Eu Sou a Noite
32 Parceiros no perigo - parte 2
Como vimos na capítulo anterior, depois um acordo, Miroku e Sango tinham dormido na mesma cama sem tocarem um no outro e já amanhecendo Miroku finalmente acorda e ao abrir os olhos, nota que Sango não está mais ao seu lado. MIROKU – Ela já se levantou? Miroku tem a confirmação quando vê Sango, no chão, fazendo exercícios abdominais, e mesmo um pouco sonolento ele levanta da cama e se aproxima da moça. MIROKU – O que está fazendo?(dobrando os joelhos) SANGO – Exercícios... para... manter... a forma.(ela dizia isso entre um exercício e outro) MIROKU – Tão cedo assim?(ela para de fazer os exercícios) SANGO – Mas é preciso!(ela se levanta) – Tenho que esta na melhor forma possível, eu me levanto cedo desde criança e quando me tornei policial, me acostumei a acordar por volta da 4 horas da madrugada. MIROKU – Sempre dedicada!(ele vai até o telefone) — Eu falar com o serviço de quarto, vai querer que peça algo para você? SANGO – Peça só um suco de laranja e algumas torradas... enquanto isso eu vou tomar um banho. MIROKU – O.k.! E assim enquanto Sango foi tomar banho, Miroku pedir o café da manhã para ambos e nesse exato momento em outro quarto do hotel, Juroumaru e Ayame, estavam fazendo a refeição matutina e conversando durante isso. JUROUMARU – Vamos partir hoje à noite. AYAME – Mas por que amorzinho? Não gostou daqui? JUROUMARU – É que tenho outros planos, mas antes vamos rever os nossos novos amigos Sango e Miroku para ir atra de uma coisa que estou querendo muito. AYAME – Não sei do que pode estar falando, o que aqueles dois tem de tão importante?(ele sorri maliciosamente) JUROUMARU – “Os dois nada! Só a Sango.”(pensando) — Não esquente essa tua cabecinha, são negócios.(acariciando o rosto dela) AYAME – Como quiser amorzinho... desde que tenha sempre dinheiro para gastar. Juroumaru ao que parecia, estava tramando algo e fazia questão de deixar a namorada fora de tudo. MAIS TARDE Na Joalheria Lux, onde ficava um valorosíssimo colar de diamantes, os dois casais, Sango & Miroku e Juroumaru & Ayame, chegam no local. JUROUMARU – Novamente queria agradece-los por terem nos convidados para presenciar essa tal compra. MIROKU – Não foi nada!(seco) SANGO – Nós é que ficamos agradecidos por terem vindo. JUROUMARU – Então vamos? Os dois casais prosseguiram e como já estava combinado com o dono da joalheria, ele ia entregar o colar a Sango e assim todos ficaram admirando a beleza do objeto. AYAME – É lindo mesmo!(pulando na frente de todos para admirar) SANGO – É sim.(sem tirar o olho de Juroumaru) AYAME – Seu marido deve te amar muito para te dar um presente como esse.(ela olha para Miroku) – Eu ia quer fisga-lo se você não já o tivesse feito.(pisca para ele) SANGO – “Mas que oferecida!”(pensando e sorrindo amarelo) MIROKU – Dizem que a maioria dos casamentos acabam em divorcio, então podemos manter contato. Miroku, que percebeu a irritação de Sango, sorria e se divertia com a situação, assim como Ayame, e mesmo Juroumaru parecia não se incomodar com aquele comentário da namorada. JUROUMARU – Não ligue para Ayame, ela é assim mesmo. SANGO – Ela é muito divertida.(sorrindo forçosamente) — “Mas é uma vadia mesmo! O Miroku deve gostar de mulher assim! Mas por que estou tão incomodada com isso?”(pensando) AYAME – E aí?(olhando para Sango) SANGO – E aí o que?