Eu Sou a Noite
26 Pais feras e filhas donzelas - parte 2
Como havia prometido à sobrinha, InuYasha, em uma Van novinha a tinha levado para o bairro em que ela morava com a mãe, e eles tinham a cia de Shippou e já estavam de frente a antiga casa de Sesshoumaru, era uma casa de classe média com um jardim na frente. SATSUKI – É aqui! Finalmente chegamos. SHIPPOU – É uma bela casa... InuYasha, você já tinha vindo aqui? INUYASHA – Não! O Sesshoumaru deve ter vindo morar aqui quando se casou. SATSUKI – As poucas lembranças que tenho da minha mãe, ela sempre sorria para mim naquele jardim.(ela olha para InuYasha) — Obrigado por me trazer, tio. INUYASHA – Não precisa agradecer, na verdade foi bom estrear essa Van para essa boa ação.(rindo) SATSUKI – Eu posso pedir um outro favor? INUYASHA – Claro! SATSUKI – Eu conheço a mulher que mora na casa ao lado, eu quero ir até lá falar com ela, era uma grande amiga de minha mãe. INUYASHA – Tudo bem, Satsuki! Eu te levo até lá e... SATSUKI – Eu gostaria de ir sozinha, se não se importa? SHIPPOU – Nem eu posso ir? SATSUKI – Eu gostaria de ir sozinha, quero falar sobre minha mãe. INUYASHA – Nós entendemos! Pode ir. SATSUKI – Obrigada, tio. INUYASHA – Mas seja rápida! Logo seu pai vem te buscar. SATSUKI – Eu sei! É com isso que eu conto. Satsuki saiu da Van e InuYasha não entendeu bem o que ela quis dizer com a última frase e sendo assim Satsuki foi até a casa vizinha da sua antiga casa, mas o que ela, Shippou e InuYasha não percebiam é que estavam sendo observados por uma mulher de óculos escuros, que vestia um terno elegante, e estava dentro de um carro e ao ver Satsuki entrar na casa, a tal mulher liga o carro e sai dali, e enquanto isso, depois de almoçarem, Takeda, Rin e Sesshoumaru estavam dentro da casa conversando. TAKEDA – Agora vamos ter uma conversa séria, senhor Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Estou aqui para isso, senhor. TAKEDA – Como começou a namorar a minha filha acho que devo presumir que um dia queira se casar com ela, não é verdade? SESSHOUMARU – Claro que sim! Eu amo sua filha.(Rin sorri para ele) TAKEDA – Então o senhor tem a consciência de que irá levar minha filha para uma família já feita. RIN – Nós dois temos essa consciência, pai, sei que é complicado. TAKEDA – É mais do que isso minha filha! Eu acho você ainda jovem para uma situação dessa. SESSHOUMARU – Eu entendo melhor do que ninguém a sua preocupação, senhor Takeda, eu também sou pai e sempre quero o melhor para minha filha. TAKEDA – O que está querendo dizer? SESSHOUMARU – Eu e sua filha já saímos há algum tempo e por isso acho que me sinto no direito de pedir a mão de sua filha em casamento. O pedido de Sesshoumaru surpreendeu tanto Takeda como Rin, já que isso ela não esperava. RIN – Casamento?!(sorrindo) SESSHOUMARU – Isso! Eu já não sou tão jovem e por isso tenho certeza dos meus sentimentos. TAKEDA – Isso é um absurdo! Eu não vou permitir. RIN – Pai. TAKEDA – Me desculpe, mas tenho que tomar um ar. Takeda sai da sala para sair de casa e ficar no jardim deixando Sesshoumaru e Rin a sós na sala. RIN – Mas que idéia é essa de me pedir em casamento? SESSHOUMARU – Não gostou? RIN – Não gostei não!(depois ela ri) – Eu adorei!(ela o abraça) — Mas acho que foi rápido demais, o meu pai só esperava a apresentação de um namorado, eu já fiquei com medo apenas de apresenta-lo, mas agora com esse pedido. SESSHOUMARU – Eu te amo tanto que vou revelar um segredo de família. RIN – Segredo de família? O que? SESSHOUMARU – É sobre Satsuki. RIN – O que tem sua filha? Ela não está gravemente doente ou coisa assim? SESSHOUMARU – Não é isso! É sobre a mãe dela. RIN – O que tem ela? SESSHOUMARU – A Akiko, minha primeira esposa, na verdade não é a mãe biológica de Satsuki. RIN – O que?