Eu Sou a Noite
45 O mistério de Kagura - parte 2
Sesshoumaru e Rin recebiam em sua casa InuYasha e Miroku e todos estavam sentados para a conversa. SESSHOUMARU – Desculpe-me pela reação de agora pouco, já estou mais calmo. MIROKU – Tudo bem, Sesshoumaru, nós percebemos que esse assunto é um tanto delicado para você, por isso vamos fazer um acordo. RIN – Acordo?! Como assim? MIROKU – Nós vamos fazer uma série de perguntas sobre Kagura e elas podem resvalar na sua imagem, portanto se nós fizermos alguma pergunta que não queira responder é só falar ‘não posso responder’... temos um acordo? SESSHOUMARU – Vamos tentar. RIN – Isso mesmo, amor! SESSHOUMARU – Pode começar. MIROKU – O que sabe sobre Kagura? SESSHOUMARU – Nós éramos colegas de faculdade, nós tivemos realmente um romance, para falar a verdade você InuYasha, já a viu. INUYASHA – Eu?! Não estou me lembrando. SESSHOUMARU – Isso porque você tinha apenas 8 anos... você nos viu nus na piscina. RIN – Você e Kagura nus na piscina? Não sabia que fazia isso.(rindo) INUYASHA – Ai, estou me lembrando agora, eu tinha visto a moça nua na minha frente.(rindo e tampando o rosto) – Minha mãe tinha me levado para visitar meu pai, foi a primeira vez que vi uma mulher nua. SESSHOUMARU – Então você tem que me agradecer, InuYasha.(rindo também) MIROKU – Quando vi uma mulher nua pela primeira vez não era tão jovem assim. Miroku também se descontraiu com aquela conversa assim como Sesshoumaru e InuYasha até que Rin se manifesta diante de todos. RIN – Eu odeio interromper esse festival de testosterona, mas não acham que estão desviando da conversa? MIROKU – É claro! Me desculpe.(se recompõe) – O que você sabia do emprego de Kagura? SESSHOUMARU – Ela era secretária de assuntos institucionais se não me enganar. INUYASHA – Sabe por que ela pediu demissão do cargo? SESSHOUMARU – Sei. INUYASHA – E qual o motivo? SESSHOUMARU – Ela foi chantageada.(Miroku e InuYasha se olham surpresos) MIROKU – O.k.! Não precisa ser direto, pode nos dar uma resposta mais evasiva. SESSHOUMARU – Tudo bem!(ele respira fundo) — Quando eu e Kagura namorávamos, ela tinha conseguido esse cargo e foi isso o começo do fim do relacionamento. INUYASHA – Parece que vocês tiveram uma relação conturbada. SESSHOUMARU – Sim, para dizer a verdade, eu fui um dos pivôs do pedido de demissão. MIROKU – Pode nos contar mais detalhes? SESSHOUMARU – Eu já trabalhava no jornal do meu pai e naquela época descobri que Kagura espionava empresa privadas para o governo, eu ameacei revelar isso a imprensa se ela não me desse algo em troca. MIROKU – E o que você pediu a ela? SESSHOUMARU – Não posso responder. INUYASHA – Você tinha provas do envolvimento dela nessa espionagem? SESSHOUMARU – Não, mas uma suspeita já era suficiente para arruinar a reputação de alguém com o cargo dela. MIROKU – Você acha que ela era realmente espiã? SESSHOUMARU – Na época sim! As informações que recolhi eram autênticas, mas ela sempre jurou que era mentira. MIROKU – Entendo, se você a denunciasse ela certamente perderia o emprego, o que você pediu a ela deve ser algo de valor. SESSHOUMARU – Vocês nem imaginam.(ele pensava em Satsuki) INUYASHA – Depois disso nunca mais a viu? SESSHOUMARU – Depois de alguns anos soube que ela tinha se mudado para os EUA e se casado, mas depois nunca mais tive notícias dela. MIROKU – Então você não sabe nada da empresa de consultoria dela? SESSHOUMARU – Não... mas por que tanto interesse na Kagura? E não me diga que é por causa de um cliente seu, pois isso eu não acredito. MIROKU – Você está certo, Sesshoumaru. SESSHOUMARU – Então por que tanta curiosidade em Kagura? INUYASHA – Não podemos responder.