Eu Sou a Noite
4 O passado nem sempre é passado - parte 2
Como vimos no capítulo anterior, Kouga tinha se associado a um bandido chamado Akunta e pareciam que iam cometer algum crime, mas o que não sabiam era que InuYasha, como Motoqueiro Noturno, os estava seguindo e enquanto isso no restaurante, Kagome procurava por Shippou. KAGOME – Myuga, você viu o Shippou? MYUGA – Agora que você falou, eu não o vejo desde da tarde.(fechando o restaurante) KAGOME – Eu estou com um mal pressentimento. MYUGA – Ele pode ter ido na casa de algum colega, as crianças são assim mesmo. KAGOME – Sem avisar? Eu acho que não...eu queria que o InuYasha estivesse aqui...quem sabe o Shippou não esteja com ele. MYUGA – Vamos fechar o restaurante e depois iremos procurar o Shippou. Kagome estava muito preocupada com Shippou e não sabia onde poderia estar e enquanto isso, Kouga e Akunta tinham chegado em uma base da polícia e ficaram conversando no carro. AKUNTA – É aqui, Kouga...mais de uma tonelada de cocaína. KOUGA – Roubar a polícia bem debaixo do nariz dela...vai ser o roubo do século. AKUNTA – É hora do show rapazes! Akunta, Kouga e os outros dois homens descem do carro, mas apenas Akunta e Kouga entram na base enquanto os outros vão por trás da base carregando um pacote e tudo isso estava sendo visto por InuYasha, que só aguardava o momento certo para atacar e assim Kouga e Akunta logo vão para o balcão de informações onde um policial estava. AKUNTA – Viemos ajudar a tomar conta da droga.(mostrando os distintivos falsos) POLICIAL – Eu não sei por que a central manda mais policiais. KOUGA – Mas se quiser nós podemos voltar, e aí você explica para o chefe de polícia. Kouga da meia volta, assustando Akunta, que não entendia o que ele queria, mas o policial do balcão se manifesta. POLICIAL – Tudo bem... quanto mais melhor, mas essa troca irá sair daqui ainda hoje. KOUGA – O.k.! Vamos fazer a patrulha. O Policial permite que ele circulem pela base e assim Kouga e Akunta andam pelo corredor do local. AKUNTA – Você tem sangue frio, Kouga. KOUGA – Esqueça isso! Onde está a droga? AKUNTA – Segundo a planta do prédio, está no final do corredor dentro de um cofre, tem dois policias guardando a entrada. KOUGA – Então é só seus dois amigos fazerem a parte deles que eu faço a minha. O que Kouga estava falando era do pacote que os outros dois bandidos tinham levado para a parte de traz da base, que na verdade era um pequeno explosivo, que foi colocado perto de um carro da polícia para em seguida ser detonado chamando a atenção de todos os policias da base, o que deixava o caminho livre para Kouga e Akunta. AKUNTA – Quanto tempo vai demorar?(vendo Kouga mexendo no cofre) KOUGA – Fica só vendo.(sorrindo) O cofre tinha uma chave eletrônica e se fosse violado de maneira errada acionaria um alarme, por isso Kouga estava tendo muito cuidado, usando pequenos aparelhos para decifrar o código até que finalmente conseguiu. KOUGA – Trabalha rápido e limpo. AKUNTA – Vamos colocar a droga no caro e nos mandar. Kouga guarda seus aparelhos e depois ajuda Akunta a guarda a droga dentro das sacolas que eles trouxeram e vendo que os policias ainda estavam ocupados tentando evitar um incêndio, os dois aproveitaram para ir ao carro sem serem vistos mas quando iam entrar nele, InuYasha pula em cima dos dois, os derrubando. AKUNTA – Quem é você? INUYASHA* — Isso não te interessa! Não vão sair daqui com a cocaína, não vou permitir que acabe com o futuro dos jovens com o mal das drogas. AKUNTA – É o que veremos. Akunta se coloca em posição de luta e vai para cima de InuYasha, que graças ao conhecimento em artes marciais, se esquiva facilmente dos golpes, mas o que todos ainda não tinham visto era que Shippou estava vendo tudo, pois ele tinha se escondido no porta malas do carro de Kouga e estava impressionado com a agilidade do Motoqueiro Noturno. SHIPPOU – Irado! Ele manda muito bem. Shippou já estava fora do carro e se escondeu atras de uma arvore para continuar vendo a luta sem ver visto e por falar em luta, ela acaba quando InuYasha acerta Akunta com um cruzado de direita, fazendo o bandido cair no chão. INUYASHA* — Não vai ajudar o teu amigo?