Eu Sou a Noite
6 O casamento - parte 2
Ainda no escritório de sua empresa, Naraku analisava alguns contratos com o governo japonês até a chegada de Onigumo. NARAKU – O que foi agora, Onigumo? ONIGUMO – Eu recebi uma mensagem do grupo de cientistas e eles querem a resposta ainda hoje. NARAKU – Eu vou dar a resposta depois do casamento. ONIGUMO – Eles querem antes, senhor...se não eles falam com outro negociante. NARAKU – Já são mais de 7 horas da noite.(olhando para o relógio de pulso) — Eu vou ter que falar imediatamente com Kikyou.(ele se levanta) — Chame o chofer. Parecia urgente o assunto que Naraku tinha que tratar com Kikyou e enquanto isso já em sua casa, Kikyou se arrumava na frente do espelho enquanto conversava com a mãe, Kaede. KAEDE – Você tem certeza que não quer experimentar de novo o vestido? KIKYOU – Eu já fiz isso mãe...coube direitinho em mim.(ela chega por trás de Kikyou) KAEDE – Eu sei que esse casamento não é por amor, mas acho que irá amar o Naraku quando conhece-lo melhor. KIKYOU – Pode ser. KAEDE – Isso me faz lembrar o meu casamento com teu pai, eu não o amava mas com o tempo aprendi a gostar dele. KIKYOU – Eu sei de toda a história, mãe...a senhora amava mesmo o Toutoussai, padrinho do InuYasha. KAEDE – E por falar em InuYasha, eu ainda não engoli o fato de ter se encontrado com ele...eu sei como gostava dele, Kikyou, eu não quero que ele vire uma tentação para você desistir do casamento. KIKYOU – Mas do que a senhora está falando? Eu não vou desistir do casamento. KAEDE – Eu te conheço, Kikyou, eu estou vendo um brilho nos teus olhos que não via há muito tempo em você. KIKYOU – Pode ficar tranqüila, eu vou me casar amanhã. Kaede sai do quarto de Kikyou ainda suspeitando que a determinação dela se abalou, o que confirmava com o leve sorriso que Kikyou deu, ela tinha realmente ficado feliz em rever InuYasha, mas mesmo assim estava determinada em prosseguir com o casamento, e enquanto isso InuYasha conversava com Kagome no escritório do restaurante a respeito do buffet. KAGOME – Está tudo pronto para amanhã, quer ver os detalhes? INUYASHA – Não precisa! Eu confio em você, Kagome. KAGOME – Eu queria que olhasse pois eu não estarei amanhã no buffet. INUYASHA – Por que não? Você é que organizou tudo, tem que estar lá, Kagome. KAGOME – É algo sobre a tutela do Shippou...eu tenho que ir mesmo. INUYASHA – Tudo bem! Eu e o Myuga cuidamos das coisas. KAGOME – Então eu já vou indo para o meu quarto.(meio triste) INUYASHA – Aconteceu algo, Kagome? KAGOME – Por que pergunta? INUYASHA – Parece chateada com alguma coisa. KAGOME – Impressão sua...eu vou indo. INUYASHA – Tchau. InuYasha não entendi o que se passava com Kagome, mas como ele estava pensando muito em Kikyou e no casamento dela, ele não conseguia entender mesmo e assim ele saiu para sua ronda de Motoqueiro Noturno e enquanto isso, Naraku já estava em frente a porta do apartamento de Kikyou. KIKYOU – Naraku?!(ao abrir a porta) NARAKU – Eu sei que pode parece meio tarde mas precisamos conversar. KIKYOU – Pode entrar.(ela da passagem a ele) NARAKU – Está sozinha?(se sentando no sofá) KIKYOU – Sim! Ela foi resolver um problema com algum cliente, sabe como ela é uma advogada requisitada. NARAKU – Claro!(ele esfrega as mãos) — Eu vim aqui para falar a respeito de um projeto científico que quero que seja a mentora. KIKYOU – Não pode deixar isso para depois do casamento? NARAKU – Não! Precisamos conversar imediatamente...o Onigumo esteve reunido com um grupo de cientistas que querem realizar esse projeto.