(voltando a si) AYAME – Como e aí? O seu maridinho te dá um colar de diamantes, que é lindo de morrer e não vai dar nenhum beijinho nele? Aquelas palavras de Ayame deixaram Sango e Miroku sem jeito, pois eles nunca podiam imaginar que fosse preciso se beijarem. MIROKU – Nós não somos de nos beijar em publico. SANGO – Isso mesmo! Deixamos isso para a intimidade. AYAME – Mas que bobagem! O dono da joalheria já se afastou e só estamos nós quatros. Sango e Miroku olharam para Juroumaru, que parecia indiferente com tudo aquilo e depois olharam para Ayame, que insistia no beijo e depois olharam um para o outro e perceberam que não tinham como sair daquela situação e assim ficaram de frente um para o outro para darem um beijo de mentira, e seus rostos se aproximaram bem devagar até que seus lábios se tocassem e assim o beijo tinha sido consumado, e à medida que o beijo prosseguia, ficava evidente que eles não estavam fingindo. AYAME – Uau! Que beijo.(vendo que ainda se beijavam) JUROUMARU – Acho que já vi tudo! Vamos Ayame. Juroumaru puxa Ayame pelo braço para ambos saírem da joalheria e nesse momento Sango percebe isso e pisa no pé de Miroku para que parasse de beija-la. MIROKU – Ai!(gritando) — O que foi? SANGO – Acho que estava gostando um pouco demais desse beijo.(se refazendo) MIROKU – Eu?! Não foi isso que percebi, até parecia que estava querendo sugar minha energia. SANGO – Do que está falando? Eu devia ganhar um Oscar por levar esse beijo.(ela pega o colar e ia se afastar de Miroku mas ele a segue) MIROKU – Aonde vai? SANGO – Atrás do Juroumaru! Não viu como ele ficou diante do colar? Eu tenho que ficar próximo dele para que tente algo e aí eu possa prende-lo. MIROKU – Então eu fico com a Ayame e...(ela para de andar e o encara) SANGO – Já entendi! Quer ficar com a oferecida, não é?(com ciúmes) MIROKU – Não é nada disso! Eu só acho que ela pode nos ajudar a pegar o Juroumaru. SANGO – Pegar o Juroumaru é trabalho meu, você está aqui só como isca, não tem que se meter em assunto policial.(ela volta a andar) MIROKU – Se eu sou tão dispensável assim, então vou embora.(ao ouvir aquilo ela volta) SANGO – Nem pense em fazer isso! O nosso disfarce é essencial para a missão, você pode colocar toda a operação em risco e... MIROKU – Pare Sango! Você mesma disse que era você que ia prende-lo e que eu sou apenas uma isca.(ele respira fundo) – Eu já te apresentei ao Juroumaru, não precisa mais de mim.(ela tenta contornar a situação) SANGO – E o que vou dizer a ele quando eu aparecer sem meu ‘marido’? MIROKU – Invente que tive uma reunião de emergência e que por isso tive que me ausentar, invente o que você quiser.(ele se afasta dela) — Ou seja, eu quero ‘divorcio’!(sendo irônico) SANGO – Então vá de uma vez! Eu não preciso de você para nada mesmo. Ao ouvir aquilo Miroku se afasta de vez da moça e vai embora, enquanto Sango, que percebendo que passou dos limites, se segurou para não ir atrás dele, ela tinha uma missão a cumprir e era isso que ia fazer e assim ela foi atrás de Juroumaru e Ayame até alcança-los, antes que entrassem no taxi. SANGO – Ainda bem que alcancei vocês. AYAME – E seu marido? Onde ele está? SANGO – Ele teve uma reunião de emergência, por isso estou sozinha com esse colar. JUROUMARU – Então não podemos deixar uma carga tão preciosa sem a devida proteção. Juroumaru permite que Sango entre primeiro no taxi para que ele entre logo a seguir para que ficasse entre as duas moças no taxi. SANGO – Obrigada! O Meu marido ficará feliz pela preocupação que tem com o colar. JUROUMARU – Quando falei de carga preciosa estava falando de você e não do colar.(sussurrando no ouvido dela) SANGO – “Mas que cantada mais barata!”(pensando) JUROUMARU – Motorista! Hotel Majestade, por favor. O motorista do taxi atente o pedido de Juroumaru e o leva, na cia de Sango e Ayame, para o Hotel Majestade. MAIS TARDE Já chegando em frente ao hotel, Juroumaru e mais Ayame e Sango, logo vão para o elevador para irem para seus respectivos quartos. AYAME – É uma pena seu maridinho não ter vindo.