Eu Sou a Noite
38 Kohaku e o gênio do mal - parte 1
No dia seguinte em relação ao capítulo anterior, Kohaku acabava de terminar seu expediente como supervisor na empresa do Grupo Naraku e depois de se despedir dos outros funcionários, ele foi se encontrar com Sango, com quem tinha marcado para sair e já dentro do carro dela, os dois conversavam sobre um possível adiantamento do casamento dele com Kanna. SANGO – Não acha que é cedo para pensar nisso? KOHAKU – Eu já estou me estabelecendo dentro da empresa e conquistei isso com minha competência e não com a ajuda do senhor Naraku, acho que já estou maduro para um passo desses. SANGO – Talvez seja só preocupação de irmã mais velha, mas eu não posso evitar.(sorrindo) – Você estava certo quando disse que eu devia cuidar da minha vida. KOHAKU – É!(ele olha para o rosto feliz dela) — De um tempo para cá notei que está mais sorridente, isso não tem a ver com o pai de Rin? SANGO – O Takeda não tem nada com isso! KOHAKU – Então quem é o sortudo? SANGO – Eu não quero falar! Prefiro ir com calma primeiro. Sango ainda não se sentia a vontade em falar do relacionamento dela com Miroku e preferindo não continuar aquela conversa, ela e Kohaku desceram do carro depois que chegaram na casa dele. KOHAKU – Eu vou preparar um jantar para nós, há tempos que não fazemos isso, mana! SANGO – Tem razão! Sango e Kohaku já estavam se aproximando da porta da casa quando de repente vários homens armados cercam os irmãos fazendo eles se deitarem de bruços no chão e depois os levou presos para a sede da Agência Imperial. MAIS TARDE Já solta e ainda na sede da Agência Imperial, Sango exigia falar com alguém que pudesse informa-la sobre Kohaku até que naquele momento surge diante dela o líder dos homens que os prenderam e ele se apresentou com o nome de Ryoma. RYOMA – Olá detetive Sango, eu sou o agente Ryoma do serviço de inteligência do Império. SANGO – Não importa quem seja você, eu quero saber do Kohaku, meu irmão. RYOMA – Tudo bem, mas não aqui, vamos para uma sala lá dentro e a gente pode conversar melhor. Sango aceita a proposta de Ryoma e dentro da sala ele conta que Kohaku estava sendo acusado de ser o mentor intelectual da venda de armas e segredos militares dentro da empresa do Grupo Naraku e ao ouvir aquilo, Sango, logicamente, não acreditou em nada. SANGO – Isso é um absurdo! Uma tremenda mentira. RYOMA – Infelizmente não é não! Temos fortes indícios de que seu irmão comandava um grande cartel dentro da empresa se aproveitando do cargo dele. SANGO – Eu quero ver o inquérito. RYOMA – Como quiser! Aqui não escondemos nada, detetive. SANGO – Eu posso ver o meu irmão! RYOMA – Isso não será possível, já que ele está sendo acusado de traição a pátria, nesses casos o acusado fica incomunicável. Vendo que não tinha mais nada para fazer, Sango saiu da Agência Imperial arrasada com a situação do irmão. MAIS TARDE, JÁ A NOITE Em sua mansão no centro da cidade, Naraku jantava na cia de sua filha, Kanna e ambos conversavam durante a refeição. NARAKU – Está com uma cara triste, Kanna, o que houve? KANNA – O Kohaku ainda não me ligou. NARAKU – Você não acha que devia dar um descanso a esse rapaz? As vezes acho que ele trabalha demais. KANNA – Eu sei que ele trabalha muito, mas é para provar aos outros que chegou ao posto por mérito próprio e não por ser namorado do dono da empresa. NARAKU – Eu sei. Naraku sorria malignamente e nesse momento o celular de Naraku toca, ele atende e depois de ouvir finge surpresa para depois desligar e ficar olhando triste para Kanna. KANNA – O que foi, papai? NARAKU – Era o Onigumo. KANNA – E o que ele queria? NARAKU – Isso vai ser difícil, mas é melhor olhar com os próprios olhos. Naraku se levantou à mesa e depois levou Kanna para uma das salas onde tinha televisão e ao liga-la eles viram nos noticiários a prisão de Kohaku sob a acusação de vendas de armas e inteligência à grupos terroristas. KANNA – O Kohaku está preso papai! O senhor tem que fazer algo! NARAKU – Eu vou marcar uma reunião de emergência com os acionistas. KANNA – Eu não quero saber dos acionistas! Quero saber como vai ajudar Kohaku. NARAKU – Não há muito o que fazer! Se ele for culpado, pagará com a vida. KANNA – Não pode ser!