Eu Sou a Noite
2 O primeiro contato - parte 2
No restaurante de InuYasha, ele e Myuga tinham acabado de descer do sótão do local, que servia de deposito do restaurante. MYUGA – Aí só tem tralha senhor InuYasha, por que não se livra de tudo? INUYASHA – Não! Primeiro vou fazer um inventário para ver se dar para aproveitar algo. MYUGA – Eu acho que isso ficará para depois senhor. INUYASHA – Por que diz isso? Myuga apenas aponta para a frente do restaurante de onde Kagome, acompanhada de Shippou, vinha e InuYasha percebeu que era com ele que ela queria falar. INUYASHA – Pois não? KAGOME – Aqui está.(ela da algumas notas de ienes na mão dele) INUYASHA – Eu não quero seu dinheiro. KAGOME – Eu e o Shippou não precisamos de tua caridade. INUYASHA – Não é caridade.(ele pega o dinheiro e da para Shippou) – Mas foi bom vir aqui, eu quero falar com você.(ela tira o dinheiro de Shippou e coloca em cima de uma das mesas) KAGOME – Eu já disse que não quero o teu dinheiro...foi para pagar os salgados que vim aqui...vamos Shippou. Kagome puxa Shippou pelo braço para que ambos saíssem do local, mas nesse momento InuYasha se manifesta antes que saíssem. INUYASHA – A Tua atitude só mostra que não sabe nada do Shippou.(ela para de andar e se vira para olhar InuYasha) KAGOME – Vai começar com essa história de novo? INUYASHA – Vou!(Ele vai até ela) — Eu posso não ter filho ou sobrinho ou afilhado mas no caso de Shippou sei mais que você...venha ao meu escritório e conto tudo. KAGOME – O.k.!(ela olha para Shippou) — Fique aqui Shippou. INUYASHA – Olhe ele Myuga. Enquanto Myuga tomava conta de Shippou, levando para tomar um refrigerante, Kagome e InuYasha foram conversar no escritório do restaurante. KAGOME – Já estamos aqui, agora me diga! O que eu não sei do Shippou? INUYASHA – Você já sabe da história do roubo dos salgados...ele te falou porque fez isso? KAGOME – Sim! Ele contou que foi um desafio de coragem dos amigos dele, bobagem de criança e... INUYASHA – Isso é mentira! O Shippou não tem amigos na escola. KAGOME – Claro que tem, ele sempre me fala dos amigos dele. INUYASHA – Ótimos amigos!(sendo irônico) — Batem nele, roubam o lanche dele...realmente são ótimos amigos. KAGOME – Do que está falando? INUYASHA – Estou querendo dizer que ele estava com fome quando me roubou, foi por isso que não quis falar nada...foi o próprio Shippou quem me contou. InuYasha contou a Kagome toda a conversa que teve com Shippou, de como ele sofria com os meninos mais velhos há tempos e isso era sistemático e sabendo de tudo Kagome se sentia uma tola. KAGOME – Eu não acredito que não percebi nada, eu devo ser uma péssima mãe substituta. INUYASHA – Não se cobre tanto! Pelo pouco que os conheço já noto como ele te adora. KAGOME – Eu sei, mas acho que ainda não estou me saindo bem como mãe. INUYASHA – Você é jovem e ganhou uma responsabilidade que muita gente com o dobro de tua idade iria se assustar, tem que cuidar de um menino de 8 anos e de si mesma...veja o meu caso, mal sei cuidar de mim mesmo. KAGOME – Se está falando isso para que eu me sinta melhor, está conseguindo.(ela sorri) — Mas mentiu para mim, acho que não me adora tanto assim. INUYASHA – Ele esconde coisas de você como qualquer criança esconde dos pais e acho que ele fez isso só para te poupar de aborrecimentos. KAGOME – Eu sei, ele é um doce de criança.