Eu Sou a Noite

42 Encontros, reencontros e desencontros - parte 1


Depois de desconversar sobre como conseguiu o CD que inocentou Kohaku, Miroku, que estava assinando alguns papeis, percebeu que Kagome ainda estava na sala dele. MIROKU – Quer alguma coisa, Kagome?(vendo ela parada na sua frente) KAGOME – Eu queria saber se eu podia sair mais cedo? MIROKU – Algum problema com Shippou? Ou com você? KAGOME – Não, não há nada! É que eu tenho um outro compromisso. MIROKU – Claro que pode sair, Kagome! O trabalho por aqui já terminou... pode deixar que eu fecho o escritório. KAGOME – O.k.!(ela vai até a porta e depois para) – Miroku. MIROKU – Sim.(ele escrevia algo) KAGOME – Você tem visto muito o InuYasha?(ele para de escrever e olha para ela) MIROKU – Não muito... posso saber o motivo da curiosidade? KAGOME – Só estou curiosa.(meio sem graça) – Eu não vejo o InuYasha desde o casamento de Rin... é besteira minha, esquece o que eu disse, até amanhã. MIROKU – Até amanhã. Kagome saiu da sala, pegou suas coisas pessoais e foi embora para casa e enquanto isso, InuYasha estava gerenciando a coisas no seu restaurante, ele deixou de ser entregador e passou a cuidar diretamente da parte financeira do estabelecimento e era o que fazia naquele momento em seu pequeno escritório até a chegada de Myuga. MYUGA – Desculpe por interromper senhor InuYasha. INUYASHA – O que foi Myuga? Não vê que estou ocupado com o pagamento de fornecedores e de impostos? MYUGA – Eu sei, senhor, mas acho que deveria saber que tem uma visita inesperada. INUYASHA – Visita inesperada?!(ele para com o que estava fazendo) – De quem? MYUGA – Kouga. INUYASHA – Kouga?! Deixe que ele venha até aqui. Myuga sai da sala deixando InuYasha pensativo no motivo de Kouga ter o procurado e finalmente Kouga surge na frente dele. INUYASHA – Kouga, como vai? Soube que saiu da prisão por bom comportamento. KOUGA – Isso mesmo. INUYASHA – O Myuga disse que quer falar comigo, em que posso ajuda-lo? KOUGA – Eu soube que você e Kagome terminaram, isso é verdade? INUYASHA – Com todo o respeito isso não é da sua conta e... KOUGA – É sim! Agora é da minha conta sim.(InuYasha ficou confuso) INUYASHA – Do que está falando? KOUGA – Estou querendo dizer que eu e Kagome voltamos a sair juntos. InuYasha ficou sem reação diante daquela notícia, tanto que levou algum tempo para voltar a falar. INUYASHA – Por que veio me dizer isso? KOUGA – Eu queria ter absolutamente certeza de que não está mais interessado em Kagome, por isso vim aqui. INUYASHA – Então acha que pode revitalizar o casamento de vocês? KOUGA – Nós só estamos querendo uma nova chance para nós, acho que ainda sentimos algo que nos uniu no passado... foi o que houve com você e sua ex. namorada, não é? INUYASHA – Isso é diferente! KOUGA – Diferente nada! É a mesma coisa.(ele o encara) – Estou jogando limpo com você, InuYasha, mas eu estou te avisando... não interfira se realmente deixou de gostar da Kagome. INUYASHA – Embora tenhamos terminado, ainda gosto da Kagome como amiga e não vou deixar que alguém como você faça mal a ela. KOUGA – Mal?! Eu só quero o bem para Kagome, eu nunca faria nada de mal a ela. Depois de dizer tudo o que queria, Kouga sai do escritório do restaurante deixando InuYasha pensativo nos motivos para que Kouga teria para voltar para Kagome. INUYASHA – “Isso não vai ficar assim, Kouga, não vou permitir que machuque Kagome.”(pensando) Naquele momento InuYasha pega o seu celular e liga para Miroku, que já estava quase saindo do seu escritório para ir para casa. MIROKU – InuYasha?! Aconteceu algo? INUYASHA – Depende!