Eu Sou a Noite
37 O teste - parte 2
Depois de deixar instruções de um plano de roubo com Ayame e Kouga, Katsume chega ao prédio do Grupo Naraku e vai direto para a sala de Naraku, que estava acompanhado de Onigumo. NARAKU – Como está indo o plano doutora Katsume? KATSUME – Está sendo executado nesse momento. NARAKU – Ótimo!(ele olha para Onigumo) — E o projeto da jóia de 4 almas? ONIGUMO – Kagura disse que Kikyou está pesquisando os efeitos colaterais. NARAKU – Eu quero todos os resultados dessas pesquisa o quanto antes. ONIGUMO – Claro senhor.(Katsume se aproxima) KATSUME – O senhor ainda precisa de mim? NARAKU – Não Katsume! Pode ir... e bom trabalho. Katsume sorri malignamente e sai da sala deixando Naraku e Onigumo a sós. NARAKU – Agora que estamos sozinhos eu tenho algo a dizer a você, Onigumo. ONIGUMO – Senhor. NARAKU – O meu contato dentro da Agência Imperial me disse que está prestes a explodir uma grande denúncia de desvio de armas por parte do Grupo Naraku. ONIGUMO – As vendas de armas aos terroristas foi maior do que eu esperava, eu não tive controle e... NARAKU – Esse que é o problema, Onigumo! Você não está tendo controle de nada, a inteligência do Grupo Naraku se tornou muito porosa e a culpa é sua.(o encarando) ONIGUMO – Mas senhor, isso está fora da minha alçada e...(Naraku o interrompe com o dedo em riste) NARAKU – Basta de desculpas! Foi por isso que procurei Kagura, ela sim saber comandar uma operação de verdade... e eu que até pensei que você podia ser meu genro, mas nem impedir que moleque como Kohaku ganhasse de você o amor de Kanna, você é patético, Onigumo. ONIGUMO – Senhor Naraku, eu...(ele é interrompido de novo) NARAKU – Agora isso me deu uma idéia! Eu arranjei um jeito de separar Kanna e Kohaku sem ter que mata-lo em um acidente infeliz como planejei antes, ele vivo será de grande ajuda. Naraku sorria de forma maligna depois de ofender Onigumo, que se sentia humilhado pelo chefe, já que ele realmente amava Kanna, mas ela era só olhos para Kohaku. MAIS TARDE Em frente ao prédio onde iriam realizar o assalto, Kouga e Ayame discutiam o plano dentro do furgão, onde olham os esquemas de segurança no computador do veículo. AYAME – Eu nunca invadir algo assim. KOUGA – Eu consegui acessar a planta de segurança do prédio, as cameras serão desligadas por 10 segundos, esse é o tempo para render os seguranças e ir para o outro setor. AYAME – 10 segundos?! Isso vai ser moleza... deseja-me sorte. KOUGA – Boa sorte. Ayame, que já vestia uma roupa de couro, coloca uma mascara para cobrir o rosto e sai do furgão e entra no prédio, tudo isso sendo observado, de binóculo, por InuYasha, que continuava a falar com Miroku pelo ponto eletrônico. INUYASHA* — A moça entrou no prédio, mas o Kouga ficou no furgão. MIROKU – Tente ir atrás da moça, não podemos fazer nada contra o Kouga por enquanto. INUYASHA* — O.k.! Mas você descobriu que prédio é esse? MIROKU – Não!(mexendo no computador) — Eu só descobri que existem vários escritórios de contabilidade, mas isso não ajuda muito. INUYASHA* — Quando descobrir algo me avise. InuYasha da a volta no prédio com a moto para chegar por trás e em seguida utiliza uma arma que lança um dardo com uma corda amarrada nele para que ele pudesse escalar o prédio e enquanto isso o plano de Kouga e Ayame estava sem executado. AYAME – Eu já acabei por aqui.(ela falava no meio de vários homens caídos no chão) KOUGA – Agora entre no elevador e pare no andar 3B. AYAME – Eu já acabei com a segurança, por que não posso ir direto ao alvo, no ultimo andar? KOUGA – Se fizer isso vai estar encurralada, a partir do andar 3B, o acesso é vigiado. AYAME – E como chego na cobertura? KOUGA – Está vendo um almoxarifado á sua esquerda?(ela vê uma porta no fundo) AYAME – Estou.(vai até a porta) KOUGA – Entre e encontrará um duto de ventilação, suba através dele até o próximo andar e aguarde instruções. AYAME – O.k.!