(olhando para Kouga) KOUGA – Ele não é meu amigo. INUYASHA* — Vocês nunca são amigos de ninguém. KOUGA – Vá em frente! Pegue a droga. Kouga deixa a sacola que carregava e fica com as mão para o alto e quando InuYasha se aproxima da sacola e vê o que tem, de dentro dela sai um gás sonífero, que faz ele cair desacordado. KOUGA – Eu sempre tenho um plano B. Kouga se aproxima do corpo inerte de InuYasha e olha fixamente por um tempo, ele até sentia vontade de tirar a mascara dele para saber quem era. KOUGA – Ele deve usar a mascara por um bom motivo...eu respeito isso. Kouga não faz nada com InuYasha e apenas ajuda Akunta a entrar no carro para que os dois saíssem do local e quando isso acontece Shippou se aproxima de InuYasha, ainda desacordado. SHIPPOU – Ei Moço! Acorde. Shippou não conseguia acordar e como estavam sozinhos, ele teve a coragem de tirar a mascara do Motoqueiro Noturno e assim pode ver sua verdadeira identidade. SHIPPOU – Senhor InuYasha?! Então o senhor InuYasha é o Motoqueiro Noturno. Nesse momento InuYasha começava a voltar a si e fica surpreso em ver Shippou do lado dele. INUYASHA – O que está fazendo aqui menino e...(ele nota a falta da mascara) SHIPPOU – Está procurando isso senhor?(mostrando a mascara) INUYASHA – Agora você sabe de tudo. SHIPPOU – O senhor tem que me contar como são suas aventuras e... INUYASHA – Agora não é hora, vamos sair daqui. InuYasha tinham ouvidos vozes se aproximando e deduziu que eram os policias, e ele não queria ser pego, já que a polícia não via com bons olhos os feitos do Motoqueiro Noturno e assim InuYasha levou Shippou em sua moto para longe dali e enquanto isso Akunta e Kouga estavam fugindo de carro. AKUNTA – Por que não matou aquele tal de Motoqueiro Noturno? KOUGA – Isso ia fazer a gente perder tempo. AKUNTA – Você é um cara muito esquisito, Kouga...eu não sei se ganhará os 50% do lucro. KOUGA – Eu até posso abrir mão de uma parte, desde que eu veja o Mestre das ruas pessoalmente. AKUNTA – Está brincando? Eu mesmo nunca vi ele, e olha que trabalho na organização há anos e...(Kouga freia o carro) KOUGA – Você nunca viu o Mestre das ruas? Então mentiu para mim. AKUNTA – Não seja melodramático...eu só quis rouba a polícia para abrir a minha própria organização...e quem sabe você não esteja nela. KOUGA – Eu não quero.(ele desliga o carro e cruza os braços) AKUNTA – Vamos embora logo! O que pensa que está fazendo? KOUGA – Eu fico por aqui, se quiser fugir pode ir. AKUNTA – Que conversa é essa.(ele saca uma arma e aponta para Kouga) — Dê a partida no carro ou atiro. KOUGA – Esse carro não tem chave, eu o ligo com ligação direta...você sabe fazer ligação direta? Os dois ouvem as sirenes da polícia se aproximando e elas estavam cada vez mais perto, mas a atitude de Kouga não mudava. KOUGA – É melhor fugir antes que seja tarde. AKUNTA – Você tinha tudo para ser um dos melhores, Kouga, mas é burro demais. Akunta sai do carro e foge correndo pelos becos da cidade e deixa Kouga sozinho com as drogas até que a polícia chega e o prende, Kouga não mostra nenhuma reação, aceitando a prisão e perto dali InuYasha, já sem o disfarce, e Shippou viam toda a cena. INUYASHA – Pegaram o Kouga, agora ele irá mofar na cadeia. SHIPPOU – Por que o Kouga não quis fugir com o outro? INUYASHA – Talvez tenha tentado ficar com as drogas, eu não sei...bandido não da para entender SHIPPOU – Eu não acho o Kouga tão mal assim. INUYASHA – Shippou, você não pode usa-lo como exemplo de vida, a vida de bandido geralmente é curta e dolorosa. SHIPPOU – Eu não falo disso... estou falando que quando você desmaiou, você ficou indefeso e... INUYASHA – E ele podia ter me matado, mas não me matou...talvez tenha razão, talvez ele não seja tão mal assim...mas agora vamos para casa, a Kagome deve estar morrendo de preocupação. MAIS TARDE NO RESTAURANTE DO INUYASHA No sótão do restaurante, onde moravam, Kagome estava dando uma bronca em Shippou. KAGOME – Onde estava com a cabeça em sair sem me falar nada? SHIPPOU – Me desculpe Kagome, isso não vai mais acontecer. KAGOME – Desculpas não adiantam nada, já tem 8 anos e não poder tomar essas atitudes de criancinhas de 3 anos...o que eu faria se te acontecesse algo de ruim?