(ela diz isso olhando para Shippou através da janela da sala) — Eu quero o melhor para ele. INUYASHA – Você me disse que não era a mãe dele, o que aconteceu com ela? KAGOME – Ela morreu...ela me ajudou muito em uma época em que vim para Tóquio, eu vim de uma cidade pequena chamada Urawa. INUYASHA – No que ela te ajudou? KAGOME – Eu e meu ex. marido estávamos com alguma dificuldade em nos estabelecermos até conhecer a Mariko, esse era o nome dela...ela mesmo sendo viúva, nos ajudou nos dando moradia temporária e aí ficamos muito amigas e um pouco antes de morrer ela me pediu que tomassem conta de seu único filho. INUYASHA – Ela não tinha parentes? KAGOME – Tinha! Uns tios distantes, mas eles não são boa gente, havia denuncias de que maltratavam as crianças de lá as obrigando a trabalhar impedindo-as de ir a escola. INUYASHA – Isso é horrível mesmo. KAGOME – Foi por isso que Mariko me pediu para cuidar de Shippou, é uma promessa de amiga...você me entende, não é? INUYASHA – Mas do que imagina. Isso era verdade, pois InuYasha via naquela promessa de Kagome para Mariko a mesma intensidade da sua promessa para sua mãe de combater o crime como Motoqueiro Noturno. KAGOME – É melhor eu ir.(ela se curva para InuYasha) — Obrigado pela palavras que me disse. INUYASHA – Espero que fique tudo bem com vocês dois. KAGOME – Vai sim.(eles saem da sala) — Vamos Shippou. SHIPPOU – Já vamos? KAGOME – Já sim.(ela olha para Myuga) — Obrigado senhor por cuidar dele. Myuga responde com um sorriso e assim Kagome e Shippou vão embora do local e observando os dois, InuYasha e Myuga conversam. INUYASHA – Eu já te contei que ela se parece com a Kikyou? MYUGA – Está falando de tua ex. namorada? Elas se parecem um pouco.(rindo para ele mas InuYasha notava outra coisa) INUYASHA – Você retirou algumas mesas? MYUGA – Eu ouvi de alguns clientes de que tinham mesas demais no local... acho que ficou bom. Com isso InuYasha se lembrou das palavras de Kagome, mostrando que ela tinha visão e isso fez com que InuYasha tomasse uma decisão e enquanto isso Kagome e Shippou já estavam chegando em casa quando se deparam com uma aviso de despejo na porta de casa. KAGOME – Isso não é possível. SHIPPOU – O que houve Kagome? KAGOME – O dono da casa quer o imóvel de volta. SHIPPOU – O que isso significa? Vamos ficar na rua? Não teremos onde morar? KAGOME – Não se preocupe Shippou, eu vou dar um jeito e... SHIPPOU – O que foi Kagome? KAGOME – Não é nada, vamos entrar e arrumar as coisas. Eles entram na casa e Kagome bem que tentava esconder o choro, mas não conseguia, ela sofria mais por Shippou, ela não queria que o filho da amiga passassem por essa situação e por um momento ela até cogitou, em pensamento, a idéia de mandar Shippou para os tios, pensando que lá ele estaria melhor. SHIPPOU – Está chorando Kagome?(vendo a lágrima percorrendo o rosto dela) KAGOME – Eu estou bem Shippou.(sorrindo amarelo) — “O que vou fazer agora? Sem casa, sem emprego e um menino para sustentar, o que vou fazer?(pensava) SHIPPOU – Isso tudo é minha culpa. KAGOME – Do que está falando? SHIPPOU – Você não tinha obrigação nenhuma de ficar comigo, se não tivesse ficado comigo talvez ainda estivesse com o Kouga. KAGOME – Me separar do Kouga foi minha opção, foi porque não tínhamos mais nada em comum. SHIPPOU – E se pedíssemos ajuda para ele e... KAGOME – Eu não quero nada do Kouga, é bom ele ficar bem longe da gente. SHIPPOU – E o que vamos fazer? KAGOME – Se eu não arranjar um lugar para ficarmos eu estou pensando seriamente em te deixar com seus tios distantes. SHIPPOU – Eu não quero ir para lá.