(ela estranha o comportamento de Kouga) — Você está bem? Parece que algo te incomoda. KOUGA –Esse começo do plano foi fácil, estou com um mal pressentimento. AYAME – Não esquenta! Vai dar tudo certo. Ayame procura pelo duto de ventilação até encontra-lo atrás de um armário e nesse momento Kouga, que estava olhando os movimentos de Ayame pelo computador, baixa os dados dessa mesma movimentação para um PDA, um minicomputador portátil e também um laptop, e em seguida sai do furgão. KOUGA – Agora é a minha vez. Kouga entra, tranqüilamente, no prédio pela porta da frente, já que os seguranças foram abatidos por Ayame e enquanto isso, InuYasha, disfarçado de Motoqueiro Noturno, escalava o prédio pelo lado de fora com os equipamentos fornecidos por Miroku até chegar a uma janela pela qual ele entrou. INUYASHA* — Miroku, descobriu o que mais tem no prédio? MIROKU – Nada! Eu não sei o que Kouga quer aí, mas seja o que for deve ser importante para Katsume manda-lo até aí. INUYASHA* — Eu vou desligar, estou vendo movimentação de pessoas. InuYasha vê pela fresta da porta um amontoado de homens armados descendo as escadas e enquanto isso, Ayame sai do duto de ventilação e chegar ao andar superior e logo em seguida usa seu comunicador. AYAME – Para onde vou agora, Kouga?(ela olhava para todos os lados) KOUGA – É melhor sair daí, há vários homens indo em sua direção. AYAME – O que? Ayame se assustou com as palavras de Kouga, mas se assustou mais ainda ao ver o mesmo grupo de homens armados visto por InuYasha, e sem perder tempo ela correu pelos corredores do prédio. AYAME – Kouga! Me tira daqui!(correndo dos homens armados) KOUGA – Continue correndo! Vire a esquerda e depois a direita e siga em frente pelo corredor. Ayame, correndo muito, faz o que Kouga disse e ao chegar no corredor, vê no fundo vê uma porta com fechadura eletrônica. AYAME – Kouga! Me ajude. Ayame pedia socorro pelo comunicador, mas Kouga não respondia e nesse momento os homens armados aparecem diante de Ayame e assim o líder desses homens se manifesta. LÍDER – Parece que pegamos uma ladra, ela deve ser uma gracinha por trás dessa mascara. AYAME – Eu não vou me entregar sem lutar.(ela se coloca na posição de luta) – “Por que o Kouga me abandonou?”(pensando) Os homens armados andam lentamente na direção de Ayame e enquanto isso, Kouga estava sentado tranqüilamente em um corredor, usando o PDA e o laptop, através do PDA ele vê pela leitura térmica que os homens estava se aproximando de Ayame e sendo assim, Kouga, através do laptop, digita códigos de comando que ativam o aparecimento de uma parede de vidro entre Ayame e os homens armados, a qual surpreende a todos no local. LÍDER – O que é isso?(vendo a parede de vidro) AYAME – “O que será que houve?”(também não entendendo o aparecimento da parede de vidro) LÍDER – Não vai escapar sua vagabunda, FOGO NELA! O líder ordena que os outros atirem em Ayame, mas a parede de vidro é a prova de balas, fazendo os homens saírem do local por onde vieram, deixando Ayame mais aliviada. AYAME – Nossa!(ela respira fundo) – Essa foi por pouco. Nesse momento a porta com tranca eletrônica se abre e dela aparece Kouga, carregando uma sacola, o laptop e o PDA, deixando Ayame surpresa. AYAME – O que faz aqui? KOUGA – Te salvar de ser capturada e acho que consegui. AYAME – A parede! Foi você? KOUGA – Claro! Tenho acesso a toda segurança do prédio... aqueles homens darão a volta para vir atras de você. AYAME – Eu devo ter feito algo de errado!(ela fica de costas para ele) – Não sei como eles descobriram minha presença, eu devo estar perdendo o jeito.(ele coloca a mão no ombro dela) KOUGA – Não é isso! Eles já sabiam que você vinha, sabiam de todo nosso plano. AYAME – Sabiam?(ela fica de frente a ele) — Como assim? KOUGA – Eu não sei dizer ainda, mas sabermos quando chegarmos á cobertura. Kouga tira da sacola alguns uniformes de segurança, dos homens abatidos por Ayame na entrada do prédio. KOUGA – Vamos entrar de cara limpa. AYAME – Ótimo!