Eu Sou a Noite
43 Encontros, reencontros e desencontros - parte 2
Fazia frio na noite de Tóquio e olhando para o relógio, Kouga esperava ansiosamente Kagome até que finalmente ela chega. KAGOME – Desculpe pela demora, demorei muito? KOUGA – Não, acho que foi eu que cheguei cedo demais. KAGOME – Vamos? KOUGA – Claro! Eu vou teve levar a um lugar que serve uma comida caseira muito boa. Kouga e Kagome andaram um pouquinho até chegarem ao local marcado e quando entraram nem perceberam que InuYasha, que chegou de moto logo depois de Kagome, os estava espionando. INUYASHA – Kouga a trouxe à um bar restaurante comum. InuYasha resolveu ficar do lado de fora preferindo não entrar para não ‘dar bandeira’ de sua insatisfação com aquele encontro e enquanto isso, no laboratório secreto, Kagura estava em uma das salas pensando como conseguiria convencer Kikyou a ficar a frente do projeto da jóia de 4 almas até que Ayame entrou na sala. AYAME – Posso falar com você? KAGURA – Então seja rápida! Estou muito ocupada. AYAME – Quando vamos roubar a jóia de 4 almas? KAGURA – Quando chegar a hora você saberá, mas por que quer saber? AYAME – Eu quero acabar com isso logo. Kagura percebe a tristeza nas palavras de Ayame, como se ela sofresse com tudo aquilo, como se algo a incomodasse. KAGURA – Qual é o problema, Ayame? Por que a pressa? Sempre achei que gostasse das coisas a seu tempo, não é assim que trabalha? AYAME – Não nesse caso.(com um olhar triste e perdido) KAGURA – Não me diga que isso tem a ver com Kouga.(Ayame só olha para o lado) AYAME – Como assim?(vermelha e meio nervosa) KAGURA – Está gostando dele, não é?(ela a encara) – Não é?(gritando) AYAME – Sim.(de cabeça baixa) KAGURA – Mas o que será que está acontecendo com essas mulheres? Primeiro a Kikyou fica daquele jeito por causa do namorado e agora você com o Kouga. AYAME – Olha Kagura, eu não pude evitar e... KAGURA – Espero que isso não te afete no trabalho, pois assim você ficará demasiadamente preocupada com ele durante o roubo e isso pode prejudica a missão. AYAME – Isso não vai acontecer. KAGURA – Escute Ayame, eu só convoquei o Kouga porque preciso dele bem perto para poder controla-lo, ele é uma bomba ambulante que pode explodir a qualquer momento... portanto esqueça essa paixonite e execute o plano. AYAME – Sim senhora! KAGURA – Agora vá! Preciso pensar em algo que me ajude a convencer Kikyou a ficar, há muito em jogo. Ayame sai da sala deixando Kagura com seus pensamentos e enquanto isso, Kagome e Kouga, depois de jantarem, continuaram a ter o encontro romântico. KAGOME – Esse lugar que me trouxe é bem aconchegante, já tinha vindo aqui? KOUGA – Já! Eu gosto de lugares assim, pois não chama muito a atenção. KAGOME – Ou isso ou você não tem dinheiro para me levar a um lugar melhor.(rindo) KOUGA – Também.(rindo também) KAGOME – Você sabe que estou brincando, não é? KOUGA – É claro!(ele fica em silêncio por um tempo) — Kagome, como está indo no seu novo emprego? KAGOME – Melhor impossível! O Miroku é um excelente patrão e não tenho um ‘caso’ com ele como muitas secretárias tem com o patrão.(rindo e de repente para de rir) – Eu soube que foi falar com o InuYasha. KOUGA – Como soube disso? KAGOME – O próprio InuYasha foi falar comigo... escute Kouga, eu não gosto que tomem decisões por mim, se o InuYasha tivesse que saber do nosso encontro por alguém, esse alguém deveria ter sido eu. KOUGA – Me desculpe Kagome, mas eu tinha que ver se o InuYasha ainda gostasse de você e acho que ele ainda gosta. KAGOME – Mesmo?!(dando um leve sorriso e depois tentando mostrar indiferença) – Isso é problema dele. KOUGA – Tem razão.