(Naraku abraça a filha) NARAKU – Mas tenho certeza de que ele é inocente. Naraku reconfortava Kanna, mas no fundo estava feliz, pois o plano dele de incriminar Kohaku estava dando certo e assim ele conseguiria separar ele da filha e enquanto isso, em seu apartamento, Sango também estava vendo os noticiários. SANGO – Aqueles agentes filhos da mãe deixaram a prisão vazar para a imprensa. Nesse momento o celular de Sango toca e ela vê o nome de Takeda no visor. SANGO – Fale Takeda. TAKEDA – É verdade o que está aparecendo na televisão? SANGO – O Kohaku foi preso, mas ele é inocente, ele não é traficante de armas. TAKEDA – Mas ele não seria preso se não fizesse nada! Deve ter acontecido algo e... SANGO – O Kohaku não é bandido!(irritada) — Desculpe Takeda, mas tenho que desligar agora. Sango desliga o celular e volta a analisar o inquérito sobre a acusação sobre Kohaku e nele havia vários indícios da participação do irmão, como um disco rígido que contia dados militares, achados no armário dele na empresa. NO DIA SEGUINTE Sango quase não dormiu lento atentamente o inquérito, na esperança de encontrar alguma falha, mas as provas eram contundentes contra Kohaku e o ligava diretamente ao crime e sendo assim ela foi até a sede da Agência Imperial para tentar falar com o irmão e chegando lá ela tem a surpresa de ver Miroku. SANGO – Miroku?! O que faz aqui? MIROKU – Eu sou advogado do seu irmão. SANGO – Olha Miroku, eu sei o que tem entre a gente, mas os custos de um processo por traição são muito elevados e... MIROKU – Não precisa se preocupar com isso, Sango. SANGO – Eu sei o que há entre nós dois, mas não vou permitir que trabalhe de graça, isso é seu trabalho, então nem que eu hipoteque meu apartamento eu vou te pagar. MIROKU – Você não está entendendo! Os meus honorários já foram pagos. SANGO – Foram?! E por quem pagou? MIROKU – A pessoa pediu que não revelasse seu nome, mas acredite em mim, é uma pessoa idônea. SANGO – Eu não estou na posição de recusar ajuda... acha que consegue inocenta-lo? MIROKU – Claro que sim! Rebater as provas contra Kohaku não será tão difícil, se ele fosse realmente o chefe de um cartel não seria pego tão fácil, posso facilmente criar uma dúvida razoável. SANGO – Acha que alguém armou para ele? MIROKU – Acho não! Tenho certeza!(ele coloca as mãos no ombro dela) – Não se preocupe, Sango! Eu vou libertar seu irmão, o problema é a má reputação com que ele vai ficar. SANGO – A reputação dele cuido depois, agora quero vê-lo livre. MIROKU – Certo! Eu vou falar com ele agora.(ele se afasta e ela se manifesta) SANGO – Miroku!(ele para de andar) MIROKU – Sim! SANGO – Cuide dele, por favor. Miroku responde apenas com um sorriso para depois entrar em uma sala da Agência Imperial, onde ele foi falar com Kohaku, sentado em uma cadeira, em uma sala fechada e monitorada por camera de segurança. KOHAKU – Quem é você? É outro agente que não acredita em mim? MIROKU – Não! Eu me chamo Miroku e sou seu advogado. KOHAKU – Advogado?!(ele se levanta) — Fique sabendo que não fiz nada, sou inocente. MIROKU – Eu sei disso, rapaz! Armaram para você. KOHAKU – Isso está na cara! Mas quem? E o que vai acontecer comigo? O senhor Naraku deve estar decepcionado comigo e a Kanna? O que ela vai pensar de mim? MIROKU – Preocupe-se primeiro com você! Você vai encarar um julgamento nacional, então deve me contar todos os seus ‘podres’. KOHAKU – Por que? MIROKU – A promotora Midoriko irá usar qualquer coisa no seu passado que o abone, então deve me contar tudo, se colou na sétima série ou se rabiscou uma parede no primário, eu quero saber. KOHAKU – Tudo bem, mas que provas eles tem contra mim? MIROKU – Os agentes imperiais encontraram um disco rígido no seu armário, esse disco contia informações de armas e segredos militares do Grupo Naraku com o governo japonês. KOHAKU – Isso é ridículo! O disco que guardava contia erros de programação, se livrar desses erros era um dos meus serviços no cargo de supervisor. MIROKU – Eu sei, mas os jurados não serão tão compreensivos... eu vou dar um jeito, eu vou chamar a sua irmã. KOHAKU – A Sango está aí fora?! Ela deve estar furiosa comigo. MIROKU – O que é isso, rapaz? Ela te ama, ela acredita em sua inocência. Miroku deixa a sala onde estava Kohaku para e chama Sango com gestos e assim ela entrou na sala enquanto Miroku saia da Agência e logo ao fazer isso, Miroku usa seu celular para falar com Kagome, sua secretária. KAGOME – Miroku?! Que bom que ligou, como está o irmão da Sango? MIROKU – Está bem diante das circunstâncias! Kagome, eu quero que faço um favor para mim. KAGOME – Pode falar. MIROKU – Eu quero que ente em contato com Toutoussai, o número dele está na minha agenda. KAGOME – Toutoussai?!