Eu Sou a Noite

25 Pais feras e filhas donzelas - parte 1


Depois de ver Miroku descendo pelo elevador, Sango voltou a mesa dela para assinar o relatório da prisão de Koharo quando Takeda chega para falar com ela. TAKEDA – Bom trabalho, Sango! SANGO – Só mais um dia de trabalho.(assinando o relatório) TAKEDA – Sabia que hoje é a nossa folga? SANGO – Mesmo?!(ela olha para ele) – É verdade.(sorrindo) TAKEDA – Então se você não tiver nada para fazer hoje a tarde, gostaria de almoçar na minha casa? SANGO – Almoçar? Nós dois? TAKEDA – Não só nós dois, vai ter a Rin, que vai levar o namorado para eu conhecer, ela aproveitou a minha folga para fazer isso, eu sei que esse pedido pode soar estranho, mas é que eu não queria ficar sozinho e por isso estou te pedindo isso e... SANGO – Eu aceito!(sorrindo) — Não precisa se explicar tanto, você é muito formal, Takeda.(ela se levanta para entregar o relatório) TAKEDA – Ótimo! Eu mesmo cozinho, você vai gostar da minha comida... aparece por lá. SANGO – Pode deixar. Sango foi para a sala do capitão entregar o relatório, deixando Takeda feliz por aceitar seu convite e apesar de temer conhecer o namorado da filha, na verdade o que realmente acontecia era que Takeda tinha se apaixonado por Sango, mas como ele era um homem mais velho não tinha coragem de se declarar temendo parecer ridículo, e enquanto isso InuYasha e Kagome, depois de se despedirem de Miroku, voltaram para o restaurante, onde já estavam Rin e Myuga trabalhando nele. RIN – Aonde foram? O Myuga disse que saíram bem cedo. KAGOME – É uma longa história, depois eu conto.(Rin olha para InuYasha) RIN – Senhor InuYasha! Eu preciso lhe pedir um favor. INUYASHA – Favor? Fale. RIN – Eu gostaria de sair um pouco mais cedo. INUYASHA – E qual é o motivo? SESSHOUMARU – Deixa que eu explico. De repente, Sesshoumaru tinha aparecido diante de todos, deixando InuYasha surpreso e trouxe com ele, Shippou e Satsuki. INUYASHA – O que faz aqui, Sesshoumaru? SESSHOUMARU – Como o que faço aqui? Eu vim trazer o amigo da Satsuki.(mostrando Shippou) KAGOME – Esqueceu InuYasha? O Shippou dormiu na casa da Satsuki. SESSHOUMARU – E o trouxe de volta como foi combinado. INUYASHA – Eu agradeço! Mas voltando ao assunto anterior, o que tem você com o fato de Rin querer sair mais cedo? SESSHOUMARU – Acontece vou almoçar na casa de Rin para ela me apresente ao pai dela. INUYASHA – Então vai assumir o romance? SESSHOUMARU – É isso aí! É o que pretendo. RIN – E aí senhor InuYasha? Vai me liberar ou não? InuYasha não tinha tanta confiança no caráter do irmão, mas vendo a sua determinação de assumir o romance passou a acreditar em suas boas intenções com Rin. INUYASHA – Claro! Pode ir(Rin o abraça) RIN – Eu prometo que vou compensar, chefinho. INUYASHA – Claro que vai, pois eu vou cobrar.(rindo) SESSHOUMARU – O Jaken teve que ir a um outro lugar, por isso eu gostaria de saber se podem ficar com Satsuki? Eu a pego ainda hoje. INUYASHA – Tubo bem! RIN – Valeu mesmo senhor InuYasha. Enquanto Rin agradecia a InuYasha sobre os olhares de Sesshoumaru, já na interior do restaurante Kagome falava com Shippou e Satsuki. KAGOME – Me diga Shippou, gostou de passar a noite com sua amiga? SHIPPOU – Mais ou menos.(ela da um tapinha na cabeça dele) KAGOME – Shippou! Isso é coisa que se diga na frente de sua amiga? SATSUKI – Calma tia Kagome, ele falou assim porque fiquei chateada com meu pai. SHIPPOU – Ele pouco teve com a gente.. KAGOME – Mas isso não deveria ser bom para vocês?(rindo) SATSUKI – Não!