(ele se levanta para ir embora) MIROKU – Obrigado pela conversa e nos desculpe pelo transtorno. Miroku também se levanta e acompanha InuYasha para ambos saírem deixando Sesshoumaru e Rin pensativos. RIN – Mas por que eles queriam saber de Kagura? SESSHOUMARU – Eu não sei! Esses dois são muito estranhos. RIN – Eu acho que eles não querem nada de mal, são boas pessoas. SESSHOUMARU – Bem... acho que nosso programa acabou, o que quer fazer agora? RIN – Eu queria visitar a Kanna, mas eu me lembrei que ela ia viajar. SESSHOUMARU – Com o escândalo na família vai ser bom para ela ficar longe. RIN – Também acho... agora vamos tentar tirar a Satsuki do computador. SESSHOUMARU – Boa idéia. Sesshoumaru e Rin vão para o quarto de Satsuki e enquanto isso Miroku e InuYasha, ambos já no carro, conversavam sobre o que Sesshoumaru tinha dito a eles. INUYASHA – O que achou? MIROKU – Estranho! O Sesshoumaru confessou que chantageou Kagura, mas ele não seria irresponsável de fazer isso sem um mínimo de verdade. INUYASHA – Mas o que isso pode nos ajudar? O fato da Kagura ter feito algo de errado no passado não explica o porquê do Kouga querer rouba-la. MIROKU – Eu sei e é isso que acho estranho. INUYASHA – Por que não falamos diretamente com a própria Kagura? MIROKU – Eu já tentei isso! Fiquei procurando informações sobre ela, mas como ela é ligada ao governo, é tudo sigiloso, mas vou continuar tentando. INUYASHA – Então voltamos a estaca zero. MIROKU – Não necessariamente. Miroku sorri para InuYasha que não entendia sua alegria e enquanto isso Sango e Takeda patrulhavam as ruas de Tóquio, com ele dirigindo e ela no banco do carona, quando o celular dela começa a tocar. SANGO – Sango. MIROKU – Sou eu amorzinho. SANGO – Olá, como é bom ouvir a sua voz, mas não foi para isso que você me ligou, não é?(Takeda faz cara feia ao perceber que se tratava de Miroku) MIROKU – Bonita e esperta, uma excelente combinação! Eu liguei para te pedir um favor. SANGO – Se eu puder ajudar. MIROKU – Você ainda mantém um contato com o serviço secreto japonês? SANGO – Sim, ele era amigo do meu pai, ainda trabalha lá, mas por que pergunta? MIROKU – Podia falar com ele e descobrir o que ele sabe sobre a empresa de consultoria de uma mulher chamada Kagura? SANGO – Eu posso ver isso, mas o que quer saber dessa Kagura? MIROKU – Não posso adiantar nada, mas se fizer isso, fico te devendo. SANGO – Mas não pode me adiantar nada mesmo? MIROKU – É para um cliente, a Kagura é uma pessoa ligada ao governo e as informações são restritas, aí eu pensei em você. SANGO – Precisa dessas informações para quando? MIROKU – O mais rápido possível. SANGO – O.k.! O.k.! Depois eu te ligo... a gente podia sair nesse final de semana, o que acha? MIROKU – É só você marcar. SANGO – Eu vou cobrar, hein. MIROKU – Pode cobrar, eu terei o prazer de pagar... eu te amo. SANGO – Eu também te amo. Sango desliga o celular e percebe o olhar contrariado de Takeda, que fazia questão de não esconder isso dela. SANGO – Você não gosta mesmo do Miroku, não é? TAKEDA – Eu acho esse sujeito meio sinistro, só isso. SANGO – Eu também tinha reservas a respeito dele, mas passei a confiar nele. TAKEDA – Eu ainda acho que ele esconde algo de você. SANGO – Eu também acho, eu não sou boba, por isso estou indo com calma nesse namoro. TAKEDA – O que ele queria de você? SANGO – Saber de uma mulher chamada Kagura, que tem ligação com o governo. TAKEDA – E vai ajuda-lo? SANGO – Claro! Por que não? TAKEDA – E o que ele quer com essa mulher, você sabe? SANGO – Não, mas quando o amigo do meu pai falar sobre ela, eu poderei saber. TAKEDA – Você é bem espertinha. SANGO – Como já disse antes, não se entra na academia de polícia só por ser bonita. Sango e Takeda continuaram sua ronda pelas ruas de Tóquio e enquanto isso Kagura, que já estava em sua casa de campo com Kanna, telefonava para Naraku, que estava em sua mansão arrumando as malas para viajar. KAGURA – Já chegamos, senhor. NARAKU – Ótimo! Não existe nenhuma ligação entre você e eu, portanto não podem saber que Kanna está aí. KAGURA – Isso mesmo! Não tem como ligar nós dois. NARAKU – Eu quero que volte e coordene pessoalmente o roubo da jóia de 4 almas e Kagura... eu não quero falhas, entendeu? KAGURA – Claro senhor! Depois de falar com Kagura, Naraku desliga o celular e volta a arrumar suas malas vendo sua advogada, Katsume, com quem tinha acabado de transar, que estava em sua cama apenas coberta por um lençol. KATSUME – Confia mesmo nessa Kagura? NARAKU – Eu não confio em ninguém, mas ela serve aos meus propósitos. KATSUME – Eu até pensei que vocês tinham um caso. NARAKU – Não seja ridícula, mulher!