(olhando para Sango) JUROUMARU – Eu não acho! Isso nos deu uma oportunidade de nos conhecermos melhor. SANGO – É.(visivelmente cansada da cia dos dois) AYAME – Amorzinho, eu ainda quero fazer algumas compras. JUROUMARU – Tudo bem.(ele tira dinheiro do bolso e da para Ayame) — Compre uns sapatos novos, meu bem.(sorrindo) AYAME – Não é um colar de diamantes, mas já faz um agradindo. Ayame desdenhou um pouco o agrado de Juroumaru, mas mesmo assim foi fazer compras, deixando seu namorado a sós com Sango. SANGO – Não vai com ela? JUROUMARU – Eu prefiro a tua cia, às vezes a Ayame me enche. SANGO – Ela não vai ficar com ciúmes? JUROUMARU – Não fica não! Quando faz compras, ela esquece da vida... eu te acompanho até o seu quarto. Juroumaru não parava de dar em cima de Sango e ela por sua vez não suportava aquele comportamento e nesse momento o elevador abre e ambos entram nele até chegar ao andar onde ficava o quarto de Sango, quando ambos saem do elevador e vão até a porta do quarto. SANGO – Já estou entregue! Agora já pode voltar para tua namorada. JUROUMARU – A Ayame fica melhor sozinha, ela sabe se cuidar.(ficando frente à frente e encostando contra a parede) SANGO – Fique sabendo que sou uma mulher casada.(tentando argumentar) JUROUMARU – Eu não sou ciumento.(tentando beija-la) SANGO – Que pena para você! Sango, ligeiramente, entra no quarto e fecha a porta logo em seguida antes que Juroumaru a beija-se, o deixando do lado de fora do quarto e vendo que sua tentativa de “se dar bem” acabou, ele foi embora enquanto Sango descansava no quarto. SANGO – Mas que ‘mala’!(ela deita na cama e nesse momento alguém bate na porta) — Mas que sujeito mais insistente, ele vai ouvir umas poucas e boas de mim. Pensando que era Juroumaru batendo na porta, Sango se levantou rapidamente para dar uma bronca nele, mas ao abrir a porta ela nota que era o chefe dos agentes imperiais da missão. SANGO – O que foi agente? AGENTE – Precisamos conversar, detetive. O Agente – chefe não estava com cara de ‘bons amigos’, o que significava que era Sango que ouviria uma tremenda bronca. UMA HORA DEPOIS Sango, vestida elegantemente, estava sentada na ponta da cama como se esperasse por alguém, até que naquele momento Miroku entra no quarto e fecha a porta em seguida. SANGO – Obrigada por vir.(ela se levanta e vai até ele) MIROKU – No telefonema você parecia ansiosa.(ele se afasta dela) – O que quer de mim? SANGO – À uma hora eu recebi uma tremenda bronca do agente chefe, eu tinha uma oportunidade de encurralar Juroumaru, mas eu não quis ir em frente. MIROKU – Por que?(de braços cruzados) – E eu não estou mais afim de ouvir ladainha e...(Sango o interrompe) SANGO – O Juroumaru queria entrar nesse quarto comigo, só nós dois, aí eu não permiti e assim os agentes acharam que perdi uma oportunidade.(Miroku arregala os olhos) MIROKU – Eles te deram bronca por isso? Mas quem aqueles agentes pensam que são? Não é por que você é policial, que tem que permitir que um sujeito daqueles abuse da sua honra de mulher.(irritado) SANGO – Eles acharam que eu era esse tipo de mulher por que pensaram que dois transamos quando dormimos juntos. MIROKU – Mas isso é um absurdo! Eles são me ouvir e...(ele ia sair mas ela o segura) SANGO – Não! Eles não valem a pena! Mas de uma coisa eles estão certos, precisamos continuar a missão, a Agência ficou sabendo que Juroumaru está de partida amanhã, então ele tentará roubar o colar hoje na festa aqui no hotel. MIROKU – Que festa? SANGO – Acho que é a recepção do cônsul dos EUA, eu não tenho certeza. MIROKU – É sim! Eu já tinha esquecido. SANGO – Então vai me ajudar? MIROKU – Claro!(ele vai até o trocador para trocar de roupa) SANGO – Miroku.