Eu Sou a Noite

7 Um rival para InuYasha - parte 1


Ao ver a cena de Kagome com outro homem, InuYasha bem que tentou chegar mais perto, mas os dois já tinham entrado no cinema. INUYASHA – Quem era aquele sujeito com ela? Sem nenhuma explicação aparente para ele mesmo, InuYasha ficou chateado o resto do dia, mesmo na patrulha que fez como Motoqueiro Noturno, ele não conseguia se concentrar em suas ações e foi dormir pensando no motivo de Kagome sair com outro homem. DIA SEGUINTE Assim que amanheceu, InuYasha foi procurar Shippou, que estava no balcão do restaurante, ainda fechado. SHIPPOU – Bom dia InuYasha! INUYASHA – Bom dia!(ele estava ansioso) — Shippou, a Kagome te disse aonde ia ontem? SHIPPOU – Mas você sabe! Ela disse que foi ver algo sobre a minha tutela. INUYASHA – Mas ela não disse se ia em outro lugar? SHIPPOU – Não que eu saiba, mas por que não pergunta para ela? INUYASHA – Eu faço isso depois....e uma coisa Shippou. SHIPPOU – Fale. INUYASHA – Não fale nada para ela que eu perguntei isso. SHIPPOU – Tá! Shippou não estava entendendo o comportamento de InuYasha e naquele momento, Kagome aparece toda alegre. KAGOME – Bom dia para todos! INUYASHA – “Olha só a cara de felicidade dela.”(pensando e com cara de bravo) KAGOME – E como foi InuYasha? INUYASHA – Como foi o que?(voltando a si) KAGOME – Depositou o dinheiro? INUYASHA – Claro. KAGOME – O Myuga me contou que não houve o casamento INUYASHA – É isso mesmo.(ele estava decidido a saber a verdade) — E como foi o negócio da tutela do Shippou? KAGOME – Foi bem rápido, eu tive ajuda de um conhecido. INUYASHA – “Será que era o cara que estava com ela?”(pensando) — E que conhecido é esse? KAGOME – Você não conhece...eu não quero mais falar nisso e agora vamos abrir o restaurante. Kagome, que foi para o escritório, assobiava de felicidade o que deixava InuYasha ainda com mais raiva e Myuga, que já tinha percebido, não parava de sorrir com a situação. INUYASHA – Qual é a graça, Myuga? MYUGA – Nada.(segurando o riso) — Eu vim dar a lista de entregas.(ele pega com raiva) INUYASHA – Eu já vou indo. Assim que InuYasha saiu, Myuga voltou a rir, ele tinha percebido que o chefe estava com ciúmes de Kagome, mas como ele era cabeça dura, ainda não tinha percebido e assim, InuYasha fez as entregas muito aborrecido, passava do ponto, trocava as entregas, estava totalmente desconcentrado e essa desconcentração era tanta que no meio do percurso ele atravessou um sinal vermelho e quase se colidiu com um carro, mas graças a sua perícia, ele conseguiu se desviar, mas com isso acabou se chocando com um latão de lixo na calçada. INUYASHA – Eu estou sentindo que hoje não é meu dia. InuYasha estava coberto de resto de comida e papeis velhos e quando pensou em se levantar, alguém lhe estende a mão para ajuda-lo. INUYASHA – Obrigado.(sem olhar o rosto da pessoa) MIROKU – Precisa ter cuidado, InuYasha. InuYasha estranha o fato da pessoa saber seu nome, mas fica realmente surpreso em ver o rosto de Miroku e reconhecer que ele era o homem que tinha visto com Kagome no dia anterior, só que isso não explicava o fato de Miroku saber o nome de InuYasha. INUYASHA – Como sabe o meu nome? MIROKU – Não está me reconhecendo?(InuYasha balançava negativamente a cabeça) — Sou eu, Miroku!(o nome faz ele lembrar) INUYASHA – É verdade.(ele se levanta) – Eu não te reconheci porque cortou o cabelo, no colégio você tinha um rabo de cavalo. MIROKU – É que cabelo longo não combina com advocacia.(rindo) INUYASHA – Você se formou em direito? MIROKU – Ah cara! Parece que foi o destino que fez com que sofresse esse pequeno acidente para a gente se rever. INUYASHA – Destino mesmo!(ele vê a oportunidade de saber sobre Kagome) — Miroku me diga uma coisa. MIROKU – Fale. INUYASHA – Foi você que vi entrando no cinema com a Kagome? MIROKU — Foi sim.(aí ele se toca) — Espere aí! Então você conhece a Kagome? INUYASHA – Ela é gerente do meu restaurante. MIROKU – Mas que coincidência, você não acha? INUYASHA – Nem me fale.(com cara de poucos amigos) MIROKU – Mas me diga algo...ela é apenas sua gerente, você não está interessado nela? INUYASHA – Claro que não!