(ela se espanta) – Está falando sério? SESSHOUMARU – Sim! RIN – Então ela não é sua filha? É isso que está querendo me dizer? SESSHOUMARU – Eu sou o pai dela sim. RIN – E quem é a mãe então? SESSHOUMARU – É uma mulher chamada Kagura. Diante da surpresa Rin se senta fazendo Sesshoumaru se sentar também e assim ele conta que conheceu Kagura na adolescência, mas que se separaram depois que ela viajou para os EUA, mas tempos depois voltou ela voltou ao Japão e eles retomaram o romance até ela ficar grávida. RIN – Mas não ficaram juntos! Por que? SESSHOUMARU – Ela queria voltar para os EUA, ela trabalhava como executiva de uma grande corporação internacional, ela adorava o trabalho. RIN – Então ela queria que você largasse o jornalismo e a seguisse, não é? SESSHOUMARU – Isso! Mas eu falei que tinha minha vida e jornalismo fazia parte dela. RIN – E o que houve depois? SESSHOUMARU – Quando Satsuki nasceu, Kagura começou a usa-la para fazer chantagem emocional comigo, ela dizia que nunca mais veria Satsuki se não ficasse com ela. RIN – E o que fez? SESSHOUMARU – Mais preocupado eu estava com Satsuki do que eu mesmo! A Kagura estava se revelando uma neurótica e pensei em iniciar uma batalha jurídica pela guarda de Satsuki. RIN – Então você venceu essa batalha jurídica? Satsuki está com você. SESSHOUMARU – Nem precisei! Acontece é que durante o namoro com Kagura, fiquei sabendo que Kagura estava sendo acusada de alguns delitos na corporação, coisas como tráfico de influências e lavagem de dinheiro, porém nada foi provado, mas mesmo assim eu a ameacei de revelar a história se ela não abrisse mão da guarda de Satsuki. RIN – Você fez isso? SESSHOUMARU – Sim! Eu fiz isso pela minha filha e faria tudo de novo. RIN – Não sentiu pena dela? SESSHOUMARU – Não! E vou dizer porque... depois da audiência em que ela abriu mão da guarda da Satsuki, ela veio falar comigo confessando que estava apenas usando a menina e que nunca quis ficar com ela e sim ficar perto de mim. RIN – Mas que horror. SESSHOUMARU – Anos depois eu me casei e Akiko assumiu a maternidade de Satsuki e de repente sem mais sem menos, Kagura volta ao Japão querendo retomar o romance, mas sem assumir a filha. RIN – Mas você disse não. SESSHOUMARU – Isso mesmo! Além de não ama-la mais, eu já estava casado com Akiko, formando uma família feliz. RIN – O que Kagura fez? SESSHOUMARU – Ela apenas disse que um dia eu iria me arrepender e depois voltou aos EUA, e assim eu sempre esperei pelo pior de Kagura, mas nunca mais a vi. RIN – Nunca mais? SESSHOUMARU – Já são 7 anos sem vê-la e prefiro assim... acho que me esqueceu. RIN – Mas que história! SESSHOUMARU – Nem me fale, mas eu não quero mais falar disso, eu só te contei por que quero dividir minha vida com você. RIN – Obrigado pela confiança, meu amor.(ela coloca a mão dela em cima da dele) _ Tem certeza que quer se casar comigo? Eu sou só uma garota. SESSHOUMARU – O que disse era verdade! Eu sei o que sinto e não posso mais ficar longe de você, não entende, Rin? Sesshoumaru se levanta do sofá e depois puxa Rin para si para que possa beija-la e enquanto isso, InuYasha e Shippou aguardavam por Satsuki, dentro da Van. INUYASHA – A Satsuki está demorando, não acha? SHIPPOU – É! Já faz um tempinho que ela entrou. INUYASHA – Eu vou lá busca-la. SHIPPOU – Eu vou com você. Ambos descem da Van e vão para a casa onde Satsuki entrou e ao tocar a campanhia uma senhora idosa abre a porta. INUYASHA – Me desculpe senhora, mas poderia chamar a Satsuki? É que estou com pressa. SENHORA – Vocês estão esperando a menina Satsuki? Estranho, mas ela já foi embora. INUYASHA – Como assim já foi embora? SENHORA – Ela conversou um pouco comigo e depois