(ele se vira para ela) — Quando disse que eu deveria ganhar um Oscar por te beijar, era mentira, você beija muito bem. MIROKU – Obrigado. Miroku e Sango trocam sorrisos e ele vai ao trocador para vestir uma roupa mais adequada para a festa no hotel. MAIS TARDE NA FESTA Miroku e Sango chegaram na recepção do hotel muito elegantes, principalmente ela, que estava usando o colar de diamantes no pescoço, e passaram no meio da multidão para chegar ao centro do local, onde havia uma pista de dança e lá começaram a dançar. MIROKU – Não sabia que dançava tão bem.(sorrindo para ela) SANGO – Tem muita coisa de mim que você não sabe.(sorrindo de volta) MIROKU – Estou vendo. Miroku e Sango continuaram dançando até que Juroumaru se aproximou do casal e em seguida segurou a mão de Sango. JUROUMARU – Me permitiria essa dança?(Miroku não gosta) MIROKU – Ela está comigo e... SANGO – É claro que sim! Toda sorridente, Sango aceita o pedido de Juroumaru deixando Miroku bravo ao observa-los a dançar. JUROUMARU – Acho que teu marido não gostou de te tirar para dançar. SANGO – Impressão tua!(enquanto dançam ele observa o colar) JUROUMARU – Vejo que já está usando o colar. SANGO – Um colar tão belo tem que ser usado em uma festa tão bela, não acha? JUROUMARU – Acho! Mas tanto a beleza do colar quanto a da festa são ofuscadas por sua beleza. Juroumaru continuava flertando com Sango enquanto dançavam e Miroku, que estava sozinho em um canto, morria de ciúmes ao vê-los juntos e nesse momento Ayame se aproximou dele. AYAME – Essa música é para dançar à dois. MIROKU – Obrigado, mas não quero dançar e... Ayame nem quis ouvir as explicações de Miroku e o puxa pelo braço para que ambos dancem também. MIROKU – Eu acho que não estou com clima para dançar. AYAME – É que eu não queria ficar sozinha... o Juroumaru me deixou para tirar sua esposa para dançar, então eu danço com o marido dela.(rindo) MIROKU – Faz sentido.(conformado) AYAME – Sabe o que eu gosto de você? MIROKU – O que? AYAME – Você não fica se exibindo com seu dinheiro, é bem mais discreto. MIROKU – Mas parece que você gosta do jeito do Juroumaru, ele fala que você gosta de gastar. AYAME – É que eu gosto das boas coisas da vida, desde que conheci o Juroumaru, eu sou assim, mas às vezes acho que ele me esconde algo. MIROKU – Se você desconfia de algo, não é tão bobinha quanto pensei. AYAME – Eu não estou desconfiando de nada, só quero descobrir mais coisas do meu amorzinho. MIROKU – Quem sabe um dia você descubra. AYAME – Não vamos falar mais nisso! Vamos dançar. Ayame e Miroku estavam tendo uma conversa agradável enquanto dançavam e vendo isso Sango, que ainda dançava com Juroumaru, ficou com ciúmes ao vê-los dançar e ficaram assim até a música acabar e quando isso ocorreu, Sango voltou para junto de Miroku, que ainda estava com Ayame. SANGO – Eu posso conversar com meu marido? AYAME – Claro!(rindo e depois olha para Miroku) – Obrigado pela dança. MIROKU – Não foi nada! Ayame se afasta do casal, deixando-os a sós e em seguida Sango puxou Miroku pelo braço para leva-lo para um canto mais isolado. SANGO – O que pensa que está fazendo se esfregando com aquelazinha. MIROKU – Ela só me convidou a dançar porque o namorado dela estava dançando com você, ou seja, é culpa sua. SANGO – Aquilo era trabalho! Você sabe disso MIROKU – O que sei é o que vi! Estava se divertindo muito. SANGO – E você não? Eu vi o jeito como dançava com ela, se fossemos casados e você fizesse isso eu te mataria. MIROKU – Não se preocupe com isso, detetive, pois se fossemos casados eu mesmo me mataria. SANGO – Grosso!(fica de costas para ele) MIROKU – Metida!