(irritada) — Ele é muito falso, ainda mais com essa nova namorada que arrumou. KAGOME – É impressão minha ou você não gosta muito da Rin? SATSUKI – Não é isso, mas eu não quero que meu pai esqueça a minha mãe. KAGOME – Isso não vai acontecer, Satsuki, mas como ela não está entre nós, o seu pai tem o direito de recomeçar a vida ao lado de alguém. SATSUKI – Acontece que ela não morreu, ela fugiu com outro homem. Kagome se assusta ao ouvir aquilo e nesse momento Sesshoumaru se despede de longe da filha, que sorria para ele, e depois que Sesshoumaru vai embora, o rosto da menina se entristece. KAGOME – Por que a tristeza, Satsuki? SATSUKI – Por nada!(tentando se alegrar) SHIPPOU – Ei Satsuki, vamos mexer um pouco na Internet? SATSUKI – O.k.!(ela olha para Kagome) – Eu vou indo, tia.(ela ia se afastando junto de Shippou até Kagome se manifestar) KAGOME – Espere aí! Por que está me chamando de tia? SATSUKI – O InuYasha é meu tio, você está namorando ele, portanto é minha tia. SHIPPOU – É verdade, Kagome.(rindo) KAGOME – É mesmo.(rindo) SATSUKI – Vamos lá Shippou. Satsuki se junta a Shippou e ambos vão para o sótão do restaurante e em seguida Kagome vai falar com InuYasha. KAGOME – InuYasha! Sabia que a primeira esposa do Sesshoumaru o abandonou para fugir com outro homem? INUYASHA – Eu sei dessa história por alto, não sei os detalhes. KAGOME – Fugir com outro homem até da para entender, mas deixar a filha? Isso é estranho, não acha? INUYASHA – Há anos deixei de me interessar pela vida de Sesshoumaru, e não vai ser agora que vou começar a me interessar... eu vou trabalhar. InuYasha se afasta da namorada para começar a fazer as entregas, enquanto Kagome não podia deixar de pensar naquela história, ela ficava tentando imaginar o motivo para uma mulher abandonar a filha por outro homem e o que isso causava a uma menina de 8 anos. MAIS TARDE Já estava quase na hora de Sesshoumaru chegar para o almoço e Rin não parava de olhar o relógio enquanto Takeda arrumava a mesa, que estava do lado de fora da casa, seria um almoço ao ar livre. TAKEDA – Venha me ajudar filha!(colocando os pratos) RIN – Tá!(se aproximando do pai) TAKEDA – Por que não me falou o nome desse seu namorado? É algum colega da faculdade? RIN – É surpresa, pai, o senhor vai ver e...(ela nota que ele colocou 4 pratos) – O senhor vai trazer alguém? TAKEDA – Eu convidei a Sango.(ele olha para Rin) — Você não se importa, não é? RIN – Claro que não, pai!(ela lança um olhar malicioso) – O senhor gosta dela, não é? TAKEDA – Da Sango?(tentando desconversar) RIN – É pai! Da sua parceira, da irmã do Kohaku, é dela mesma que estou falando... eu sei que gosta dela, por que não aproveita o almoço de hoje e pede ela em namoro. TAKEDA – Que é isso menina? Eu não tenho mais idade para isso. RIN – Que besteira, pai! Naquele momento Rin avista Sango passando pelo portão da casa para se aproximar de pai e filha. SANGO – E aí? Cheguei cedo demais? TAKEDA – Claro que não! RIN – Chegou na hora.(ela puxa Sango para ficar ao lado de Takeda) – Pai, faz ‘sala’ para Sango enquanto espero o meu namorado lá fora. Rin sai do quintal da casa para fora, deixando Takeda a sós com Sango. SANGO – Pelo que estou vendo o namorado de sua filha ainda não apareceu. TAKEDA – E eu nem imagino quem seja, não sei por que ela fez tanto segredo, não será o seu irmão? SANGO – Kohaku?! Não, não é ele não, o meu irmão está firme com a Kanna tem trabalhado muito, nem sei como consegue namorar. TAKEDA – Mas e você? SANGO – Eu o que? TAKEDA – Não está namorando ninguém?(ele fica meio sem graça) — Me desculpa, não é da minha conta, não precisa responder. SANGO – Tudo bem Takeda! Como parceiros acho que temos que ter essa comunicação... eu não estou namorando ninguém.