saiu pelos fundos. INUYASHA – Tem certeza? SENHORA – Tenho sim senhor! INUYASHA – Obrigado, senhora. Mesmo atordoado com a notícia, InuYasha volta para a Van junto com Shippou e eles logo entram. SHIPPOU – Mas por que a Satsuki iria fugir da gente? INUYASHA – Eu não sei, mas temos que encontra-la. SHIPPOU – Mas aonde? INUYASHA – Ela não deve estar longe, nós vamos acha-la. InuYasha liga a Van e fica dirigindo por todo quarteirão chamando por Satsuki, mas eles não conseguiam encontra-la e enquanto isso, Takeda já estava novamente dentro de sua casa. RIN – O senhor está bem, pai? TAKEDA – Bem?! Como poderia estar bem? Um sujeito desse pede você em casamento. RIN – Não fale assim dele. TAKEDA – Eu estou na minha casa e falo como quiser, ouviu mocinha? SESSHOUMARU – Detetive Takeda! Eu tenho as melhores intenções com a Rin, o que sinto por ela não é passageiro. TAKEDA – Eu não confio em você. RIN – O senhor tem que aceitar o meu namoro com o Sesshoumaru. TAKEDA – Eu não tenho que aceitar nada e...(o celular de Sesshoumaru toca) SESSHOUMARU – Com licença, por favor. Sesshoumaru sai do meio da discussão entre pai e filha para ir a um canto isolado atender o celular, ele vê o número e sabe de quem se trata. SESSHOUMARU – O que houve, InuYasha? INUYASHA – Aconteceu algo estranho. SESSHOUMARU – Fale de uma vez o que houve! INUYASHA – Acontece que eu trouxe a Satsuki para o antigo bairro onde vocês moravam, foi um pedido dela. SESSHOUMARU – Sim, mas o que tem isso? INUYASHA – Quando chegamos aqui, a Satsuki pediu para falar a sós com uma vizinha e eu deixei, mas quando fui chama-la de volta, a vizinha disse que ela fugiu pelos fundos. SESSHOUMARU – O que?! Como assim fugiu? INUYASHA – Ela simplesmente fugiu. SESSHOUMARU – Como pode deixar isso acontecer, seu idiota! INUYASHA – A culpa não é minha. SESSHOUMARU – Então ela é minha... escute aqui InuYasha! Você tem que encontra-la, é sua responsabilidade. INUYASHA – Mas eu não sei por onde procurar mais, eu já vi em todos os lugares. SESSHOUMARU – Não viu não! Pois ainda não achou Satsuki. INUYASHA – Eu vou tentar acha-la. SESSHOUMARU – Eu não quero que tente e que a ache... eu não quero saber como vai fazer, eu não quero saber quanto tempo vai demorar, eu quero que a encontre. Sesshoumaru nem deixa InuYasha responder e desliga na cara dele para depois ir para junto de Takeda e Rin. SESSHOUMARU – me desculpe, mas surgiu uma emergência. RIN – O que foi, amor? Parece abalado. SESSHOUMARU – Aquela anta do InuYasha perdeu minha filha... eu tenho que ir. RIN – Quer que eu vá junto? SESSHOUMARU – Não precisa se incomodar... TAKEDA – Sesshoumaru, nós dois vamos. Rin sorriu com as palavras de Takeda e assim os 3 foram para onde InuYasha tinha levado Rin e enquanto isso, sabendo da preocupação que causava, Satsuki, que estava em baixo de uma pequena ponte, por isso InuYasha não a tinha visto, se escondia para chamar a atenção de Sesshoumaru, para que ele passasse mais tempo com ela. SATSUKI – Se eu fugir para longe o meu pai terá que vir atras de mim e deixar aquela namorada de lado. Satsuki estava decidida a pegar qualquer ônibus e ir para longe, mas ao sair debaixo da ponte, a menina vê a mesma mulher que estava a observando quando entrou na casa, aquela mulher era Kagura, sua mãe biológica, mas Satsuki não sabia disso, na verdade Kagura tinha seguido Satsuki. KAGURA – Finalmente decidiu sair daí de baixo, menina. SATSUKI – A senhora está aí há muito tempo?(a barriga da menina ronca) KAGURA – Acho que está com fome, uma menina prevenida não pode fugir de barriga vazia.