Eu Sou a Noite
44 O mistério de Kagura - parte 1
Ainda triste com a atitude de Kagome, InuYasha sai do escritório de Miroku, mas o amigo consegue alcança-lo antes de ir embora. MIROKU – Não fique assim, InuYasha! De um tempo para Kagome. INUYASHA – Eu não sei se um dia ela irá me perdoar... eu vi isso no rosto dela. MIROKU – Como eu disse, terá que dar um tempo a ela... eu vim atrás de você por outra coisa. INUYASHA – O que? MIROKU – Eu não quero falar aqui, me encontre no QG e lá eu darei os detalhes do que descobri. INUYASHA – Apareço por lá depois. InuYasha se despede do amigo e volta para seu restaurante e enquanto isso, já estando na sua casa, Sesshoumaru estava lendo o jornal, quando Rin aparece na sala e se senta ao seu lado. RIN – O que está lendo, amor? SESSHOUMARU – Notícias sobre a prisão de Onigumo.(ele aponta a notícia) – O Naraku dará uma entrevista coletiva. RIN – E o que tem isso? SESSHOUMARU – Ele terá que dar muitas explicações. RIN – Mas por que? SESSHOUMARU – O Grupo Naraku é o maior fornecedor de armas do departamento de Defesa, as ações despencarão se a explicação dele não convencer.(ele estava sério e depois sorri) – Mas não quero falar disso.(ele deixa o jornal na mesa de centro) — Onde está Satsuki? RIN – No quarto dela, estive lá para chama-la para sair, mas ela não sai daquele computador. SESSHOUMARU – A minha filha é muito estudiosa. RIN – É sim... quando você vai voltar ao jornal? SESSHOUMARU – Eu iria voltar só daqui há um mês, mas como encurtamos a lua de mel, volto depois do final de semana. RIN – Por falar nisso, você não me disse porque não falou para Sango que foi você que pagou o advogado do Kohaku. SESSHOUMARU – Eu prefiro o sigilo e afinal de contas eu devia isso a ela. RIN – Agora chega de falar dos outros.(ela senta no colo dele) – Vamos falar de nós. SESSHOUMARU – Falar? Não precisamos falar, eu tenho uma idéia melhor. Sesshoumaru e Rin se beijam e logo em seguida ele a carrega para o quarto deles e enquanto isso, naquele momento os empregados da mansão de Naraku carregavam as malas dele de volta para o interior, o que chamou a atenção de Kanna. KANNA – Nós não vamos mais viajar, papai? NARAKU – Eu não, mas você vai. KANNA – Como é que é?!(olhando para ele) – Por que não vem comigo? NARAKU – Eu tenho que ficar e tentar limpar a imagem do Grupo Naraku, é minha obrigação. KANNA – Eu entendo papai, mas acho que deveria ficar com o senhor. NARAKU – Não filha!(ele beija a testa dela) — Você necessita ficar fora esses dias, depois que as coisas se acalmarem, poderá voltar. KANNA – Como o senhor quiser. NARAKU – Mas não se preocupe, não ficará sozinha. Nesse momento Kagura aparece diante de Naraku e Kanna, sorrindo e se curvando para ambos. NARAKU – Kanna, essa é Kagura, ela é uma grande amiga minha, ficará na casa de campo dela. KAGURA – Prazer em conhece-la, jovem Kanna. KANNA – Prazer. NARAKU – Ela irá com você! Pode confiar nela como confia em mim. KANNA – Claro papai! (sorrindo para ele) NARAKU – Agora vá na frente, pois tenho alguns assuntos pendentes com Kagura, depois ela irá se juntar a você. Kanna da um beijo no rosto da filha, que depois sai e em seguida Naraku leva Kagura para uma sala isolada. KAGURA – Acha mesmo prudente ficar, senhor? NARAKU – Eu precisei dizer isso a Kanna, eu vou me esconder em outro lugar, a minha ambição está perto de se concretizar.(esfregando as mãos) KAGURA – O senhor bota muita fé no projeto da jóia de 4 almas, não é? NARAKU – Claro que sim e não poderia ser diferente, investi muito dinheiro e o que conseguirei com a jóia valerá cada iene. KAGURA – O dinheiro é do senhor, então gaste como quiser. NARAKU – Kikyou conseguiu completar os estudos da jóia? KAGURA – Sim, ela passou a noite em claro até conseguir... está tudo dentro do prazo. NARAKU – Mais uma coisa, Kagura! Você já provou o seu valor, por isso vou confiar Kanna à você, cuide bem dela, ela é a única pessoa com quem me importo. KAGURA – Sim senhor. Kagura e Naraku saem da sala e vão para o carro, que estava na frente da mansão, e somente Kagura entra para se juntar a Kanna. NARAKU – Cuidem-se.