(vermelho e mentindo) MIROKU – Que bom, por que se estivesse interessado nela, nós teríamos que ser rivais.(rindo e fazendo InuYasha rir amarelo) INUYASHA – Então está interessado nela? MIROKU – Se você se lembra de mm, sabe que quando o assunto é mulher eu uso um velho ditado...estou na área e se me derrubar é pênalti.(sorrindo) INUYASHA – “Mas que cara mais esnobe.”(pensando) MIROKU – Você mesmo faz as entregas? INUYASHA – Faço! Por que? Tem algum problema? MIROKU – Foi só curiosidade, relaxe.(ele olha a moto danificada) — É melhor eu te dar uma carona até o restaurante. Mesmo não querendo a ajuda de Miroku, InuYasha não tinha escolha, já que sua moto estava danificada e ele teve que deixa-la. MAIS TARDE Quando chegaram no restaurante Miroku e InuYasha deixaram Kagome realmente surpresa, ela não fazia idéia de que os dois já se conheciam desde da época do colégio. KAGOME – Mas como esse mundo é pequeno! INUYASHA – E de onde você conhece o Miroku? KAGOME – Foi uma vez em que estava no shopping com o Shippou e ele correu e derrubou sugo no terno do Miroku. MIROKU – Também foi culpa minha, eu estava com pressa para pegar um vôo de volta a Kyoto. INUYASHA – Você ainda mora lá? MIROKU – Sim! E trabalho lá também, eu tenho um escritório pequeno em cima de uma galeria. KAGOME – Por que um nunca me contou sobre o outro? MIROKU – Eu falo por mm...Eu e o InuYasha éramos apenas colegas, nós nunca fomos muito próximos, eu só me lembro dele por ele ter sido namorado da Kikyou. KAGOME – Então você conheceu a Kikyou? MIROKU – Conheci sim. INUYASHA – Eles eram do mesmo grupo de estudo no colégio, até eram bem amigos. KAGOME – Estranho eu não ter visto o seu nome na lista de convidados do casamento dela. MIROKU – Não é estranho não! Eu nunca fui favorável a esse casamento. KAGOME – Vai me dizer que tinha ciúmes dela.(Miroku fica sério) MIROKU – Nada disso! Os meus motivos são bem outros.(depois ele volta a sorri) — Mas eu não quero falar sobre isso. INUYASHA – É Kagome, por que não perguntou isso no cinema.(ela fica brava) KAGOME – Por que no cinema eu vou ver um filme e não ficar batendo papo. MIROKU – Ela te pegou, hein cara.(rindo e fazendo Kagome rir também) INUYASHA – Ultimamente ela anda muito engraçadinha.(com cara de bravo) KAGOME – Foi você que pediu essa resposta. MIROKU – Deixa ela, InuYasha...não existe coisa melhor do que ver uma linda mulher sorrindo. KAGOME – Viu, InuYasha? Aquele clima entre Kagome e Miroku deixava InuYasha louco da vida, mas ele se segurava para não demonstrar isso aos dois. INUYASHA – Mas eu me lembrei de uma coisa, Kagome...você não ia resolver um problema com a tutela do Shippou? KAGOME – E fui! O Miroku apresentou um amigo advogado que cuidou do caso. INUYASHA – Por que você mesmo não cuidou do caso? MIROKU – Acontece InuYasha que sou criminalista e Kagome precisava de um especializado em família. INUYASHA – Quanto tempo vai ficar em Tóquio? MIROKU – Eu vim aqui resolver outras coisas e estava pensando em ir amanhã. KAGOME – Mas já? Devia ficar mais um pouco. INUYASHA – “Já vai tarde”.(pensando) MIROKU – Infelizmente tenho compromissos em Kyoto, os meus clientes precisam de mm. KAGOME – Você deve ser um ótimo advogado. MIROKU – Não sou dos piores.(rindo) INUYASHA – Sei.(com cara de deboche) KAGOME – E o que faz aqui, InuYasha? Não tem nenhuma entrega para fazer? INUYASHA – Eu até tenho, mas se a senhorita se esqueceu, a minha moto ficou danificada. KAGOME – Claro! Deve prestar mais atenção por onde anda. INUYASHA – Eu não fico dando palpite no teu trabalho e portanto não dê no meu. KAGOME – O.k.! O.k.! Então por que não vá ajudar o Myuga lá na frente? INUYASHA – Acho que a senhorita se esquece de quem é o patrão por aqui. KAGOME – Por que está se comportando assim? Parece louco. INUYASHA – Eu não sou louco e...