(ela pensava em Miroku) TAKEDA – É difícil arranjar alguém sendo policial, a mãe de Rin, quando era viva, mal dormia se eu não chegasse em casa. SANGO – Minha mãe também era assim com meu pai. Sango e Takeda estavam tão entretidos com a conversa que não perceberam que Rin se aproximava com o namorado e quando os dois olharam se surpreenderam em ver Sesshoumaru. RIN – Pai! O senhor já conhece o Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Detetive Takeda!(se curvando para ele) TAKEDA – O que significa isso, Rin? É ele que é seu namorado? RIN – Sim pai! TAKEDA – Mas que palhaçada é essa?(ele puxa Rin) – O que quer com minha filha? SESSHOUMARU – Eu tenho as melhores intenções com sua filha... TAKEDA – Eu não quero saber!(ele encara Sesshoumaru) – Não se aproxime de minha filha.(mas Rin se mete entre eles) RIN – Não fale assim pai!(Rin olha para o pai) – Eu o amo, pai! Não entende isso? TAKEDA – Será que esqueceu da reportagem que ele fez sobre a polícia? Ele queria difamar muitos companheiros meus por pura ganância, só para promoção pessoal. RIN – Isso foi no passado! TAKEDA – Ele te seduziu, não vê isso? SESSHOUMARU – Com todo respeito senhor, a sua filha já é maior de idade, eu não seduzi ninguém. Takeda estava tão furioso em ver Rin com Sesshoumaru que o sangue subiu a cabeça e ele estava prestes a agredir o namorado da filha e foi nesse momento que Sango interferiu. SANGO – Calma Takeda! Qualquer agressão, você perderá a razão.(segurando o braço dele) — Agora se controle. TAKEDA – O.k.!(respirando fundo) RIN – Obrigado, Sango.(ela olha para o pai) – Tenta me entender, pai, não importa o que diga, eu não vou deixar de amar o Sesshoumaru. SANGO – Acho que você e seu pai devem conversar.(ela olha para Takeda) – Civilizadamente! TAKEDA – Vamos entrar, Rin. RIN – Tá! Rin da um beijo em Sesshoumaru para depois se juntar ao pai e ambos entram na casa para conversar a sós, deixando Sesshoumaru com Sango. SESSHOUMARU – Detetive Sango, eu... SANGO – Não fale nada!(ela o encara) – Acha que não sei o que está tramando? SESSHOUMARU – O que? SANGO – Está usando essa menina para saber por meio dela se Takeda sabe algo do Motoqueiro Noturno. SESSHOUMARU – Isso é notícia velha! O Motoqueiro Noturno não aparece há dias, o meu interesse em Rin é puramente afetivo, eu a amo. SANGO – Quando estava comigo, você dizia a mesma coisa, por que com ela seria diferente? SESSHOUMARU – Escute, Sango! Eu sei o que fiz com você foi horrível, mas eu não posso voltar atrás no tempo, o que posso dizer é que com Rin estou sendo sincero. SANGO – Eu não sei se acredito. SESSHOUMARU – Eu não sei se me importo, o que pensa em fazer? Quer contar a ela nossa história? Então vá em frente e aí aproveite e conte para o pai dela, tenho certeza que ele vai adorar saber que a parceira dela foi uma dedo-duro no passado... concluindo, você não vai contar nada a eles. Sesshoumaru, com ar de superioridade, se afasta de Sango, a deixando furiosa por dentro, ela sabia que ele tinha razão, ela não iria falar nada para nenhum dos dois e depois de alguns minutos Rin e Takeda estavam de volta. TAKEDA – Eu falei com a minha filha e ela me convenceu a aceitar o namoro. RIN – É isso mesmo! SESSHOUMARU – Obrigado pelo voto de confiança. TAKEDA – Mas que fique claro que faço isso pela minha filha. Com tudo parcialmente esclarecido, as quatros pessoas decidiram almoçar em paz, e enquanto isso Kagome ainda estava preocupada com Satsuki e por isso foi falar com InuYasha assim que esse chegou de uma de suas entregas. KAGOME – InuYasha! Eu sei que não quer se meter na vida de seu irmão, mas com Satsuki é diferente. INUYASHA – Essa história de novo, Kagome?