(ela tira a mascara) – A mascara esconde meu rosto bonito. Kouga e Ayame vestem os uniformes e seguem tranqüilamente o seu caminho até a cobertura e enquanto isso, InuYasha observava escritório por escritório sem encontrar pessoa alguma. INUYASHA* – “Nossa! Isso é de dar arrepios, não tem ninguém.”(pensando) Nesse momento InuYasha nota que alguém estava chegando de elevador e assim se esconde em um dos escritórios do corredor, e do elevador Kouga e Ayame saem. AYAME – Por que paramos aqui? Falta muitos andares até a cobertura. KOUGA – Tem alguém aqui?(ele vê pelo PDA) AYAME – Mas você não disse que todos os seguranças estão à andares abaixo. KOUGA – Sim, mas ao que parece, deve ter ficado um e ele está nesse andar. Seguindo as leituras térmicas, Kouga sabe que tem outra pessoa no andar e lentamente se aproxima da porta do escritório onde InuYasha está escondido. KOUGA – Seja quem for, está atrás dessa porta. AYAME – Mas por que ele se escondeu? Será um segurança covarde?(rindo) KOUGA – Não sei não!(meio desconfiado) AYAME – O que faremos com ele? Ele pode estar armado. KOUGA – Eu tenho uma idéia. Kouga digita, através do seu laptop, um código que tranca automaticamente a porta do escritório onde está InuYasha, fazendo ele ficar preso. KOUGA – Seja quem for, não dará problemas para nós. Kouga e Ayame voltam para o elevador para subirem até a cobertura, enquanto isso InuYasha acaba de perceber que ficou preso no escritório e imediatamente fala com Miroku através do ponto eletrônico. INUYASHA* — Miroku, estou preso! A porta e as janelas estão trancadas eletronicamente.(tentando abrir uma das janelas) MIROKU – Não se preocupe! No seu bolso esquerdo tem um aparelho neutralizador. INUYASHA* — É?!(ele tira o aparelho) — O que faço? MIROKU – Coloque na janela ou na porta e espere que a tranca seja neutralizada. INUYASHA* — Pode deixar.(depois de colocar o neutralizador ele olha ao redor) – Espere um pouco.(ele vê uma pasta em cima da mesa) MIROKU – O que foi, InuYasha? INUYASHA – Acho que achei algo importante.(ele abre a pasta e folheia) – Já vi o que precisava. InuYasha fecha a pasta e sai pela janela e volta a escalar o prédio por fora e enquanto isso, Kouga e Ayame acabam de chegar na cobertura pelo elevador e ao sair dele, os dois vão até a porta da cobertura. AYAME – Vamos ter muito cuidado para entrarmos e...(Kouga passa na frente dela) KOUGA – Não precisamos de cuidado. Kouga passa pela porta sem nenhum tipo de preocupação com Ayame vai atrás dele e ao entrarem na cobertura dão de cara com Kagura sentada no sofá no centro da sala. KAGURA – Finalmente chegaram!(olhando para eles segurando uma bebida) AYAME – Quem é você? KOUGA – Ela é a mulher com quem falamos pelo computador, hoje mais cedo, reconheci pela voz. KAGURA – O senhor é muito esperto mesmo, senhor Kouga. KOUGA – Chega de elogios!(se aproximando dela) — Quem é você? E é melhor dizer agora. KAGURA – Isso não importa agora, venham comigo! Kagura se levanta do sofá, indo até a uma porta falsa, que na verdade era um elevador secreto, por onde os 3 entraram e desceram e nesse momento, InuYasha olha o interior da cobertura através da janela, mas não encontra nada. INUYASHA* – Não há nada aqui, Miroku!(olhando e tentando abrir a janela) – E eu não consigo entrar pela janela, acha que devo voltar aos andares inferiores e entrar? MIROKU – A segurança no prédio deve ter cuidado de Kouga e da amiga dele, pode voltar. INUYASHA* — Tudo bem. InuYasha usa novamente os equipamentos de escalar para descer do topo do prédio e nesse momento Miroku recebe uma ligação de Kagome, que estava no escritório dele. MIROKU – Pois não Kagome. KAGOME – Eu só liguei para dizer que já remarquei todos os seus compromissos para semana que vem.(guardando os arquivos na gaveta) MIROKU – Excelente! O atual caso está me consumindo tempo maior do que eu pensava... mais alguma coisa? KAGOME – Mais uma vez te agradecer pelo trabalho que conseguiu. MIROKU – Com minha mudança para Tóquio, eu precisava de uma secretária mesmo, não foi favor algum... pode trancar tudo, você tem a chave do escritório, não é? KAGOME – Tenho.