(do lado de fora do carro) KANNA – Claro papai! KAGURA – Nos falamos por telefone, senhor Naraku.(ela olha para o chofer) – Podemos ir. O motorista atende a ordem de Kagura e da partida no carro, que foi embora sob o olhar de Naraku e de repente sua advogada Katsume chegar por trás dele. NARAKU – O que foi Katsume? KATSUME – Eu já agendei a coletiva com a imprensa. NARAKU – Ótimo! Você estará do meu lado.(ele a beija na boca) KATSUME – Como quiser, senhor Naraku. NARAKU – Vamos tratar de assuntos pessoais. Naraku puxa Katsume para o interior da mansão e a levaria para o quarto dele. HORAS MAIS TARDE Acabando de chegar no QG do Motoqueiro Noturno, InuYasha foi até Miroku, que estava sentado a frente do grande computador. INUYASHA – Já estou aqui! O que tem para me mostrar? MIROKU – Lembra-se do prédio que Kouga e a amiga misteriosa invadiram? INUYASHA – Sim, você não conseguiu saber o que tinha no prédio. MIROKU – Acontece que desde aquele dia venho cruzando informações, checando fontes de dentro do governo e trabalhando sem parar e... INUYASHA – Miroku, vá direto ao assunto!(taxativo) MIROKU – A investigação me levou a um nome.(ele digita o teclado do computador) – Kagura, ex. secretária de assuntos institucionais do governo japonês. INUYASHA – O que é isso? MIROKU – Em outras palavras, ela era um elo entre o governo e as instituições privadas desse país. INUYASHA – Você disse ex.! Sabe por que ela deixou o cargo? MIROKU – Ela pediu demissão. INUYASHA — O que ela faz agora? MIROKU – Ela abriu uma empresa de consultoria, mas não tenho os detalhes, só sei que a empresa tinha sede no prédio que Kouga invadiu. INUYASHA – O que Kouga queria roubar dela? E se não conseguiu, por que ela não o denunciou? MIROKU – Eu não sei, mas descobri outra coisa interessante... sabia que Kagura e seu irmão fizeram faculdade juntos? INUYASHA – Sesshoumaru?! Não! Mas o que tem isso? MIROKU – Pois eu acho que eles não foram apenas colegas, acho que foram amantes. INUYASHA – Por que está me contando isso? MIROKU – Vamos ter que falar com Sesshoumaru para sabermos mais de Kagura. INUYASHA – Não deveríamos nos preocupar com Naraku? MIROKU – Tem razão! Uma coisa por vez, vamos procurar Sesshoumaru depois de vermos a entrevista coletiva de Naraku, quero ver como ele conseguirá sair dessa. Miroku e InuYasha decidiram assistir a entrevista coletiva de Naraku pelo computador mesmo. MAIS TARDE Em frente ao prédio do Grupo Naraku, o presidente da empresa, o próprio Naraku, se preparava para conceder uma entrevista coletiva. KATSUME – Antes que façam as perguntas é bom ficarem informados de que o presidente do Grupo Naraku falará algumas palavras.(ela da passagem a Naraku) NARAKU – Diante dos últimos acontecimentos ocorridos na minha empresa, comandados pelo meu ex. diretor financeiro, fui forçado a romper o meu contrato com o governo japonês, que aceitou a minha proposta. Houve uma perplexidade dos jornalistas diante das palavras de Naraku, ninguém esperava que o Grupo Naraku rompesse o contrato com o governo e assim a entrevista coletiva foi marcada apenas pelos motivos do rompimento e quase não foi mencionado a venda de armas, investigação que ficaria a cargo do serviço secreto japonês. MEIA HORA DEPOIS Com a mudança de foco da entrevista coletiva, Naraku conseguiu se sair bem, respondendo todas as perguntas e se isentando de culpa pelo o ocorrido e isso era comemorado por ele e Katsume, que iam para