(sorrindo) KAGOME – Kouga, o InuYasha me disse que não acredita na sua mudança, acha que está aprontando algo. KOUGA – E você? Acredita que mudei ou pensa o mesmo que ele? KAGOME – Eu quero muito acreditar. Ao ouvir aquilo Kouga segurou a mão de Kagome com carinho e essa cena era vista por InuYasha que os observava de binóculo. INUYASHA – “Aquele miserável do Kouga está segurando a mão da Kagome, como ela pode deixar isso?”(pensando) InuYasha estava visivelmente com ciúmes de Kagome e como ‘desgraça pouca é bobagem’, de repente o celular dele toca e no visor aparece o nome de Kikyou, o que fez InuYasha desligar o celular. INUYASHA – Eu não posso falar com Kikyou nesse momento. InuYasha voltou a espionar Kouga e Kagome, que naquele momento saíram do bar restaurante. KAGOME – Para onde vai me levar agora? KOUGA – Isso é surpresa, mas acho que vai gostar. KAGOME – É muito longe daqui? KOUGA – Um pouco. Kouga e Kagome começaram a andar sem notar que InuYasha os seguia de longe e enquanto isso, Myuga era obrigado a escutar as muitas reclamações de Kikyou no restaurante. KIKYOU – Me diga aonde está o InuYasha? MYUGA – Mas eu não sei, Kikyou, eu já disse. KIKYOU – Ele é seu patrão, como me diz que não sabe.(ela o segura pelo colarinho) MYUGA – Mas é por isso mesmo, pois sendo meu patrão ele não tem que me dar satisfação... já tentou ligar no celular dele? KIKYOU – Eu já fiz isso! Só da caixa postal.(ela o solta) MYUGA – Então eu não posso ajuda-la. Inconformada com a situação, Kikyou não parava de pensar nas palavras de Kagura, que dizia que InuYasha estaria com outra mulher. MAIS TARDE O lugar em que Kouga levou Kagome é a famosa Torre de Tóquio, e ambos podiam admirar a vista aérea da cidade lado a lado. KAGOME – Esse lugar é lindo mesmo! Faz tempo que não venho aqui. KOUGA – Eu também. KAGOME – Por que me trouxe aqui?(ainda olhando para a cidade) KOUGA – Você não se lembra? A Torre de Tóquio foi o primeiro lugar que te levei depois que nos mudamos para Tóquio.(ele olha para ela) KAGOME – É verdade!(ela olha para ele) – Eu tinha me esquecido. FLASH BACK DE 9 ANOS Kouga e Kagome, ambos com 16 anos, admiravam a vista do alto da Torre de Tóquio. KAGOME – Eu nunca pensei que Tóquio fosse tão grande. KOUGA – Mas ela ainda é maior do que isso e é aqui que vamos vencer na vida. KAGOME – Eu sei que seremos felizes, meu amor, pois estaremos juntos.(ela o beija) KOUGA – Sempre querida, sempre. KAGOME – A única coisa que queria nesse momento era a aprovação dos meus pais. KOUGA – Mas eles nunca me aceitaram, Kagome. KAGOME – Mas eu ainda os amo, são meus pais. KOUGA – Tudo bem, vamos deixar passar um tempo e depois vamos fazer uma visita surpresa... o que acha? KAGOME – Achei bárbaro, mas agora vamos visitar os seus amigos. KOUGA – Hakkaku e Genta que esperem, quero ficar mais um pouco com você. Kouga e Kagome se beijaram na Torre de Tóquio com a vista da cidade no fundo. FIM DO FLASH BACK Kouga e Kagome ainda estavam na Torre de Tóquio relembrando daquele dia e ainda sem saber que InuYasha os estava vigiando. KAGOME – Nós tínhamos tantos planos, tantos sonhos. KOUGA – E quase todos falharam.(olhando para baixo) KAGOME – Nós éramos muito jovens, não sabíamos nada da vida, do que estava por vir. KOUGA – Muitas coisas aconteceram depois daquele dia, o seu pai morreu, sua mãe te expulsou da vida dela, meus amigos foram mortos, nós nos separamos. KAGOME – Mas houve coisas boas! O Shippou apareceu em nossas vidas e enquanto realmente ficamos juntos, nós nos amamos.(segurando a mão dele) KOUGA – Eu sei.(ele fica com um olhar perdido) KAGOME – A verdade Kouga, por que me trouxe aqui? KOUGA – A minha vontade era que pudesse voltar atrás e assim não cometeria os erros que cometi, principalmente com você, mas vindo aqui percebi que não adianta mais, o que passou, passou. KAGOME – Eu sinto o mesmo, é um sentimento tão triste. KOUGA – Kagome.