(fica de costas para ela) Sango e Miroku ficam de costas um para o outro por algum tempo e nesse período ficam analisando os motivos de tanta irritação mutua, mas era obvio, eles estavam apaixonados só que não admitiam um para o outro e quando eles começaram a se virar lentamente um para o outro e estavam prestes a cruzar os olhares, nesse momento todas as luzes do Hotel Majestade se apagam, criando uma imensa escuridão até que o gerador de emergência do hotel religou a energia do local. SANGO – Já voltou! MIROKU – Ainda está com o colar? SANGO – Sim!(ele o vê no seu pescoço) — Mas essa queda de energia foi muito suspeita. E parecia suspeita mesmo, pois nesse momento uma mulher reclamou que o relógio dourado dela tinha desaparecido e isso foi a ‘deixa’ para Sango ir para o centro do local e se revelar. SANGO – Com licença a todos! (ele exibe o distintivo da polícia) — Eu sou detetive do departamento de polícia de Tóquio e estou em missão para capturar um famoso ladrão e ele se encontra aqui e agora. Todos os participantes da festas ficaram surpresos com a revelação de Sango, principalmente Juroumaru, que estava visivelmente nervoso. JUROUMARU – O que está havendo aqui? Eu vou embora. Juroumaru tentar sair do hotel, mas um dos agentes imperiais o segura e o leva até Sango, que já o aguardava. SANGO – Aonde vai Juroumaru? A festa não seria a mesma sem você. JUROUMARU – O que significa isso? SANGO – Houve um roubo aqui e estou investigando, então terei que revista-lo. JUROUMARU – Eu não vou permitir e...(o agente o segura para Sango revista-lo) SANGO – Vai sim!(ela o revista de cima à baixo) — Nada! JUROUMARU – E não tem nada mesmo!(mas ela examina o paletó dele) SANGO – Quem sabe aqui.(ela percebe um bolso falso e nele encontra o relógio) – Aha! Sango tira o relógio do bolso e exibe para todos e a dona do relógio confirma que é dela para espanto de todos na festa. JUROUMARU – Como isso foi parar aí? Isso não estava no meu paletó. SANGO – Claro que não! Ele voou até seu bolso.(sendo irônica) – Podem leva-lo! JUROUMARU – Eu vou dizer ao meu advogado que foi vocês que colocaram ele no meu bolso. SANGO – Levem ele daqui. Os agentes imperiais atendem o pedido de Sango e levam Juroumaru embora e vendo aquela cena do namorado indo preso, Ayame estava irritada. AYAME – Mas como o Juroumaru pode me enganar desse jeito? MIROKU – Ele enganou muita gente, não só você, sei que deve ser difícil saber que ele é um ladrão. AYAME – O que?(ela olha para Miroku) — Não é por isso que estou brava... estou brava porque ele roubava muitas jóias e só me dava presentes de menor valor. MIROKU – Está brava por isso? Moça, você tem um sério problema. AYAME – Eu sou assim e... espere aí! Você é policial? MIROKU – Não! Só a Sango que é, eu só estou nessa história de gaiato. AYAME – Então quer dizer que não são casados?(Sango chega) SANGO – Nem em sonho.(brava por ver Miroku e Ayame juntos) AYAME – Mas se não são casados, isso é uma ótima notícia!(alegre) SANGO – Antes de se assanhar para um outro homem, queremos que preste um depoimento sobre o Juroumaru. AYAME – Como quiser detetive!(ela se afasta mas logo volta para falar com Miroku) – Você sabe o número do meu apartamento, não é bonitinho? Ayame pisca para Miroku e depois vai com os outros agentes deixando Sango irritada com aquele gesto. SANGO – Parece que se deu bem Miroku!(brava e triste) – Não precisamos mais de você! Está dispensado. MIROKU – Sim, mas Sango, eu... Miroku não teve tempo de se manifestar, pois Sango foi embora depois do dever cumprido, mas a possível relação dos dois estava abalada pelo ciúme e falta de confiança de ambas as partes. Próximo capítulo = Parceiros no perigo – parte 3
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