o carro da empresa. NARAKU – Fui muito bem, não acha? KATSUME – O senhor é um gênio, senhor Naraku, não poderia ter se saído melhor. NARAKU – Agora eu pretendo sair de circulação até a conclusão do meu plano. KATSUME – Até agora, o senhor não me contou qual é seu plano. NARAKU – O segredo é a alma do negócio como diz o ditado... eu deixarei os negócios nas suas mãos. Naraku abra a porta do carro para que Katsume entre e assim ele entra em seguida e o carro vai embora do local e enquanto isso, no QG do Motoqueiro Noturno, InuYasha e Miroku conversavam depois de terem visto a entrevista coletiva de Naraku. MIROKU – Embora eu o odeie, devo confessar que Naraku é um gênio das batalhas, ele conseguiu tirar o foco da venda de armas. INUYASHA – Mas por que ele fez isso? No final tudo vai acabar nele. MIROKU – Nisso você tem razão, InuYasha. INUYASHA – Miroku, me tire uma dúvida... o Naraku é um dos homens mais ricos do Japão, afinal de contas o que ele pretende se já tem tanto dinheiro e poder? MIROKU – É isso que devemos descobrir, ele está tramando algo, eu sinto isso. INUYASHA – Vamos ver o Sesshoumaru agora? MIROKU – É a única pista que temos mesmo. InuYasha e Miroku saem do QG com a intenção de falar com Sesshoumaru sobre seu relacionamento com Kagura e enquanto isso, no departamento de polícia de Tóquio, Sango e Takeda caminham pelos corredores depois de terem assistido a entrevista pela TV. TAKEDA – Será que seu irmão assistiu a entrevista? SANGO – Eu duvido! Ele quer distância dessa família... e eu também. TAKEDA – E como ele está?(eles entram na sala) SANGO – Está triste, mas ele vai superar, o que ele passou nesses dias não foi mole não. TAKEDA – Ele contou quem é o tal de Motoqueiro Noturno? SANGO – Não, porque ele não viu o seu rosto, ele não sabe quem é.(ela se senta) TAKEDA – Ele ajudou o Miroku a conseguir o CD que provou a inocência de Kohaku, então o Motoqueiro Noturno poderia ser o próprio Miroku. SANGO – Eu não acredito nisso!(ela se levanta) TAKEDA – Por que não? SANGO – Primeiro muita gente sabia que o Miroku era advogado do Kohaku, então qualquer um poderia levar o CD até ele, segundo, o Miroku é muito sofisticado para ser o Motoqueiro Noturno, eu não consigo ver o Miroku pilotando uma moto, e terceiro, ele se mudou só há alguns meses para Tóquio e o Motoqueiro Noturno já age aqui há anos. TAKEDA – Mas ele deve ter uma idéia de quem seja. SANGO – Olha Takeda, eu não concordo que um sujeito ande fantasiado e banque uma de justiceiro, mas eu não posso negar que ele salvou a vida do meu irmão duas vezes, então enquanto esse cara agir dentro da lei, eu não farei nada contra ele. TAKEDA – O.k.! Vamos fazer a nossa ronda. Embora tivesse curiosidade em saber a identidade do Motoqueiro Noturno, Sango era grata a ele por Kohaku. MAIS TARDE Deitados na cama, Sesshoumaru e Rin estavam abraçadinhos assistindo a um filme na TV e de repente Satsuki aparece no quarto. SATSUKI – Papai. SESSHOUMARU – O que foi querida?(olhando para a TV) SATSUKI – Querem falar com o senhor. SESSHOUMARU – Quem, querida?(ainda olhando para a TV) SATSUKI – O tio InuYasha e mais um amigo dele.(ele olha para a filha) SESSHOUMARU – InuYasha?! Mas o que ele quer comigo? RIN – Vai ver o que eles querem, eu aperto o ‘pause’. SESSHOUMARU – Não precisa... por que não assista o resto do filme com Satsuki? RIN – Você quer, Satsuki?