(Miroku se mete entre os dois) MIROKU – Calma aí gente! Não precisam brigar KAGOME – Me desculpe por você ver essa cena. MIROKU – Isso é normal em local de trabalho, as vezes eu me estresso também. INUYASHA – Eu vou arrumar alguma coisa para fazer. InuYasha ia se afastando, mas ele não queria deixar Kagome sozinha com Miroku, por isso saia lentamente, sempre olhando para os dois. MIROKU – Eu também já vou indo...eu vou dar uma passada na casa da Kikyou e ver como ela está. KAGOME – Eu também tenho muito o que fazer. MIROKU – Kagome. KAGOME – Sim. MIROKU – Você sairia comigo de novo? Jantar, dança, hoje á noite, que tal? Kagome ficou meio em jeito com a oferta e instintivamente olhou para InuYasha, que ao ouvir a proposta, saiu do local e assim Kagome deu a resposta. KAGOME – Claro! Por que não? MIROKU – Te pego as sete. KAGOME – Combinado. Miroku cerra os punhos de felicidade e sai do local satisfeito passando por InuYasha, que estava enfurecido pelo fato de Kagome ter aceito e isso o faz voltar para onde Kagome está. INUYASHA – Eu não acredito que aceitou sair com ele de novo. KAGOME – E o que você tem com isso?(aí ela da um sorriso maroto) — Não vai me dizer que está com ciúmes. INUYASHA – Ciúmes? Não fale besteira.(vermelho) KAGOME – Então por que essa cena? INUYASHA – Eu só estou preocupado com teu bem estar...você não conhece bem o Miroku...no colegial ele era um tremendo mulherengo, gostava de dar em cima de qualquer garota bonita que aparecesse na frente dele. KAGOME – E você acha que eu vou ser apenas mais uma conquista dele? INUYASHA – Isso mesmo! É por isso que não quero vê-la perto dele. KAGOME – Eu reparei bem no Miroku e não vejo nada disso. INUYASHA – Ele vai te usar e jogar fora depois, acredite em mm, Kagome. InuYasha sai da sala deixando Kagome pensativa em suas palavras, mas o que ela estava interessada em saber é se era ciúmes o que InuYasha estava sentindo ou era somente preocupação de amigo, ela, no fundo do coração, queria que fosse a primeira opção e enquanto isso já estando na casa de Kikyou, a quem foi fazer uma visita, Miroku estava sentado no sofá da sal conversando com a amiga. KIKYOU – Aqui está o seu drink.(dando a ele um copo com uísque) MIROKU – Obrigado.(pegando e tomando um gole) KIKYOU – Que surpresa em vê-lo por aqui, há muito tempo eu não te vejo.(se sentando também) MIROKU – Faz mesmo.(colocando o copo na mesinha de centro) — Eu vim ver como está depois do rompimento de seu casamento. KIKYOU – Pode não acreditar mas estou aliviada.(sorrindo) MIROKU – Eu fico só imaginando o que Naraku fez para que você mudasse de idéia. KIKYOU – Eu não quero entrar nesse assunto, isso para mim é passado...vamos mudar de assunto, por favor. MIROKU – Mudando, mas nem tanto... eu queria dizer que fiquei surpreso quando descobri que o InuYasha era o fornecedor do buffet de seu casamento. KIKYOU – Isso foi idéia do Naraku, acho que ele estava querendo me testar, ver se eu fraquejava em rever um antigo amor. MIROKU – Você ainda gosta dele? KIKYOU – Eu já falei que fiquei aliviada em não me casar com Naraku e... MIROKU – Eu falo do InuYasha! Você ainda o ama, não é? KIKYOU – Eu não sei...se eu disser para você que não senti nada quando o revi, estarei mentindo, mas não tenho certeza de meus sentimentos e nem nos dele. MIROKU – Já conversou com ele a respeito? KIKYOU – Ainda não... eu vou dar um tempo, ver qual é a dele, eu não quero um outro relacionamento conturbado depois do que passei, você me entende, não é? MIROKU – Mais ou menos!(ele se levanta) — Eu já vou indo. KIKYOU – Mas tão rápido? MIROKU – É que eu tenho que me preparar para um encontro. KIKYOU – Encontro, é?(ela da um sorriso maroto) — E eu conheço a sortuda? MIROKU – Acho que sim, ela é a gerente do restaurante do InuYasha. KIKYOU – Eu a conheci sim...o nome dela é Kagome, ela é bem bonita, escolheu bem. MIROKU – Acho que sim.(sorrindo) KIKYOU – Miroku! Miroku! Você sempre foi um conquistador...espero que ela não se assuste.(ela o leva até a porta) — Se puder me conta os detalhes depois.(rindo) MIROKU – Vamos ver...até mais. KIKYOU – Até! Kikyou balançava negativamente a cabeça já conhecendo a fama de Miroku desde da época em que eram colegas do colegial. Próximo capítulo = Um rival para InuYasha – parte 2