(ela fica surpresa em ouvir aquele nome) – Esse não é o padrinho de InuYasha? MIROKU – É ele mesmo? KAGOME – O que você quer com ele?(ela procura o nome de Toutoussai no computador) MIROKU – Ele trabalha na Agência Imperial de Yokohama, mas atualmente faz trabalhos internos.(ela fica surpresa) KAGOME – Ele é um agente imperial? MIROKU – É sim! É por isso que quero falar com ele, preciso da ajuda dele nesse caso. KAGOME – E o que falo com ele? MIROKU – Peça para ele ir na minha casa ainda hoje, sabe o endereço, não? KAGOME – Sei, pode deixar... até mais! Assim que desliga o contato com Kagome, Miroku usa novamente o celular, mas agora para falar com InuYasha, que estava no seu restaurante. INUYASHA – Fale Miroku.(servindo aos clientes) MIROKU – Eu quero que reserve essa semana para o Motoqueiro Noturno. INUYASHA – O.k.! Eu vou deixar tudo nas mãos de Myuga. Depois de InuYasha servir os clientes, ele vai para o escritório do restaurante para que conversasse melhor com Miroku pelo celular. INUYASHA – Isso tem a ver com o caso do irmão de Sango? MIROKU – Correto! Eu quero que trabalhe nisso essa semana, precisamos de evidências que provem a inocência de Kohaku. INUYASHA – Mas se ele for mesmo culpado? MIROKU – Não é! Estão armando para ele... eu também quero que vá hoje à minha casa. INUYASHA – Tá legal. Depois de desligar o celular, InuYasha volta a seus afazeres no restaurante para ajudar Myuga. MAIS TARDE Na sala de reunião do conselho do Grupo Naraku estava acontecendo uma reunião de emergência dos acionistas da empresa que estavam apavorados com o escândalo causado pela prisão de Kohaku. ACIONISTA 1 – Queremos saber quais serão as providências para esse caso. ACIONISTA 2 – E quanto dinheiro nós perderemos com tudo isso? NARAKU – Calma senhores! Tudo será resolvido. ACIONISTA 1 – Não nos peça calma senhor Naraku! Foi o teu futuro genro que causou essa grande confusão. NARAKU – Eu sei! Infelizmente fiquei sabendo que existem provas irrefutáveis contra ele e mesmo sendo noivo de minha filha, garanto que ele irá pagar pelo que fez. Os acionistas não sairão muito satisfeitos com a situação, eles estavam perdendo muito dinheiro e por isso saíram irritados da sala de reunião deixando Naraku e Onigumo a sós. ONIGUMO – Nós vamos perder muito dinheiro e prestígio com essa história. NARAKU – Podemos perder um pouco, mas depois vamos ganhar muito mais. ONIGUMO – Como assim senhor? NARAKU – Quando as pessoas virem que eu não hesitei em mandar meu genro à justiça, elas também verão que a empresa é séria e que não irá tolerar crimes de dentro da empresa... a imprensa ficará do meu lado.(rindo) ONIGUMO – Mas e Kohaku? O que acontecerá com ele? NARAKU – Será sacrificado no momento oportuno... isso será bom para você, poderá conquistar Kanna, mas eu duvido que ela dê mole a um imprestável como você. Naraku sai da sala depois de menosprezar, mais uma vez, Onigumo, que ficava cada vez mais arrasado, mas ao mesmo tempo aumentava suas esperanças em relação a Kanna se Kohaku fosse eliminado. MAIS TARDE, JÁ A NOITE Miroku recebia a visita, a pedido dele, de InuYasha e os dois, ambos sentados, conversavam sobre o caso de Kohaku. INUYASHA – Por que está tão preocupado com o Kohaku? Você mesmo me disse que não é difícil prova a inocência dele. MIROKU – Pois eu não acho que condenar Kohaku seja a intenção de quem armou o plano, eu só não consigo entender o objetivo de tudo isso. INUYASHA – De quem está falando? MIROKU – Do Mestre das ruas!