(ele olha nos olhos dela enquanto segura sua mão) – Eu te trouxe aqui porque queria sentir o que senti há 9 anos, eu queria ter aquela sensação de novo, mas isso é impossível. KAGOME – Kouga, eu... KOUGA – Eu sinto que você queria a mesma coisa, mas a verdade é que não nos amamos mais, depois que nos separamos, conhecemos outras pessoas. KAGOME – Eu sei e por isso aquele sentimento não volta mais, ficou no passado. Kouga e Kagome estavam tão triste que naquele momento se beijaram, mas não foi um beijo de paixão e sim um beijo de despedida, pois eles sabiam que o amor que um dia haviam sentido um pelo outro jamais voltaria então guardariam os bons momentos nos seus corações e vendo aquele beijo, InuYasha ficou com o coração partido e saiu da Torre sem que eles percebessem sua presença. KOUGA – Kagome, eu tenho uma coisa para te contar. KAGOME – O que? KOUGA – Eu menti para você, eu não desisti de procurar o homem que matou Hakkaku e Genta. KAGOME – Eu também tenho algo para contar. KOUGA – O que? KAGOME – No fundo eu não acreditei em você quando disse que tinha mudado. KOUGA – Não posso culpa-la, pois não mudei mesmo. KAGOME – Embora não concorde com o que está pensando em fazer, eu respeito a sua solidariedade com seus amigos, no mundo de hoje são poucas pessoas que tem isso. KOUGA – Obrigado Kagome... por tudo. Kouga da um beijo na testa de Kagome e vai embora com uma lágrima nos olhos, ela, que o observava indo embora, também, por sua vez, derramou algumas lágrimas, embora estivessem separados há anos e não se amassem mais, a ligação pelo casamento ainda era forte e ambos não podiam negar isso. KAGOME – “Cuide-se, Kouga.”(pensando) Kagome ficou na Torre um pouco pensando na vida e enquanto isso Kouga já estava no térreo, saindo da Torre, quando de repente InuYasha aparece na sua frente. KOUGA – InuYasha?! O que faz aqui? INUYASHA – Saber o que quer com Kagome. KOUGA – Isso não é da sua conta.(ele ia embora e InuYasha o segura pelo braço) INUYASHA – Vai me dizer o que quero saber. KOUGA – Me volta!(ele puxa o braço) – O que você quer afinal? Não está separado da Kagome? INUYASHA – Estou, mas isso não tem nada a ver. KOUGA – Acho que ainda gosta dela, mas foi você mesmo que a deixou e... Kouga não tem tempo de completar a frase, pois InuYasha desfere um soco fazendo Kouga cair no chão com os lábios cortados, saindo sangue. KOUGA – Está maluco?(ele se levanta) INUYASHA – Isso é o que vai acontecer se brincar com os sentimentos dela. KOUGA – Eu devia revidar o soco, mas você está tão patético que eu nem preciso disso. Kouga apenas se recompõe e segue em frente, deixando InuYasha ainda mais irritado, mas o que ele não podia imaginar era que Kagome tinha visto toda a cena e de repente InuYasha notou a presença dela. INUYASHA – Kagome. KAGOME – InuYasha, seu idiota. Kagome vai para um outro lado e InuYasha vai atrás dela e essa cena era vista por Kouga e de repente Ayame chega por trás dele. AYAME – Oi.(o abraçando por trás) KOUGA – O que faz aqui? AYAME – Eu vim ver você.(ficando de frente com ele) KOUGA – Eu quero saber como sabia que eu estava aqui? Ficou me seguindo? AYAME – Eu não te segui! Você e sua ex. mulher não são os únicos que gostam de vir a essa torre... foi apenas coincidência. KOUGA – Tá bom!(não acreditando muito) AYAME – Afinal de contas quem era o cara que te deu um soco.(rindo) KOUGA – Um idiota chamado InuYasha, ele foi namorado da Kagome, a minha ex. esposa. AYAME – Eu me lembro desse nome.