(ele entrega a ela alguns papeis) KIKYOU – E o que eu tenho com isso?(começando a ler os papeis) NARAKU – Eles querem trabalhar no teu futuro laboratório, com você encabeçando o projeto, é claro! KIKYOU – Eu não li tudo, mas isso aqui é genética metabolizante experimental em humanos. NARAKU – Isso mesmo! Não é fascinante? KIKYOU – Não!(ela se levanta) – Isso é ilegal para não dizer desumano. NARAKU – Mas por que essa atitude? Achei que todo cientista gostasse de desafio. KIKYOU – E eu gosto, mas existem tratados no mundo científico que não podem ser quebrados...eu não acredito que está me propondo isso...eu sou cientista para ajudar a achar a cura de muitas doenças. NARAKU – Ora Kikyou, essa proposta que lhe faço pode parecer ilegal mas pense que você pode levar a genética a níveis inimagináveis. KIKYOU – Não estou interessada. NARAKU – Você me decepciona, Kikyou...achei que era uma mulher de visão, eu até estaria disposto a ajuda-la nesse seu hobby de lecionar ciências e... KIKYOU – Isso não é hobby! Mexer com ciência e ensinar os jovens não é nenhum hobby, é parte de minha vida...é melhor acabarmos com tudo. NARAKU – Tudo bem se não aceita isso, conversamos depois do casamento. KIKYOU – Você ainda não entendeu o que está acontecendo...eu sou capaz de viver com alguém que não amo, sou capaz de viver com alguém que até me despreze, mas não sou capaz de viver com alguém que não respeita meu trabalho. NARAKU – O que quer dizer? KIKYOU – Isso!(ela tira o anel de noivado e entrega a ele) NARAKU – Está cometendo um erro, Kikyou...eu tenho muita influência na Universidade. KIKYOU – Não me ameace, Naraku...agora vejo quem você é. NARAKU – Eu esperava mais de você.(ele da as costas a ela) — Espero que isso não tenha nada a ver com teu ex. namorado.(sai pela porta) KIKYOU – Adeus, Naraku. Kikyou bate a porta, irritada com a proposta que Naraku fez a ela, e ele por sua vez estava conformado com o rompimento, já que no fundo não a amava. DIA SEGUINTE Já estando no salão, aonde seria realizado o buffet, InuYasha e Myuga organizavam os funcionários do restaurante, arrumando as mesas até a chegada inesperada de Naraku diante deles. INUYASHA – Senhor Naraku?! O que faz por aqui? NARAKU – Eu vim lhes informar que o casamento foi cancelado. MYUGA – Cancelado?! INUYASHA – Como assim? O que houve?(com um leve sorriso) NARAKU – Acho que Kikyou e eu percebemos que não éramos compatíveis. INUYASHA – Eu sinto muito. NARAKU – Essas coisas acontecem nas melhores famílias.(ele da um cheque a InuYasha) – Aqui está o pagamento pelo buffet...e quanto ao buffet, eu vou distribuir a comida aos mais carentes. INUYASHA – Obrigado.(aí Naraku se afasta e de repente para) NARAKU – A Kikyou é uma mulher bem difícil, não acha? Naraku sai sem esperar InuYasha responder, que deixa o dono de restaurante sem entender o que estava acontecendo vendo o carro de Naraku sumir no horizonte. MYUGA – Senhor InuYasha, o que faremos com toda essa comida? INUYASHA – Nós já recebemos...e você ouviu o homem, ele irá distribuir aos pobres. MYUGA – Eu vou ficar e levar as mesas de volta para o restaurante. INUYASHA – O.k.! E eu vou depositar o cheque na conta do restaurante. InuYasha sai do salão com um alívio por saber que Kikyou não irá mais se casar e quando já estava indo para sua moto, ele nota a presença de Kikyou, que vem até ele. KIKYOU – Eu resolvi me aproximar depois que o Naraku foi embora. INUYASHA – Você está bem? KIKYOU – Estou sim. INUYASHA – Mas o que houve? Espero que eu não tenha provocado nada. KIKYOU – Isso foi entre Naraku e eu...você não teve nada a ver. INUYASHA – Mas me conte o que aconteceu, você estava tão decidida a se casar. KIKYOU – Estava sim mas aí eu vi algo no Naraku que não gostei, eu sei que ele é um homem que ajuda muitas pessoas, da muitos empregos a essa população. INUYASHA – Eu sei! Ele até vai distribuir a comida do buffet aos pobres. KIKYOU – Mas ele tem seus defeitos como todo mundo. INUYASHA – Você vai ficar bem? KIKYOU – Vou sim.