Eu Sou a Noite
9 Um rival para InuYasha - parte 3
Depois de levar um sermão de Kagome, InuYasha sai nervoso do restaurante, tanto que Myuga se viu forçado a leva-lo para um canto isolado. MYUGA – O senhor perdeu a cabeça? Como pode falar aquilo do Miroku para a Kagome? INUYASHA – Foi o Miroku que me fez perder a cabeça, ele não tinha nada que estar aqui. MYUGA – Senhor InuYasha, eu acho que o senhor podia... INUYASHA – Miroku é uma praga na minha vida. MYUGA – Mas senhor InuYasha, eu... INUYASHA – Ainda bem que ele vai embora amanhã e espero que não volte mais.(Myuga fica bravo) MYUGA – Quer para de se comportar como um idiota, senhor InuYasha?(gritando) INUYASHA – O Miroku podia...(aí ele se toca da frase de Myuga) — Você me chamou de idiota, seu pintor de rodapé?
MYUGA – Claro que sim! O senhor fica falando que o Miroku fez isso, o Miroku é culpado daquilo, que o Miroku não sei o que, responsabiliza o Miroku por tudo, quando o verdadeiro culpado não se chama Miroku e sim InuYasha. INUYASHA – Eu?! O que quer dizer? MYUGA – Se está afim da Kagome fale com ela o que sente e não fique culpando o Miroku. INUYASHA – Sentir o que? MYUGA – O senhor não me engana, senhor InuYasha, gosta dela, o senhor ama a Kagome. Ao ouvir aquelas palavras InuYasha percebeu seus sentimentos, era como se ele vivesse na escuridão e de repente visse a luz, era como se fosse cego e de repente enxergasse claramente. INUYASHA – Eu a amo! MYUGA – Sim! O senhor ama. INUYASHA – Mas como pude não perceber isso? MYUGA – O senhor pode ser esperto para algumas coisas mas para outras...(rindo) INUYASHA – Mas e ela? Será que me ama também?(olhando para ela trabalhando) MYUGA – Converse com ela, fale o que sente, acho que terá uma agradável surpresa. INUYASHA – Eu não sei, agora que sei de tudo estou meio nervoso. A conversa dos dois é interrompida pelo barulho da chegada de um carro e quando InuYasha foi confirmar viu que era Miroku, que desceu e estava conversando Shippou. MIROKU – E aí, Shippou? A Kagome está? SHIPPOU – Ela está lá dentro, quer que eu a chame? MIROKU – Agora não! Eu quero te perguntar uma coisa. SHIPPOU – O que? MIROKU – O que você acharia de morar em Kyoto? SHIPPOU – Eu não sei, por que iria morar em Kyoto? MIROKU – É porque vou pedir a Kagome em casamento, o que acha? SHIPPOU – Se ela ficar feliz eu também fico feliz. InuYasha, que estava ouvindo toda a conversa, fica arrasado com o que ouviu e naquele momento ficou com a convicção de que tinha perdido Kagome para sempre e aceitando a derrota ele se aproxima dos dois. INUYASHA – Oi!(olhando para Miroku) MIROKU – Como vai, InuYasha? INUYASHA – Bem...quer falar com Kagome, não é? MIROKU – Quero, mas vou demorar um pouco, eu estou falando umas coisas para o Shippou. INUYASHA – Então me da a pasta e o sobretudo e eu os coloco lá dentro. MIROKU – Tá, obrigado! Miroku estranhou a repentina gentileza de InuYasha, até pensou que ele faria algo de ruim, mas na verdade ele estava mostrando dignidade com a derrota, só que ele não tinha coragem de ver o pedido que Miroku ia fazer para Kagome e foi aí que ele teve a idéia de escrever um bilhete para Miroku e coloca-lo na sua pasta. INUYASHA – Eu já sei o que vou escrever. InuYasha não demora muito a escrever, logo coloca o bilhete na pasta de Miroku e em seguida a fecha, mas ao se virar da de cara com Kagome. KAGOME – O que está fazendo, InuYasha? INUYASHA – Nada! Eu só estou guardando a pasta do Miroku, ele está te esperando lá fora. KAGOME – Eu só tenho que ver uma coisa aqui e depois eu vou. InuYasha sai do local e Kagome, que tinha visto InuYasha colocando algo na pasta, fica desconfiada de que talvez ele estivesse aprontando algo para Miroku e abre a pasta. KAGOME – Tem um bilhete aqui, deve ser isso que o InuYasha colocou. Quando Kagome viu apenas um bilhete conclui que não era nada de grave, mas algo dentro dela dizia para que lesse o bilhete e seguindo seus instintos, ela o leu. BILHETE – Miroku, quem escreve esse bilhete é eu, InuYasha, faço isso porque não tenho coragem de me desculpar das coisas horríveis que disse a seu respeito, estava fazendo isso por ciúmes, ciúmes de Kagome, do como ela te admira, do como ela te acha uma pessoa especial, na verdade eu queria que ela sentisse isso por mim, porque descobri que a amo, mas agora é tarde e ela tem você e por isso eu desejo que seja feliz com ela em Kyoto...novamente me desculpe por tudo. Kagome ficou com o coração apertado depois de ler aquele bilhete, ela tinha a confirmação de que InuYasha amava e um sentimento de felicidade invadiu seu coração até o surgimento de Miroku diante dela. MIROKU – Kagome. KAGOME – É você Miroku. MIROKU – Nós podemos conversar a sós? KAGOME – Claro! Kagome, que escondeu o bilhete, acompanhou Miroku até o sótão e no meio do caminho ela percebeu que InuYasha estava a olhando com um olhar triste e perdido até que ela entrou no sótão com Miroku.