(ela pensa um pouco) — Ah sim! É ele que o namorado daquela cientista. KOUGA – É, acho que sim, mas não me importa mais isso.(ele anda para ir embora e de repente para ao ver Ayame ainda parada) – Não vêm embora? AYAME – Eu vim aqui apenas para espairecer, mas acho que consegui coisa melhor. KOUGA – Então vai ficar? AYAME – Claro! Esqueceu? Eu não vim aqui por você. Kouga não entende a atitude de Ayame e assim vai embora do local e enquanto isso, InuYasha finalmente tinha alcançado Kagome. INUYASHA – Espere Kagome. KAGOME – O que veio fazer aqui, InuYasha? Por que não me deixa em paz? INUYASHA – Eu só me preocupo com você. KAGOME – Eu não preciso que se preocupe comigo, eu sei me virar sozinha. INUYASHA – Eu percebi isso quando você e o Kouga se beijaram no alto da torre. KAGOME – O que?! Quer dizer que estava me espionando? Quem você pensa que é? INUYASHA – O Kouga só vai te usar para algo ruim. KAGOME – Eu não devia contar, mas como está pensando tanto mal do Kouga, vou ter que dizer.(ela respira fundo) — O beijo que você viu foi de despedida, pois foi aqui que planejamos nossos sonhos quando nos mudamos para Tóquio. INUYASHA – O que? KAGOME – Foi isso que ouviu, se estava tão preocupado em Kouga me usar, pode ficar tranqüilo, não existe mais nada entre ele e eu, assim como entre eu e você, InuYasha. INUYASHA – Kagome, eu quero... No meio da conversa o celular de InuYasha toca e ele já sabe quem é. INUYASHA – Kikyou. KAGOME – É melhor atender o telefonema da sua namorada... me deixe em paz. INUYASHA – Mas Kagome. Kagome vai embora andando com passos firmes enquanto InuYasha, com o celular tocando, ficava olhando ela partir até que finalmente ele resolve atender. INUYASHA – Kikyou. KIKYOU – InuYasha, por que deixou o celular desligado? INUYASHA – Eu devo ter esquecido, o que quer falar comigo? KIKYOU – Eu apenas quero saber onde está? INUYASHA – Estou voltando para o restaurante, amanhã conversamos com calma, temos muito o que falar. KIKYOU – Mas InuYasha... InuYasha desliga o celular para usa-lo novamente, desta vez para ligar para Miroku, que estava no QG do Motoqueiro Noturno. MIROKU – InuYasha. INUYASHA – Miroku, eu preciso de um conselho. MIROKU – Se eu puder ajudar. INUYASHA – Eu não posso mais viver essa vida de mentira. MIROKU – O que houve? Parece meio transtornado. INUYASHA – Hoje eu fiz muita besteira, eu menti para Kikyou, segui a Kagome, dei um soco no Kouga, eu só fiz asneira em cima de asneira. MIROKU – Você teve um dia ruim... o que você quer de mim? INUYASHA – Eu não quero mais mentir para Kikyou, você acha que devo contar a verdade para ela? MIROKU – Se me fizesse essa pergunta há alguns dias, a resposta seria sim, mas depois da situação ter chegado a esse ponto, a melhor alternativa é não. INUYASHA – E continuar a mentir para Kikyou? MIROKU – Não, o meu conselho é que termine o namoro com ela, esse namoro está te fazendo muito mal e a ela também. INUYASHA – O que está querendo dizer? MIROKU – O que você ouviu, quando me disse que seguiu a Kagome ficou evidente que ainda sente algo por ela... e nem tente negar. INUYASHA – Eu percebi.(com a voz triste) MIROKU – Se quer mesmo consertar as coisas, deve contar a Kagome o verdadeiro motivo do rompimento de vocês dois. INUYASHA – Eu vou contar tudo a ela! Por que a deixei, a nossa sociedade, o que a gente tem feito, vou contar tudo. MIROKU – Faça isso! É o que tem que ser feito. InuYasha desliga o celular e vai embora, mas o que ele não percebeu era que Ayame tinha tirado fotos de Kagome e dele juntos e enviou essas fotos via celular. DIA SEGUINTE Como tinha combinado no dia anterior, Kikyou foi até o restaurante de InuYasha para conversar com o namorado e quando InuYasha viu a namorada sentada no balcão, sabia que era a hora de terminar tudo e por isso respirou fundo e foi falar com ela. INUYASHA – Kikyou, que bom que veio.