(rindo) – Vem, eu pago um hot dog. Kagura puxa Satsuki pelo braço, que mesmo não conhecendo a mulher resolve aceitar a oferta, já que estava mesmo com fome e depois de alguns minutos, sentadas em um banco da praça, as duas tinham conversado sobre o motivo dela estar ali. SATSUKI – Por que a senhora está me ajudando? KAGURA – Por que também já fugi dos meus pais e varias vezes, mas não importava para onde fugisse, eles sempre me encontravam, sabe por que? SATSUKI – Não! Por que? KAGURA – Por que eu sempre queria ser encontrada.(ela olha bem nos olhos da menina) – Olha, eu não sei qual o problema com seus pais, mas tenho certeza que eles te amam. SATSUKI – Minha mãe fugiu com outro homem, o meu pai não tem tempo para mim, eu não acho que eles me amam tanto assim...(de repente Kagura interrompe) KAGURA – Não seja boba, menina!(falando alto) — O que acha que vai ganhar fugindo? SATSUKI – A atenção dele.(falando alto também) KAGURA – Mas e o rapaz que estava com você? Ele vai acabar levando a culpa pelo seu sumiço. SATSUKI – Tio InuYasha! Eu tinha me esquecido dele, o meu pai vai brigar com ele. KAGURA – Então você sabe o que tem que fazer. SATSUKI – Sei.(ela tinha acabado de comer o hot dog) – Eu vou voltar. KAGURA – Boa menina!(ela coloca a mão na cabeça dela) SATSUKI – Obrigado, senhora pelo hot dog.(ela ia saindo mas acaba voltando) KAGURA – O que foi menina? SATSUKI – Eu não perguntei o seu nome. KAGURA – Não se preocupe, um dia irá saber... agora vá. Satsuki não entendeu o que Kagura queria dizer, mas mesmo assim se despediu dela e Kagura ficou observando a menina ir embora até que seu celular toca. KAGURA – É Kagura. NARAKU – Está atrasada para nossa reunião, senhora Kagura. KAGURA – Eu tive um imprevisto, senhor Naraku, mas logo... NARAKU – Venha já!(sendo enfático) — Preciso da presença da senhora. KAGURA – Já estou a caminho. Kagura desliga o celular e entra no carro para seguir viagem até o encontro que vai ter com Naraku e enquanto isso, InuYasha era bombardeado de cobranças por Sesshoumaru e vendo aquilo, Rin e Takeda tentavam acalma-lo. RIN – Ficar brigando com seu irmão não vai adiantar nada. TAKEDA – Rin tem razão, Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Vocês não percebem que a Satsuki pode ter sido raptada ou coisa pior. INUYASHA – Eu não acho que ela foi seqüestrada, ela fugiu mesmo, a questão é por que? SESSHOUMARU – Agora a culpa é minha?(sendo irônico) — Eu não tenho tempo para suas besteiras e... Sesshoumaru para de falar ao ver a imagem de Satsuki no final da rua vindo em direção a ele, e todos a tinham visto também. SATSUKI – Papai! Papai! Satsuki veio correndo na direção de Sesshoumaru e recebe um forte abraço do pai e o resto do pessoal cerca os dois. INUYASHA – Aonde se meteu, menina? SATSUKI – Eu fugir para chamar a atenção do meu pai. SESSHOUMARU – Minha atenção?! Mas por que? SATSUKI – Nesses últimos dias você passou muito tempo com sua namorada e nem teve tempo para mim.(ela olha para InuYasha) — Me desculpa, tio... eu fugi e nem pensei no senhor, o meu pai deve ter brigado com o senhor. INUYASHA – Mas eu também estava preocupado, afinal você é minha sobrinha favorita.(rindo) SATSUKI – Isso não vale! Eu sou a única.(rindo também) SESSHOUMARU – Mas não faça mais isso, Satsuki... poderia ter acontecido algo pior com você. SATSUKI – Me desculpe papai! Eu prometo não fugir mais. SESSHOUMARU – Então vamos para casa ficar só nós dois, eu estou de folga mesmo. SATSUKI – Espere pai!(ela olha para Rin) — Ela pode vir conosco. SESSHOUMARU – Você quer, Rin? RIN – Um convite desses eu não posso recusar. Satsuki da a mão a Rin e assim os 3 vão de mãos dadas e Takeda ao ver aquela cena, percebe que talvez Sesshoumaru não fosse tão mal, assim como ele, o namorado da filha também era pai. Próximo capítulo = Prelúdio da discórdia – parte 1
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