(ele respira fundo) – A Kagome ainda está por aí? MIROKU – Não, ela pediu para sair mais cedo, disse que tinha um compromisso. INUYASHA – E não perguntou que compromisso é esse? MIROKU – Claro que não! Isso não é assunto meu, o que está acontecendo, InuYasha? INUYASHA – O Kouga veio aqui e disse que ele e Kagome voltaram a sair juntos, isso não é muito estranho? MIROKU – Só porque ele já foram casados? Não, eu não acho estranho, você voltou com a Kikyou... eu não acho nada de anormal. INUYASHA – Por acaso esqueceu do prédio que o Kouga e a outra amiga dele invadiram? Nós não sabemos o que ele foi fazer lá, levando em conta que ele não foi preso como tínhamos imaginado, principalmente se ele tem ligação com o Mestre das ruas. MIROKU – Vendo por esse ângulo você pode estar certo. INUYASHA – E se ele estiver tentando usar a Kagome para algum plano maluco dele? Não podemos ficar de braços cruzados, não acha? MIROKU – Sabe o que acho? Acho que está com ciúmes da Kagome. INUYASHA – Isso é ridículo! MIROKU – É mesmo?! Tem certeza? INUYASHA – Eu só estou preocupado com uma pessoa muito querida e... MIROKU – Pensa que não te conheço, InuYasha? Eu sei que ainda ama Kagome, não sei os motivos de ter terminado com ela, mas sei que ainda a ama. INUYASHA – Eu estou com a Kikyou, sabe disso. MIROKU – Eu não vou falar mais nada! Se quiser vigiar Kouga e Kagome, fique a vontade. INUYASHA – Então posso usar os equipamentos para isso? MIROKU – Nós somos sócios! Você tem liberdade para usa-los, InuYasha. InuYasha desliga o celular, sai do restaurante, monta em sua moto e sai em disparada do local. MAIS TARDE Na pequena cidade de Urawa, onde residia com Shippou, Souta e sua mãe, Kagome se arrumava em seu quarto, quando a senhora Higurashi entra. HIGURASHI – Posso falar com você, filha? KAGOME – Claro mãe!(ela para de se arrumar) — Diga. HIGURASHI – Tem certeza de que está fazendo o que é certo? Voltar a sair com o Kouga... KAGOME – Mãe, mãe... nós já conversamos sobre isso... eu acho sinceramente que o Kouga mudou, ele mesmo me disse que ia para de procurar o tal homem que matou os amigos dele e agora tentará refazer sua vida. HIGURASHI – Ótimo! Mas ele que refaça a vida com outra pessoa. KAGOME – Mas eu quero tentar! O Shippou me deu força e queria que a senhora e o Souta fizessem a mesma coisa. HIGURASHI – Você já é adulta, sabe o que faz. Kagome sai do seu quarto, na cia de sua mãe, e encontra Souta e Shippou sentados no sofá da sala. SOUTA – Olha como minha irmã está bonita. KAGOME – Gostaram?(se exibindo) SHIPPOU – Kagome, o Kouga vem te pegar? KAGOME – Não, nós marcamos de nos encontrar lá em Tóquio mesmo, não tem por que ele vim me pegar, não sou nenhuma mocinha inexperiente. SOUTA – Eu nem queria vê-lo mesmo.(ele se levanta do sofá e vai até a irmã) – Olha Kagome, eu sei que não concorda comigo o que penso do Kouga, mas se acha que ele mudou mesmo, eu te darei a maior força. KAGOME – Valeu mesmo, Souta. Nesse momento a campanhia toca e como não esperavam visitas, todos ficaram curiosos em saber quem era que estava tocando e quando Shippou vai abrir a porta tem uma surpresa. SHIPPOU – InuYasha?!(Kagome ficou surpresa) INUYASHA – Olá Shippou.(Kagome chega) KAGOME – O que quer, InuYasha? INUYASHA – Eu queria falar com você.(a senhora Higurashi se aproxima) HIGURASHI – Quem é?(e ela vê) – Senhor InuYasha, que prazer em reve-lo. INUYASHA – Como vai senhora? HIGURASHI – Não quer entrar e tomar alguma coisa? KAGOME – Ele já vai embora, mãe. HIGURASHI – Mas que bobagens.... vamos, entre por favor. A senhora Higurashi puxa InuYasha para dentro da casa, contrariando Kagome, que imediatamente puxa a mãe pelo braço e a leva para um canto da sala. KAGOME – O que está fazendo, mãe?(falando baixo) HIGURASHI – Talvez o InuYasha coloque juízo na sua cabeça. KAGOME – Mas mãe... HIGURASHI – Ao menos fale com ele.(ela olha para Souta e Shippou) — Vocês dois, vamos deixa-los a sós. Shippou e Souta atendem a senhora Higurashi e a seguem até a cozinha para que InuYasha e Kagome ficassem sozinhos. KAGOME – O que você quer?(de braços cruzados) INUYASHA – Você está muito bem.