(segurando a chave) — A gente se vê amanhã. MIROKU – Até amanhã. Miroku estava feliz pela contratação de Kagome, ele no fundo tinha esperança de que ela e InuYasha voltassem a se acertar e enquanto isso, o elevador secreto estava levando Kagura, Kouga e Ayame para o subsolo do prédio, que na verdade era um laboratório de pesquisa genética, no qual trabalhava Kikyou, que ficou surpresa ao ver Kagura, saindo do elevador, acompanhada de Kouga e Ayame e por isso foi falar com ela. KIKYOU – O que está havendo, Kagura? KAGURA – Pode ficar sossegada, Kikyou! Eles são as pessoas que vão conseguir a jóia de 4 almas para nós. AYAME – Jóia de 4 almas?! Mas não foi para isso que fui contratada e... KOUGA – O que houve aqui foi apenas um teste! Ela estava nos testando, não é Kagura? Kagura pede para Kikyou voltar ao trabalho, pois não se podia perder tempo e depois de ser atendida, ela voltou a dar atenção a Kouga e Ayame. KAGURA – Esse teste era necessário! O local onde está a jóia de 4 almas é muito bem protegido, com um sistema de segurança muito mais eficiente do que desse prédio. AYAME – Isso que vocês estão fazendo tem algo a ver com o que fiz para Juroumaru? KAGURA – Tem tudo a ver! A jóia de 4 almas está escondida em uma mansão que fica localizada em uma ilha, quando Juroumaru foi preso a polícia pode vasculhar a mansão. KOUGA – E a polícia não achou nada? KAGURA – Nada! O meu contato dentro da polícia me informou de tudo, mas eu já esperava por isso, pois deve haver um local ultra secreto e é por isso que preciso que você ajude Ayame a pegar a jóia de 4 almas, eu posso pagar muito dinheiro. AYAME – Falou as palavras mágicas!(esfregando as mãos) KOUGA – “Estou vendo que esse jogo não vai me levar a nada, eu queria o Mestre das ruas.”(pensando) — Eu sinto muito, mas tenho mais o que fazer. AYAME – Mas o que está fazendo? Kouga ignora as palavras de Ayame e se afasta indo em direção ao elevador para ir embora e nesse momento Kagura se manifesta. KAGURA – Eu posso te dar o que você mais quer.(ele para de andar) KOUGA – Mesmo?(se virando e Kagura se aproxima dele e sussurra em seu ouvido) KAGURA – Eu posso te dar o Mestre das ruas de bandeja. KOUGA – Por que acha que quero ele?(surpreso) KAGURA – Eu sei de tudo a seu respeito, Kouga, sei que o Mestre das ruas é responsável direto pela morte de seus amigos, Hakkaku e Genta. Kouga fica assustado em perceber que Kagura sabia muitas coisas a seu respeito e isso o deixava confuso. KOUGA – Se sabe da minha história então sabe que vou mata-lo assim que souber quem ele é! Eu pensei que trabalhasse para ele, por que iria entrega-lo a mim? KAGURA – Eu trabalho para meu país e não para ele... o que me diz, aceita minha proposta? KOUGA – E ela?(olhando para Ayame) KAGURA – Ela só está pelo dinheiro e pela adrenalina. KOUGA – Tudo bem, eu vou entrar nesse jogo, mas eu quero a cabeça do Mestre das ruas de bandeja. KAGURA – Ótimo! Katsume lhe enviará todos os dados necessários para a missão... não quer que nós arranjamos uma ocupação até lá? Não será fácil para você arrumar um emprego depois de sair da prisão. KOUGA – Eu me viro. Kouga se afastou de todos ao ir a um canto isolado e pegou o celular para ligar para Kagome, que tinha acabado de sair do escritório de Miroku. KOUGA – Kagome. KAGOME – Kouga?(reconhece a voz dele) – Oi tudo bem? Aconteceu algo? KOUGA – Está! Eu só liguei para te pedir desculpas se fui meio grosso hoje cedo. KAGOME – Tudo bem Kouga! Ninguém podia esperar gentilezas de alguém que acabou de sair da prisão, mas agora me diga por que está ligando? KOUGA – Agradecer.(ele pega o camafeu e o abre para olhar as fotos de Kagome e Shippou) – Obrigado por acreditar em mim e espero que me perdoem algum dia pelo que fiz e pelo o que pretendo fazer. KAGOME – Kouga, Kouga! Não vai fazer nenhuma loucura, ou vai? KOUGA – A gente se vê um dia desses, Kagome.