(ela não faz uma cara boa) SATSUKI – Não, eu vou voltar para o computador. Depois de dar o recado Satsuki voltou para seu quarto enquanto Sesshoumaru foi até a sala onde InuYasha e Miroku o aguardavam sentados no sofá. SESSHOUMARU – O que os dois querem agora? MIROKU – Desculpe pelo incomodo, mas foi necessário virmos aqui. INUYASHA – Precisamos conversar... sobre Kagura. Sesshoumaru ficou com calafrios quando ouviu o nome de Kagura, devido ao seu passado com ela, mas conseguiu se controlar na frente dos dois. SESSHOUMARU – O que querem saber? MIROKU – O que sabe dela? SESSHOUMARU – Eu não sei muito sobre ela. MIROKU – Eu não acredito nisso, eu sei que tiveram um romance. SESSHOUMARU – Isso não é da conta de vocês! Para surpresa de Miroku e de InuYasha, Sesshoumaru perdeu o controle e gritou com eles e esses gritos fizeram Rin e Satsuki aparecerem diante deles. RIN – Mas que gritaria é essa? INUYASHA – Acho que seu marido acordou de pé esquerdo hoje.(Rin olha para o marido) RIN – O que foi querido?(segurando o rosto dele) SESSHOUMARU – Eu quero os dois fora da minha casa... fora os dois! RIN – Quer se acalmar, Sesshoumaru! Rin fez Sesshoumaru se sentar no sofá, ela nunca tinha visto ele daquele jeito e a situação deixou InuYasha e Miroku sem graça. MIROKU – É melhor nós irmos. INUYASHA – Desculpe-nos pelo transtorno. InuYasha e Miroku saem pela porta, ainda surpresos com a reação de Sesshoumaru e conversavam sobre isso no caminho. INUYASHA – O que foi aquilo? MIROKU – Eu não esperava essa reação, o que será que houve entre Sesshoumaru e Kagura para deixa-lo daquele jeito? INUYASHA – Seja o que for, não vai ser dele que vamos conseguir a informação. InuYasha e Miroku já estavam se preparando para entrar no carro quando de repente Rin chama por eles e se aproxima dos dois. RIN – Ainda bem que os alcancei.(meio ofegante) INUYASHA – O que foi, Rin? RIN – O Sesshoumaru me contou que vocês citaram o nome de Kagura, isso é verdade? MIROKU – É sim, conhece ela? RIN – Antes de eu responder, gostaria que me falassem o que querem com a Kagura. Miroku parecia resistir em contar a história para Rin, mas InuYasha tenta convence-lo a cooperar. INUYASHA – Eu confio nela, Miroku, pode falar. MIROKU – O.k.!(ele olha para Rin) – Nós apenas queremos saber mais sobre a empresa de consultoria que ela montou, um cliente meu citou o nome dela, mas não sabemos nada dela.(mentindo sobre o real motivo) INUYASHA – “Muito bem, Miroku, você é brilhante.”(pensando) RIN – Não querem saber nada do que houve entre Kagura e Sesshoumaru? INUYASHA – O nosso interesse é em Kagura e não no seu marido. RIN – Esperem um pouco. Rin voltou para o interior da casa para conversar com Sesshoumaru, que estava sentado no sofá com Satsuki. RIN – Pode me deixar com seu pai por um minuto? SATSUKI – Tá! Mas eu não quero ver brigas, eu fiquei muito assustada. SESSHOUMARU – Desculpa por isso querida.(da um beijo na testa da filha) — Garanto que isso não vai se repetir. SATSUKI – Tá!(ela se levanta) – Eu vou voltar para meu quarto. Assim que obtém a certeza de que Satsuki entrou em seu quarto, Sesshoumaru e Rin votam a conversar. RIN – Eu falei com eles, Sesshoumaru, eles não querem saber nada sobre o fato de Kagura ser a mãe biológica de Satsuki. SESSHOUMARU – Tem certeza? RIN – Tenho, pois se soubessem de algo, eles teriam falado comigo. SESSHOUMARU – Você tem razão! Principalmente depois da minha reação. RIN – Puxa Sesshoumaru, eu nunca tinha visto você nervoso daquele jeito. SESSHOUMARU – Eu fiquei assim porque pensei que eles estavam a serviço de Kagura, eu não quero de jeito nenhum que ela consiga a guarda de Satsuki. RIN – Isso não vai acontecer, Satsuki foi registrada como filha de sua primeira esposa e se Kagura quiser a guarda terá que falar porque abriu mão dela. SESSHOUMARU – Você está certa de novo. RIN – Agora se acalme, meu amor. SESSHOUMARU – O.k.! Pode chama-los, eu vou conversar com eles. RIN – Tá, mas fique calmo. Rin se afasta de Sesshoumaru e vai até o jardim chamar InuYasha e Miroku para que eles conversassem com o marido. Próximo capítulo = O mistério de Kagura – parte 2
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