comprometedor e assim esperou que ele saísse do hotel onde se hospedara e quando isso aconteceu ele ficava de longe espionando, viu ele entrando em uma delegacia, onde ficou por um tempo e depois comprou um jornal e depois foi a uma joalheria e depois foi a outros lugares nada comprometedores, para decepção de InuYasha. INUYASHA – Mas que droga! E eu que pensei que ele fosse a uma boate ou coisa parecida. InuYasha seguiu Miroku por horas e como não conseguiu nada, resolveu voltar ao restaurante onde encontrou Kagome falando com alguém pelo telefone e ele nota a cara de felicidade dela assim que desliga. INUYASHA – Quem era?(sorrindo) KAGOME – Era o Miroku!(InuYasha deixa de sorrir) INUYASHA – “Tinha que ser!”(pensando) — Ele ligou para se despedir? KAGOME – Por que ele ia se despedir? INUYASHA – Porque ele falou que ia voltar hoje para Kyoto. KAGOME – Sim ele vai, mas vem aqui antes para se despedir. INUYASHA – “É hoje que me livro desse encosto!”(feliz) KAGOME – Eu quero que o trate bem quando vir, não quero que ele tenha uma má impressão daqui depois de ir. INUYASHA – Já vai tarde, aquele esnobe! É advogado porque tem dinheiro.(debochando) KAGOME – Miroku não é esnobe!(ela o encara) — Para tua informação, ele tirou o terceiro lugar no exame nacional de direito, não foi pelo dinheiro que ele se formou, ele é um advogado renomado. INUYASHA – Isso não quer dizer nada para mim. KAGOME – Então acha que como ele é rico, a vida dele é um mar de rosas? Isso não é verdade, por acaso sabia que ele viu o pai ser assassinado? Claro que não, por acaso sabia que ele foi criado por um padrinho, que o ensinou a ser gentil e não julgar as pessoas por ser ricas ou pobres? Claro que não sabia...só porque estudou com alguém não quer dizer que o conheça. Depois de dizer essas palavras, Kagome se afasta de InuYasha, que fica sem fala diante dos argumentos. Próximo capítulo = Um rival para InuYasha – parte 3
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