(ele fecha o camafeu) KAGOME – Kouga, espere... Kouga desliga o celular e quando se preparava para guardar o camafeu, ele é tirado por Ayame, que o abre para ver as fotos. AYAME – Quem são eles? Sua esposa e seu filho?(ele pega o camafeu de volta) KOUGA – Não! Ela é minha ex. esposa e o menino é uma outra história longa, que prefiro não contar. AYAME – É para ela que estava ligando? KOUGA – Sim!(ela andava e ela ia atrás dele) AYAME – Você ainda gosta dela?(ele se vira para encara-la) KOUGA – Por que faz tantas perguntas? Isso não é da sua conta! Depois dessa ‘dura’ Ayame parou de segui-lo e assim Kouga voltou a andar para o elevador até que Ayame voltou a se manifestar. AYAME – Kouga. KOUGA – O que foi?(se virando para ela) AYAME – Eu posso te fazer mais uma pergunta? KOUGA – Faça.(meio sem paciência) AYAME – Por que me ajudou na missão? Você poderia ter chegado na cobertura sem minha ajuda e faria isso bem mais rápido e você mesmo disse que gostava de trabalhar sozinho. KOUGA – Eu disse sim, mas nunca abandono meus parceiros no meio do caminho, não é do meu feitio. AYAME – Eu nunca conheci um ladrão com esse senso de honra, você me surpreendeu, eu não sei se faria a mesma coisa no seu lugar. KOUGA – Faria sim... eu já vou indo. AYAME – Mas uma coisa. KOUGA – O que dessa vez? AYAME – Já está anoitecendo e fiquei pensando se não gostaria de tomar uma xícara de café bem quentinho nessa noite gelada que está se fazendo? KOUGA – Não! Eu não tomo café! AYAME – Certo.(meio triste com a resposta) KOUGA – Mas eu tomo chá!(e ele sorri para ela) AYAME – O que você quiser... eu conheço alguns lugares ótimos aqui perto. Ayame se junta a Kouga para ambos entrarem no elevador e que possam sair juntos naquela noite para se conhecerem melhor. MAIS TARDE Já estando no QG do Motoqueiro Noturno, InuYasha conversava com Miroku a respeito do que houve no prédio em que estava. INUYASHA – Ninguém do prédio informou de roubo algum. MIROKU – Isso é muito estranho, o que será que Kouga foi fazer lá a mando de Katsume? INUYASHA – Talvez Kouga e a amiga tenham sido presos. MIROKU – Não acho! Se não, ficariam sabendo de algo. INUYASHA – Não descobriu nada sobre o prédio ou alguém relacionado a ele? MIROKU – A única coisa que sei é que se tratava de um prédio ligado ao governo e olha que trabalhei um bocado nisso, tive até que pedi para Kagome adiar todos os meus compromissos dessa semana. INUYASHA – E como ela está? MIROKU – Ela não está bem, InuYasha! Eu só posso ajuda-la profissionalmente, mas nós dois sabemos qual é o problema dela? INUYASHA – Ou seja, eu! MIROKU – É claro. INUYASHA – Acho que não podemos fazer mais nada em relação ao Kouga, portanto vou embora. MIROKU – O.k.! A gente se vê amanhã. InuYasha foi embora do QG e Miroku balançava negativamente a cabeça, pois ele sabia que InuYasha cometia um erro em relação a Kagome e enquanto isso, na sala do prédio do Grupo Naraku, estava tendo uma reunião com as presenças de Naraku, Onigumo e Kagura, que explicava aos outros dois os avanços do plano de roubar a jóia de 4 almas de Juroumaru. KAGURA – E está tudo dentro do prazo estabelecido pelo senhor. NARAKU – Viu Onigumo? Isso que é eficiência. ONIGUMO – Sim senhor.(contrariado) NARAKU – É por isso que deixei nas mãos de Kagura o problema das vendas de armas. ONIGUMO – Mas senhor... NARAKU – Chega de mas!(ele olha para Kagura) — Kagura, você pode cuidar desse assunto? KAGURA – Eu já estou cuidando senhor! Amanhã mesmo a bomba irá cair nas mãos do seu ex. futuro genro. NARAKU – Ótimo! E lembre-se Kagura, eu não quero erros, entendido? KAGURA – Sim senhor. Kagura saiu da sala de reunião com um sorriso vitorioso e isso deixava Onigumo muito nervoso, pois Kagura estava roubando a posição de braço direito de Naraku, mas o que nem mesmo o próprio Naraku desconfiava era os motivos da possibilidade de Kagura entrega-lo a Kouga, mostrando que ela tinha seus próprios planos. Próximo capítulo = Kohaku e o gênio do mal – parte 1
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