(ela respira fundo) — Na verdade InuYasha, eu estava mentindo. INUYASHA – No que? KIKYOU – Quando falei que você não tinha nada a ver com minha separação...na verdade eu não levei a sério a conversa que tivemos ontem, mas depois de uma proposta que ele me fez, percebi que eu estava passando por cima de meus princípios...então, obrigada.(sorrindo) INUYASHA – Então fico feliz por isso.(sorrindo também) KIKYOU – Agora tenho que ir, tenho que devolver um monte de presentes. INUYASHA – Eu também tenho compromissos. Tanto Kikyou quanto InuYasha ficam por um tempo sem saber o que falar um para o outro enquanto se afastam até que Kikyou se manifesta. KIKYOU – InuYasha.(se vira para ele) INUYASHA – Fale.(e ele se vira para ela) KIKYOU – Eu leciono de dia na Universidade...pode aparecer por lá se der vontade...para conversar e recordar do passado. INUYASHA – Vai se bom.(ela se aproxima dele e lhe da um beijo no rosto) KIKYOU – Eu vou estar esperando. Kikyou se afasta novamente de InuYasha para entrar em seu carro e ir embora e enquanto isso, Naraku estava reunido com Onigumo em sua sala. ONIGUMO – O senhor aceitou muito fácil o rompimento. NARAKU – Na verdade a proposta que fiz a ela foi um teste...eu quis testar a sua ambição e ela não passou. ONIGUMO – Mas e agora? Não vai desistir do projeto? NARAKU – Claro que não! Ele só vai ser atrasado até achar outro cientista capaz de fazer o trabalho. ONIGUMO – Eu já vou trabalhar nisso, senhor. Onigumo sai da sala e deixa Naraku sozinho com seus pensamentos enquanto olhava o porta retrato que tinha uma foto de Kikyou nele. ONIGUMO – Kikyou, Kikyou! Minha querida Kikyou! Eu ainda não desisti de você...eu só vou dar mais um tempo a você. Ele coloca o porta retrato dentro de uma gaveta e depois sai da sala e enquanto isso, InuYasha já estava saindo do banco depois de depositar o cheque que recebeu de Naraku e feito isso estava telefonando para Myuga. INUYASHA – Já depositei o dinheiro, Myuga...finalmente saímos do vermelho. MYUGA – Estou sentindo pela tua voz que está feliz, senhor InuYasha. INUYASHA – E sair do vermelho não é um bom motivo? MYUGA – O que acho é que existe outro motivo...como por exemplo o fim de um certo casamento. INUYASHA – Eu não posso negar que não queria que a Kikyou se casasse, ainda mais pelos motivos que ela estava se casando. MYUGA – Eu acredito senhor. INUYASHA – Mas mudando de assunto...a Kagome já voltou? MYUGA – Ainda não. INUYASHA – Estou preocupado com ela. MYUGA – Por que? INUYASHA – Ela me parecia meio deprimida ontem a noite, ela me disse que ia resolver um assunto a respeito da tutela do Shippou, espero que tenha dado tudo certo. MYUGA – Eu também! Eu vejo como ela gosta daquele menino. INUYASHA – Eu acho que tudo vai dar certo, estou sentindo que os ventos da sorte sopram a nosso favor.(rindo) MYUGA – Então até mais tarde, senhor. INUYASHA – Até. InuYasha, todo feliz, desliga o celular, mas sua fisionomia muda completamente ao ver alguém. INUYASHA – Kagome?! A cena que ele tinha visto era de Kagome de mãos dadas com um homem e eles estavam muito sorridentes entrando em um cinema. Próximo capítulo = Um rival para InuYasha – parte 1
Fale com o autor