(chateado) KAGOME – Eu não sei você, mas eu não posso ignorar uma história dessa, principalmente quando a menina é amiga do meu filho. INUYASHA – A mãe dela abandonou o pai para fugir com outro homem, o que quer que eu diga a ela? KAGOME – Apenas fale com ela, acho que ela precisa que um adulto próximo a ela a escute, o Sesshoumaru anda muito ocupado com esse namoro com a Rin. INUYASHA – Tá bom!(ela da um beijo no rosto dele) KAGOME – Sabia que ia concordar, você é um amor, InuYasha. InuYasha se afasta de Kagome e vai para o sótão do restaurante onde estavam Rin e Shippou, sentados, jogando no computador. INUYASHA – Shippou! Me da licença para conversar com minha sobrinha? SHIPPOU – Tá!(ele sai do sótão deixando os dois a sós) SATSUKI – O que foi tio?(ele se senta do lado dela) INUYASHA – Eu quero conversar com você sobre sua mãe. SATSUKI – É?(ela fica triste) – Eu não quero falar dela. INUYASHA – Você sente saudade dela?(ela olha torto) SATSUKI – Saudade? As vezes! Na maioria das vezes eu a queria comigo, principalmente quando o meu pai está trabalhando, mas eu mal lembro do rosto dela. INUYASHA – Eu nunca a conheci, mas sei que seu pai deve tê-la amado muito. SATSUKI – Então por que ela o abandonou? Por que ela me deixou? INUYASHA – Eu não tenho as respostas para essas perguntas, mas ficar com raiva de sua mãe ou da nova namorada do seu pai não vai ajudar. SATSUKI – O senhor e meu pai não se falavam há muito tempo, por que? INUYASHA – Foi por causa nosso pai!(ele olha para o lado) – O Sesshoumaru nunca aceitou que nosso pai refizesse a vida com outra mulher depois da morte da mãe dele, ele sempre me maltratou quando eu era criança, mas isso não tem na a ver com você. SATSUKI – Meu pai não podia esconder que ele tinha um irmão, o que mais ele não deve ter me contado? INUYASHA – Esquece essa história, Satsuki!(ele se levanta) – Eu vim aqui para que se sentisse melhor, mas acho que não adiantou. SATSUKI – Tem uma coisa que pode fazer, tio. INUYASHA – Fale. SATSUKI – Meu pai e minha mãe moravam em um bairro aqui perto, mas nós nos mudamos depois que minha mãe foi embora. INUYASHA – Você quer voltar lá, não é? SATSUKI – Isso! O senhor podia me levar até lá? É rapidinho, tio. INUYASHA – Claro! Mas acho que o Shippou vai querer ir junto. SATSUKI – Tudo bem! InuYasha puxou a sobrinha pelo braço para ambos saírem do sótão e enquanto isso, o almoço na casa de Rin e Takeda estava no fim. RIN – Estava tudo uma delícia, pai.(limpando os lábios com guardanapo) SESSHOUMARU – Estava mesmo senhor Takeda. TAKEDA – Obrigado. SANGO – Eu também adorei, Takeda, não sabia que cozinhava tão bem assim.(rindo) — Eu por outro lado sou uma péssima cozinheira. RIN – Mas isso é bom, pois um completa o outro. TAKEDA – Rin! Takeda ficou meio sem graça pois Rin estava insinuando uma aproximação dele com Sango, que ao que parece não ligou muito e logo se levantou. SANGO – Eu já vou indo, obrigado pelo almoço. RIN – Mas já? SESSHOUMARU – Está cedo, detetive.(ela nem olha para ele) SANGO – Eu tenho que ir mesmo. Sango se despede de todos e se afasta mas Takeda vai atrás dela estranhando algo. TAKEDA – O que houve, Sango? Parece chateada. SANGO – É esse Sesshoumaru. TAKEDA – Eu sei! Não da para suporta-lo, mas terei que agüentar até que minha filha recobre a sanidade e deixe esse sujeito. SANGO – Você é um excelente pai! Cuide bem de sua filha, ela pode precisar. Sango deu uma indireta para que Takeda, que não entendeu muito bem, Sango sabia que Rin podia se machucar com Sesshoumaru, achando que ele ainda usava a jovem como fonte assim como ela. Próximo capítulo = Pais feras e filhas donzelas – parte 2