Eu Sou a Noite

3 O passado nem sempre é passado - parte 1


Uma semana já se passou desde de que Kagome começou a trabalhar no restaurante de InuYasha e como o rapaz já tinha avisado, ela estava tendo muito trabalho. KAGOME – Existem muitas contas para acertar.(olhando alguns papeis em cima da mesa) INUYASHA – Eu falei que não era caridade.(sorrindo) KAGOME – É mesmo! Mas por sorte só está desorganizado, aos poucos vou acertando as coisas. INUYASHA – Já organizou a tabela de preços no atacado? Precisamos dela para amanhã. KAGOME – Já está tudo feito. INUYASHA – Ótimo trabalho Kagome, eu vou lá na frente ajudar o Myuga. InuYasha coloca a mão no ombro de Kagome em sinal de satisfação, mas o que ele ainda não tinha percebido era que quanto mais tempo passavam juntos mais a paixão que Kagome nutria por ele crescia, já havia tempo que ela não se sentia assim por alguém. KAGOME – “Será que ele tem namorada? Eu nunca o vi com ninguém, talvez seja tímido, mas no que eu estou pensando?”(pensando) Enquanto pensava em InuYasha, Kagome continuava com seu trabalho de gerenciar o restaurante até ouvir a voz de Shippou chamando por ela e quando Kagome vai de encontro com o menino, vê que ele não estava sozinho, pois estava na cia de um rapaz de cabelos pretos e um olhar de lobo. KAGOME – Kouga?! O que faz aqui? KOUGA – Eu vou bem também, obrigado por perguntar.(sendo sarcástico) KAGOME – Eu só vou perguntar mais uma vez, o que faz aqui? KOUGA – Só vim ver como você está. SHIPPOU – Eu encontrei o Kouga no caminho de volta da escola, ele veio me acompanhar. KAGOME – Vem comigo Shippou. Kagome logo trata de puxar Shippou para longe de Kouga e vendo aquela cena InuYasha se aproxima para ver o que estava acontecendo. INUYASHA – Está com algum problema Kagome? KAGOME – Não InuYasha, não está acontecendo nada, esse senhor já estava de saída e... KOUGA – Acontece que eu e Kagome já fomos casados. KAGOME – Há muito tempo, eu nem me lembro mais. INUYASHA – E o que você quer aqui? KOUGA – Isso não é assunto teu, minha conversa é com Kagome. INUYASHA – Só que esse restaurante é meu e Kagome trabalha para mim.(ela se intromete entre ambos) KAGOME – Pode deixar que eu falo com ele InuYasha. INUYASHA – Tem certeza?(ela responde positivamente com a cabeça) — Podem conversar na minha sala.(ele sussurra no ouvido dela) — Se precisar de mim estou por aqui. Sendo assim, Kagome e Kouga foram para o escritório do restaurante para conversarem mais a vontade. KOUGA – Está namorando o chefe?(rindo) KAGOME – Isso não é da sua conta.(ela fica vermelha) — Ele só é um bom homem que se preocupa com as pessoas, diferente de você. KOUGA – Parece que gosta dele. KAGOME – Agora fale o que quer, mas se for dinheiro, esquece! KOUGA – Não é nada de mais, eu só quero a chave da loja de roupas em que trabalhava, eu sei que ainda a tem. KAGOME – E para que quer a chave? Vai roubar uma lojinha? Vai virar um bandidinho de terceira. KOUGA – Como você mesmo diz, não é da sua conta, apenas me de a chave. KAGOME – Eu não vou deixar você prejudicar mais ninguém, é por essas atitudes é que me separei de você. KOUGA – Mas o Shippou gosta muito de mim. KAGOME – Você é uma péssima influência para ele. KOUGA – Olha, vamos fazer um acordo...você me da a chave e eu paro de ver o Shippou. KAGOME – E por que eu iria acreditar em você? KOUGA – Você pode ter todas as queixas sobre mim, mas eu nunca deixei de cumpri uma promessa...verdade ou mentira? KAGOME – É verdade, mas... KOUGA – Eu não vou roubar nada, eu até vou pagar...o que não quero é chamar a atenção, eu estou em um esquema bem grande para entrar no mundo do crime e... KAGOME – De novo essa história Kouga, quando vai superar isso? KOUGA – Só quando eu por as mãos no pescoço do homem que mandou matar o Hakkaku e o Genta. KAGOME – O Homem que matou os dois já está morto. KOUGA – Sim, mas eu quero o mandante, a cabeça pensante do mundo do crime, uma pessoa conhecida nas ruas como o “Mestre das ruas”. KAGOME – Está paranóico de novo, foi isso que te levou ao mundo do crime. KOUGA – Eu entrei nesse mundo para encontrar o Mestre das ruas e eu farei isso, mas precisa me ajudar. KAGOME – Eu vou ver se encontro, mas eu não quero nunca mais encontrar sua cara de novo. Kouga sorri com a decisão de Kagome, que pega sua bolsa procurando a tal chave e do lado de fora da sala InuYasha e Shippou conversavam. INUYASHA – Me diga uma coisa Shippou, qual a desse cara com a Kagome? Fora o fato de que foram casados. SHIPPOU – Eu não sei bem, a Kagome não me deixa ficar muito perto dele. INUYASHA – Mas e você? Gosta dele? SHIPPOU – Acho ele o cara mais radical do mundo, ele me conta algumas aventuras que teve...esse sim é um homem de ação... eu queria ser como ele. INUYASHA – Eu acho que a Kagome não iria gostar muito disso. — “Ele me parece meio perigoso, um tipo bandido.”