(ele abraça Kagome) — Eu quero ficar com você, vamos ficar juntos Kagome. KAGOME – É o que mais quero, mas morar nas ruas comigo não está certo. Nesse momento de tristeza Kagome ouve o grito de alguém chamando por ela e assim ela vai ver quem era. KAGOME – InuYasha? INUYASHA – Oi de novo. KAGOME – Como descobriu o endereço daqui. INUYASHA – Eu liguei para a escola do Shippou e pediu o endereço e aqui estou. KAGOME – O que quer?(ele nota os olhos vermelhos dela) INUYASHA – Estava chorando? O que houve? KAGOME – Não é nada. INUYASHA – Isso é nada?(ele mostra o aviso de despejo) KAGOME – Isso não é problema teu. INUYASHA – Eu sei, mas eu vim aqui para te fazer uma proposta. KAGOME – Vê lá o que vai me propor. INUYASHA – Você ainda estaria propensa a aceitar o cargo de gerente do meu restaurante? KAGOME – Por que isso agora? INUYASHA – É só uma proposta de trabalho. KAGOME – Olha senhor InuYasha, eu não quero ser grossa, mas já disse que não aceito caridade. INUYASHA – Caridade? Então olhe o contrato de trabalho e o salário que irá receber e me diga se é caridade.(ela olha e arregala os olhos) KAGOME – É baixo mesmo. INUYASHA – E então? Aceita? KAGOME – Eu aceitaria, mas como pode ver, tenho outros problemas. INUYASHA – Se está falando de onde morar eu tenho uma solução... o restaurante tem um sótão que uso para deposito mas só tem velharia, ele é bem espaçoso para você dois. KAGOME – E quanto terei de pagar de aluguel? INUYASHA – Nada! KAGOME – Está falando sério? SHIPPOU – Aceita Kagome.(ele tinha ouvido a conversa) INUYASHA – Eu ouviria o menino. KAGOME – Eu não sei. INUYASHA – Vamos fazer uma experiência de alguns dias e se não gostar, eu pago os dias trabalhados e pode ir embora. KAGOME – O.k.! Mas vamos ver se esse sótão é espaçoso mesmo. Com isso Kagome finalmente aceitou a proposta de trabalho de InuYasha e mais tarde todos eles já estavam no sótão do restaurante e Kagome estava tendo a confirmação das palavras de InuYasha. KAGOME – É grande mesmo! INUYASHA – Eu não disse. SHIPPOU – Grande nada, é enorme. KAGOME – Me diga uma coisa InuYasha, por que não utiliza esse espaço. INUYASHA – Assim como minha mãe, eu também não gostaria de um restaurante de dois andares e prefiro um restaurante bem simples. KAGOME – Tua mãe estava com a razão, essa região da cidade já tem muitos outros restaurantes para ter um grande. INUYASHA – Eu já tinha retirado a maioria das coisa e agora você pode se instalar. KAGOME – E quando começo a trabalhar chefe?(rindo) INUYASHA – Assim que se instalar completamente. KAGOME – O.k.!(ela olha para Shippou) — Vamos pedir a um carreto para buscar nossas coisas. SHIPPOU – Vamos morar aqui? KAGOME – Vamos sim. Kagome e Shippou saíram do restaurante bem sorridentes e isso deixava InuYasha feliz. MYUGA – O senhor foi muito bondoso em dar o emprego a ela. INUYASHA – Mas não foi apenas por bondade que fiz isso. MYUGA – Não? INUYASHA – Algo me diz que minha vida não será mais a mesma depois desses dois. MYUGA – Se é o que diz. INUYASHA – Já está anoitecendo, eu preciso ir para me transformar em Motoqueiro Noturno. InuYasha sai do restaurante para assumir sua outra função, a de justiceiro noturno para combater o crime e InuYasha estava com suas forças revigoradas com a bondade de Kagome e Shippou. Próximo capítulo = O passado nem sempre é passado – parte 1
Fale com o autor