(ela se vira com um olhar sério) KIKYOU – Você disse que queria conversar, pois estou aqui.(ele se senta ao seu lado) INUYASHA – Eu não sei como começar...(ela o interrompe) KIKYOU – Você quer terminar comigo, não é? INUYASHA – Não é tão simples assim, Kikyou. KIKYOU – Não precisa gastar sua saliva com isso, InuYasha, mas antes de terminar comigo, responda, ainda é apaixonado pela Kagome? INUYASHA – Sim.(ele olha para o lado e ela se afasta dele) KIKYOU – Eu não estou acreditando no que ouço, mas como pode fazer isso comigo? INUYASHA – Nesses últimos dias eu tenho me sentido mal por mentir para você por isso estou aqui contando toda a verdade. KIKYOU – Quer saber de uma coisa, InuYasha?(ela fica bem em frente a ele) – Vá para o inferno! Depois de gritar na cara dele, Kikyou vai embora com passos firmes e furiosos, ela estava muito irritada com a atitude de InuYasha, que por sua vez, ainda se sentia mal, mas agora estava mais aliviado em ter terminado o namoro. INUYASHA – Agora falta falar com Kagome. InuYasha montou em sua moto e foi para a firma de advocacia de Miroku, onde Kagome trabalha. MAIS TARDE Nos corredores do laboratório secreto, Kagura andava calmamente até cruzar com Kikyou no caminho. KIKYOU – Eu quero falar com você. KAGURA – Então vamos para minha sala e... KIKYOU – Eu vou encabeçar o projeto da jóia de 4 almas, não importa as conseqüências. KAGURA – O que a fez mudar de idéia? KIKYOU – O que você mesma disse, os homens não prestam e um dia eles te traem. Kikyou seguiu o seu caminho enquanto Kagura foi até a sala dela, onde estava Ayame. KAGURA – Muito bem Ayame, as fotos que enviou para Kikyou foram de grande ajuda. AYAME – Eu ‘quebrei o seu galho’ agora você me deve. KAGURA – O que você quer? AYAME – Eu quero saber tudo sobre o Kouga, qual o motivo dele estar aqui, o que o motiva, quero saber de tudo. KAGURA – Como quiser. Kagura conta a Ayame tudo que ela sabe sobre a vida de Kouga, a jovem ladra queria saber mais detalhes do amado e enquanto isso, InuYasha finalmente tinha chegado na firma de advocacia e logo vai falar com Kagome, que estava senta á mesa digitando algo no computador ao lado de Miroku. INUYASHA – Kagome, precisamos conversar. KAGOME – Vá embora! Não vê que estou trabalhando. MIROKU – É melhor ouvi-lo, Kagome, podem conversar na minha sala. Kagome deixa de fazer o trabalho e vai para dentro do escritório junto com InuYasha e lá dentro ele contou tudo a ela, contou que se separou dela por sentir pena de Kikyou, que tinha perdido a mãe, contou também que era o Motoqueiro Noturno e todas essas revelações deixaram Kagome perplexa. KAGOME – Como pode esconder isso de mim? INUYASHA – Eu apenas queria te proteger, se soubesse do meu segredo, você estaria correndo perigo e o Shippou também. KAGOME – Então foi você que ajudou o irmão de Sango? INUYASHA – Sim. KAGOME – Então o Miroku sabe de tudo? INUYASHA – Sabe e me ajuda com equipamentos, ele tem sido um leal amigo, nós fazemos o bem. Kagome se afastou um pouco de InuYasha e depois olhou para ele com olhos incrédulos e permaneceu em silêncio. INUYASHA – Diga algo, Kagome. KAGOME – Não se preocupe, eu não vou contar o seu segredo, mas quanto ao que fez comigo e com Kikyou, você merece o prêmio de maior idiota do mundo... me esquece! Kagome sai da sala deixando InuYasha arrasado com a indiferença dela, ele percebeu que as coisas não seriam fáceis para ele daqui para frente. Próximo capítulo = O mistério de Kagura – parte 1
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