(pensando) SHIPPOU – Isso porque ela é uma garota. INUYASHA – Ela sabe o que é melhor para você. SHIPPOU – Você diz isso porque é um simples dono de restaurante, que emoção há nisso? Shippou se afasta de InuYasha, que não tirava os olhos da sala onde Kouga conversava com Kagome e eles finalmente tinham saído. KAGOME – Agora pode ir. KOUGA – Valeu mesmo Kagome. Kouga vai até o carro dele e sai em dispara deixando Kagome e InuYasha conversando. INUYASHA – O que deu a ele? Dinheiro? KAGOME – Eu não gostaria de falar nisso. INUYASHA – Tudo bem Kagome, eu sou apenas teu chefe, não tenho direito de me meter em tua vida. KAGOME – Não é por isso...só que é complicado falar INUYASHA – Ele é bandido, não é?(ela se surpreende) KAGOME – Como sabe? INUYASHA – O jeito de falar, a forma como te abordava...qual é a dele? KAGOME – Ele é um arrombador, já roubou muitos bancos, mas ele nem sempre foi assim. INUYASHA – O que houve? KAGOME – Quando dois amigos de infância dele foram mortos, um deles antes de morrer disse que tinha sido um tal de Mestre das ruas. INUYASHA – Mestre das ruas?! Nome de super vilão.(rindo) KAGOME – Eu também acho ridículo, mas o Kouga acreditou nisso e daí por diante e começou a cometer crimes para chegar mais perto desse mestre das ruas. INUYASHA – Com todo respeito, eu acho isso uma desculpa para cometer crimes. KAGOME – É o que sempre disse, foi por isso que me separei dele, eu não quero o Shippou perto de gente assim. INUYASHA – Você tem toda a razão, eu tive uma conversa com o Shippou e pude ser a influência que o Kouga exerce...mas me diga por que não o denuncia? KAGOME – Pelo Shippou, ele ficaria arrasado e além disso e alguém me ligar ao Kouga eu posso perder a tutela de Shippou...foi por isso que dei uma chave da loja em que eu trabalhava. INUYASHA – Não devia ter feito isso. KAGOME – Eu sei, mas ele disse que ia pagar e que aquilo seria apenas um detalhe para uma coisa maior...eu só queria um pouco de paz. INUYASHA – Que situação complicada, mas sabe que pode contar com meu apoio. KAGOME – Obrigada InuYasha. A admiração de Kagome por InuYasha crescia cada vez mais, ela já estava completamente apaixonada, mas ele ainda não tinha percebido, pois naquele momento ele estava concentrado em Kouga, já que Kagome tinha dito que ele estava trabalhando em algo ‘grande’ e InuYasha sentia que aquilo seria um trabalho para o Motoqueiro Noturno. KAGOME – InuYasha! InuYasha!(ele volta a si) INUYASHA – O que foi Kagome? KAGOME – Por acaso está no mundo da Lua? Eu te perguntei onde está o Shippou? INUYASHA – Eu vi ele indo para o sótão fazer a lição de casa. KAGOME – É bom que estude mesmo para ser completamente diferente do Kouga. INUYASHA – Kagome, sabe onde o Kouga mora atualmente. KAGOME – Eu não, por que pergunta? INUYASHA – Eu só quero saber onde não passar caso um dia leve o Shippou comigo nas entregas...ele já me pediu uma vez. KAGOME – Um lugar que sei onde o Kouga gosta de estar é em um bar chamado Argo. INUYASHA – “Ótimo! Já sei por onde começar.”(pensando e feliz) Kagome não entendia o sorriso de InuYasha e como a noite se aproximava, ele já queria usar a mascara e se fantasia de Motoqueiro Noturno. MAIS TARDE Já vestido de Motoqueiro Noturno, InuYasha observava de longe a movimentação no bar Argo e para sua alegria o carro de Kouga finalmente apareceu e depois de falar com alguém no bar ele foi embora e InuYasha o seguiu e o destino de Kouga era um beco em um bairro afastado de Tóquio onde havia uma porta, na qual ele entrou carregando uma sacola, e lá dentro ele se viu na frente de um homem chamado Akunta. AKUNTA – Achei que não viria... conseguiu as fantasias? KOUGA – Sim! (ele mostra roupas de policiais) – Foi fácil. AKUNTA – Muito bem, acho que vai fazer jus aos 20% do roubo. KOUGA – Nada disso! Eu quero 50%. AKUNTA – Você está entrando agora no esquema, não pode começar assim e... KOUGA – Se não for 50% então estou fora...arrume outro arrombador. Kouga pega de volta as roupas de policial e vai em direção a saída e vendo que ele falava sério, Akunta se manifesta. AKUNTA – Você é tão bom arrombador quanto é negociador? KOUGA – Eu sou melhor.(ele sorri) AKUNTA – Se esse plano der certo, você vai subir muito no meu conceito, Kouga. KOUGA – Eu não quero saber do teu conceito, eu só quero ficar rico. Ao que parecia Kouga tinha ganho a confiança de Akunta, mas o que eles não sabiam é que InuYasha os estava esperando do lado de fora e viu quando Akunta, Kouga e outros 2 homens, já vestidos de policiais entraram no carro de Kouga e lógico, foram seguidos por InuYasha. Próximo capítulo = O passado nem sempre é passado – parte 2