(ele acaba de arrumar as malas) – Você vai ficar o dia inteiro aí?(olhando para ela deitada na cama) KATSUME – Nós podíamos ficar mais um pouco.(sorrindo maliciosamente para ele) NARAKU – Poderíamos sim.(ele sorri e depois joga as roupas dela nela mesma) – Mas não! Vista-se e vá embora, você só está me atrapalhando. KATSUME – Não precisa ser grosso assim! Katsume se levanta da cama enrolado no lençol para pegar suas roupas e coloca-las enquanto Naraku pega sua mala e sai do quarto. MAIS TARDE Depois de fazerem sua ronda diária Takeda e Sango chegaram a uma casa onde um senhor idoso, de uns 80 anos de idade, que podava algumas arvores Bonsai e assim ambos descem do carro. SANGO – Chegamos! TAKEDA – É aquele senhor que era amigo do seu pai? SANGO – Na verdade ele foi mentor do meu pai, o nome dele é Akira, ele chegou a ser da guarda particular do Imperador. TAKEDA – Ele deve ser um homem bem importante. SANGO – É sim, mas também é um homem simples... faz tempo que não falo com ele. Nesse momento Akira sorrir ao avistar Sango e acena para que ela entre na casa e lá dentro o anfitrião os convida a tomar sakê. TAKEDA – Não obriga, senhor, não bebemos em serviço. AKIRA – É claro!(ele toma o sakê de um gole só) — Eu me lembro desses tempos, servir e proteger, esse era o lema da polícia. SANGO – E ainda é. AKIRA – Tem razão!(ele olha bem para Sango) — Que bom vê-la de novo, Sango! E como vai o seu irmão? SANGO – Ele está bem. AKIRA – Foi terrível o que aconteceu com ele, como puderam fazer isso com o rapaz? SANGO – Mas o miserável do Onigumo vai pagar pelo que fez. AKIRA – Eu sei!(ele sorri para ela) — Mas não foi para falar do seu irmão que você veio ver esse velho, não é?(rindo) SANGO – A verdade é que vim a pedido de um amigo. TAKEDA – Amigo?!(sendo irônico) SANGO – Não se meta! AKIRA – Calma gente! Parceiro não deviam brigar assim.(rindo) SANGO – Desculpe... eu queria saber se o senhor tem informação de uma mulher chamada Kagura? Ela trabalhou como secretária de assuntos institucionais. AKIRA – O que esse seu ‘amigo’ quer com Kagura? SANGO – Eu não sei, mas se o senhor me falar o que sabe dela, talvez descubra. AKIRA – Você tem que ficar sabendo que o que eu disser aqui não poderei provar. SANGO – Entendo. AKIRA – Esse cargo que Kagura ocupava era pura fachada, na verdade ela comandava um grupo de operativos estrangeiros que espionavam empresas de seu próprio país de origem, isso era financiado e apoiado pelo governo japonês. SANGO – Mas isso é ilegal! AKIRA – Não é tão simples! Com o crescimento econômico dos países asiáticos, nossos produtos e serviços avançaram para Europa e EUA, o que logicamente não agradou empresários desses países, que começaram a espionar nossas empresas, nós apenas revidamos. SANGO – O.k.! Não vou entrar no mérito da questão, mas sabe o motivo de Kagura pedir demissão? AKIRA – Se não me enganar foi por estress. SANGO – Mas isso é só a versão oficial, não é?(ele sorri) AKIRA – Você é mesmo uma ótima detetive... tem razão, Sango! TAKEDA – E qual é o real motivo da demissão dela? AKIRA – Isso infelizmente eu não sei, não tinha acesso a todas as informações, mas garanto que a versão oficial é mentirosa. SANGO – Sabe de alguma coisa sobre a empresa de consultoria que ela abriu? AKIRA – Não! Eu nem sabia que ela estava de volta no Japão. TAKEDA – De volta no Japão?! O que quer dizer com isso? AKIRA – Ela saiu do Japão depois da demissão, depois disso nunca mais ouvi falar dela... me fale o nome desse seu amigo que quer saber da Kagura. TAKEDA – O nome dele é Miroku, é advogado criminalista e diga-se de passagem, não me parece alguém confiável.(Sango olha feio para Takeda) AKIRA – Estou me lembrando, foi ele que defendeu Kohaku. SANGO – É.(ela se levanta) – Acho que já vamos.