(ele se levanta) — Foi ele que fez isso. INUYASHA – Então o Mestre das ruas conseguiu se infiltrar na empresa do Grupo Naraku? MIROKU – Não InuYasha! O Naraku é o Mestre das ruas. InuYasha se levanta diante das palavras de Miroku, ele não podia acreditar no que o amigo disse. INUYASHA – Tem certeza? O Naraku é um dos mais respeitáveis homens desse país. MIROKU – Tudo fachada! Ele acaba com a vida das pessoas próximas a ele, ele usa tudo e todos para seus objetivos. INUYASHA – Espere aí! Tem uma cosa que não entendo, se ele é culpado por tudo por que ele iria colocar o nome da empresa nos noticiários policiais, ele vai perder muito dinheiro. MIROKU – Não vão perder tanto assim e além do mais, a empresa tem contrato com o departamento de Defesa do Japão, com o roubo das armas, o governo japonês deve encomendar outras armas, que logicamente Naraku irá vender com preços elevados. Nesse momento a campanhia toca e quando Miroku abre a porta, um homem idoso aparece diante dele. MIROKU – Recebeu o meu recado, Toutoussai? TOUTOUSSAI – Sim, por sinal a sua secretária é muito gentil. Miroku da passagem para que Toutoussai entre e InuYasha fica surpreso ao ver o padrinho diante dele. INUYASHA – O que faz aqui, Toutoussai? TOUTOUSSAI – Vim a pedido dele.(aponta para Miroku) — Não sabia que estaria aqui, InuYasha. Diante daquele encontro, Miroku contou a InuYasha que Toutoussai era agente imperial e por isso ele não pode ficar no restaurante depois da morte de Izaoy. INUYASHA – Minha mãe trabalhava na Interpol e agora descubro que meu padrinho é da Agência Imperial. TOUTOUSSAI – Você era muito jovem para receber essa notícia. INUYASHA – Pelo menos agora sei como o Miroku sabia que eu era o Motoqueiro Noturno. MIROKU – É InuYasha, mas no momento temos assuntos mais urgentes. TOUTOUSSAI – A sua secretária me adiantou o assunto, eu não sei no que posso ajudar no caso do seu cliente. MIROKU – Eu desconfio que Naraku planeja algo contra Kohaku, algo que não vai deixa-lo chegar ao julgamento. TOUTOUSSAI – Pode esperar por isso, Miroku... um julgamento desses seria devastador contra a imagem da empresa. INUYASHA – Mas se matarem Kohaku, isso não provará que ele é inocente. MIROKU – Você tem razão InuYasha, mas eu prefiro tomar meus cuidados. TOUTOUSSAI – Eu vou usar a minha influência na Agência Imperial para reforçar a segurança de Kohaku. INUYASHA – Toutoussai. TOUTOUSSAI – Fale InuYasha. INUYASHA – Eu sinto pelo que aconteceu com Kaede, sei que gostava dela. TOUTOUSSAI – Obrigado, eu falei com Kikyou e ela me disse que estão novamente juntos, fiquei feliz em saber disso, ela é uma grande mulher. MIROKU – É melhor você ir, Toutoussai, não quero que nada aconteça com Kohaku. De certo modo Miroku estava desconfiado da facilidade do caso de Kohaku, ele tinha certeza que o rapaz seria inocentado, ele acreditava que Naraku iria aprontar algo e enquanto isso, naquele momento, na sede da Agência Imperial, Kohaku recebia a visita de Kanna, que tinha ido lá contra a vontade do pai. KOHAKU – Por que está aqui, Kanna? KANNA – Como por que? Isso não é obvio? KOHAKU – Eu não queria que me visse assim, nesse lugar. KANNA – Por que Kohaku? Por que você fez isso? KOHAKU – Mas eu não fiz nada! Então não acredita em mim? KANNA – Eu queria, mas tem o disco rígido no seu armário, as testemunhas contra você e ainda acharam dinheiro na sua conta. KOHAKU – É tudo mentira, Kanna!(ele coloca as mãos no vidro) — Tem que acreditar em mim, é a certeza de que irá me esperar aí fora é que me dá força para enfrentar tudo isso. KANNA – Kohaku, eu não sei se posso, tem meu pai e... KOHAKU – Então não acredita em mim?(ele soca o vidro) – Então olhe isso.(ele tira o anel de noivado do dedo e o joga no chão) KANNA – Kohaku. KOHAKU – Eu pensava que estava diante de uma mulher e não uma menina, filhinha do papai. KANNA – Espere Kohaku. Mas Kohaku não a atende e volta para sua cela, enquanto Kanna sai triste do local e no caminho da saída encontra com Sango. SANGO – Kanna?! Você veio ver o Kohaku? KANNA – Sim, mas as coisas não saíram como esperei. SANGO – Ele precisa de você, Kanna, precisa de todos que o amam. KANNA – Mas não de mim. Kanna sai da Agência Imperial depois do término do noivado feito por Kohaku, o plano de Naraku estava dando certo. Próximo capítulo = Kohaku e o gênio do mal – parte 2
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