(ele sorri) SHIPPOU – Acho que teria mais tempo para você se cuidar e... KAGOME – ISSO NÃO É BRINCADEIRA!(gritando) — Tem sorte do InuYasha ter te achado no caminho...está de castigo por uma semana mocinho...agora ri disso. SHIPPOU – Eu prometo que não farei mais isso. KAGOME – Acho bom mesmo...faço isso pelo teu bem, Shippou. SHIPPOU – Kagome! KAKOME – Sim! SHIPPOU – Eu não quero mais ser como o Kouga...eu quero ser como o InuYasha. KAGOME – Eu gostei disso. Kagome adorou ter ouvido aquilo e assim deixa Shippou em seu quarto para depois descer do sótão e conversar com InuYasha. INUYASHA – Uma semana de castigo? Não acha muito? KAGOME – As crianças precisam de disciplina, isso é bom para formar o caráter delas...e por falar nisso, por onde o senhor andava até essa hora? INUYASHA – Só andando por aí, o Shippou te contou algo? KAGOME – Não! Ele tinha algo para contar? INUYASHA – Eu acho que não!(feliz por Shippou não falar nada) KAGOME – Eu só vim aqui agradecer o que fez pelo Shippou, ele até me disse que quer ser como você, eu não sei o que conversaram no meio do caminho mas seja o que for eu te agradeço. Kagome da um beijo no rosto de InuYasha, que fica meio sem jeito. INUYASHA – Por que fez isso? KAGOME – É só um modo de agradecer...boa noite. INUYASHA – Boa noite. No fundo, no fundo, Kagome não fez aquilo apenas para agradecer, de algum jeito ela tentava demonstrar a InuYasha os seus sentimentos, mas ao que parece ele ainda tinha dificuldade em ver isso. MYUGA – Ela é uma moça bem simpática, não acha senhor?(chegando por trás de InuYasha) INUYASHA – Ela é sim...ainda bem que tudo acabou bem. MYUGA – Acha que foi bom o Shippou saber de tudo? INUYASHA – Eu não queria mas agora não tem jeito. MYUGA – Deve ter sido duro para o Shippou ver o Kouga cometendo um crime, o menino gostava muito dele, ele deve ter se decepcionado demais para falar que prefere ser como você e não como o Kouga. INUYASHA – Eu acho que as coisas não são tão simples assim. MYUGA – O que quer dizer, senhor InuYasha? INUYASHA – O Shippou me disse que quando eu estava desacordado, o Kouga teve a oportunidade de ver o meu rosto ou até me matar, mas ele não fez nada e foi embora. MYUGA – Vai saber no que ele está pensando. INUYASHA – O Kouga é bem esperto, eu acho que ele sabia o tempo todo que o Shippou estava no porta malas. MYUGA – Talvez, mas não acho ele tão esperto assim, se não ele não se entregaria com tanta facilidade. INUYASHA – A Kagome me disse que ele estava atras de um tal de Mestre das ruas, talvez ele acha que na cadeia será mais fácil. MYUGA – Por que pensa assim, senhor InuYasha? INUYASHA – Apenas uma intuição...como o próprio Kouga diz, ele tem sempre um plano B. Com o restaurante fechado, InuYasha e Myuga foram dormi e ao que parece InuYasha tinha razão, pois naquele momento Kouga estava atras de uma cela na delegacia sendo entrevistado pelo detetive Takeda. TAKEDA – Não vai dizer quem é seu comparsa? KOUGA – Eu não! Se quiserem pega-lo terão que fazer sem min há ajuda. TAKEDA – Você vai ser julgado sozinho pela tentativa do roubo, quer pagar por tudo sozinho? KOUGA – Não precisa se preocupar comigo. TAKEDA – O senhor não tem nada mais a declarar? KOUGA – Não! TAKEDA – Você vai apodrecer na cadeia, seu idiota! O detetive Takeda deixa o local e se junta na conversa com outros policiais enquanto Kouga da um leve sorriso de satisfação. KOUGA – “Na cadeia eu conseguirei ter a influência necessária para poder conhecer o Mestre das ruas.”(pensando) Kouga decidiu se entregar quando descobriu que Akunta não conhecia o Mestre das ruas e sendo assim ele esperaria o tempo que fosse para descobri quem era o homem que mandou matar seus amigos, mas quem será o Mestre das ruas? Próximo capítulo = O casamento – parte 1
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