(Takeda se levanta) AKIRA – Mas já?!(ele se levanta também) É uma pena ficarem tão pouco, eu sinto não ajuda-la mais. TAKEDA – Obrigado pela hospitalidade. SANGO – Foi um prazer reve-lo, senhor Akira. AKIRA – Não foi nada! Precisa vir mais vezes visitar esse velho.(rindo) Depois de se despedirem Sango e Takeda vão em direção a saída, mas de repente o velho Akira se manifesta, indo atrás deles. AKIRA – Eu me lembrei de uma coisa. SANGO – O que?(ela vai até ele) AKIRA – Não sei se é importante, mas existe uma coisa que me chamou a atenção sobre Kagura bem antes dela pedir demissão. TAKEDA – O que seria? AKIRA – Dois anos antes do pedido de demissão, Kagura estava no auge da carreira, mas de repente ela pediu uma licença de um ano para se ausentar do cargo. SANGO – E o que tem isso? AKIRA – Os pedidos de licença são de no máximo 3 meses.(ele se aproxima mais dela) — Ela era uma viciada em trabalho e nunca tinha pedido licença, nem mesmo uma pequena, mas de repente pede uma de 1 ano. TAKEDA – Por que isso te chamou a atenção? AKIRA – Por que essas licenças são dadas a mulheres grávidas, mas Kagura nunca teve filhos. SANGO – O que você achou dessa história na época? AKIRA – Ela era uma queridinha do governo, ele deve ter sido beneficiada por isso. SANGO – Obrigada de novo. Sango e Takeda entram no carro da polícia e vão embora sob o olhar de Akira, que logo voltou para seus bonsais. MAIS TARDE, JÁ Á NOITE Sango estava no escritório de advocacia de Miroku, a quem contou toda história que ela ouviu de Akira. SANGO – Isso foi tudo o que consegui... será que ajudei? MIROKU – O que você conseguiu do seu amigo, eu já sabia, a não ser a história da licença de 1 ano. SANGO – Vai Miroku! Me diga o que quer com essa mulher? Eu não acredito nessa história que esteja trabalhando para um cliente. MIROKU – E por que acha que seria?(ele da um sorriso irônico) – Não me diga que está com ciúmes? SANGO – Agora é você que está sendo convencido! Eu só quero saber a verdade. MIROKU – Minhas intenções são boas, Sango! Agora eu não posso contar, mas um dia nós teremos uma conversa sobre isso.(ele segura a mão dela) — Confie em mim. SANGO – Eu vou deixar essa passar, mas um dia você vai me falar o que me esconde.(ela começa a rir) MIROKU – Posso saber qual é a graça? SANGO — Sabia que o Takeda acha que você é o Motoqueiro Noturno? MIROKU – Só por que o Motoqueiro Noturno conseguiu aquele CD? Seu parceiro está viajando.(ela para de rir) SANGO – Você não é ele, não é? MIROKU – Eu não sou! Eu nem consigo me equilibrar em cima de uma bicicleta, ainda mais em uma moto. SANGO – Não sabe andar de bicicleta? Coitadinho.(ela o beija) – Se quiser eu te ensino. MIROKU – Quem sabe um dia.(ele junta alguns papeis) — Hoje vou estar muito ocupado. SANGO – Eu vou indo, tenho que voltar ao departamento. MIROKU – O.k.! Até amanhã. Sango se despede do namorado e sai da sala dele passando pela mesa de Kagome, que estava com Shippou, ao vê-la, se manifesta. KAGOME – Sango, eu poderia falar com você? SANGO – Claro.(ela olha Shippou) — Oi Shippou! Como vai? SHIPPOU – Bem. SANGO – O que quer, Kagome? KAGOME – Eu fiquei meio atarefada, o Shippou meteu na cabeça que queria vir comigo hoje no trabalho dizendo que era trabalho da escola saber o que os pais fazem, aí acabei atrasando o trabalho e com essa chuva que está caindo. SANGO – Calma Kagome! Se é uma carona que quer eu darei. KAGOME – Obrigada, não vai atrapalhar? SANGO – Que nada! O departamento fica no caminho da estação de trem. KAGOME – Eu pediria isso ao Miroku, mas ele disse que estaria ocupadíssimo. SANGO – Eu percebi.(olhando para a sala de Miroku) KAGOME – Então vamos? SHIPPOU – Nós vamos em um carro da polícia? SANGO – Mas não precisa ter medo, Shippou! Vocês não serão presos.(rindo) KAGOME – Deixa de ser bobo, Shippou. Sango, Kagome e Shippou foram para o carro, no qual Takeda era o motoristas, e em seguida entraram nele e seguiram viagem. Próximo capítulo = O desaparecimento de Shippou – parte 1
Fale com o autor