(ele a vê bem arrumada) – Vai sair? KAGOME – Vou! O que você quer afinal de contas, InuYasha? INUYASHA – O Kouga veio me procurar para falar que vocês voltaram a sair. KAGOME – Por que ele foi falar isso com você? Você não tem nada a ver comigo. INUYASHA – Ele veio ‘pagar de bom moço’ dizendo que quer refazer a vida dele com você e que era para eu não interferir. KAGOME – Eu não sei por que ele te disse isso, mas você interferindo ou não, para mim não faz diferença. INUYASHA – Então você gosta do Kouga? KAGOME – Gosto... ele é inteligente, simpático, bonito. INUYASHA – “Bonito?”(pensando) KAGOME – E você não tem nada a ver com isso. INUYASHA – Mas você tem que considerar o que o Kouga é, ele é um ladrão. KAGOME – Ele não é mais, ele mudou. INUYASHA – “Mudou nada! Ele continua o mesmo!” (pensando) — Eu só não quero que se machuque, Kagome. KAGOME – Tchau, InuYasha. InuYasha ficou impotente diante da determinação de Kagome e por isso foi embora em sua moto sob os olhares dos outros. HIGURASHI – Talvez ele tenha razão sobre o Kouga. KAGOME – Eu não acredito que a senhora escutou a conversa. SOUTA – Todos nós escutamos, Kagome. KAGOME – Escutem vocês! Eu agradeço a preocupação de todos, mas dispenso, eu sei me cuidar sozinha... vou pegar minha blusa, talvez esfrie à noite. Kagome foi ao seu quarto pegar a blusa e em seguida partiu para o encontro com Kouga e enquanto isso, em seu pequeno apartamento, Kouga acabara de sair do banho vestindo apenas uma toalha e enxugando a cabeça com outra quando vê uma pessoa sentada no sofá da sala. KOUGA – Como entrou, Ayame? AYAME – Ora Kouga! Sabe muito bem que não tem lugar que não consiga entrar. KOUGA – O que faz aqui?(enxugando os cabelos) AYAME – Você não me liga, não me telefona, não me envia nenhum e-mail... você está sumido, eu não te vejo há tanto tempo, desde o nosso último e único encontro. FLASH BACK DE ALGUNS DIAS Depois de terem conhecido o plano de Kagura, no laboratório secreto, sobre a jóia de 4 almas, Kouga e Ayame estavam à mesa tomando chá. KOUGA – Eu quero que me fale a verdade.(tomando chá) AYAME – Que verdade?(comendo um pãozinho) KOUGA – A Kagura me disse que você só está nessa história pelo dinheiro e pela adrenalina, mas eu não acredito nisso. AYAME – E por que pensa isso? KOUGA – Por que sei que mentiu para mim, sei que conhece a tal de Kagura, é possível que não soubesse do teste, mas tenho certeza que conhecia Kagura, vi a surpresa nos seus olhos quando a viu. AYAME – Mas que espertinho você me saiu, hein... você me pegou. KOUGA – Eu quero a verdade... quem é Kagura? AYAME – Eu não sei bem ao certo, mas sei que ela é uma pessoa de grande influência na alta sociedade e com o governo japonês, não sei do que ela vive e nem para quem trabalha, mas seja quem for, é uma pessoa de grande influência não só no Japão, mas fora dele também. KOUGA – Como a conheceu? AYAME – Depois que fugir do orfanato em que vivia, comecei a roubar casas para minha sobrevivência, eu era muito boa nisso, nunca tinham me pego, até o dia que tive a infeliz idéia de roubar a casa de Kagura, o sistema de segurança da casa dela era muito sofisticado, eu nunca tinha visto coisa parecida, tinha detetor de metal, raios laser, aparelhos de raio-x, sensores de movimentos. KOUGA – Deixa eu advinhar! Ela te capturou, mas ao invés de te entregar, ela resolveu te deixar livre desde que trabalhasse para ela, não é? AYAME – Isso!(ela olha para o horizonte) — Eu nunca conheci uma outra vida a não ser essa de roubar. KOUGA – Já pensou em parar com isso? AYAME – Já, mas sabe bem como é, eu já faço isso há tanto tempo que acabou se tornando algo natural como respirar. KOUGA – Mas eu vou mudar, depois que cumprir a minha missão. Ele se levanta à mesa para ir embora e Ayame vai atrás dele. AYAME – Ei, espere, Kouga. KOUGA – O que foi agora? AYAME – Você não quer cia para essa noite fria.(sorrindo para ele) KOUGA – Até que seria bom.(ele chega perto dela e acaricia seu rosto) – Mas não. AYAME – O que?(ela ficou indignada) KOUGA – Eu tenho que ir. Ayame ficou triste pelo ‘fora’ que levou de Kouga e o ficou observando indo embora. FIM DO FLASH BACK Kouga, que já tinha colocado roupa depois do banho, olhava para Ayame. AYAME – Você foi muito mal comigo naquela noite. KOUGA – Eu sinto por tê-la decepcionado. AYAME – Mas você não me decepcionou, ao contrário, você me deixou com mais vontade de conhece-lo. KOUGA – Tá bom.