INUYASHA – Eu a perdi de vez, Myuga. MYUGA – Eu sinto muito, senhor InuYasha. INUYASHA – Eu vou dar uma volta para esfriar a cabeça, até lá eles já devem ter resolvido tudo. InuYasha saiu do restaurante muito abatido e enquanto isso Miroku já estava pronto para fazer o pedido. KAGOME – O que você quer conversar tanto comigo? MIROKU – Antes que diga qualquer coisa, saiba que você é a mulher mais maravilhosa que conheci ou que jamais irei conhecer, a sua bondade e doçura são cativantes.(ele pega o porta jóia) KAGOME – Muito gentil de sua parte. MIROKU – E é por isso que eu te peço.(ele se ajoelha diante dela e abre o porta jóia mostrando o anel) — Quer se casar comigo? Kagome fica sem palavras diante do pedido, aquela cena era o sonho de muitas mulheres, ser pedida em casamento por um belo rapaz que exibia uma linda jóia, mas de repente a imagem de InuYasha veio na mente dela. KAGOME – Eu fico lisonjeada, mas eu não posso aceitar. MIROKU – Por que não? KAGOME – Por que amo outro homem. MIROKU – Deixa eu adivinhar...InuYasha, certo? KAGOME – Eu sinto muito em não ter dito antes. MIROKU – Mas se gostava dele, por que saiu comigo? KAGOME – No começo eu estava com raiva dele e queria provoca-lo. MIROKU – Em outras palavras, você me usou. KAGOME – De certo modo sim...mas não foi fingimento quando disse que tinha me divertido com você.(ela acaricia o rosto dele) — Qualquer mulher seria uma felizarda se recebesse o seu amor. MIROKU – Menos você. KAGOME – Não faz as coisas ficarem mais difíceis. MIROKU – Tudo bem Kagome! Eu sei quando perdi...eu vou facilitar para você...vou embora. Miroku guarda o porta jóia na pasta e depois sai do local com passos firmes e Kagome não podia deixar de se sentir um pouco culpada pelo sofrimento dele, mas não podia mentir naquela hora, pois ela sabia mais do que ninguém que casamento era algo sério. Sem saber de nada InuYasha já estava voltando ao restaurante e vê Kagome, muito sorridente, em frente dele. INUYASHA – Vejo que está feliz.(pensando que era pelo pedido de casamento) KAGOME – Sim, agora estou feliz de verdade. INUYASHA – E quando vai se mudar para Kyoto? KAGOME – Mas quem disse que vou a Kyoto? INUYASHA – O Miroku mora lá, você não vai com ele para se casar? KAGOME – Como sabe que ele me pediu em casamento? INUYASHA – Ele me disse.(mentindo) KAGOME – Acontece que não aceitei o pedido dele.(sorrindo) INUYASHA – Não?!(ele fica feliz) — Mas por que? KAGOME – Eu gosto do Miroku, mas ele é muito controlado para mim, esse tipo de homem não combina comigo. INUYASHA – É?(sorrindo) KAGOME – Eu prefiro os mais passionais, que ficam bravos e se enfurecem de vez em quando. INUYASHA – Mesmo? KAGOME – Mesmo! Foi por isso que não aceitei me casar com ele. INUYASHA – Mas e o Miroku? Como ele aceitou isso? KAGOME – Ele estava arrasado, disse que pegaria imediatamente um trem para Kyoto. INUYASHA – E você? Está bem? KAGOME – Sim, a vida continua...eu vou voltar ao trabalho. Kagome foi se afastando lentamente e sempre olhando para InuYasha, que percebeu que a discrição de que Kagome fez era dele, pois ele era muito passional e sentia que teria um relacionamento com ela, mas sua alegria é interrompida pela lembrança de alguém. INUYASHA – Miroku! Ele deve estar arrasado com o fora que tomou e sem falar no bilhete...ele vai achar que eu fiz sacanagem com ele. Achando que Miroku estava com o bilhete, InuYasha pegou sua moto, já arrumada, foi correndo nela até a estação, queria que Miroku não saísse com uma péssima impressão dele. ESTAÇÃO DE TREM Já chegando ao local, InuYasha percorria plataforma por plataforma procurando por Miroku até que finalmente o encontra na plataforma 13 que era a linha que ligava Tóquio a Kyoto. INUYASHA – Finalmente eu te encontrei. MIROKU – Veio fazer o que aqui?(de braços cruzados) INUYASHA – Primeiro queria dizer que o bilhete que escrevi não é tirando com tua cara. MIROKU – Que bilhete? Do que está falando? INUYASHA – Não tem um bilhete na tua pasta?(Miroku olha o interior da pasta) MIROKU – Não! Mas de que bilhete está falando? INUYASHA – Esquece do que falei. InuYasha conclui que Kagome deve ter pego o bilhete e então ela devia saber dos sentimentos dele e ficou feliz com isso, mas Miroku queria uma explicação. MIROKU – Você veio tirar com minha cara? Não basta saber que a Kagome te ama, você tem que vir aqui tirar onda com minha cara? INUYASHA – Não é nada disso...eu vim aqui pedir desculpas pelo que disse de você, eu estava com ciúmes da Kagome. MIROKU – Eu sabia. INUYASHA – Ela disse que você é uma excelente pessoa e também falou de teu pai... eu não sabia que você tinha visto ele ser assassinado. MIROKU – Mas eu vi, isso foi depois que você se mudou para a China. INUYASHA – Eu não podia imaginar...deve ter sofrido muito...eu sei o que sentiu. MIROKU – Tua mãe também teve uma morte horrível...mas devemos superar isso. Nesse momento o trem chega na estação e percebendo que não tinha dito tudo, InuYasha se manifesta antes de Miroku entrar no trem. INUYASHA – Olha Miroku, eu queria que não ficasse uma coisa ruim entre nós. MIROKU – Você mentiu para mim! Quando perguntei se gostava da Kagome você disse que não, mas se dissesse que gostava, eu deixava o caminho livre e não sofreria. INUYASHA – Eu sei que errei, eu não sabia que gostava da Kagome até vê-los juntos. MIROKU – Devia prestar mais atenção nas pessoas em sua volta como presta atenção nos criminosos que persegue em cima de tua moto a noite. Miroku entra no trem deixando InuYasha surpreso pois não se sabe como, Miroku sabia das aventuras de InuYasha como Motoqueiro Noturno. Ainda surpreso, InuYasha vê o trem sumir no horizonte e começou a andar pelas plataformas da estação muito pensativo, tentando descobrir como Miroku descobriu seu segredo, mas naquele momento InuYasha viu uma cena bem suspeita, ele estava vendo dois homens discutindo e percebeu que um terceiro se aproximava e esse estava prestes a sacar uma arma escondida debaixo da camisa e vendo isso InuYasha não teve dúvidas e pulou sobre o homem, conseguido desarma-lo, mas ao fazer isso dezenas de policiais apareceram e levaram InuYasha e os outros 3 homens. MAIS TARDE Na delegacia, InuYasha estava sendo interrogado, em uma sala com pouca iluminação, por um detetive chamado Kaijinbou. INUYASHA – Mas por que estou aqui? Eu não cometi crime nenhum. KAIJINBOU – Cometeu sim! INUYASHA – Eu só salvei um homem de ser morto. KAIJINBOU – O homem de quem fala é aquele?(ele aponta para um policial na sala) INUYASHA – Sim!(ele vê o uniforme) — Ele é policial? KAIJINBOU – Sim!(volta a olhar para ele) — O que você fez foi estragar uma operação policial, o homem que desarmou era membro de um cartel que está traficando drogas. INUYASHA – Mas ele ia ser morto.(o policial sai da sala deixando eles a sós) KAIJINBOU – Ele morreria no cumprimento de seu dever. INUYASHA – Mas isso não explica por que estou aqui. KAIJINBOU – Infelizmente o homem que você desarmou era apenas um simples subordinado, o principal suspeito de ser o chefe da quadrilha está preso, mas não conseguimos provar nada...e também tem outra coisa. INUYASHA – O que? KAIJINBOU – Inexplicavelmente a arma sumiu e tivemos que soltar o homem. INUYASHA – Mas ele tentou matar aquele policial, não podem solta-lo. KAIJINBOU – Mas já soltamos! É lei, não posso fazer nada. INUYASHA – Mas o que eu tenho com isso? KAIJINBOU – O homem viu o seu rosto e certamente pensará em se vingar, portanto você será transferido para um hotel onde ficará até o julgamento do chefe da quadrilha. INUYASHA – Isso vai demorar muito...eu não quero ficar enfurnado em um hotel. KAIJINBOU – Você ficou louco? Certamente mandarão alguém te matar. INUYASHA – Eu sei me cuidar, e vocês não podem me prender, eu não cometi crime nenhum. O detetive Kaijinbou sabia que InuYasha tinha razão, ele por sua vez não queria abrir mão da liberdade e queria acima de tudo continuar a ser o Motoqueiro Noturno, mas Kaijinbou não iria desistir. KAIJINBOU – Tudo bem, mas acho que poderei deixar um policial com você para protege-lo. INUYASHA – Eu tenho escolha? KAIJINBOU – Não! Kaijinbou sai da sala para chamar o policial que seria responsável pela proteção de InuYasha, que não tinha escolha a não ser aceitar a situação para não ser morto pelo chefe da quadrilha.
Próximo capítulo = A ameaça de Sango – parte 1
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