(sendo meio indiferente enquanto ela notava ele se arrumando) AYAME – Vai sair? Posso saber com quem? KOUGA – Não!(já estando pronto para sair) AYAME – Eu já sei!(gritando) – É a mulher do camafeu, não é? A sua ex. mulher! KOUGA – É! É ela mesma.(ele vai até a porta) — Eu vou indo, sabe onde é a saída. AYAME – Não tem medo que roube algo de você? KOUGA – Aqui não tem nada de valor que queira roubar.(ele sai e fecha a porta) AYAME – “Está errado, Kouga! Tem sim, você e o seu amor.”(pensando) Ayame tinha se apaixonado por Kouga, mas percebeu a ligação dele com Kagome e não seria nada fácil quebrar essa ligação e enquanto isso, Kikyou estava no laboratório secreto tentando falar com alguém no telefone, mas parecia que não era atendida e Kagura foi falar com ela. KAGURA – O que houve, Kikyou? KIKYOU – Estou tentando falar com alguém. KAGURA – Está tentando falar com aquele seu namorado de novo, não é? Aposto que ele deve estar com outra.(rindo) KIKYOU – Você não sabe o que fala.(ela continuava a tentar ligar) — “Droga! Por que o InuYasha não atende?”(pensando) KAGURA – Kikyou, guarde isso.(ela o faz guardar o celular) – Precisamos conversar. KIKYOU – Eu sei o que quer falar! Mas eu não vou mudar de idéia, vou sair do projeto da jóia de 4 almas, ainda mais depois do escândalo com o Onigumo, eu não posso trabalhar para o Naraku, mesmo que seja em segredo. KAGURA – Eu sei disso, mas pelo menos quero que veja os relatórios de pesquisa. KIKYOU – Por que faz tanta questão da minha opinião? KAGURA – Por que você conhece a essência desse projeto do começo ao fim e nenhum outro cientista está no seu nível. KIKYOU – Tudo bem! Eu posso ver os relatórios, mas não me envolverei mais nesse projeto ligado ao Grupo Naraku. KAGURA – Vai voltar a lecionar? KIKYOU – Talvez. Kikyou sai do laboratório secreto se afastando de Kagura, que ao ver a cientista sair, usa imediatamente o celular para ligar para Naraku, que estava sentado á mesa jantando em cia de Kanna. KAGURA – Senhor Naraku, acho que temos um problema. NARAKU – Fale.(não querendo citar o nome de Kagura na frente da filha) KAGURA – A Kikyou irá sair do projeto. NARAKU – Isso é ruim? KAGURA – Depende do senhor, a saída de Kikyou causará um atraso de pelo menos dois anos nos seus projetos. NARAKU – Por que tanto tempo? KAGURA – Isso é o mínimo que calculo para que outro cientista conheça as imperfeições do projeto sem ter convivido com Urasue. NARAKU – Por que Kikyou quer sair? KAGURA – Ela sabe que o senhor está por traz do projeto e acha que trabalha para o governo, mas depois da prisão de Onigumo, ela ficou com receio de continuar. NARAKU – Achei que a Kikyou tivesse uma mente mais aberta. KAGURA – Ela tem senhor, mas acredito que esteja assim por causa do namorado, ele está sendo uma péssima influência para ela. NARAKU – Talvez você tenha que cuidar disso pessoalmente, Kagura. KAGURA – Eu vou pensar em algo senhor... e quanto a seu caso, senhor, eu sugiro que suma por um tempo, até que as pessoas esqueçam um pouco o envolvimento do Grupo Naraku na venda de armas. NARAKU – Eu pensei o mesmo. Depois de desligar o celular, Naraku volta a jantar com Kanna. KANNA – Quem era, papai? NARAKU – Negócios, filha... Kanna. KANNA – O que foi papai? NARAKU – O que acha de fazermos uma viagem? Só nós dois, para nos isolarmos dessa confusão. KANNA – Eu não sei não! NARAKU – Olha Kanna, o Kohaku não voltará a falar com você nesses dias e aproveitando que você está de férias da faculdade. KANNA – Tá bom pai! Nós vamos viajar. NARAKU – Ótimo! Naraku esfregou as mãos de felicidade pela aceitação de Kanna, ele queria fugir dos holofotes da mídia, que queriam saber da relação do Grupo Naraku com a venda de armas mostrado no caso de Kohaku. Próximo capítulo = Encontros, reencontros e desencontros – parte 2